Lavoura Arcaica

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Lavoura Arcaica
 Brasil
2001 • cor • 163 min 
Direção Luiz Fernando Carvalho
Roteiro Luiz Fernando Carvalho
Raduan Nassar (Livro)
Elenco Selton Mello
Raul Cortez
Juliana Carneiro da Cunha
Simone Spoladore
Leonardo Medeiros
Caio Blat
Gênero Drama
Idioma português
Página no IMDb (em inglês)

Lavoura Arcaica é um filme brasileiro de 2001, do gênero drama, dirigido por Luiz Fernando Carvalho. O roteiro é baseado no romance homônimo de Raduan Nassar, publicado em 1975.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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Lavoura Arcaica narra em primeira pessoa a história de André, que se rebela contra as tradições agrárias e patriarcais impostas por seu pai e foge para a cidade, onde espera encontrar uma vida diferente da que vivia na fazenda de sua família. Quando é encontrado em uma pensão suja em um vilarejo por seu irmão Pedro, passa a contar-lhe, de forma amarga, as razões de sua fuga e do conflito contra os valores paternos.

Sem ordem cronológica, André faz uma jornada sensível a sua infância, contrapondo os carinhos maternos e os ensinamentos quase punitivos do pai. Este valoriza acima de tudo o tempo, a paciência, a família e a terra, fiado na doutrina cristã. Mas André não aceita esses valores. Ele tem pressa, quer ser o profeta de sua própria história e viver com intensidade incompatível com a lentidão do crescimento das plantas. Nesse trajeto, a paixão incestuosa por sua irmã Ana, e sua rejeição, exercem papel fundamental na decisão de fugir da casa da família. A mãe desesperada manda o primogênito Pedro buscá-lo para tentar reconstruir a paz familiar. Trazido de volta para a fazenda, André é recebido por seu pai em uma longa conversa e uma festa que, ao invés de resolverem o conflito, evidenciam a distância intransponível entre as gerações. Por essa razão, a história é muitas vezes descrita como uma versão invertida da parábola do filho pródigo.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Detalhes da produção[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Lavoura arcaica foi o primeiro filme de Luiz Fernando Carvalho, que também realizou diversos trabalhos para a televisão, como as telenovelas Renascer (1993), O Rei do Gado (1996) e Esperança (2002) e as minisséries Os Maias (2001), Hoje é dia de Maria (2005), A Pedra do Reino (2007) e Capitu (2008).
  • O filme foi realizado inteiramente em uma locação, em uma fazenda do interior de Minas Gerais. Nela, os atores e a equipe técnica passaram nove semanas, durante as quais aprenderam a trabalhar a terra, ordenhar, fazer pão, bordar e dançar como uma família de origem libanesa. O próprio autor do texto original, Raduan Nassar, esteve presente durante esta etapa.
  • A atriz Simone Spoladore não tem nenhuma fala no filme, mas teve uma preparação mais longa que a dos demais atores, pois teve que aprender a dançar para as duas festas que aparecem no filme.
  • O personagem "André" é vivido por Selton Mello, mas a sua voz enquanto narra em off suas memórias é do diretor Luiz Fernando Carvalho.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Positivas

O filme foi sucesso de crítica no Brasil e no exterior, tendo recebido mais de 25 prêmios em diversas categorias de festivais e mostras nacionais e internacionais. As características mais elogiadas foram a fidelidade ao texto original, a fotografia, a direção, a música e as interpretações de Selton Mello, Raul Cortez e Juliana Carneiro da Cunha, atriz que faz carreira teatral bem sucedida na Europa mas que até esse filme era praticamente desconhecida no Brasil. O filme foi considerado por muitos como um trabalho brilhante e um dos melhores filmes brasileiros dos últimos anos.

Negativas

O filme não se tornou um sucesso do grande público e esteve em exibição em poucas salas de cinema no ano de sua estreia. Muitos atribuem isso à longa duração, à lentidão ocasionada pelas muitas cenas com ausência de diálogos, à fotografia quase abstrata em alguns momentos e à interpretação teatral. Luiz Fernando Carvalho foi criticado por seu perfeccionismo, sua excessiva fidelidade ao texto original (que também foi definida como subserviência ao livro), pelo uso da narração e por não aceitar fazer uma edição mais curta e palatável ao grande público.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Grande Prêmio BR de Cinema (2002)

  • "Melhor Atriz" (Juliana Carneiro da Cunha) e "Melhor Fotografia".

Festival de Montréal (2001)

  • Prêmio de "Melhor Contribuição Artística".

Festival de Brasília (2001)

  • "Melhor Filme", "Melhor Ator" (Selton Mello), "Melhor Atriz Coadjuvante" (Juliana Carneiro da Cunha) e "Melhor Ator Coadjuvante" (Leonardo Medeiros).

Mostra de Cinema de São Paulo (2001)

  • Prêmio do Público.

Festival de Cartagena

  • "Melhor Filme", "Melhor Diretor", "Melhor Fotografia" e "Melhor Trilha Sonora".
  • Festival de Havana (2001): "Prêmio Especial do Júri", "Melhor Ator" (Selton Mello), "Melhor Fotografia" e "Melhor Trilha Sonora".

ABC Trophy (2002)

  • "Melhor Fotografia de Longa Metragem".

Festival de Buenos Aires do Cinema Independente (2002):

  • Prêmio ADF de Fotografia, Prêmio do Público, Prêmio Kodak e Menção Especial para Luiz Fernando Carvalho.

Festival de Guadalajara (México - 2002)

  • "Melhor Filme", pelo júri internacional.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]