Laranja-azeda

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Como ler uma caixa taxonómicaCitrus aurantium L.
Pomeranzen BMK.jpg

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Sapindales
Família: Rutaceae
Género: Citrus
Espécie: Citrus aurantium (L.)
Sinónimos
Aurantium acre (Mill.), Citrus aurantium subsp. amara (L.), Citrus hystrix (H. Perrier), Citrus vulgaris (Risso).

A laranja-azeda ou laranja-amarga (Citrus aurantium) é uma espécie de citrino da família Rutaceae.[1] Contém vitamina C, minerais como o potássio e fibras alimentares como a pectina.

Outras espécies com usos similares: Citrus medica L. (cidra).

Nomes populares[editar | editar código-fonte]

Laranja-azeda, laranja-bigarade, laranja-cavalo, laranja-da-china, laranja-da-terra, laranja-de-sevilha, laranja-de-umbigo, laranja-doce, laranja-flor, laranja-morgote, laranja-natal, laranja-pêra, laranja-valência, laranja-sevilhana, laranja silvestre, laranjeira, laranjeira-comum, laranjeira-da-china, laranjeira-doce, morgote, pomo-das-hosperides, pomo-de-bacho, pomo-de-ouro, tangerina-morgote, bergamoteira.

Estudos[editar | editar código-fonte]

Estudos clínicos mostram que componentes do citrus aceleram o metabolismo, promovendo um maior gasto de calorias e, consequentemente, a queima de estoques de gordura. Apesar de ter uma ação próxima à da efedrina (Ephedra sinica), proibida por acelerar os batimentos cardíacos e a pressão arterial, aumentando o risco de insônia, infarto e derrame, essas substâncias extraídas da laranja amarga são mais seguras. A laranja se liga a receptores encontrados no tecido gorduroso, ativando o metabolismo e a queima de gordura sem interferir no sistema cardiovascular.

Se você malhar, os benefícios vêm em dobro: além da queima de gordura gerar mais energia, o citrus estimula a liberação de adrenalina, substância que deixa a gente mais ativa, melhorando a performance e ganhando mais massa magra, desde que seu treino inclua sessões de musculação. O citrus também deixa os aminoácidos mais acessíveis para a formação da proteína.

Constituintes químicos[editar | editar código-fonte]

Acetato de linalina, acetado de geraniol, acetado de geranilo, ácido ascórbico (vitamina C), ácido cítrico, ácidos graxos, alcanos, borneol, bioflavonóides, carboidratos, caroteno, cirantina, citral, derivados cumáricos, escopuletina, fitosteróis, geraniol, hesperidina, limoneno, linalol, lipídios, metil-anthranilato, naringina, nobeletina, nerol, pectinas, pineno, proteínas, roifolina, rutinose, sais (potássio, cálcio, sódio, fósforo, magnésio, enxofre, cloro, ferro, silício), saponina, sinefrina, substâncias amargas, tangeritina e as aminas: synefrina, N-metiltyramina, hordenina, octopamina e tyramina, vitamina A (retinol), vitamina B (tiamina), vitamina B2 (riboflavina), niacina.

Propriedades medicinais[editar | editar código-fonte]

Alcalinizante, antiartrítica, antidepressiva, corbútica, antiespasmódica, antiinflamatória, anti-reumática, anti-séptica, antiulcerogênica, aperiente, calmante, carminativa, colagoga, depurativa, digestiva, diurética, estimulante, estomacal, febrífuga, hipotensora, laxante, rejuvenescedora, relaxante, sedativa, sudorífico, vermífuga, vitaminizante, inibidora de apetite.

Segundo Ferro (2008), Citrus aurantium pode ser utilizada como calmante, usando casca do fruto, flores, frutos e entrecasca. Coadjuvante no tratamento da obesidade, usando: pericarpos imaturos; extratos padronizados a 6% rico em sinefrina, diminui o apetite e aumenta a queima de gordura pelo corpo, visto que a sinefrina não ultrapassa a barreira hematoencefálica. É útil nos casos de constipação intestinal.

Segundo Arbo (2008), o componente mais ativo desta planta é a sinefrina, conhecida também como oxedrina, e afirma que essa substância tem efeito sobre o metabolismo e influência na saciedade e diminuição da motilidade gástrica. A fruta também é rica em pectina, fibra que forma uma espécie de esponja no organismo, dificultando a absorção de gorduras, carboidratos e colesterol.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

2. FERRO, D. Fitoterapia: conceitos clínicos. São Paulo: Atheneu, 2008.

3. ARBO, M.D. Avaliação toxicológica de p-sinefrina e extrato de Citrus aurantium L. ( Rutaceas). Monografia. (Pós Graduação em ciências Farmacêuticas). Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2008.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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