Leônidas da Silva

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Leônidas
Leônidas da Silva.jpg
Leônidas em 1938
Informações pessoais
Nome completo Leônidas da Silva
Data de nasc. 6 de setembro de 1913
Local de nasc. Rio de Janeiro (RJ),  Brasil
Falecido em 24 de janeiro de 2004 (90 anos)
Local da morte Cotia (SP),  Brasil
Apelido Diamente Negro
Homem-Borracha
Informações profissionais
Período em atividade Como Jogador: 1930-1950
Como Treinador: 1950-1955
Posição ex-Atacante e Técnico
Clubes de juventude
19231929
1926-?
1926-?
1926-?
1926-?
Brasil São Cristóvão
BrasilHavanesa
Brasil Barroso
Brasil Sul Americano
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1929
1929
19301932
1934
1934
1935
19351936
19361941
19421950
Brasil São Cristóvão
Brasil Syrio Libanez
Brasil Bonsucesso
Uruguai Peñarol
Brasil Vasco da Gama
Brasil SC Brasil
Brasil Botafogo
Brasil Flamengo
Brasil São Paulo
029 000(31)
047 000(50)
051 000(55)
025 000(28)
029 000(27)


149 00(153)
212 00(141)
Seleção nacional
19311932
19341946
Rio de Janeiro Seleção Carioca
Brasil Brasil

037 000(37)
Times que treinou
19501955 Brasil São Paulo

Leônidas da Silva, também conhecido apenas como Leônidas, (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1913Cotia, 24 de janeiro de 2004) foi um futebolista e técnico brasileiro.

Conhecido também como "Homem-Borracha" ou "Diamante Negro", é considerado um dos mais importantes atacantes do futebol brasileiro na primeira metade do século XX.[1]

Ficou notabilizado como o "inventor" do lance identificado como "bicicleta" no futebol.[2] [3]

Começou a jogar ainda muito novo pelo São Cristóvão, clube do seu bairro. Na década de 1930, teve passagens de destaque pelo Vasco da Gama, Botafogo e Flamengo, nos 3 times conquistou títulos cariocas. Defendeu ainda o São Paulo, onde seria campeão paulista em cinco ocasiões.

Pela Seleção Brasileira de Futebol, atuou nas Copas de 1934 e 1938, tendo marcado nove gols na história do torneio. É um dos maiores artilheiros da história da seleção canarinha, com 37 gols em 37 partidas disputas.[4]

Após deixar os gramados, em 1950, continuou no mundo do futebol, em princípio como técnico, depois, como comentarista esportivo.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em São Cristóvão, era filho de Manoel Nunes da Silva e Maria da Silva. Era um menino simples de São Cristóvão, bairro da zona residencial e comercial do Rio de Janeiro, onde sua mãe vivia na casa dos pais adotivos[1] , torcedor do Fluminense, encantado que ficara com o time tricampeão carioca de 1917-18-19.[5] [6]

Embora tenha concluído os estudos primários e o colegial em escolas daquele bairro, Leônidas queria se dedicar ao futebol. Ainda bem jovem, começou a praticar o esporte, então amador no Brasil, nas peladas na Ponte dos Marinheiros.[1]

Já aos 13 anos, destacava-se com juvenil do São Cristóvão. Nos idos de 1926, ele também passou a defender outros clubes do bairro, como o Havanesa, depois o Barroso e o Sul-americano, a fim de ganhar algum dinheiro.[1]

Em 1929, jogou pelo Syrio Libanez.[carece de fontes?] Em 1930, Leônidas transferiu-se para o Bonsucesso, onde ele deu início a sua semiprofissionalização ao assinar seu primeiro contrato, pelo qual receberia 400 mil réis por mês.[1] No Bonsucesso, Leônidas também jogou basquete, tendo conquistado campeonato desta modalidade esportiva.[carece de fontes?]

Um ano depois, já era destaque no futebol fluminense, tendo sido convocado para atuar na Seleção Carioca em amistoso contra o Ferencváros TC, então campeão húngaro, e marcou um tento na partida.[1] Ainda em 1931, conquistou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

Aproveitando uma contusão do famoso atacante Nilo, Leônidas ganhou uma oportunidade na Seleção Brasileira em 4 de dezembro de 1932, que enfrentaria o Uruguai no Estádio Centenário, pela Copa Rio Branco.[1] [7] O Brasil venceu com dois gols do jovem Leônidas da Silva. Em 1934, ele foi um dos convocados para a Copa do Mundo da Itália, tendo marcado o único gol da única partida da Seleção Brasileira na competição.

Ainda em 1934, transferiu-se para o Peñarol, onde apesar não pôde brilhar por causa de uma contusão no joelho.[1] Retornou ao Rio de Janeiro para jogar pelo Vasco da Gama, o qual jogou uma temporada e ajudou o clube a ganhar o Campeonato Carioca de 1934.

No ano seguinte, mudou novamente de clube, indo atuar no Botafogo, onde conquistou o Carioca daquela temporada, e em 1936, transferiu-se para o Flamengo, onde atuou até 1942 e se sagrou campeão carioca em 1939.[1]

Ainda no final da década de 1930, Leônidas foi o maior destaque da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1938, tendo sido o artilheiro da competição, com oito gols. O Brasil conseguiu a sua melhor participação em Mundiais até então, ficando com a terceira colocação. Posteriormente, o Diamante Negro[nota 1] foi escolhido o melhor jogador daquela Copa.

Em 1942, Leônidas transferiu-se para o São Paulo. Sua estreia bateu o recorde de público do estádio do Pacaembu, com mais de 70 mil presentes. Foi um dos maiores ídolos da história do clube, tendo sido Campeão Paulista em 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949. No ano seguinte, o Homem-Borracha{{nota de rodapé|O apelido de "Homem-Borracha", dado pelo mesmo jornalista, foi devido a sua elasticidade[carece de fontes?]. aposentou-se do futebol, aos 37 anos.[1]

Após a carreira de futebolista[editar | editar código-fonte]

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Depois de abandonar os gramados, em 1951, ainda continuou ligado ao esporte. Foi dirigente do São Paulo, logo depois virou comentarista esportivo, sendo considerado por muitos um comentarista direto, duro e polêmico. Chegou a ganhar sete Troféus Roquette Pinto.

Teve uma participação especial no filme brasileiro Susana e o Presidente, de 1951.[8]

Sua carreira de radialista teve que ser interrompida em 1974 devido ao Mal de Alzheimer. Durante trinta anos ele viveu em uma casa para tratamento de idosos em São Paulo até falecer, em 24 de janeiro de 2004, por causa de complicações relacionadas à doença.

A sua esposa e fiel companheira, Albertina Santos, foi quem cuidou dele até seus últimos dias. Todos os dias ela visitava o marido e passava o tempo com ele, cuidando do ex-craque. O tratamento foi mantido pelo São Paulo, último clube que Leônidas defendeu como jogador. Foi enterrado no Cemitério da Paz, em São Paulo.

Graças ao trabalho de pessoas esforçadas o legado do "Diamante Negro" jamais será esquecido, mesmo o Brasil sendo considerado, por alguns, um país que não dá a merecida atenção aos ídolos do passado. Foi lançada uma biografia do atleta e sua vida vai ser transformada em filme. Tudo para que os amantes do futebol não esqueçam desse que foi um dos maiores jogadores de todos os tempos.

Alguns acham que isso ainda é pouco, já que Leônidas foi um dos maiores ídolos do Brasil, até o aparecimento de Garrincha e Pelé, respectivamente no início e no final dos anos 50. Alguns consideram Leônidas melhor que Pelé, porém é algo que ficará incerto, visto que os jogos ainda não eram televisionados na época em que Leônidas atuava como jogador.

A "bicicleta"[editar | editar código-fonte]

Leônidas recebeu o crédito por ter inventado a "bicicleta". Ele mesmo se autoproclamava o inventor da plástica jogada. Alguns afirmam ter sido criada por um outro jogador brasileiro, Petronilho de Brito, e que Leônidas apenas a teria aperfeiçoado.

A primeira vez que Leônidas executou essa jogada foi em 24 de abril de 1932, em uma partida entre Bonsucesso e Carioca, com vitória do Bonsucesso por 5 a 2. Já pelo Flamengo, realizou a jogada somente uma vez, em 1939 contra o Independiente, da Argentina, que ficou muito famosa na época.

Pelo São Paulo ele realizou a jogada em duas oportunidades, a primeira em 14 de junho de 1942, contra o Palestra Itália, na derrota por 2 a 1. E a mais famosa de todas, em 13 de novembro de 1948, contra o Juventus, na goleada por 8 a 0. A jogada ficou imortalizada pela mais famosa foto do jogador.

Na Copa do Mundo de 1938 ele também realizou a jogada, para espanto dos torcedores, e o gol foi anulado pelo juiz que desconhecia a técnica.[carece de fontes?]

No filme de 1951, Suzana e o Presidente, Leônidas encena algumas jogadas, inclusive a sua famosa bicicleta.

Centenário[editar | editar código-fonte]

Na semana em que se completaria 100 anos de seu nascimento, Leônidas foi homenageado por duas equipes pelas quais jogou. Pela Série A o Flamengo, diante do Vitória, utilizou uma camisa com a hashtag #Leônidas100 às costas.[9]

Pela mesma competição o São Paulo, contra o Criciúma, concedeu a viúva de Leônidas uma camisa especial e bandeja de prata sobre a data.[10] Foi também lembrado durante o dia 6 de setembro com um Google Doodle, do sítio de buscas Google.[11]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Vasco da Gama
Botafogo
Flamengo
São Paulo
São Cristóvão
Seleção Brasileira

Bibiografia[editar | editar código-fonte]

  • Heizer, Teixeira. O Jogo Bruto das Copas do Mundo. Mauad Editora, 2001. ISBN 85-8575-652-7
  • Vários. 80 Anos de Seleção Brasileira. Revista Placar, número 1094, maio de 1994. ISBN 0104-1762

Notas

  1. O apelido de "Diamante Negro" foi dado pelo jornalista francês Raymond Thourmagem, da revista Paris Match, maravilhado pela habilidade do brasileiro. Anos mais tarde a empresa Lacta homenageou-o, criando o chocolate "Diamante Negro". A empresa só pagou dois contos de réis à época[carece de fontes?], sendo que Leônidas nunca mais cobrou nada pelo uso da marca.

Referências

  1. a b c d e f g h i j k Heizer, 2001, p.48
  2. Flamengo homenageia centenário de Leônidas da Silva contra o Vitória (em português) Globo.com. Globo Esporte (03 de setembro de 2013). Página visitada em 06 de setembro de 2013.
  3. Emerson Santiago. Leônidas da Silva - Biografia (em português) InfoEscola. Página visitada em 06 de setembro de 2013.
  4. Revista Placar, 1994, p.110
  5. [Livro O Diamante Eterno - Biografia de Leônidas da Silva, por André Ribeiro (2000)
  6. Site da Revista VEJA, matéria editada em 6 de setembro de 2013 e disponível em 8 de junho de 2014
  7. Revista Placar, 1994, p.10
  8. Cinemateca Brasileira, Susana e o Presidente [em linha]
  9. Flamengo homenageia centenário de Leônidas da Silva contra o Vitória globoesporte.globo (3 de setembro de 2013). Página visitada em 6 de setembro de 2013.
  10. Programação especial para São Paulo x Criciúma! Sítio oficial São Paulo FC (4 de setembro de 2013). Página visitada em 6 de setembro de 2013.
  11. Leonidas da Silva's 100th Birthday Google.com. Página visitada em 6 de setembro de 2013.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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