Leda Catunda

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Leda Catunda Serra (São Paulo, 1961) é uma pintora, escultora, artista gráfica e visual e professora brasileira. É considerada um dos maiores talentos surgidos no âmbito da Geração 80[1] [2] , explorando os limites entre a pintura e o objeto. Expôs três vezes na Bienal Internacional de São Paulo, entre outras mostras de relevo.[3] Foi casada com o artista visual Sérgio Romagnolo.

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Leda Catunda graduou-se em artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), onde estudou com Regina Silveira, Julio Plaza, Nelson Leirner e Walter entre 1980 e 1984. Tem então seus primeiros contatos com a arte conceitual, manifesta em suas primeiras litografias.[4] Inicia-se no circuito artístico nessa mesma época, por intermédio de Aracy Amaral, crítica de arte e então diretora do Museu de Arte Contemporânea da USP, que divulga seu trabalho ao lado dos igualmente estreantes Sérgio Romagnolo, Ana Maria Tavares, Ciro Cizzolino e Sergio Niculitchef, na exposição Pintura como meio, ocorrida em 1983.[editar | editar código-fonte]

Integrou a famosa exposição Como Vai Você, Geração 80?, sediada na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, em 1984. Ganhou amplo destaque nacional após a mostra, estampando as capas de diversas revistas e jornais, despertando a atenção tanto da crítica especializada em função da contestação que suas obras exprimiam em relação à arte conceitual dos anos setenta, quanto da imprensa em geral, igualmente interessada em seus atributos físicos.[editar | editar código-fonte]

==== Leda Catunda esteve entre os principais expoentes da assim chamada Geração 80, apoiando o movimento de revalorização da pintura frente às tendências conceituais da década anterior. Expôs na XVII Bienal Internacional de São Paulo, ainda em 1983, apresentando um videotexto. Apresentou-se também na I Bienal de Havana, em Cuba, em 1984, voltando a expor na Bienal de São Paulo, em 1985, além de outras grandes mostras coletivas, como Modernidade (Paris, 1987). Tem também expressiva atuação didática: em 1986, passa a lecionar tanto na FAAP quanto em seu ateliê,[5] permanecendo na função até meados dos anos noventa. Paralelamente, ministrou cursos livres e workshops em diversas instituições do país e também no exterior. Em 1990, venceu o "Prêmio Brasília de Artes Plásticas/Distrito Federal", na categoria aquisição. A princípio, sua produção pictórica explora os limites entre a pintura e o objeto, não isenta de referências à pop art, em que pesam o uso de volumes estofados à maneira de Claes Olden e as composições neoconcretistas de Lygia Pape. Seus trabalhos da década de oitenta possuem um forte traço descritivo e caricatural, destacando-se pela atenção dispensada às texturas e superfícies dos materiais industrializados, aos quais a artista adiciona acabamento em técnica artesanal, almejando realçar a particularidade e originalidade de cada peça. ====

Na década de 90, eliminou as narrativas em favor das composições geométricas, em uma produção mais "limpa" em termos de cor, figuração e textura. A artista busca desde então atingir formas agradáveis e sensuais[3] , utilizando-se de tecidos e outros materais maleáveis e leves, em referência aos elementos da natureza[4] . Sua obra visa despertar a curiosidade e as sensações táteis, mas mantém o traço crítico, voltado à banalização das imagens na sociedade contemporânea.[4]  Integrou o grupo de artistas selecionados para a Mostra do Descobrimento em 2000 e voltou a expor na Bienal de São Paulo em 2008.
Doutorou-se pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo[6] [7]  em 2003, defendendo a tese Poética da Maciez: Pinturas e Objetos Poéticos, sob orientação de Júlio Plaza.[8]  Entre 1998 e 2005, lecionou pintura e desenho na Faculdade Santa Marcelina, na capital paulista. Em 1998 a editora Cosac & Naify publicou o livro Leda Catunda, de autoria de Tadeu Chiarelli.[8] 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. MAC Ceará / Bitu Cassundé (18 de janeiro de 2007). Leda Catunda no MAC Ceará. NET PROCESSO - arte contemporânea. Página visitada em 19 de junho de 2009.
  2. E-nforme: BA/PE/RJ/SP Leda Catunda na Arte 21 / Exposição virtual Mostra Catálogo 2ptos - Inscrições e informações para o artista. Canal Contemporâneo (19 de setembro de 2007). Página visitada em 19 de junho de 2009.
  3. a b Rodrigues, Cinthia. Leda Catunda: Talento e costura. Marie Claire. Página visitada em 15 de junho de 2009.
  4. a b c Leite, Luciana de A. & Peccinini, Daisy. Leda Catunda. Museu de Arte Contemporânea da USP. Página visitada em 15 de junho de 2009.
  5. Biografia Leda Catunda. Site James Lisboa <http://www.brasilartes.com.br/listarQuadros.php?artista=169&n=Leda-Catunda>. Acesso em 30 de abril de 2013.
  6. Participantes da XXVIII Bienal. Bienal Internacional de São Paulo. Página visitada em 15 de junho de 2009.
  7. Título não preenchido, favor adicionar.
  8. a b Leda Catunda - biografia. Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais. Página visitada em 15 de junho de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]