Lavagem vaginal

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A Lavagem vaginal é uma prática que pode ter como finalidade a higienização da vulva e/ou do canal vaginal, ou de método anticoncepcional realizado após o coito, sendo que para o último não é considerado uma prática eficiente.

Lavagem vaginal para a higienização[editar | editar código-fonte]

A lavagem vaginal pode ser utilizada por mulheres com o intuito de evitar odores desagradáveis e infecções vaginais, entretanto sua realização aumenta a possibilidade de que ocorra infecções vaginas, risco esse que é aumentado com uso de surfactantes, que são substâncias presentes em sabão, detergentes e que normalmente estão presentes sabonetes íntimos.[1] Por este risco recomenda-se somente a lavagem superficial da vulva com água, evitando que a água seja lançada em jatos fortes.

Lavagem vaginal pós-coito como método anticoncepcional[editar | editar código-fonte]

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Lavagem vaginal pós-coito é um método anticoncepcional geralmente pouco divulgado, de eficácia ainda duvidosa. Consegue eliminar boa parte dos espermatozóides, se feito imediatamente após o ato sexual. Por outro lado, se várias mulheres usarem a mesma mangueirinha de chuveiro para fazer essa lavagem a fômite devido a essa falta de higiene pode aumentar o risco de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, de complicações na gravidez, de vaginose bacteriana e de doença inflamatória pélvica, além de lesões vaginais pela aplicação incorreta. Por esses motivos, a lavagem vaginal não é recomendada como método anticoncepcional ou como modo de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, pois há métodos muito mais seguros e eficazes para esses objetivos.

Método[editar | editar código-fonte]

Lavar a vagina internamente com uma mangueira de chuveiro quente, imediatamente após a relação sexual, tomando cuidado para não forçar a mangueira contra o colo do útero. Faça movimentos de vai-e-vem suavemente com a mangueira jorrando água quente. Use mangueira limpa e água encanada e tratada, bem quente de preferência a mangueira do chuveiro elétrico em um banheiro.

Faça essa lavagem imediatamente após a relação sexual porque os espermatozoides começam a nadar em direção ao colo do útero e se entrarem alguns no útero, estarão protegidos e a lavagem não terá o efeito anticoncepcional desejado porque a lavagem não é feita no útero mas apenas na cavidade vaginal. Se essa lavagem for feita imediatamente após a ejaculação dentro da vagina os espermatozoides não têm tempo para adentrar no útero e são eliminados junto à corrente de água.

Efeitos da lavagem vaginal após o coito[carece de fontes?][editar | editar código-fonte]

  1. Choque de pH : O pH do esperma é básico e o pH da água é neutro, os espermatozoides ficam imobilizados ao entrar em contato com água pura devido a um choque de pHs diferentes, interrompe a natação dos gametas.
  2. Choque térmico: O esperma pode ser até congelado e continua vivo, contudo se a temperatura passar para acima de 37°C eles morrem imediatamente.
  3. Choque mecânico: Uma ejaculação saudável lança 400 milhões de espermatozoides na vagina e ao lavar com um jato de água quente a maioria é retirada e escorre para fora do corpo. A fertilidade depende da quantidade de espermatozoides na vagina. Em análises clinicas de espermogramas, quando o paciente examinado, ejacular menos do que 30 milhões de espermatozoides, ele é considerado praticamente estéril porque para se ter uma fertilidade normal, é de se esperar contagens entre 30 e 400 milhões de espermatozoides. Após a lavagem vaginal, a quantidade de espermatozoides remanescentes na vagina são tão poucos e tão lesados pelos outros três choques que a contracepção fica assegurada.
  4. Choque químico: Quando a lavagem vaginal é feita utilizando-se a mangueirinha do chuveiro elétrico em banheiros, a água utilizada é a água encanada e tratada com cloro. A quantidade de cloro existente nessa água é fatal para a sobrevivência dos espermatozoides extremamente sensíveis a esta substância.

Desvantagens[editar | editar código-fonte]

A lavagem vaginal altera a flora, o pH e a mucosa vaginal, o que pode levar a redução na defesa contra infecções sexualmente transmissíveis,[1] como observado no aumento na transmissão do vírus HIV-1[2] e DSTs em profissionais do sexo[3] relacionados à prática da lavagem.

Ao contrário do que se pensa, a lavagem também não previne corrimentos. A eliminação da flora normal pode favorecer o crescimento de bactérias patogênicas anaeróbicas como Gardnerella vaginalis, Prevotella sp. e Mycoplasma hominis.[4] Todas causam a vaginose bacteriana, que está associada a complicações na gravidez, doença inflamatória pélvica e causa os corrimentos vaginais.

Referências

  1. a b W. Steven Pray; Joshua J. Prey. Douching: Perceived Benefits But Real Hazards. U.S. Pharmacist Sep 2004
  2. McClelland RS; Lavreys L; Hassan WM; Mandaliya K; Ndinya-Achola JO; Baeten JM. Vaginal washing and increased risk of HIV-1 acquisition among African women: a 10-year prospective study. AIDS. 2006; 20(2):269-73
  3. Wang B; Li X; Stanton B; Yang H; Fang X; Zhao R; Dong B; Zhou Y; Liu W; Liang S. Vaginal douching, condom use, and sexually transmitted infections among Chinese female sex workers. Sex Transm Dis. 2005; 32(11):696-702
  4. Iannacchione MA. The vagina dialogues: do you douche? Am J Nursing. 2004;104:40-45

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]