Lapa (bairro do Rio de Janeiro)

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Lapa
—  Bairro do Brasil  —
Aqueduto da Carioca, popularmente conhecido como os Arcos da Lapa.
Aqueduto da Carioca, popularmente conhecido como os Arcos da Lapa.
Lapa.svg
Distrito Centro e Centro Histórico
Criado em 17 de maio de 2012[1]
Área
 - Total 40,00 ha (em 2003)
 - IDH 0,894
Limites Centro, Glória, Santa Teresa[2]
Subprefeitura Centro e Centro Histórico
Fonte: Não disponível

Lapa é um bairro de classe média da Zona Central do município do Rio de Janeiro, no Brasil. Possui uma grande variedade de bares, restaurantes, boates e pubs temáticos, que atendem a todos os gostos ao longo de suas treze ruas. Sendo conhecido como o "berço" da boemia carioca, na atual efervescência do bairro, quinze novos estabelecimentos foram abertos apenas em 2009. Também é famosa pela arquitetura, a começar pelo Aqueduto da Carioca, sua principal referência e cartão postal. Foi construído para funcionar como aqueduto nos tempos do Brasil Colonial, e desde 1896, serve como via para o bonde que liga o centro da cidade ao bairro de Santa Teresa. Até 2012 era um dos cinco sub-bairros do Centro, sendo emancipado por razões culturais.

História[editar | editar código-fonte]

O Aqueduto da Carioca é considerado a obra arquitetônica de maior importância do Rio Antigo e um dos principais símbolos da cidade. A imponente construção em estilo romano tem 17,8 metros de altura, 270 metros de extensão e 42 arcos que ligam o bairro de Santa Teresa ao Morro de Santo Antônio. O Aqueduto da Carioca foi construído em 1723, no período do Brasil Colonial e tinha, como objetivo, conduzir a água do Rio Carioca da altura do Morro do Desterro, atual bairro de Santa Teresa, para o Morro de Santo Antônio. A obra ajudaria a resolver o problema da falta de água na cidade. Problema este que já era antigo. Os estudos para trazer as águas do Rio Carioca para a cidade começaram nos primeiros anos do século XVII, mas as obras de instalação de canos de água no Rio de Janeiro só tiveram início um século depois.

Residiram na Lapa: Machado de Assis (no número 264 da Rua da Lapa[3] ) e diversos de seus personagens, Carmem Miranda, Manuel Bandeira, Jorge Amado (em momento de sua vida), Péricles Maranhão (autor de "O Amigo da Onça"), Lamartine Babo, Orestes Barbosa, Villa-Lobos etc.[carece de fontes?] Nos últimos tempos, o paisagismo da Lapa sofreu significativas alterações. Onde era o Largo dos Pracinhas (uma praça anexa ao Aqueduto da Carioca), hoje existe o Circo Voador. A Rua dos Arcos, que atravessa o aqueduto, era um via ocupada por edificações centenárias, entre elas a Fundição Progresso, que hoje é uma "casa de shows". A região nasce no final da Zona Sul, quando a Rua da Glória torna-se a Rua da Lapa. Também faz limite com o bairro de Santa Teresa e com o sub-bairro de Fátima, no Centro.

Emancipação[editar | editar código-fonte]

"Lei N.º 5.407 de 17 de maio de 2012. Cria o Bairro da Lapa, pela subdivisão do Bairro de Fátima e do Centro, área da AP 1, II Região Administrativa. Autores: Vereadores Dr. Jairinho e Marcelo Arar Faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Fica criado o Bairro da Lapa pela subdivisão do bairro do Centro, área da AP 1 e II Região Administrativa. Art. 2º O Bairro da Lapa terá os seguintes limites:

Ruas
Riachuelo, André Cavalcanti, do Rezende, Ubaldino do Amaral, do Senado, dos Inválidos, Lavradio, dos Arcos, da Lapa, da Glória, Conde de Lages, Joaquim Silva, e Evaristo da Veiga.
Praças
Monsenhor Francisco Pinto, Cardeal Câmara e Largo dos Pracinhas.
Avenida
República do Paraguai e Av Men de Sá

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Dia 18 de maio de 2012." - Eduardo Paes; Prefeito do Rio de Janeiro desde 2009.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Casarões da Lapa
Vista noturna do bairro, com o Aqueduto da Carioca ao fundo

Próximo ao bairro, concentram-se as sedes e prédios administrativos de muitas grandes empresas (Petrobras, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Caixa Econômica Federal etc.), bem como inúmeros prédios (arranha-céus) comerciais de elevadíssimo padrão na Avenida República do Chile ("Ventura Corporate Towers", "Rio Metropolitan" etc.). Com o adensamento populacional das demais regiões da cidade, a proximidade da Zona Sul (com a qual faz fronteira pela Glória) e a intensificação do trânsito, começou também a despertar o interesse de moradores das regiões norte, sul e oeste do Rio de Janeiro, ávidos por habitar próximo ao trabalho no Centro, escapando dos congestionamentos. Por essa razão, empreendimentos residenciais lançados na primeira década do século XXI, que ofereceram ampla infraestrutura ou estrutura de apart-hotel ("Viva Lapa", "Cores da Lapa" etc.) esgotaram suas vendas em pleno lançamento, o que deixa clara a demanda reprimida por habitações de padrão elevado no bairro.

Com o andamento de obras de vulto como a da nova sede da Petrobras, Eletrobras, Centro Empresarial da Evaristo da Veiga etc., estima-se que a demanda por residências no bairro torne-se ainda maior, sobretudo por executivos que já vêm adquirindo imóveis no bairro como "pied à terre" (segundo imóvel na região onde se trabalha, para evitar grandes deslocamentos e trânsito durante dias de semana). Na tentativa de resgatar a vocação residencial da região, foi criado o movimento Eu Sou da Lapa. Inspirado na famosa campanha I love NY, que ajudou a revitalizar a cidade estadunidense que estava em decadência na década de 1970, o movimento busca resgatar o orgulho de pertencer ao bairro. Com o apoio do poder público e a adesão da maioria dos estabelecimentos comerciais da Lapa, o Eu Sou da Lapa foi espalhado pela cidade, mas com poucas conquistas efetivas na área de segurança, reinserção da população de rua e combate ao crime, antigas reclamações dos moradores aos poderes públicos.

Outrora famosa por inspirar tipos como Madame Satã e os malandros cariocas que tanto habitaram as páginas literárias dos nossos autores, a Lapa é, hoje, ponto de referência absoluta para os amantes da vida noturna. Uma das características marcantes do bairro é a absoluta harmonia com que convivem as mais diversas tribos musicais. Desde os anos 1950, quando começou a ser chamada de "Montmartre Carioca", a Lapa é palco de encontro intelectuais, artistas, políticos e, principalmente, do povo carioca, que ali se reúne para celebrar o samba, o forró, a música popular brasileira, o choro e, mais recentemente, a música eletrônica e o rock. Nos últimos anos, a região consolidou-se como o segundo maior destino de turistas estrangeiros na cidade, ficando atrás apenas do bairro de Copacabana[carece de fontes?]. O Passeio Público, a Escola Nacional de Música e a Igreja de Nossa Senhora do Desterro da Lapa são referências para o turista que quer ver uma boa amostra da arquitetura do Rio antigo. Para o público que prefere a música eletrônica e os shows de rock, destacam-se, dentre outros, a Fundição Progresso e o Circo Voador, reinaugurado em 2004.

Ordem pública[editar | editar código-fonte]

O renascer do bairro como centro de vida noturna, na virada do século XX para o XXI, trouxe o aumento da prostituição nas ruas do bairro[4] . Outros problemas enfrentados pelo bairro atualmente são o comércio ambulante não autorizado, a sujeira, a criminalidade e a falta de preservação de alguns prédios de importância histórica[3] .

Panorama do Aqueduto da Carioca.
Panorama do Aqueduto da Carioca.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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