Leão-do-atlas

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Fotografia de um exemplar na Argélia tirada por Sir Alfred Edward Pease por volta de 1893.

Fotografia de um exemplar na Argélia tirada por Sir Alfred Edward Pease por volta de 1893.
Estado de conservação
Status iucn3.1 EW pt.svg
Extinta na natureza
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Género: Panthera
Espécie: P. leo
Subespécie: P. l. leo
Nome trinomial
Panthera leo leo
(Linnaeus, 1758)
Sinónimos
  • [Felis leo] barbaricus Meyer, 1826
  • Leo africanus Brehm, 1829
  • Felis leo barbarus Fischer, 1829
  • F[elis]. leo nubicus Blainville, 1843
  • Felis leo nigra Loche, 1858
  • Leo nobilis Gray, 1867
  • [Felis leo] var. somaliensis Noack, 1891

O leão-do-atlas (nome científico: Panthera leo leo), também conhecido por leão-da-barbária ou leão-berbere, é uma subespécie de leão que foi extinta na natureza no século XX. Era encontrado no norte da África, do Egito a Marrocos.

Os machos podiam chegar a pesar entre 270 a 330 kg e as fêmeas entre 180 a 210 kg. Os machos têm como característica uma imensa juba preta, que cobre grande parte de seu corpo.

Distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

Originalmente o leão-do-atlas era encontrado em grande parte da região norte da África. Seu habitat se estendia de Marrocos ao Egito, ao longo da costa sul do Mar Mediterrâneo. Ao contrário dos leões do resto de África, os leões-do-atlas viviam em áreas montanhosas e florestadas. Juntamente com o também extinto leão-europeu, o leão-do-atlas foi muito utilizado no Coliseu romano, trazidos dos montes do Norte da África. Após a extinção do leão-europeu, o leão-do-atlas passou a ser ainda mais utilizado. Júlio César chegou a contar com 600 leões e Pompeu, 400. Por volta de 1700 foi extinto da Líbia. Em 1891 foi extinto da Tunísia e em 1893 da Argélia. O último leão-do-atlas em liberdade foi morto em 1922 em Marrocos, na região dos montes Atlas.[1] [2] Acreditou-se que estava extinto até que foram encontradas em cativeiro algumas populações com características desta subespécie.

Parentesco asiático[editar | editar código-fonte]

Em 1968, um estudo feito entre crânios de leões das subespécies do Atlas, a extinta subespécie do Cabo, asiática e outros leões africanos mostrou que as mesmas características do crânio existem apenas nos crânios de leões-do-atlas e asiático. Isto mostra que houve um forte parentesco entre os leões do norte da África e da Ásia. Acredita-se também que o leão-europeu que se extinguiu por volta de 80-100 d.C. possa ser o elo entre as subespécies da Ásia e do Norte da África.

Projeto Leão-do-atlas[editar | editar código-fonte]

Possível Leão-do-atlas em cativeiro.

Descobriu-se que alguns leões, em zoológicos ao redor do mundo inteiro, são descendentes dos leões-do-atlas, porém não pertencem a uma linhagem pura, ou seja, estão hibridizados. O Projeto Leão-do-atlas foi criado com o intuito de recriar o leão-do-atlas, através de uma cuidadosa reprodução selecionada entre os seus descendentes. Testes de DNA revelarão quais são os descendentes mais puros, que serão utilizados no projeto. Os leões do zoológico Tebara, em Rabat, Marrocos, são provavelmente os leões menos hibridizados, ou seja, contém mais genes do leão-do-atlas do que os outros descendentes. O projeto pretende também, após recriar o leão-do-atlas, reintroduzi-lo na natureza.

Referências

  1. In: Nowell K, Jackson P. Wild Cats: Status Survey and Conservation Action Plan. Gland, Switzerland: IUCN/SSC Cat Specialist Group, 1996. 17–21 p. ISBN 2-8317-0045-0
  2. http://beinglion.com/barbary-lions.php
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