Lambic

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Lambic
Exemplar de Lambic
Informações
Álcool(ABV) 5 – 6,5%
Cor (SRM) 3 – 7
Amargor(IBU) 0 – 10
OG 1.040 – 1.054
FG 1.001 – 1.010
Serviço
Temperatura 0-4°C
Copo tulipa


Lambic é a um tipo de cerveja fabricado tradicionalmente pela região de Pajottenland, Bélgica assim como em Bruxelas pela cervejaria e museu Brasserie Cantillon. A cerveja Lambic é geralmente consumida após a refermentação, resultando em derivados da cerveja, tais como a Gueuze ou a Lambic Kriek. Contrariamente às convencionais cervejas Ale e Lager, que são submetidas à fermentação por linhagens minuciosamente cultivadas de leveduras, a cerveja Lambic é produzida através da fermentação espontânea que consiste em expor a própria cerveja a leveduras selvagens e consequentemente a bactérias. A Lambic surgiu através da Chapeau Banana, uma ale belga da cervejaria De Troch. Esta cerveja apresenta componentes com um forte carácter ácido.[1]

São Ales ácidas, de fermentação espontânea, fermentadas nas proximidades de Bruxelas (Vale do Rio Senne) a cerveja Lambic é proviniente de um antiga tradição com séculos de existência. É cada vez menor o número de produção deste tipo de cervejas.[2]

Straight Lambics ou Lambics puras são cervejas de um único lote e não são misturadas (unblended). Por esse motivo são frequentemente um produto característico da cervejaria, sendo mais variável que as Gueuzes. Geralmente são servidas novas (com 6 meses), na pressão, não possuindo uma sensação gustativa de carbonatação. Versões recentes tendem a apresentar uma acidez unidimensional, já que o caráter mais complexo proveniente de Brettanomyces demora cerca de um ano para se desenvolver. A presença de um caráter entérico é um indício de que a Lambic é ainda jovem. Características notáveis de vinagre ou sidra são consideradas defeitos de acordo com cervejeiros belgas. Como as leveduras selvagens e as bactérias fermentam todos os açúcares, estas cervejas são somente engarrafadas após terem fermentado por completo. A Lambic é servida sem carbonatos enquanto que a Gueuze, por exemplo, é servida efervescente. Os valores de IBUs são relativamente próximos em virtude do uso de lúpulos envelhecidos. Os belgas usam lúpulo nas Lambics pelas suas propriedades bacteriostáticas não se importando com o sabor a amargor.[2]

É utilizado o trigo não maltado (30 a 40%), malte Pilsen e lúpulos envelhecidos e ultrapassados (de 3 anos). Os lúpulos envelhecidos são empregues frequentemente pelo seu efeito conservante, tornando o nível real de amargor mais difícil de estimar. Versões artesanais ou caseiras são normalmente produzidas com culturas puras de leveduras dos gêneros Saccharomyces e Brettanomyces, e bactérias dos gêneros Pediococcus e Lactobacillus na tentativa de se recriar a microbiota dominante em Bruxelas e da região do Vale do Rio Senne. Culturas coletadas de garrafas são algumas vezes usadas, contudo não existe uma forma simplificada de saber quais os organismos que ainda estão viáveis.[2]

A única versão engarrafada prontamente disponível é a Cantillon Grand Cru Bruocsella. Em Bruxelas e arredores existe cafés especializados que frequentemente possuem lambics em barril de cervejeiros ou mescladores tradicionais, tais como Boon, De Cam, Cantillon, Drie Fonteinen, Lindemans, Timmermans e Girardin.[2]


Referências

  1. How to Drink Lambic Beer. Visitado em 17 de agosto de 2012.
  2. a b c d Diretrizes de estilo BJCP 2008 (PDF) Beer Judge Certification Program. Visitado em 8 de agosto de 2012.