Laranja Mecânica (livro)

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A Clockwork Orange
Laranja Mecânica
Autor (es) Anthony Burgess
País  Reino Unido
Género Ficção, Ação, Drama, Distopia, Novela
Lançamento Reino Unido 1962
Páginas Reino Unido 192
ISBN 0-434-09800-0
Edição portuguesa
Edição brasileira
Tradução Fábio Fernandes
Editora Editora Aleph
Lançamento 1970, último relançamento em 2004
Páginas 200
ISBN 978-85-7657-003-5

Laranja Mecânica (A Clockwork Orange no original) é um livro de Anthony Burgess escrito em 1962. Lançado nos Estados Unidos e Inglaterra em 1962 e no Brasil em 1971, suscitou polêmicas pela crueza com que descreve um mundo de violência. É uma sátira à sociedade inglesa. A trama se desenrola em um futuro não determinado e conta a história de um jovem delinquente (Alex) e sua gangue (Pete, Georgie e Tosko) que espancam mulheres e anciãos ao som de Beethoven.

O romance foi inspirado em um fato real ocorrido em 1944: o estupro, por quatro rapazes, da primeira mulher do autor, Lynne. A leitura é difícil, porque Burgees inventou uma linguagem em nadsat para ser falada pelos adolescentes. A linguagem causa estranhamento nos leitores e os termos eslavos e palavras rimadas exigem dedução para o entendimento. Exemplo: "a rot do vekio estava cheia de krov(sangue) vermelho quando lhe demos um toltchock; tiramos as platis da devotchka e seus grudis eram horrorshow...". A maioria das edições do romance é acompanhada de um glossário.1 nota 1 .

Seu título provém de uma expressão anglo-saxã "As queer as a clockwork orange", ou, em uma tradução simplificada, "Tão bizarro quanto uma laranja mecânica".

Foi adaptado ao cinema por Stanley Kubrick em 1971.

Índice

Sinopse do Livro [editar]

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O protagonista Alex, amante da música clássica (principalmente Ludwig van Beethoven) e líder de uma gangue de delinquentes (seus capangas são chamados de "'droogs'") que roubam e estupram, cai nas mãos da polícia. Preso, Alex é usado numa experiência chamada "Método Ludovico", criada pelo Estado e destinada a refrear os impulsos destrutivos dos delinquentes. Quando volta às ruas regenerado, passa a sofrer com aqueles que antes eram as vítimas. Após ser usado num jogo político pelo partido de esquerda, o Estado reverte o seu "tratamento".

Para complementar o vocabulário dos seus personagens, Anthony Burgess criou mais de duzentas palavras baseadas nas gírias dos ciganos ingleses, na própria língua inglesa, em expressões eslavas (algumas vezes alteradas semanticamente) e fez ainda associações de idéias, aglutinações e jargões rimados ingleses. Tal coleção de palavras é conhecida como nadsat. Em Portugal, a tradução foi feita pelo escritor José Luandino Vieira, que adaptou as palavras nadescentes ao Português. Alguns exemplos: crove (sangue), debócheca (mulher), videar (ver), tolchoque (golpe, pancada), grude (seio), druco (amigo, companheiro), bratecheno (sacana), cancerilho (cigarro), etc.

Cultura popular [editar]

Música [editar]

O artista multimídia brasileiro, Daniel Piquê, deu o nome para seu estúdio multidisciplinar de Ultra Violence Studios, inspirado na história.

O grupo brasileiro de heavy metal, Sepultura, se inspirou na história do romance Laranja Mecânica para conceber seu álbum A-Lex. O título do álbum é um trocadilho com o nome do personagem principal; em latim, a expressão a-lex significa “sem lei”.

A banda de hardcore punk Lower Class Brass escreveu uma música chamada “Ultra-violence”(ultraviolência) inspirada na história.

A banda de punk britânica, The Adicts, usa um figurino similar ao dos "Droogs", além de ter um álbum intitulado “Smart Alex”(Astuto Alex em português).

A banda de punk argentina, Los Violadores, escreveram a música “1,2, Ultraviolento” inspirada na história.

A banda de punk alemã, Die Toten Hosen, compôs um álbum baseado em Laranja Mecânica, intitulado "Ein kleines bisschen Horrorschau", em potuguês, "Um pouco de show de horror".

Referências

Notas

  1. Burgees foi um criador de linguagens e inventou a que os homens ancestrais falam no filme etnológico A guerra do fogo, de Jean-Jacques Annaud

Ver também [editar]

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