Lei (ciência)

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Lei, no sentido cientifico, é uma regra com base em algum fenômeno que ocorra com regularidade observada. É uma generalização que vai além das nossas observações limitadas, que, sendo exaustivamente confrontada, testada e validada frente a um amplo e diverso conjunto de fatos, dá-lhes sempre sentido cronológico, lógico e causal, podendo fazer previsões testáveis para o futuro, e por tal recebe um título "honorífico" que a destaca entre as demais, o título de lei [1] .

Ao contrário da lei no sentido jurídico, a qual tem em princípio o poder de fazer-se cumprir, a lei científica não tem o poder de impor que um fato ou fenômeno qualquer deva sempre com ela concordar. A lei científica, ao contrário, deriva sua validade e acuracidade da observação sistemática da ocorrência sempre regular e persistente de um dado fenômeno de abrangência geral, estabelecendo uma relação de causa e efeito associada ao mesmo e afirmando que é muito razoável e provável que todos os demais eventos correlatos venham a concordar com os resultados anteriores e assim com a premissa que encerra, destes derivada.

Como exemplos de leis científicas podem ser citadas a lei da oferta e da procura e as leis de Newton. Como outro exemplo, ao observamos o Eclipse lunar, vemos que a Lua escurece parcialmente ou totalmente, então podemos fazer a seguinte afirmação: "Sempre que há um eclipse lunar, a Lua escurece". Para que tal afirmação seja considerada uma lei natural deve haver alguma razão fundamental para que a Lua escureça sempre ao acontecimento de tal fenômeno, e a razão fundamental para isso, é que na ocorrência do eclipse lunar a Lua penetra no cone de sombra projetado pela terra.

Leis físicas[editar | editar código-fonte]

Uma lei natural é um enunciado de uma verdade científica, assim compreendida no âmbito de um paradigma científico.

Forçosamente, tal enunciado deve ser um reconhecimento e a expressão, através do método científico, de um conhecimento "sugerido" por ocorrências sistêmicas de mesma natureza, interligadas, bem regulares e abrangentes no escopo em questão, sendo sua definição indissociável do conceito de teoria científica e da observação de fatos associados, portanto. Ressalta-se aqui que as leis científicas integram-se às teorias, mas não as definem, sendo as últimas estabelecidas por conceito mais abrangente. O uso de lei e teoria como sinônimos é, assim, incorreto.

Uma lei, por definição, tem certas características de generalidade e abrangência, e tem por tal geralmente um aspecto prático. Ademais do seu status de "lei", esta, como qualquer outra hipótese, deve ser e o é necessariamente falseável, no sentido de que pode ser refutada, tanto logica como experimentalmente, apesar de, como o próprio status a qual faz jus indica, esperar-se que isto seja muito improvável ou mesmo, por limite, impossível de ocorrer. Em contrário, esta poderia ser enquadrada como dogma, algo inerente à religiãofilosofia e mesmo à arte, mas não à ciência.

É comum, embora não obrigatoriamente necessário, que uma lei natural seja expressa em termos matemáticos. Quando tal acontece, esta assume a feição de uma fórmula matemática, envolvendo uma relação entre duas ou mais grandezas físicas relevantes à descrição dos fenômenos a que se refere.

Referências

  1. Hawking, Stephen W. "O GRANDE PROJETO", novas respostas para as questões definitivas da vida, P.22, ISBN 978-85-209-2657-4.
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