Leão de Trípoli

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Leão de Trípoli
O saque de Salonica levado a cabo pelos piratas sarracenos liderados por Leão de Trípoli em julho de 904, no manuscrito medieval Escilitzes de Madrid, de João Escilitzes
Outros nomes Ġulām Zurāfa
Rašiq al-Wardāmī
Nascimento
Império Bizantino, prov.te região de Ataleia
Etnia Grego, prov.te mardaíta
Ocupação Corsário ao serviço dos árabes
Principais trabalhos
Religião Islão (cristão de nascimento)

Leão de Trípoli (em grego: Λέων ὸ Τριπολίτης) foi um renegado grego e corsário ao serviço dos árabes do início do século X. Nascido no Império Bizantino numa família cristã, converteu-se ao Islão depois de ter sido capturado e acabou por se tornar almirante ao serviço dos seus captores.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O seu primeiro nome árabe foi Ġulām Zurāfa, que significa "servo de Zurafa". Tomou depois o nome de Rašiq al-Wardāmī, o que aparentemente indica que a sua origem era mardaíta grega e que era natural da região de Ataleia (atual Antália), na costa mediterrânica do sul da Anatólia.

Em 904, Leão lança uma ofensiva sobre o Império Bizantino. Começou por saquear Ataleia de surpresa e depois cruza o Helesponto com a intenção de saquear Constantinopla, mas bate em retirada quando encontra a frota de Himério. Navega depois para a grande cidade bizantina de Salonica, a qual se encontrava mal defendida. Apesar dos reforços enviados por Leão VI, o Sábio, a cidade cai a 31 de julho, após dois dias de cerco, e é saqueada durante dez dias,[2] sendo apresados 60 navios e libertados 4 000 prisioneiros muçulmanos. Este acontecimento é relatado por João Caminiata.[1]

Em 907, junta uma frota em Tarso e em Laodiceia, com a qual navega para os Dardanelos ameaçando novamente de Constantinopla. Em maio de 912, Leão e o seu camarada sarraceno Damião de Tarso defrontam e derrotam Himério, o almirante e logóteta do dromo (uma espécie de ministro dos negócios estrangeiros) bizantino, em retaliação pelos ataques aos árabes do Chipre.[3]

Em 924, a frota bizantina comandada por João Radinos consegue derrotar Leão quando este saqueava Lemnos. Leão escapa por pouca a ser capturado.[3]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b Jamieson 2006, p. 32
  2. Bréhier 2006, p. 130
  3. a b Nicolau, o Místico, p. 139-157

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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