Lazer
Na forma mais comum de entender o Lazer é um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se, ou ainda, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais." (Dumazedier, 1976, apud Oleias).
A palavra lazer deriva do latim licere, ou seja, "ser lícito", "ser permitido".
Poderíamos definir lazer, como uma forma de você utilizar seu tempo dedicando-se a uma atividade que você goste de fazer, o que não significa que seja sempre uma mesma atividade. Esta atividade pode ser uma entre tantas outras.
No campo da educação pode-se identificar as atividades de lazer como ações integradoras dos «Quatro pilares da educação», propostos por Delors:
- Aprender a conhecer e a pensar
- Aprender a fazer
- Aprender a viver juntos
- aprender a viver com os outros
- Aprender a ser
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Definição de Lazer [editar]
Em outra perspectiva, de acordo com Gomes e Elizalde (2012), o lazer não é um fenômeno isolado e se manifesta em diferentes contextos de acordo com os sentidos e os significados culturalmente produzidos/reproduzidos pelos sujeitos em suas relações com o mundo. O lazer participa da complexa trama histórico-social que caracteriza a vida na sociedade, e é um dos fios tecidos na rede humana de significados, dos símbolos e das significações.
Na vida cotidiana o lazer constitui-se de relações dialógicas com outros campos além do trabalho, tais como a educação, a política, a economia, a linguagem, a saúde, a arte, a ciência e a natureza, entre outras dimensões da vida, sendo parte integrante e constitutiva de cada sociedade.
Desse modo, lazer é uma necessidade humana e dimensão da cultura caracterizada pela vivência lúdica de manifestações culturais no tempo/espaço social. Assim, o lazer é constituído na articulação de três elementos fundamentais: a ludicidade, as manifestações culturais e o tempo/espaço social. Juntos, esses elementos configuram as condições materiais e simbólicas, subjetivas e objetivas que podem – ou não – fazer do lazer um potente aliado no processo de transformação de nossas sociedades, tornando-as mais humanas e inclusivas.
As manifestações culturais que constituem o lazer são práticas sociais vivenciadas como desfrute e como fruição da cultura, tais como: festas, jogos, passeios, viagens, poesia, grafite e desenho, pintura, escultura, dança, vivências e expressões corporais, jogos eletrônicos e experiências virtuais, fotografia, teatro, atividades recreativas e esportivas, festivais e eventos artísticos, variadas formas de educação popular local, espaços de conversação e debate etc.
Essas e outras manifestações possuem significados singulares para cada sujeito e para cada grupo humano e, por isso, não podem ser reduzidas a divertimentos, embora eles também sejam amplamente vivenciados como experiências de lazer. Assim, as manifestações culturais constituem práticas sociais complexas permeadas por aspectos simbólicos e materiais que integram a vida de cada pessoa e a cultura de cada povo, podendo assumir múltiplos significados: ao serem concretizadas em um determinado tempo/espaço social, ao dialogarem com um determinado contexto e, também, ao assumirem um papel peculiar para os sujeitos, para os grupos sociais, para as instituições e para a sociedade que as vivenciam histórica, social e culturalmente.
Não nos esqueçamos de que o lazer também compreende outras práticas culturais que abrem possibilidades de introspecção – tais como a meditação, a contemplação e o relaxamento – que podem representar significativas experiências pessoais e sociais graças ao seu potencial reflexivo. Certamente, existe um preconceito com esse tipo de experiência, porque ela desafia a lógica produtivista que impera em nossa realidade social ao ser, lamentavelmente, considerada como improdutiva e como perda de tempo. Discordamos desse tipo de visão, já que, na vida humana, nem tudo deverá ser medido unicamente pela via da produtividade.Gomes e Elizalde (2012)]. 1
História e Conceitos de Lazer [editar]
Para os autores (Gomes e Elizalde (2012)]), nos estudos sobre o lazer difundidos no Ocidente é possível verificar que as raízes, geralmente, são localizadas na antiga Grécia clássica ou na modernidade européia. Essas duas interpretações distintas são divergentes em termos da ocorrência histórica do lazer e geram intensos debates acadêmicos: para alguns, a existência do lazer é observada desde as sociedades gregas e, para outros, o lazer é um fenômeno específico das sociedades modernas, urbanas e industrializadas.
Independentemente do contexto histórico e das características consideradas, o desenvolvimento teóricos sobre o tema, desde o final do século XIX, possibilitou a sistematização de conhecimentos sobre o lazer, uma palavra que hoje, segundos alguns estudiosos, corresponde aos termos leisure em inglês, loisir em francês e ócio em espanhol.
Para alguns autores, o lazer foi associado, a princípio, ao termo grego skholé, e ao vocábulo romano otium. Recuperando o significado de skholé, essa palavra representava uma possibilidade de abstenção das atividades ligadas à mera subsistência. Implicava, necessariamente, as condições de paz, reflexão, prosperidade e liberdade em face das tarefas servis e das necessidades da vida produtiva. Como dependia de certas condições educacionais, políticas e socioeconômicas, skholé constituía um privilégio reservado a uma pequena parcela dos homens livre. Para Aristóteles, as pessoas tinham que aprender a desejar o repouso filosófico, pois é por meio dele que se tornaria possível alcançar virtudes. Dessa forma, em seu sentido grego, skholé era vinculada à possibilidade de descanso e repouso, condição propiciada pelo distintivo característico dos privilegiados: a abstenção da necessidade de exercer o trabalho útil ou produtivo e a possibilidade de dedicação à contemplação, à meditação e à reflexão filosófica.
Como desta Munné, o otium romano era estratificado socialmente: estava associado, no caso das elites intelectuais, com a meditação e a contemplação. Era o otium com dignidade. No que concerne às pessoas comuns, otium significava descanso e divertimento proporcionados pelos grandes espetáculos. Essa estratégia fazia referência à tradicional expressão “pão e circo” e tinha como finalidade despolitizar o povo, reduzido à condição de mero espectador, evidenciando assim o potencial muitas vezes alienante dos divertimentos massivos.
A conexão que os romanos fizeram entre o otium e o negotium é interessante de compreender. O negotium, palavra latina que originou o termo negócio, foi entendido como ocupação e atividade. Dessa forma, o trabalho (negócio e comercio) também representava a negação do otium. Para ter uma visão mais clara sobre a forma de entender lazer e trabalho na Antiguidade greco-romana é importante recordar que, etimologicamente, a palavra “trabalho” deriva do latim tripalium, que significava um instrumento de tortura para obrigar os escravos a realizar determinadas tarefas. Com isso, na visão clássica greco-romana, o lazer era muito mais valorizado que o trabalho, algo distinto ao que ocorreu posteriormente.
No transcurso dos chamados séculos medievais, à medida que a Igreja difundia o cristianismo, uma nova moral passa a definir outros sentidos para a concepção de lazer. Dessa forma, o lazer assumiu novos significados articulados à moral católica, na qual a busca da salvação da alma, por meio da negação e rejeição dos prazeres mundanos, tratados como uma clara expressão do pecado, assinalou fortemente esse contexto e período histórico.
O controle por parte da Igreja tornou-se mais evidente durante a Inquisição, dramático processo que marcou profundamente a vida de muitos povos por vários séculos. A Igreja procurou reforçar seu poder e unidade de forma repressiva, condenando à fogueira aqueles que praticavam supostas heresias, como festas profanas, carnavais, jogos, encontros de música, teatro e poesia, entre outras práticas socioculturais, o que implicou a rejeição de muitas manifestações culturais associadas com o pecado.
As investigações do historiador Roger Chartier revelam que, na Europa medieval, as festas e encontros camponeses, além de serem reprovados pelas condenações eclesiáticas, eram sempre mencionados como o lugar do trabalho comum, do jogo e da dança, do riso e da diversão, dos contos e das canções, das confissões e dos rumores. Assim, como essas reuniões eram consideradas ilícitas, sujas e malditas, deveriam ser evitadas.
Sendo assim, o discurso hegemônico fez com que muitas experiências culturais de lazer, nesse contexto, estivessem carregadas de valores morais que acabaram sendo essenciais para o mundo do trabalho, sobretudo na fase histórica conhecida como modernidade. Nesse novo período, a forma de perceber o lazer foi marcada principalmente por uma visão negativa, o que deve ter sido, em parte, produto da influência do protestantismo, ao considerar as vivências de lazer como um vício e a educação como um meio moralizante para o trabalho. A visão protestante enfatizou a ética do trabalho como um bem supremo e rejeitou o lazer por considerá-lo como potencial ameaça para o “espírito” de base do modelo da produção capitalista. Desse modo, o sentido clássico de lazer como manifestação baseada na meditação, na reflexão e na contemplação foi perdido, sendo assim rechaçado e carregado de preconceitos.
Nessa perspectiva, desde o século XIX o lazer está muito vinculado às categorias trabalho e tempo livre – concebidos a partir de uma perspectiva sociológica. Por essa razão, a sociologia é uma área importante (mas não a única) que fundamenta as teorias e as análises desenvolvimento sobre a temática, principalmente por autores da Europa e dos Estados Unidos. Para muitos estudiosos, entre os quais se destaca Dumazedier (1976), o lazer surgiu na modernidade européia do século XIX como fruto da revolução industrial ocorrida, naquele tempo, nos principais centros urbanos da Europa, sobretudo na Inglaterra. Para ele, o lazer se contrapõe ao trabalho e corresponde a uma liberação periódica do trabalho no fim do dia, da semana, do ano e da vida, quando a aposentadoria é alcançada.
Independentemente de que a ocorrência histórica do lazer seja situada na Grécia clássica ou na modernidade européia, é possível observar que a Europa, com suas práticas e instituições, é considerada imprescindível e determinante para o “surgimento” do lazer em todos os cantos do mundo, inclusive na América Latina. Assim, perpetua a idéia de que existem uma história única e universal do lazer, que coloca a Europa em uma posição central, destacada e que deve ser tratada como válida para todo o mundo.
Ambas as interpretações colaboram com a manutenção de uma lógica evolutiva e linear que define os tempos, as histórias, as cultura e as práticas de todas as realidades e de todos os povos que, por sua vez, devem almejar o modelo ocidental – urbano, industrial e capitalista – como o ideal a ser alcançado para atingir um suposto progresso. Esse contexto foi importante para a produção de alguns conceitos mais elaborados sobre o lazer, vinculados principalmente à temática do trabalho produtivo. Mas um conceito não é o fenômeno, é somente uma representação da realidade que se pretende designar. Dessa maneira, o que “surtiu” na Europa do século XIX foi o conceito de lazer como contraponto do trabalho industrial capitalista. Essa compreensão vem predominando no Ocidente, mas não corresponde integralmente à realidade que o conceito busca representar.
De acordo com Gomes e Elizalde (2012)] desde o século XX essas duas interpretações distintas sobre a origem do lazer têm gerado profundas controvérsias quando se busca retomar a história desse fenômeno. Em geral, ambas são amplamente utilizadas nas teorias sobre o lazer que orientam e fundamentam os estudos sobre essa temática em várias partes do mundo, exercendo influências significativas sobre os conhecimentos difundidos nos distintos países da América Latina. Essas interpretações, ainda que sejam dotadas de lógicas próprias, se referem a realidades específicas, pertinentes quando se trata da Europa, por exemplo. Mas elas são inadequadas e insuficientes para discutir o lazer e a recreação na América Latina. Essa região possui outras singularidades e outros marcos históricos, culturais, sociais, políticos e econômicos. Tudo isso demanda outras interpretações, abordagens, reflexões e ressignificações, assim como a sistematização de outros saberes que sejam capazes de dialogar criticamente com as realidades latino-americanas. Como esclarece Escobar, para falar de América Latina é necessário considerar os lugares e as realidades locais, obviamente sem perder de vista o contexto mais amplo. Nesse sentido, as análises sobre os conceitos e teorias do lazer e da recreação não podem ser universais e globalizantes.
Além disso, as duas interpretações sobre uma suposta origem do lazer, destacadas previamente, são produções teóricas que reforçam o mito da centralidade da Europa como referência privilegiada para a constituição do mundo, sobretudo do chamado “mundo ocidental”. Desse modo, excluem a decisiva participação de outras realidades em um jogo de poder que envolve, de maneira desigual, vários componentes, dentre os quais os povos e as culturas de outros continentes, tais como América Latina, África e Ásia. Gomes e Elizalde (2012)].
Os conhecimentos supostamente universais estão comprometidos com determinados valores e interesses – explícitos ou ocultos – que não correspondem necessariamente aos interesses e às necessidades específicas de todos os contextos locais do mundo. Por isso, é muito importante considerar não somente os conhecimentos sobre lazer que um determinado autor produz ou utiliza. Também é fundamental reconhecer de onde nascem estes conhecimentos e em quais teorias e autores eles estão fundamentados; conhecer e analisar os contextos em que foram produzidos, a que motivações correspondem, os valores que expressam, os fundamentos que os definem, as visões de mundo e as ideologias subjacentes, assim como os projetos políticos de sociedade com os quais estão comprometidos. Afinal, existe uma estreita relação entre os padrões de conhecimento mundiais e as estruturas econômicas e de poder hegemônicas (Elizalde e Gomes, 2010). Considerando a importância de enfrentar estes e outros desafios para os estudiosos do tema, a tese é que o lazer – histórica, cultural e socialmente situado, problematizador, crítico, sinérgico e transformacional – pode ser uma significativa ferramenta para mobilizar experiências interculturais e educativas contrahegemônicas, contribuindo assim com a aprendizagem para a transformação social e cultural (ELIZALDE, 2010).
Nessa, como indica Gomes (2011) linha de discussão, é urgente tomar consciência de que nossas ações como profissionais e como pesquisadores do lazer não são neutras: elas são sempre sociais e políticas, deixam marcas e têm variados efeitos e repercussões. Precisamos superar a condição de atuar, exclusivamente, como receptores do conhecimento produzido em outros contextos, muitas vezes reproduzindo a lógica capitalista de produção/consumo de conhecimentos, que também representa una mercadoria muito lucrativa para algumas pessoas e instituições.
Precisamos compreender que tudo o que é considerado global em sua origem é local e foi universalizado por interesses sociais, econômicos e políticos geralmente alheios à importância de promover a transformação de sociedades tão injustas como as latino-americanas. Precisamos, assim, gerar conhecimentos pertinentes, contextualizados e críticos sobre o lazer, que sejam capazes de contribuir, de alguma maneira, com a busca de alternativas para as graves problemáticas vividas cotidianamente em toda a região, o que inclui manter um diálogo respeitoso com pessoas de diferentes partes do mundo (Gomes, 2011) 2
Tipos de Lazer [editar]
A partir de outras abordagens teóricas, pode-se dizer que há uma importante diversificação do mundo do lazer ao ponto que podemos falar de diferentes tipos de lazer, suficientemente distintos entre si, podemos defini-los separadamente:
- Lazer Noturno: se trata de todo o lazer associado a noite e atividades em que elas se desenrolam, bares, discotecas, e outros lugares em que a música e a bebida são os pilares centrais.
- Lazer espetáculo: todo lazer relacionado com os espetáculos, entre os que podemos distinguir os culturais (teatro,concertos,exibições ópera, cinema,shows, espetáculos, apresentações culturais) e os desportivos.
- Lazer esportivo: se refere a prática de algum esporte.
- Lazer alternativo: o lazer alternativo tem duas vertentes, uma que se refere ao lazer alternativo noturno, que na maioria dos casos é dirigido a jovens maiores de 18 anos, para proporcionar uma alternativa mais sadia em suas saídas noturnas. Enquanto que um novo ramo do lazer alternativo, se refere a um tipo de lazer não convencional, no esportivo e no de espetáculo na que o participante é ator principal de seu lazer. Este tipo de lazer também é conhecido como lazer experiencial.
Utilizando como critério a participação das pessoas no lazer podemos distinguir dois tipos de lazer:
- Lazer ativo: Lazer em que o participante é receptor e emissor de estímulos.
- Lazer passivo: Lazer em que o participante é unicamente receptor de estímulos.
Termos correlatos [editar]
- Recreação
- Atividades de tempo livre
- Entretenimento
- Passatempo
- Instalação recreativa
- Turismo
- Turismólogo
- Brinquedo
- Brinquedoteca
- Ludoteca
- Ludoterapia
- Desportes
O lazer pode ajudar a fortalecer os ossos e melhorar a autoestima.
Bibliografia [editar]
- BACAL, Sarah. "Lazer e o Universo dos Possíveis". São Paulo: Aleph, 2003.
- CAMARGO, Luis Otávio de Lima. O que é Lazer. São Paulo: Brasiliense, 1989.
- DUMAZEDIER, Joffre. Lazer e cultura popular. São Paulo: Perspectiva, 1976.
- EDUCAÇÃO - um tesouro a descobrir: relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. Organizado por Jacques Delors; tradução de José Carlos Eufrásio. São Paulo: Cortez, 1999. 288 p.
- ESCOBAR, Arturo. El lugar de la naturaleza y la naturaleza del lugar: ¿globalización o postdesarrollo? In: LANDER, Edgardo (Comp.). La colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales. Perspectivas Latinoamericanas. Buenos Aires: CLACSO - Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, 2000. Disponível em: <http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/lander/escobar.rtf>. Acesso em: 30 mar. 2010.
- GOMES, Christianne L. Lazer, trabalho e educação: relações históricas, questões contemporâneas. 2. ed. rev. ampl. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.
- GOMES, Christianne.L.; ELIZALDE, Rodrigo. Horizontes latino-americanos do lazer / Horizontes latino-americanos del ocio. Belo Horizontes, UFMG, 2012.
- MARCELINO, Nélson Carvalho. Lazer e Humanização. Campinas: Papirus, 1983.
- MUNNE, Frederic. Psicosociología del tiempo libre: un enfoque crítico. México: Trilhas, 1980.
- REQUIXA, Renato. O lazer no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1977.
- ROLIN, Liz Cintra. Educação e Lazer - A Aprendizagem Permanente. São Paulo: Ática, 1990
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Ligações externas [editar]
- Grupo Pesquisa Otium: Lazer, Brasil & América Latina (UFMG)]
- lazer e entretenimento]
- Produção e Publicação de Revistas de Lazer em Portugal
- OLEIAS, Valmir José. Conceito de lazer.
- Thésaurus de l'UNESCO (em francês, espanhol e inglês)
- Thesaurus du tourisme et des loisirs (em francês e inglês)
- Uma história curta de horários laborais mais curtos nos Estados Unidos da América
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