Laudo Natel

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Laudo Natel em Avaré, década de 80

Laudo Natel (São Manuel, 14 de setembro de 1920) é um político, empresário e dirigente esportivo brasileiro. Iniciou seus estudos em Mirassol, onde conheceu Lamartine Cione, professor e jornalista, que o acompanhou em toda a sua jornada política.

Filho de Bento Natel e Albertina Barone, foi funcionário do Banco Noroeste, onde era colega de Amador Aguiar, que mais tarde o traria para o Banco Brasileiro de Descontos (Bradesco). Natel acompanhou o amigo chegando a diretor do Banco. Ao todo trabalhou no setor bancário por 25 anos.

Também foi diretor da Associação Comercial de São Paulo, diretor do Sindicato dos Bancos de São Paulo e presidente da Comissão Bancária do Conselho Monetário Nacional.

Foi também diretor financeiro e presidente do São Paulo Futebol Clube, do qual é patrono graças a sua atuação na prospecção de recursos para viabilizar a construção do estádio do Morumbi, entre 1952 e 1970.

[editar] Carreira política

Em 1962 elegeu-se vice-governador, concorrendo em faixa própria - no sistema eleitoral de então, o voto no "vice" era desvinculado.

Em 1965, Laudo Natel concorreu à prefeitura da cidade de São Paulo, mas perdeu as eleições para o Brigadeiro José Vicente de Faria Lima.

Laudo Natel foi por duas vezes governador de São Paulo.

A primeira, entre junho de 1966 e março de 1967, quando, como vice-governador, substituiu o então governador Ademar de Barros, cassado pela ditadura militar brasileira.

Nesse primeiro mandato, continuando um projeto de Adhemar, Natel unificou as onze usinas hidrelétricas de São Paulo, que deram origem à Companhia Energética de São Paulo (CESP), deu prosseguimento aos projetos básicos para a construção do Metrô de São Paulo e modernizou o sistema fazendário estadual através de seu secretário Antônio Delfim Netto.

A segunda, entre março de 1971 e março de 1975, quando foi eleito de maneira indireta, pelo colégio eleitoral. Neste período de governo deu ênfase ao desenvolvimento do Interior com o Plano Rodoviário de Interiorização do Desenvolvimento (PROINDE), prosseguiu a construção da pista ascendente da Rodovia dos Imigrantes, criou a Sabesp e a Cetesb, inaugurou as primeiras estações do Metrô e elaborou plano para desenvolvimento do Vale do Ribeira.

Durante o mandato, demitiu por carta o prefeito de São Paulo José Carlos de Figueiredo Ferraz devido a inúmeras discordâncias administrativas. Para justificar tal ato, alegou "falta de sintonia" de Figueiredo Ferraz com o Estado e a União. A versão mais aceita é a de que Figueiredo Ferraz foi demitido por ter dito que São Paulo tinha que parar de crescer.

Candidatou-se para um terceiro mandato em 1978, mas foi derrotado na convenção do seu partido (a ARENA) por Paulo Maluf, que fora seu Secretário dos Transportes na sua segunda gestão. Aspirou novamente ao governo do estado em 1982, mas igualmente perdeu na escolha interna do partido (desta vez o PDS, sigla sucessora da ARENA), agora para Reynaldo de Barros, então prefeito de São Paulo e ligado ao malufismo.

[editar] Homenagens

Em 2005, recebeu homenagem do São Paulo Futebol Clube, tendo o novo centro de treinamento do clube sido batizado com seu nome. Por ser do interior, Laudo Natel se definia como sendo o governador caipira.

Precedido por
Ademar de Barros
Governador de São Paulo
19661967
Sucedido por
Abreu Sodré
Precedido por
Abreu Sodré
Governador de São Paulo
19711975
Sucedido por
Paulo Egídio Martins


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