Legio VII Gemina

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Legio VII Gemina
Iberian Peninsula in 125-pt.svg
Mapa da Península Ibérica em 125 d.C., durante o reinado de Adriano, mostrando a localização da Legio VII Gemina em Castra Legionis (actual Leão, Espanha), na província Hispânia Tarraconense, a sua base entre 75 d.C. e o séc. IV
País Império Romano
Denominação Gemina, "Gêmea"; Galbiana
Criação 69 d.C.
Extinção século V d.C.
Comando
Comandantes
notáveis
Galba
Sede
Guarnição Castra Legionis, na Hispânia Tarraconensis (atual León)

Legio VII Gemina ("Sétima Legião Gêmea") foi uma legião romana cujo nome completo era Legio VII Gemina Felix. A Sétima Gemina tem suas origens no Ano dos quatro imperadores (69 d.C.), quando o governador da Hispânia Tarraconense, Galba, a criou e, com ela, marchou contra Roma. A legião continuava na cidade chamada de "Castra Legionis" (atual León, na Espanha) no final do século IV d.C. O emblema desta legião é desconhecido.

Tácito a chama de Galbiana para distingui-la da antiga Legio VII Claudia, mas esta forma não se encontra em nenhuma inscrição. É possível que ela tenha recebido o apelido de Gemina[1] por conta de uma fusão feita por Vespasiano com uma das legiões germânicas, provavelmente a Legio I Germanica.

Após servir na Panônia e nas guerras civis, ela foi aquartelada por Vespasiano na Hispânia Tarraconense para cobrir o espaço deixado pela saída da Legio VI Victrix e da Legio X Gemina, duas das três legiões que normalmente ficavam aquarteladas na província, mas que haviam sido transferidas para a Germania[2] . Podemos confirmar que o quartel de inverno da legião, durante o período dos últimos imperadores, era León através do Itinerário de Antonino, Ptolemeu e a Notitia Imperii, além de umas poucas inscrições[3] , mas há diversas inscrições que provam que um grande destacamento da Sétima estava aquartelado em Tarraco (atual Tarragona), a principal cidade da província[4] .

A ponte romana sobre o Rio Tâmega, em Chaves, em Portugal, então chamada de Aqua Flaviae, foi construída pelos legionários da Sétima Gemina ali estacionados durante o reinado de Trajano.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Júlio César B.C. iii. 3
  2. Tacitus Hist. ii. 11, 67, 86, iii. 7, 10, 21-25, iv. 39; Inscr. ap. Gruter, p. 245, no. 2.
  3. Muratori, p. 2037, no. 8, 130; p. 335, nos. 2, 3, 163; p. 336, no. 3, 167; Gruter, p. 260, no. 1, 216
  4. Orelli, no. 3496, 182; no. 4815; Gruter, p. 365, no. 7.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]