Le vite de' più eccellenti pittori, scultori e architettori

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Capa da edição de 1568

Le vite de' più eccellenti pittori, scultori e architettori (As Vidas dos mais Excelentes Pintores, Escultores e Arquitetos), comumente conhecido como Le vite ou simplesmente Vite, é um compêndio biográfico escrito pelo pintor, erudito e arquiteto Giorgio Vasari, e publicado em 1550 por Lorenzo Torrentino em Florença.

Importância e conteúdo[editar | editar código-fonte]

O livro foi dedicado ao grão-duque Cosme de Médici e inclui na primeira parte um valioso tratado sobre materiais e técnicas empregados nas artes enfocadas. Em 1568 apareceu uma versão ampliada e ilustrada com retratos em xilogravura dos artistas, alguns deles conjeturais, uma vez que diversos biografados já eram mortos. É considerado um dos livros sobre arte da literatura antiga mais célebres e lidos no ocidente [1] , uma das obras renascentistas sobre arte mais influentes [2] , e um dos textos fundadores da moderna historiografia artística [3] .

O texto é tendencioso no sentido em que faz uma apologia dos artistas florentinos e os considera como os responsáveis por todas as principais conquistas da arte renascentista. A primeira edição virtualmente ignora a arte veneziana, mas a segunda traz acréscimos sobre ela. Críticos modernos acusam o autor de ter prestado pouca atenção a respeito da exatidão de datas e lugares, e muitas vezes suas afirmações são errôneas, como as pesquisas recentes já apontaram e corrigiram, já que suas informações não provieram de fontes documentais rigorosas, mas principalmente de relatos de artistas contemporâneos seus. Mesmo assim continua sendo considerado um clássico da literatura, um fator determinante na inclinação da crítica posterior sobre o Renascimento e uma das fontes básicas para o conhecimento da arte renascentista italiana. O autor incluiu no final um ensaio biográfico sobre sua própria vida [4] [5] . O texto também é importante como um dos primeiros estudos sobre evolução estilística [6] [7] .

Seus propósitos com a obra estão expostos no seu prefácio:

Esforçam-se os espíritos ilustres em todas as suas ações, por um vivo desejo de glória, e não se entregam a nenhuma fadiga, por mais estrênua, a fim de conduzir suas obras àquela perfeição que as tornam estupendas e maravilhosas diante de todo o mundo; nem o infortúnio de muitos deles poderia impedir seus esforços em direção a grandes alturas, tanto a fim de viverem com honra, como para deixarem aos tempos vindouros uma fama eterna de toda sua rara excelência. E ainda que por tão louváveis estudos e desejos fossem em vida mui premiados pela liberalidade dos príncipes e pela virtuosa ambição da república, e mesmo depois da morte permanecessem perpetuados à visão do mundo pelo testemunho das estátuas, das sepulturas, das medalhas e outras memórias similares, vê-se manifestamente que a voracidade do tempo não apenas destruiu boa parte das obras propriamente ditas e de seus testemunhos honrosos, mas apagou e dispersou os nomes de todos aqueles que não contam com outra coisa que a pena agilíssima e piedosíssima dos escritores. Sabendo e considerando muitas vezes, não só pelo exemplo dos antigos, mas também dos modernos, que os nomes de muitíssimos arquitetos, escultores e pintores antigos e modernos, junto com suas infinitas obras belíssimas em várias partes da Itália, se vão esquecendo e consumindo aos poucos e de tal modo, de fato, que não se pode esperar para eles senão um oblívio total muito logo, para defendê-los o mais que puder desta segunda morte e mantê-los o mais longamente possível na memória dos vivos, havendo passado muito tempo em buscar fontes, usado imensa diligência no descobrir sua pátria, a origem e os feitos dos artífices, e com grande fadiga resgatá-los dos relatos de muitos anciãos e de diversos registros e escritos deixados aos herdeiros, entregues para se tornarem pó e alimento de traças, e devolvendo-lhes utilidade e prazer, julguei conveniente, como me pareceu, escrever estas memórias que meu débil engenho e pouco juízo permitiram. Para a honra dos que já morreram, e benefício de todos os estudiosos, principalmente dessas três artes excelentíssimas, a arquitetura, a escultura e a pintura, escreverei as vidas de cada um, segundo o tempo em que viveram, desde Cimabue até os contemporâneos" [8] .

Divisão[editar | editar código-fonte]

O retrato de Giorgio Vasari

O Vite é dividido em partes. A primeira é um tratado sobre as três artes, e as outras são as biografias:

Parte 2[editar | editar código-fonte]

Parte 3[editar | editar código-fonte]

Parte 4[editar | editar código-fonte]

Parte 5[editar | editar código-fonte]

Parte 6[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
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Referências

  1. Marmor Max. Kunstliteratur. In Art Documentation, Vol 11 # 1, 1992
  2. University of Leeds website
  3. Ginsburgh, Victor & Weyers, Sheila. Persistence and Fashion in Art. Leuven, 2005 [1]
  4. Symonds, John. Renaissance in Italy. Vol. 3, parte 2
  5. Ginsburgh & Weyers.
  6. Elinor Richter. The Language of Rhetoric: Cinquecento and Seicento Italian Art Theory. Resenha de Sohm, Philip. Style in the Art Theory of Early Modern Italy. Cambridge: Cambridge University Press, 2001. [2]
  7. Leone, Stephanie. The Renaissance Society of Americ, 2007
  8. Vasari, Giorgio. Le Vite de' più Eccellenti Pittori, Scultori e Architettori: Proemio. De Bibliotheca. [3]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Vasari, Giorgio. Le Vite de' più Eccellenti Pittori, Scultori e Architettori. De Bibliotheca. [4].