Laranja Mecânica (livro)
| A Clockwork Orange | |
|---|---|
| Laranja Mecânica | |
| Autor (es) | Anthony Burgess |
| País | |
| Género | Ficção, Ação, Drama, Distopia, Novela |
| Lançamento | |
| Páginas | |
| ISBN | 0-434-09800-0 |
| Edição portuguesa | |
| Edição brasileira | |
| Tradução | Fábio Fernandes |
| Editora | Editora Aleph |
| Lançamento | 1970, último relançamento em 2004 |
| Páginas | 200 |
| ISBN | 978-85-7657-003-5 |
Laranja Mecânica (A Clockwork Orange no original) é um livro de Anthony Burgess escrito em 1962. Lançado nos Estados Unidos e Inglaterra em 1962 e no Brasil em 1971, suscitou polêmicas pela crueza com que descreve um mundo de violência. É uma sátira à sociedade inglesa. A trama se desenrola em um futuro não determinado e conta a história de um jovem delinquente (Alex) e sua gangue (Pete, Georgie e Tosko) que espancam mulheres e anciãos ao som de Beethoven.
O romance foi inspirado em um fato real ocorrido em 1944: o estupro, por quatro rapazes, da primeira mulher do autor, Lynne. A leitura é difícil, porque Burgees inventou uma linguagem em nadsat para ser falada pelos adolescentes. A linguagem causa estranhamento nos leitores e os termos eslavos e palavras rimadas exigem dedução para o entendimento. Exemplo: "a rot do vekio estava cheia de krov(sangue) vermelho quando lhe demos um toltchock; tiramos as platis da devotchka e seus grudis eram horrorshow...". A maioria das edições do romance é acompanhada de um glossário.1 nota 1 .
Seu título provém de uma expressão anglo-saxã "As queer as a clockwork orange", ou, em uma tradução simplificada, "Tão bizarro quanto uma laranja mecânica".
Foi adaptado ao cinema por Stanley Kubrick em 1971.
Índice |
Sinopse do Livro [editar]
O protagonista Alex, amante da música clássica (principalmente Ludwig van Beethoven) e líder de uma gangue de delinquentes (seus capangas são chamados de "'droogs'") que roubam e estupram, cai nas mãos da polícia. Preso, Alex é usado numa experiência chamada "Método Ludovico", criada pelo Estado e destinada a refrear os impulsos destrutivos dos delinquentes. Quando volta às ruas regenerado, passa a sofrer com aqueles que antes eram as vítimas. Após ser usado num jogo político pelo partido de esquerda, o Estado reverte o seu "tratamento".
Para complementar o vocabulário dos seus personagens, Anthony Burgess criou mais de duzentas palavras baseadas nas gírias dos ciganos ingleses, na própria língua inglesa, em expressões eslavas (algumas vezes alteradas semanticamente) e fez ainda associações de idéias, aglutinações e jargões rimados ingleses. Tal coleção de palavras é conhecida como nadsat. Em Portugal, a tradução foi feita pelo escritor José Luandino Vieira, que adaptou as palavras nadescentes ao Português. Alguns exemplos: crove (sangue), debócheca (mulher), videar (ver), tolchoque (golpe, pancada), grude (seio), druco (amigo, companheiro), bratecheno (sacana), cancerilho (cigarro), etc.
Cultura popular [editar]
Música [editar]
O artista multimídia brasileiro, Daniel Piquê, deu o nome para seu estúdio multidisciplinar de Ultra Violence Studios, inspirado na história.
O grupo brasileiro de heavy metal, Sepultura, se inspirou na história do romance Laranja Mecânica para conceber seu álbum A-Lex. O título do álbum é um trocadilho com o nome do personagem principal; em latim, a expressão a-lex significa “sem lei”.
A banda de hardcore punk Lower Class Brass escreveu uma música chamada “Ultra-violence”(ultraviolência) inspirada na história.
A banda de punk britânica, The Adicts, usa um figurino similar ao dos "Droogs", além de ter um álbum intitulado “Smart Alex”(Astuto Alex em português).
A banda de punk argentina, Los Violadores, escreveram a música “1,2, Ultraviolento” inspirada na história.
A banda de punk alemã, Die Toten Hosen, compôs um álbum baseado em Laranja Mecânica, intitulado "Ein kleines bisschen Horrorschau", em potuguês, "Um pouco de show de horror".
Referências
Notas
- ↑ Burgees foi um criador de linguagens e inventou a que os homens ancestrais falam no filme etnológico A guerra do fogo, de Jean-Jacques Annaud