Espaço vital

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O conceito de espaço vital (em alemão, Lebensraum), em geografia política, foi concebido por Friedrich Ratzel, que propôs uma Antropogeografia, como um ramo da geografia humana, como o espaço de vida dos agrupamentos humanos. Ao sistematizar os conhecimentos políticos aplicados pela geografia, Ratzel contribuiu decisivamente para o surgimento da geografia política, que no início do século XX foi acrescida do termo geopolítica (este cunhado por Rudolf Kjellèn).

[editar] Destino manifesto

O geógrafo alemão Friedrich Ratzel visitou a América do Norte no início de 1873[1] e se impressionou com a doutrina do Destino Manifesto nos EUA.[2] Ratzel simpatizava com os resultados do "Destino Manifesto", mas ele nunca usou o termo. Em vez disso, ele contou com a Tese da Fronteira de Frederick Jackson Turner.[3] Ratzel promoveu colônias ultramarinas para a Alemanha, na Ásia e África, mas não uma expansão em terras eslavas.[4] Depois alguns alemães reinterpretaram Ratzel para defender o direito do raça alemã de expandir na Europa, essa noção foi mais tarde incorporada na ideologia nazista[2] . Harriet Wanklyn argumenta que os políticos distorceram a teoria de Ratzel para objetivos políticos.[5]

Espaço Vital - Toda a sociedade, em um determinado grau de desenvolvimento, deve conquistar territórios onde as pessoas são menos desenvolvidas.

[editar] Evolução do conceito

Origem dos colonizadores alemães dos territórios conquistados no Leste.

O espaço vital seria o espaço necessário para a expansão territorial de um povo, no caso, o povo alemão. Não apenas a restauração das fronteiras de 1914, mas também a conquista da Europa Oriental, espaço onde as necessidades, relativas à dominação territorial e recursos minerais desse povo seriam supridas. Quem também fazia parte, como se fosse um "trato", era a Itália, que por ficar do outro lado do "espaço vital" era de grande interesse alemão. O interesse alemão e italiano nesta expansão justificava-se em certa medida pelo fato dos dois países serem retardatários na expansão marítima europeia, e ao contrário da França e da Inglaterra, não tinham vastos domínios coloniais. O possibilismo, de Vidal de La Blache, serviu como uma resposta antagônica ao espaço vital, ao considerar que havia maneiras de desenvolver econômicamente em um limitado espaço geográfico.

Hitler considerava que a "raça ariana" (que segundo ele, era superior) deveria permanecer unida, e para uni-la a Alemanha deveria possuir um território maior. Esse território era onde o povo germânico morava, porém foi dividido. Era chamado de "Espaço Vital Alemão". Tal argumento foi amplamente discutido em seu livro Mein Kampf, e utilizado como discurso de justificativa da marcha alemã sobre a Europa a começar pela anexação da Áustria, que antes pertencia à Confederação Germânica e antes disso ao Sacro Império Romano Germânico.

Também podemos recordar da sonhada anexação dos Sudetos, que compunham a região mais industrializada da Tchecoslováquia. Hitler queria invadi-los como já foi dito, mas havia um problema : as potências França e Inglaterra tinham assinado um acordo com a Tchecoslováquia que prometia protegê-la em caso de ataque estrangeiro.

Referências

  1. Mattelart, Armand. The Invention of Communication, pp. 212–216. University of Minnesota Press, 1996. ISBN 0-8166-2697-9
  2. a b Klinghoffer, Arthur Jay. The power of projections: how maps reflect global politics and history (O poder das projeções: como mapas refletem a política global e a história). Greenwood Publishing Group, 2006. ISBN 0-275-99135-0, p. 86.
  3. AAtlantic Monthly, janeiro 1895, pp. 124-128. [Http://books.google.com/books?id=z5ERAAAAMAAJ&pg=PA124 "A German Appraisal of the United States" (Uma Avaliação Alemã dos Estados Unidos)], em inglês, Página visitada em 17 de outubro de 2009
  4. Woodruff D. Smith, "Friedrich Ratzel and the Origins of Lebensraum",German Studies Review, vol. 3, No. 1 (fevereiro de 1980), pp. 51-68 JSTOR
  5. Wanklyn Harriet, Friedrich Ratzel: A Biographical Memoir and Bibliography(1961), pp 36-40
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