Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira

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Lasiodora parahybana
Lasiodora parahybana
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Arachnida
Ordem: Araneae
Família: Theraphosidae
Género: Lasiodora
Espécie: Lasiodora parahybana
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Lasiodora parahybana

A Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira (Lasiodora parahybana) deve seu nome à sua coloração peculiar e por ser originária da parte oriental do Nordeste Brasileiro, onde é endêmica. É uma espécie reconhecida como a segunda maior tarântula do mundo, depois apenas da Aranha-golias-comedora-de-pássaros, que habita a floresta amazônica.

[editar] Características

De comportamento agressivo, não representa contudo muitos riscos para um homem adulto. Possui veneno relativamente fraco, incapaz de matar um homem adulto, e sua maior ameaça estaria nos pêlos urticantes que a envolvem, embora tenha picada dolorosa, em virtude do tamanho de suas longas quelíceras. Essa tarântula não é indicada para quem é iniciante na criação de aranhas (como hobby), por serem muito rápidas, grandes e poderem liberar seus pêlos sob uma situação de estresse.

As fêmeas vivem de 10 a 15 anos. Os machos correm o risco de morrer na cópula, porque a fêmea costuma comê-los após o acasalamento. Atingem maturidade sexual, por volta dos três ou quatro anos. Quando novas não são muito grandes mas chegam a medir até 25 cm de extensão. Podem comer baratas, gafanhotos, grilos, lagartixas, besouros, pequenos roedores e também tem comportamento canibalístico dentro de sua própria espécie.

Vivem em tocas rasteiras as quais são encontradas disponíveis ou são escavadas pelos próprios indivíduos e revestidos por uma fina camada de teia. Preferem ambientes úmidos com temperatura por volta dos 25 °C e umidade 70-80%.

[editar] Habitat

A Lisiodora parahybana foi originalmente descoberta e descrita em 1917 na região de Campina Grande, Estado da Paraíba, pelo zoólogo Cândido Firmino de Melo Leitão.

Em 2004, pesquisadores do Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Universidade Federal de Ouro Preto concluíram, após uma varredura no DNA de várias espécies de aracnídeos de grande porte, que, embora as toxinas do veneno da Lasiodora parahybana sejam muito similares às de outras caranguejeiras, é fato que ela se trate de uma espécie à parte, sendo endêmica do Nordeste brasileiro, de onde provém seu nome científico.[1][2]

Referências

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