Lagoa (bairro do Rio de Janeiro)

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Lagoa
—  Bairro do Brasil  —
Vista aérea do entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, que dá nome ao bairro.
Vista aérea do entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, que dá nome ao bairro.
Lagoa.svg
Distrito Subprefeitura da Zona Sul
Área
 - Total 510,99 ha (em 2003)[1]
População
 - Total 21 198 (em 2 010)[1]
 - IDH 0,959[1] (em 2000)
Domicílios 9 361 (em 2010)[1]
Limites Copacabana, Gávea, Humaitá,
Ipanema, Jardim Botânico e Leblon
[2]
Subprefeitura Subprefeitura da Zona Sul
Fonte: Não disponível

Lagoa é um bairro nobre da Zona Sul do município do Rio de Janeiro, no Brasil. Recebe este nome devido à Lagoa Rodrigo de Freitas e possui o quinto maior índice de desenvolvimento humano da cidade.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro (1884). Óleo sobre madeira, 23 x 65 cm. Acervo do Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

Nos primórdios da ocupação da cidade do Rio de Janeiro, a área onde hoje se encontra o bairro, chamada de Jardim da Gávea, que englobava os atuais bairros da Gávea, Jardim Botânico e Lagoa, possuía propriedades rurais, latifúndios onde se cultivava cana-de-açúcar.[4] Após a chegada da Família Real na colônia em 1808 houve a necessidade de se construir uma fábrica de pólvora para proteger a cidade de prováveis invasões francesas, sendo edificada nos arredores da Lagoa Rodrigo de Freitas.[4]

Em virtude da decadência do Ciclo da Cana, na metade do século XIX, as antigas fazendas tornaram-se chácaras. Na época, a cidade era dividida em freguesia e a ocupação residencial se intensificou quando a Rua São Clemente foi aberta e quando os bondes de burro alcançaram a Freguesia da Gávea, futura Zona Sul carioca.[4] Uma das histórias peculiares do bairro é a da Fonte da Saudade. Essa fonte ficava localizada no fim da primitiva praia da Lagoa. Na passagem do século XIX para o século XX, as lavadeiras portuguesas que atendiam às famílias abastadas de Botafogo se reuniam em torno da fonte lavando as roupas e compartilhando as saudades de sua terra natal.

As reformas urbanísticas realizadas a partir da gestão Pereira Passos trouxeram o saneamento básico à região, Na administração de Carlos Sampaio, houve a urbanização do bairro.[4] Na década de 1920, o novo bairro nobre ganhou a Avenida Epitácio Pessoa, que circunda orla da lagoa. Nela, foram construídas mansões da elite carioca, além do Jóquei Clube Brasileiro.[4] Nos anos 1970, construtoras aterraram ilegalmente a Lagoa, que perdeu 80 por cento de sua área original. Somente anos depois, houve a proibição de outras modificações na linha do espelho d’água do reservatório, além da restrição de construções na área.[4] Anos depois, e após muitas tentativas, a Lagoa foi parcialmente despoluída e, ao mesmo tempo, o bairro começou a ser um dos redutos da vida noturna da cidade.[4]

Atualidade[editar | editar código-fonte]

A população da Lagoa é de cerca de 21 200 pessoas,[1] relativamente baixa tendo em vista a área do bairro. Isso ocorre porque a maior parte do bairro é ocupada por parques, áreas de preservação ambiental e, é claro, a própria Lagoa Rodrigo de Freitas. A lagoa representa uma área de lazer muito procurada, permitindo a prática de diversos esportes, como remo e esqui-aquático, além do ciclismo pois apresenta uma ciclovia de 7,5 quilômetros de extensão em sua margem.

É um bairro majoritariamente residencial. Não há um forte comércio, como nos bairros vizinhos de Ipanema, Leblon e Copacabana. A maior parte dos estabelecimentos comercias é de restaurantes, como os quiosques na orla e outros restaurantes em ruas internas.

O bairro, em geral, é o terceiro mais valorizado do Rio de Janeiro, atrás apenas do Leblon e de Ipanema.[5] Uma das causas dessa valorização é a escassez de terrenos para novos empreendimentos imobiliários[6] . Nos arredores da Fonte da Saudade o metro quadrado custa aproximadamente 7 000 reais e na divisa com Ipanema custa entre 10 000 e 13 000 reais.[7] [6]

Geografia e trânsito

O canal do Jardim de Alah, pelo qual as águas da lagoa comunicam-se com as do Oceano Atlântico, estabelece a divisória entre o bairro da Lagoa e os bairros vizinhos de Ipanema e Leblon. Para além destes, a Lagoa faz divisa com os bairros do Jardim Botânico, Humaitá, Gávea e Copacabana.


O bairro pode ser divido nas seguintes sub-áreas:

  • Fonte da Saudade
  • Curva do Calombo
  • Corte do Cantagalo
  • Lado de Ipanema
  • Lado do Leblon
  • Lado do Jardim Botânico

A Lagoa representa uma peça importante do quebra-cabeça viário da cidade do Rio de Janeiro. Na Lagoa, está uma das entradas do Túnel Rebouças, que liga a Zona Sul à Zona Norte.

As principais vias são as Avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa, que contornam a Lagoa e o Canal do Jardim de Alah. A Avenida Borges de Medeiros margeia a Lagoa pelos lados oeste e norte. Já a Avenida Epitácio Pessoa contorna o lado leste. Essas avenidas têm início nas praias do Leblon e de Ipanema, respectivamente, e terminam na entrada do Túnel Rebouças. Há também a Avenida Alexandre Ferreira e a Rua Fonte da Saudade, que ligam a Lagoa ao bairro do Humaitá.

Outro eixo viário importante é a Autoestrada Lagoa-Barra, que além de passar pela Lagoa, serve aos bairros da Gávea, São Conrado, Joá e Barra da Tijuca.

A Lagoa-Barra é a principal ligação entre as Zonas Sul e Oeste do Rio de Janeiro.

A Avenida Henrique Dodsworth liga a Lagoa à Copacabana, desembocando na Praça Eugênio Jardim, onde se localiza a Estação Cantagalo do metrô do Rio.

Panorama do bairro nobre
Imagens da Lagoa
Vista aérea noturna da Lagoa e do Hipódromo da Gávea
Vista aérea noturna da Lagoa e do Hipódromo da Gávea
Lagoa Rodrigo de Freitas, o ponto mais emblemático do bairro.
Lagoa Rodrigo de Freitas, o ponto mais emblemático do bairro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]