Lafaiete Coutinho (Bahia)

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Município de Lafayette Coutinho
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 20 de fevereiro
Fundação 1962
Gentílico lafaietense
Prefeito(a) Zenildo Brandão Santana
(2013–2016)
Localização
Localização de Lafayette Coutinho
Localização de Lafayette Coutinho na Bahia
Lafayette Coutinho está localizado em: Brasil
Lafayette Coutinho
Localização de Lafayette Coutinho no Brasil
13° 39' 21" S 40° 12' 46" O13° 39' 21" S 40° 12' 46" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Jequié IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Jequié, Maracás, Lajedo do Tabocal e Itiruçu
Distância até a capital 365 km
Características geográficas
Área 352,658 km² [2]
População 3 901 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 11,06 hab./km²
Altitude 558 m
Clima Semi-árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,599 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 15 777,829 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 430,73 IBGE/2008[5]
Página oficial

Lafaiete Coutinho é um município brasileiro do estado da Bahia.

História[editar | editar código-fonte]

O município foi criado com territórios do distrito de Três Morros e com parte de territórios dos distritos de Lajedo do Tabocal e de Maracás. Desmembrado de Maracás, com a denominação de Lafayette Coutinho. A cidade antes era conhecido como Baixa Alegre, devido ao caráter alegre e festeiro de seus moradores, sendo comum a profusão de festas como a do Reisado, a do padroeiro São Roque, as de São João e vários bailes, inclusive atraindo moradores das localidades vizinhas. E quando não mais tinham motivos para comemorar, os inventavam.

Junto ao potencial festeiro da chamada Baixa Alegre vivia ali uma comunidade fanaticamente religiosa. Eram em maioria católicos romanos que não aceitavam na comunidade, outras religiões ou outras interpretações de sua religião. A chegada de famílias protestantes desencadeou, juntamente com a chegada de mais uma missão de Bispos católicos romanos, as chamadas “Queimas de Bíblia”. A primeira foi realizada em 1940 e a última em 1984; os Bispos mandavam botar em frente à Sé Católica todas as Bíblias protestantes e lhes tocavam fogo.

Apesar da alegria e da fé do povo de Baixa Alegre, além destes conflitos a comunidade passou por tempos de dificuldades. Sêcas como as de 1937 – 1938 e 1940, contribuíam. A água precisava ser negociada com a família Lopes, em cujas terras ficava a fonte mais abundante e menos distante da comunidade, a maioria dos empregados vivia como diaristas (bóias-fria).

No início da ocupação das terras municipais, a economia girava em torno de lavouras de Café, Mamona, Fumo e Farinha de Mandioca. O escoamento dos produtos era feito através da estrada de ferro Nazaré das Farinhas/Jequié, inaugurada no início do século, com parada obrigatória na Estação do Baixão, onde tropeiros se reuniam para embarcar suas mercadorias que também era parada para movimento de passageiros e para a comunicação através dos correios. Mais tarde Baixa Alegre teve seu nome mudado para Vila dos Três Morros (Morro Alto, da Cruz e do Sabino),devido a sua situação geográfica, como distrito de Maracás. Logo depois foi desmembrada de Maracás, emancipando-se politicamente a 20 de Fevereiro de 1962, na gestão do governador [Juracy Magalhães], pela lei número 1619, publicada no Diário Oficial do Estado em 1 de Março de 1962. Seu topônimo é uma homenagem ao médico paraibano radicado desde os tempos de estudante de medicina, em Salvador, e depois professor catedrático da Faculdade de Medicina da Bahia, Lafayette Coutinho de Albuquerque, (nascido em 12 de dezembro de 1906 e casado desde 1934 com a bahiana Maria Francisca de Araújo Góes (Dona Chiká Coutinho, falecida em 1 de novembro de 1994) com quem teve, em Salvador, uma filha (1937) Lenise, de quem teve dois netos, Lafayettinho e Cristina), secretário de segurança (Chefe de Polícia) e depois secretário de agricultura, indústria e comércio do Estado da Bahia, falecido inesperadamente na sua casa da Barra, em Salvador, aos 52 anos, de infarto fulminante, aos 6 dias de setembro de 1959. O bairro centro é o mais velho da cidade de Lafayette Coutinho. Abriga Lafayette Coutinho importante acervo cultural fotografico documentado pelo Sr. José Caetité, antigo morador da cidade e filho do fazendeiro Eutildes Caetité. José Caetité fez parte da politica local no periodo da última ditadura militar (1964-1985) pela antiga Arena (partido do governo), ele foi vereador e fotógrafo, e usou de suas habilidades para documentar a história da cidade. Atualmente aposentado, lembra saudoso a antiga 3 môrros que ajudou a preservar em fotografias.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2004 era de 3.577 habitantes.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 25 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
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