Le Diable au corps

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Le diable au corps (pt: O Diabo no Corpo) é um romance de Raymond Radiguet publicado em 1923.

Esta é a narrativa de uma história de amor entre um adolescente e uma mulher, enquanto o noivo desta lutava na frente durante a I Guerra Mundial. Este trabalho ficou conhecido pela forma extraordinária como está escrito, e, também, pelo mito que rodeia o autor (Radiguet morreu aos 20 anos de idade). Temas como adolescência, traição, escândalo, paternidade, adultério, hesitações amorosas, são magistralmente abordados neste livro.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

No decurso da Primeira Guerra Mundial, Martha (18 anos), noiva de um soldado (Jacques), mantém um relacionamento sexual com o narrador, um jovem de 15 anos de idade, ainda muito novo para ser mobilizado, que a seduz, provocando-a. (No livro, o narrador não tem nome, mas Radiguet tinha planeado chamar-lhe François, de acordo com os rascunhos do romance, nome que foi utilizado na adaptação ao cinema, de 1947.) Este livro conta a história do romance dos dois personagens principais, perturbado pelo ambiente de guerra e pelo comportamento imaturo, caprichoso e possessivo do adolescente, demasiado jovem para entrar na lógica de um relacionamento estável1 .

Recepção[editar | editar código-fonte]

A publicação de O Diabo no Corpo causou grande escândalo, porque postulava a guerra como condição de felicidade para os amantes e violava o respeito sagrado pelos soldados. A morte prematura do autor aos 20 anos de idade contribuiu, provavelmente, para o desenvolvimento de um mito, nunca desmentido, em relação a este romance: o de ter um fundo autobiográfico. A Editora Grasset, que orquestrou habilmente o lançamento anunciando que se tratava de uma obra-prima de um jovem autor, teve a simpatia da opinião pública a apoiá-la durante o escândalo, e a imprensa não hesitou em apelidar Radiguet de "Bebé Cadum da literatura", numa referência ao concurso de uma marca de sabonetes muito famosa à época .

O tom desiludido e cínico de Radiguet faz lembrar Gide, em particular, O Imoralista, mas a clareza e a precisão da análise aproxima-o mais dos grandes romances de tradição moralista (Stendhal ou Madame de La Fayette).

O personagem muito liberal e cáustico do filme Le Diable au corps de Claude Autant-Lara, em 1947, com Gérard Philipe e Micheline Presle, também causou escândalo após a estreia.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. « Radiguet, le Diable au corps », documentário de Anaïs Kien no programa La Fabrique de l'histoire do canal France Culture, 12 de fevereiro de 2013, ler online (em francês) em http://www.franceculture.fr/emission-la-fabrique-de-l-histoire-histoire-de-l-amour-24-2013-02-12

Ligações externas[editar | editar código-fonte]