Lee Spetner

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Lee M. Spetner
Biofísico
Nacionalidade Estados Unidos Estadunidense
Atividade
Campo(s) Biofísico
Instituições Johns Hopkins University
Alma mater MIT
Orientador(es) Robert Williams, Bruno Rossi
Conhecido(a) por Crítico da Síntese evolutiva moderna

Lee M. Spetner é um biofísico americano e autor, mais conhecido por sua crítica da Síntese evolutiva moderna. Apesar de sua oposição ao neo-darwinismo, Spetner aceita uma forma de evolução não-aleatória descrita no seu livro de 1996 "Not By Chance! Shattering the Modern Theory of Evolution".[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Spetner recebeu seu diploma de bacharel em engenharia mecânica na Washington University em 1945.[2] Em 1950, recebeu um Ph.D. em Física pelo MIT. Seu orientadores na tese foram Robert Williams e Bruno Rossi.[3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Spetner continuou seus estudos no Laboratório de Física Aplicada na Johns Hopkins University no período de 1951-1970 trabalhando em sistemas de mísseis guiados. Em 1970 ele se tornou diretor técnico da Eljim, Ltd., mais tarde, uma subsidiária da Elbit, Ltd. em Nes Tsiona, Israel, onde ele era um gerente, um período que durou mais 20 anos.[2] [4] Seu trabalho aqui foi em sistemas electrónicos militares, incluindo contramedidas eletrônicas e um sistema de navegação militar eletrônico.[2]

Ele ministrou cursos na Universidade Johns Hopkins, Howard University e no Instituto Weizman, incluindo mecânica clássica, teoria eletromagnética, teoria das variáveis reais, teoria da probabilidade e teoria da comunicação estatística.[2]

Spetner se interessou primeiramente pela evolução em 1970 depois de se mudar para Israel. Em Israel, ele se entregou na busca de provas que contrariavam a síntese evolutiva moderna. Spetner foi inspirado pelo rabino David Luria (1798-1855), que calculou que de acordo com fontes do Talmud haviam 365 espécies originalmente criadas de animais e 365 de aves. Spetner desenvolveu o que chamou de "hipótese da evolução não-aleatória", que (em comum com os cristãos criacionistas da Terra jovem) aceita a microevolução (que ele atribuiu a uma herança similar a lamarquiana), mas rejeitou a macroevolução.[5]

Spetner tem sido descrito como um judeu Criacionista.[6] In 1980 at a conference for Jewish scientists, Spetner claimed the Archaeopteryx was a fraud. Spetner continued his attack on the modern evolutionary synthesis in his book Not by chance! Shattering the Modern Theory of Evolution.[7]

Spetner é um crítico do papel das mutações na síntese evolutiva moderna. Spetner reivindica mutações levam à uma perda de informação genética.

Nós vemos então que a mutação reduz a especificidade da proteína do ribossoma, o que significa uma perda de informação genética. ... Em vez de dizer que a bactéria adquiriu resistência ao antibiótico, é mais correcto dizer que ela perdeu sensibilidade a ele. ... Todas as mutações pontuais que têm sido estudadas em nível molecular acabam por reduzir a informação genética e não aumentá-la.
Lee Spetner
Not by Chance, Shattering the Modern Theory of Evolution[8]

Spetner continuou a estudar após a aposentadoria, com interesses em evolução[4] e cura do câncer.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Spetner, Lee M. Not by Chance: Shattering the Modern Theory of Evolution. [S.l.]: Judaica Press, 1997. 288 pp. ISBN 978-1-880582-24-4.
  2. a b c d Biografia na Worldscientific. Visitado em 10 de março de 2012.
  3. a b relatório de MIT Alumni de 2008. Visitado em 10 de março de 2012.
  4. a b Biografia de Lee M. Spetner no sítio B'Or Ha'Tora. Visitado em 10 de março de 2012.
  5. Ronald L. Numbers, The creationists: from scientific creationism to intelligent design, 2006, pp. 427 - 428
  6. Tom McIver, Anti-evolution: an annotated bibliography, 2008 p. 277
  7. Randy Moore, Mark Decker, Sehoya Cotner, Chronology of the evolution-creationism controversy, 2010, pp. 286 - 287.
  8. Lee Spetner, Not by Chance, Shattering the Modern Theory of Evolution, 1996, pp 131 - 138