Laura Soveral

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Laura Soveral
Nome completo Maria Laura de Soveral Rodrigues
Nascimento 23 de março de 1933 (81 anos)
Benguela, Angola colonial
Nacionalidade Portugal português
Ocupação actriz

Maria Laura de Soveral Rodrigues[1] (Benguela, 23 de março de 1933) é uma actriz portuguesa.

Com inúmeros trabalhos em teatro, Laura Soveral foi também reconhecida pela sua actividade cinematográfica, salientando Uma Abelha na Chuva de Fernando Lopes (1972) como um dos seus primeiros trabalhos.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Filha de António Carlos Luís e de sua mulher Ernestina da Lança do Soveral Rodrigues, de Castro Verde, Castro Verde.

Educadora de infância em Benguela, enveredou pela representação quando se fixou em Lisboa. Estava na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde frequentou o curso de Filologia Germânica, quando se começou a interessar por teatro. Estreou-se em 1964 no Grupo Fernando Pessoa, dirigido por João d'Ávila. Inscrevia-se, entretanto, na Escola de Teatro do Conservatório Nacional, onde foi aluna de Henriette Morineau. Em 1968 recebeu o Prémio de Melhor Actriz de Cinema pelo SNI e pela Casa da Imprensa. Ao mesmo tempo, na televisão, ía sendo chamada para fazer teatro ou para declamar poemas no programa Hospital das Letras de David Mourão-Ferreira[2] .

Na temporada de 1970/1971 tem a sua mais importante época, fazendo O Processo de Kafka e Depois da Queda de Arthur Miller.

Foi casada primeira vez com Edmundo Gastão da Costa Ribeiro da Silva, de quem teve três filhos, Paula do Soveral Ribeiro da Silva (Benguela, 1952) Rui Manuel do Soveral Ribeiro da Silva (Benguela, 17 de Outubro de 1957) e Mário Gastão do Soveral Ribeiro da Silva, e segunda vez com José Maria de Barros Alves Caetano (Lisboa, 16 de Agosto de 1933 - 11 de Setembro de 2002), de quem foi segunda mulher, filho de Marcelo Caetano, de quem teve uma filha, Maria do Soveral Caetano (13 de Novembro de 1974), casada com Afonso Capela Cardoso Marques dos Santos. Num período da sua vida esteve a viver no Brasil. Em 1976 actuou na novela O Casarão (exibida também em Portugal) e em Duas Vidas, ambas da Rede Globo de Televisão.

Representou textos de Fernando Pessoa, José Saramago, Almada Negreiros, Ferenc Molnar, Moliére, Kafka, Yves Jamiacque, entre outros. Esteve em cena no Teatro D. Maria II, Teatro São Luíz, Teatro da Cornucópia, Teatro da Comuna, Teatro Aberto, Teatro Sá da Bandeira, Teatro Maria Matos, Teatro Villaret, onde trabalhou com Gracindo Júnior, Adolfo Marsillach, Carlos Avillez, Fernando Amado, João D’Ávila, Norberto Barroca, Maria do Céu Guerra, Diogo Infante e Christine Laurent.

A sua longa experiência cinematográfica passa por filmes como Vale Abraão, A Divina Comédia e Francisca de Manoel de Oliveira, Terra Sonâmbula de Teresa Prata, O Fatalista e Tráfico de João Botelho, Quaresma de João Álvaro Morais, Uma Abelha na Chuva e O Delfim de Fernando Lopes, Encontros Imperfeitos de Jorge Marecos Duarte, entre muitos outros.

Pontualmente continuou a aparecer na televisão. Mais tarde, integrou o elenco da novela Tempo de Viver (2006), e participou na série O Testamento para a RTP no papel de Conceição.

Filmografia Seleccionada[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Certidão de lista de associadas da Audiogest (pdf) IGAC/Ministério da Cultura (2007-07-25). Visitado em 30 de Dezembro de 2013. Cópia arquivada em 24 de Dezembro de 2013.
  2. Leitão-Ramos, Jorge (1982)- Dicionário 20 Anos de Cinema Moderno em Portugal, Diário de Lisboa.
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