Lavínia

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Segundo a mitologia romana, Lavínia era uma princesa itálica lendária, filha de Latino, rei do Lácio, e da rainha Amata. A tradição romana relata que foi a segunda esposa de Eneias, com quem teve um filho, Sílvio. Sílvio sucedeu como rei de Alba Longa seu meio-irmão Ascânio ou Iulo, filho de Eneias e de Creúsa.[1]

Na mitologia grega, Lavínia era filha de Ânio, filho de Apolo e sacerdote em Delos.[2]

Lenda[editar | editar código-fonte]

Pouco antes de Eneias chegar ao Lácio, ocorreu um prodígio no palácio do rei Latino: quando Lavínia acendia tochas perto do altar, seus cabelos compridos pegaram fogo acidentalmente. Ela fugiu e "espalhou" o fogo por todo o palácio. Mas nem Lavínia nem o palácio incendiaram-se.

Esse prodígio foi apresentado como uma visão assustadora e admirável. Os adivinhos anunciaram que a princesa teria uma grande fama e seu destino seria ilustre. Mas, para o povo, isso pressagiava uma longa guerra.

Lavínia estava prometida como esposa a Turno, rei dos rútulos. Mas, com a chegada de Eneias ao Lácio, Latino deu sua mão ao herói troiano, pois o oráculo de seu pai Fauno dizia que ela devia casar com um estrangeiro. O rompimento da promessa conjugal desencadeou a guerra entre troianos-latinos e os rútulos de Turno. A guerra terminou com a derrota de Turno.

Eneias e Lavínia uniram os sobreviventes num único povo e fundaram uma nova cidade, que Eneias chamou Lavínio em homenagem à sua esposa.

Catão, o Velho,[3] conta que depois da morte de Eneias, Lavínia, grávida de Sílvio e temendo o ciúme de Ascânio, refugiou-se na casa de um antigo intendente de Eneias e do rei Latino, chamado Tirro. Ali deu à luz um filho que, educado nos bosques (silua em latim), recebeu o nome de Sílvio.

Segundo alguns autores, Sílvio reinou sobre Alba Longa depois da morte de Ascânio. Segundo outros, tirou de Ascânio seu poder real e só lhe deixou funções sacerdotais. O escritor romano Tito Lívio, certamente para apagar essa rivalidade entre dois meio-irmãos, transformou Sílvio em filho de Ascânio e seu sucessor legítimo.

Referências

  1. Tito Lívio, I, 1.8; Virgílio, Eneida, VI, 761; VII, 52; Dionísio de Halicarnasso, I, 70
  2. Dionísio de Halicarnasso, I, 50; Sexto Aurélio Vítor, Origo Gentis Romanae, 9
  3. Catão, o Velho, Fragmento 11 P

Ligações externas[editar | editar código-fonte]