A Volta ao Mundo em 80 Dias
| A Volta ao Mundo em 80 dias | |||||||
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| Capa das Edições Hetzel | |||||||
| Autor (es) | Júlio Verne | ||||||
| País | |||||||
| Género | Romance de Aventura | ||||||
| Lançamento | 1873 | ||||||
| Cronologia | |||||||
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O livro A Volta ao Mundo em 80 Dias (em Fr - "Le tour du monde en quatre-vingts jours"), publicado na segunda metade do século XIX, foi escrito por Júlio Verne, renomado autor de romances de aventura e de ficção científica. A obra narra a história de Phileas Fogg, um inglês metódico e rico, que, durante um jogo de cartas com seus colegas do Reform Club de Londres, faz uma aposta sobre a possibilidade de se completar a volta ao mundo em apenas 80 dias. Para provar que isso era possível, parte ele mesmo, acompanhado apenas de Jean Passepartout, seu empregado recém-contratado, nessa surpreendente viagem. Os dois conhecerão vários lugares do mundo e viverão diversas aventuras.
Índice |
Personagens Principais [editar]
Mr. Phileas Fogg: um cavalheiro inglês rico, enigmático e fleumático, que morava em Londres. Ele tinha uma rotina inalterável: acordava às 8h da manhã, fazia a barba às 9h37 e partia para o Reform Club para ler o jornal e jogar whist.
Jean Passepartout: criado francês recém contratado por Phileas Fogg, que o acompanha em sua volta ao mundo. Na versão da editora brasileira, o criado é chamado de "Fura-Vidas". Ele possui um relógio de família no qual não altera o seu fuso horário. E pelo relógio que se manteve de acordo com o Meridiano de Greenwich, o criado Jean Passepartout ou "Fura-Vidas" alerta seu amo que estariam a chegar em Londres em 79 dias e que venceria após ter concluído a aposta no prazo estimulado de 80 dias.
Detetive Fix: Inspetor de polícia britânico que, após ver que a descrição do autor de um assalto ao Banco da Inglaterra se enquadra com a de Phileas Fogg, vai continuar a persegui-lo por todos os países tentando capturá-lo por dever e ambição no início e depois por honra própria. É preso na Inglaterra por perseguir o cavalheiro Phileas Fogg ou "Fíleas Fogg" e este provar sua inocência no roubo de cinqüenta e cinco mil libras do Banco da Inglaterra, pois o assaltante havia sido preso e a perseguição do Detetive Fix ao suposto criminoso por países como Índia, Hong Kong, China, Japão e Estados Unidos fora em vão.
Sra. Aouda (ortografia adotada na edição original): é uma jovem indiana Parse de uma beleza europeia e muito agradável que foi salva por Phileas Fogg e por Passepartout da morte por costumes tribais, durante a passagem dos dois pela Índia. Ela segue com eles pelo restante da jornada. E aceita casar com "Fíleas Fogg" mesmo a saber que o próprio poderia estar falido após gastar sua fortuna no empreendimento da aposta da volta ao Mundo em oitenta dias com cavalheiros do Clube Reformador.
James Forster: antigo criado de Mr. Fogg, despedido porque trouxe para a barba água em 84 graus Fahrenheit em vez de a 86.
Andrew Stuart: parceiro de jogo de Mr. Fogg e membro do Clube Reformador. Stuart, engenheiro, com quem ele apostou que faria a volta ao mundo em oitenta dias.
Gauthier Ralph: parceiro de jogo de Mr. Fogg e membro do Clube Reformador, e um dos diretores do Banco da Inglaterra.
Tomás Flanagam: parceiro de jogo de Mr. Fogg e membro do Clube Reformador, cervejeiro e outro apostador da volta ao Mundo.
John Sullivan: parceiro de jogo de Mr. Fogg e membro do Clube Reformador, banqueiro e também apostou na volta ao Mundo com Mr. Phileas Fogg.
Samuel Fallentin: parceiro de jogo de Mr. Fogg e membro do Clube Reformador, banqueiro também fez a aposta da volta ao Mundo enquanto jogavam whist.
Senhor Albemarle: velho paralítico; único inglês que acreditava que Mr. Fogg conseguiria fazer a volta ao mundo em 80 dias.
Francis Cromarty: general que acompanhou Mr. Fogg e Passepartout na viagem pela Índia; também participou do resgate de Aouda quando ela seria sacrificada em ritual indiano.
Capitão John Bunsby: piloto do barco Tankadère.
Coronel W. Stamp Proctor: americano que tentou bater em Phileas Fogg durante um meeting em São Francisco.
Enredo [editar]
Phileas Fogg é um cavalheiro inglês, um tanto quanto solitário e sereno, que mora em Londres e tem uma rotina inalterável: acorda pela manhã, faz a barba, desjejua e parte para o clube onde se encontra com os colegas todos os dias. No clube, Fogg almoça e vai ler os principais jornais da capital inglesa, numa rotina infalível, com a devida pontualidade britânica. À noite, reúne-se com os colegas para a tradicional partida de whist (jogo de cartas para duas duplas, ancestral do Bridge) e para comentar os assuntos do dia. À meia-noite, pontualmente, volta para casa. E assim se segue até o fatídico dia da aposta.
| De Londres - a Suez - paquete e caminho-de-ferro | 7 dias |
| De Suez a Bombaim - paquete | 13 dias |
| De Bombaim a Calcutá - caminho-de-ferro | 3 dias |
| De Calcutá a Hong Kong - paquete | 13 dias |
| De Hong Kong a Yokohama - paquete | 6 dias |
| De Yokohama a São Francisco - paquete | 22 dias |
| De São Francisco a Nova Iorque - caminho-de-ferro | 7 dias |
| Nova Iorque - Londres: paquete, caminho-de-ferro | 9 dias |
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'Total: 80 dias |
No dia 2 de Outubro de 1872, Fogg estava à mesa a jogar seu carteado com os outros membros do Reform Club, como de hábito. Eis que surge um assunto novo, acerca do roubo acontecido no Banco da Inglaterra, dias atrás. O ladrão havia levado 55 mil libras da casa bancária, e fugira sem deixar traços. Sentados à mesa, os jogadores especulam a respeito do paradeiro do ladrão. Fogg, até então quieto, comenta que o referido ladrão poderia estar em qualquer lugar do mundo, afinal este já se tornara suficientemente pequeno para que qualquer um lhe desse a volta em oitenta dias. Seus colegas dizem que tal façanha seria impossível, e que Fogg não estava levando em conta os possíveis imprevistos que tal empreitada traria consigo. Fogg não arreda o pé e, impassível, diz que ele mesmo o faria. Travam então uma aposta de 20 mil libras e Fogg decide partir no mesmo dia. Estaria de volta no dia 21 de Dezembro do mesmo ano.
Partem então ele e Jean Passepartout, seu criado (um francês) que acabara de ser contratado e, atônito, seguia todas as orientações de seu amo. Pegam um trem para o sul da Europa e, de lá, um vapor para Suez, na África. No seu encalço, entretanto, segue um detective inglês, convicto de que havia sido Fogg quem roubara o banco londrino! O detective Fix segue Fogg e Passepartout até Suez, possessão inglesa, à espera de um mandado de prisão de Phileas Fogg, para garantir uma recompensa oferecida pela polícia inglesa. O mandado não chega e Fix é obrigado a segui-los até que consiga a ordem de prisão. Fogg e Passepartout pegam outro navio em Suez com destino a Bombaim, cidade na costa oeste da Índia. Fix continua a segui-los de perto, crente de que fora Fogg quem roubara aquele banco.
Já em Bombaim, os dois pegam um trem para Calcutá, na costa leste indiana. Surge um imprevisto, porém, visto que a ferrovia não estava acabada! Tiveram que descer na metade do caminho e improvisar um segundo meio de transporte até chegar ao outro ponto da rede, onde haveria outro trem. Fogg, um homem mais que remediado, compra para si um elefante, e seguem viagem, pois além do dinheiro da aposta, o que mais assusta Fogg é não honrar sua palavra ao dizer que daria a volta ao mundo em oitenta dias! Um guia é contratado para levá-los selva adentro até alcançarem a outra parte da ferrovia, e no caminho presenciam um estranho ritual nativo que lhes dá calafrios: uma bela mulher era carregada para ser queimada viva junto ao corpo de seu viúvo, e isso não podiam aceitar! Fogg, que estava algumas horas adiantado no seu intento, decide dar meia volta e resgatar a moça. Seu criado, Passepartout, entrementes, desenvolve um afeto profundo pelo seu amo, algo que irá perdurar até o fim da história. Conseguem resgatar a moça, graças à coragem de Passepartout, que se passara pelo morto e, ao levantar de seu leito fúnebre com a donzela nos braços, provocara arrepios nos que assistiam à cerimônia e consegue fugir.
Chegam por fim a Calcutá, os dois e a resgatada, tão inglesa quanto o senhor Fogg, e que lhes jura a mais eterna gratidão. De lá parte para Hong Kong em um navio, ainda seguidos por Fix, ansioso em pegá-los. Em Hong Kong, Fix decide contar a razão de estar os seguindo para Passepartout, que não acredita em uma só palavra do detective. Este está tramando atrasar a viagem daqueles para que o mandado de prisão finalmente chegue e ele os consiga prender. Fix deixa Passepartout inebriado depois de uma ida a um bar da cidade, e seu amo Fogg acaba por perder o navio que os levaria a Yokohama, no Japão. Passepartout, desorientado, embarca para Yokohama, mas deixa seu amo para trás. Fogg não se faz de vencido e aluga um barco para levar ele, a senhorita Aouda (a donzela resgatada) e Fix (o qual pensa ser um amigo) para o porto de Xangai, na China. Lá, conseguem pegar um outro navio para Yokohama e seguir viagem para São Francisco, Estados Unidos.
Em território estadunidense, já não há como o detetive prender Fogg, pois encontram-se fora de área sob jurisdição inglesa, e portanto Passepartout permite que este continue a viagem com os três, sem contar nada a seu amo. Em São Francisco os quatro pegam um trem para Nova Iorque, na recém-inaugurada ferrovia que corta os Estados Unidos de oeste a leste. No meio do caminho um bando de índios Sioux ataca o trem e leva Passepartout como refém. Seu dedicado amo não pensa duas vezes ao ir resgatá-lo e prosseguir viagem. Chegam atrasados a Nova Iorque, tendo perdido o navio que partira de lá para Liverpool, mas Fogg consegue alugar um navio que os levaria até a costa inglesa. Quando chegam ao Reino Unido, ainda em tempo de Fogg ganhar a aposta, Fix dá ordem de prisão a Phileas Fogg, e leva-o para a prisão.
Descobre-se que o verdadeiro ladrão já havia sido preso há três dias, e após algumas horas Fogg é solto. Partem em correria os três, Fogg, Passepartout e Aouda, para Londres, mas chegam cinco minutos atrasados e nem passam pela frente do clube. Fogg, no outro dia, profundamente abatido, vai conversar com Aouda, e ela acaba pedindo-o em casamento. Marcam a cerimônia para o dia seguinte e acabam descobrindo que ainda havia tempo para ganhar a aposta! Ao contornar o mundo indo sempre para leste, Fogg havia ganhado um dia de vantagem, o que não havia notado! Seus colegas ainda o esperavam no salão no Reform Club no horário combinado, quando Phileas Fogg chega, faltando poucos segundos, e ganha a aposta!
Sugestões [editar]
- É aconselhável, para que a leitura deste livro seja mais interessante e profunda, que o leitor tenha uma visão global do planisfério terrestre, que possua alguns conceitos básicos de geografia, principalmente na compreensão de coordenadas geográficas.
- Alguns conceitos úteis: Linha Internacional de Data, Trópico de Câncer, Trópico de Capricórnio, Equador, Meridiano de Greenwich, longitude, latitude.
- Outra sugestão, que também torna a leitura deste livro muito interessante, é acompanhar a viagem com um mapa ou um atlas do mundo, quanto mais completo e pormenorizado melhor.
Ligações externas [editar]
- Domínio Público Download gratuito do livro "A Volta ao Mundo em 80 Dias"
- Geomundo Linha Internacional de Data???