Leiria

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Leiria
Brasão de Leiria Bandeira de Leiria
Brasão Bandeira
LEIRIA E CASTELO.jpg
Vista de Leiria
Localização de Leiria
Gentílico Leiriense[1]
Área 565,09 km²
População 126 884 hab. (2011)
Densidade populacional 224,54 hab./km²
N.º de freguesias 18
Presidente da
Câmara Municipal
Raul Castro (PS)
Mandato 2013-2017
Fundação do município
(ou foral)
1142, 1195
Região (NUTS II) Centro
Sub-região (NUTS III) Pinhal Litoral
Distrito Leiria
Antiga província Beira Litoral
Orago Nossa Senhora da Encarnação
Feriado municipal 22 de maio (Criação da diocese e elevação a cidade)
Código postal 2400 Leiria
Sítio oficial http://www.cm-leiria.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Leiria é uma cidade portuguesa, capital do distrito de Leiria, situada na região Centro e sub-região do Pinhal Litoral, com cerca de 55 500 habitantes.[2]

É sede de um município com 565,09 km² de área[3] e 126 884 habitantes (2011),[4] [5] subdividido em 18 freguesias.[6] O município é limitado a norte/nordeste pelo concelho de Pombal, a leste pelo de Ourém, a sul pelos municípios de Batalha e Porto de Mós, a sudoeste pelo de Alcobaça, a oeste pelo concelho da Marinha Grande e a noroeste pelo Oceano Atlântico.

Leiria fica a cerca de 55 km a sudoeste da cidade de Coimbra, sendo o principal centro urbano do Pinhal Litoral e da comunidade urbana de Leiria, assim como um importante centro de comércio, serviços e indústria.

O município tem uma faixa costeira a ocidente, que a liga ao Oceano Atlântico. O feriado municipal é a 22 de maio e celebra a passagem a cidade e a sede de bispado de Leiria, em 1545.[7]

A cidade é banhada pelos rios Lis e o seu afluente, o Lena, sendo o castelo de Leiria o seu monumento mais notável.

O concelho recebeu o primeiro foral de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, em 1142[8] , sob o nome de Leirena.

Foi uma das cidades escolhidas para fazer parte do Euro 2004, e graças a isso o seu estádio municipal sofreu uma grande remodelação, que ainda hoje está a ser paga pelo município e o endividou profundamente (pelo menos durante duas décadas).[9] [10] [11]

Com uma gastronomia variada e com tradições reconhecidas, o concelho é historicamente rico, como o testemunham o castelo da cidade e o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação. Leiria dispõe ainda, na sua região, das Termas de Monte Real, de praias como a do Pedrógão, da Lagoa da Ervideira e da mata municipal de Marrazes. Ficam relativamente perto as históricas cidades de Coimbra, Tomar, Torres Novas e Santarém. Alguns centros urbanos como o Entroncamento, Ourém, Fátima, Abrantes e Rio Maior, isto já fora do distrito, estão bastante próximos. Os portos da Figueira da Foz e de Peniche distam cerca de 50 km e 80 km, respectivamente.

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Leiria.

O concelho de Leiria está dividido em 18 freguesias:

História[editar | editar código-fonte]

Apesar de sua história precoce ser bastante obscura, mesmo assim, a bacia hidrográfica do Lis é das zonas com maior densidade de achados arqueológicos do país, atribuíveis ao Paleolítico Inferior. De momento estão inventariados mais de 70 sítios arqueológicos na região, entre os quais vários jazigos de sílex, inúmeros seixos talhados (em areeiros por arrastamento do rio, na Quinta do Cónego nas Cortes, na Mata dos Marrazes, atrás do Bairro Sá Carneiro), gravuras rupestres (na praia do Pedrógão), uma pintura rupestre (no vale-canhão do Lapedo) e muitas outras. De todos os achados destaca-se o menino do Lapedo, encontrado no vale do mesmo nome e que tem suscitado o interesse da comunidade científica internacional.

Os túrdulos, um povo indígena da Ibéria, estabeleceram um povoado junto à cidade actual de Leiria (a cerca de 7 km). Essa povoação foi depois ocupada pelos romanos, que a expandiram sob o nome de Colipo. As pedras da antiga cidade romana foram usadas na Idade Média para construir parte de Leiria, destacando-se o castelo onde ainda podemos ver pedras com inscrições romanas.

O Castelo de Leiria, com as suas características galerias.

Pouco é conhecido sobre a área nos tempos dos visigodos, mas durante o período de domínio árabe, Leiria era já uma vila com praça. A Leiria moura foi capturada em 1135 pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, durante a chamada Reconquista. Essa localidade foi brevemente retomada pelos mouros em 1137, e mais tarde em 1140. Em 1142, Afonso Henriques reconquistou Leiria, sendo desse ano [12] o primeiro foral (carta de direitos feudais), atribuído para estimular a colonização da área.

Os dois reis esforçaram-se por reconstruir as muralhas e o castelo da vila, para evitar novas incursões mouras. A maioria da população vivia dentro das muralhas protectoras da cidade, mas já no século XII uma parte da população vivia na sua parte exterior. A mais antiga igreja de Leiria, a Igreja de São Pedro, construída em estilo românico no último quartel do século XII, servia a freguesia exterior às muralhas.

De facto a região de Leiria é a ideal para a fixação do Homem: com as várias vias de comunicação existentes, que atribuíam àquele local a fronteira entre o Norte e o Sul da fachada ocidental da península e entre o litoral e o interior, e com as características favoráveis do rio Lis que passa no local, seria inevitável a exploração e desenvolvimento agrícola e comercial no local, tornando-se na Idade Média no local de controlo do tráfego económico da região.

Durante a Idade Média, a importância da vila aumentou, e foi sede de diversas cortes, reuniões políticas entre o rei e a nobreza (para uma lista com as diversas cortes realizadas na cidade, ver Cortes de Leiria). As primeiras cortes realizadas em Leiria foram em 1254[12] , durante o reinado de D. Afonso III. No início do século XIV (1324), D. Dinis mandou erguer a torre de menagem do castelo, como pode ser visto numa inscrição na torre.

Fotografia panorâmica com a torre de menagem do castelo de Leiria.

Esse rei construiu também uma residência real em Leiria (actualmente perdida), e viveu por longos períodos na cidade, que ele doou como feudo à sua esposa, a rainha Santa Isabel. O rei também expandiu a plantação do famoso Pinhal de Leiria, próximo da costa atlântica. Mais tarde, a madeira deste pinhal seria usada para construir as naus que serviram aos Descobrimentos portugueses, nos séculos XV e XVI. Durante o século XV houve vários moinhos de cereais na cidade, que foram fonte de riqueza para a região. Em 1411, D. João I autorizou a instalação de um moinho de papel (atualmente um museu) para a fabricação deste material. Na mesma época é documentado que os judeus desenvolveram nesse concelho uma das mais notáveis comunidades, ao ponto de empreenderem uma florescente actividade industrial. Abraão Zacuto, erudito judeu, publicou sua obra Almanach perpetuum em Leiria em 1496.

Palácio do rei João I no Castelo de Leiria.

No fim do século XV, o rei D. João I construiu um palácio real dentro das muralhas do castelo. Este palácio, com elegantes galerias góticas que possibilitam vistas maravilhosas da cidade e da meio envolvente, ficou totalmente em ruínas, mas foi parcialmente reconstruído no século XX. D. João I foi também o responsável pela reconstrução da Igreja de Nossa Senhora da Pena, localizada dentro do perímetro do castelo, num estilo gótico tardio.

Por volta do fim do século XV, a cidade continuou a crescer, ocupando a área que se estende desde a colina do castelo até ao rio Lis. O rei D. Manuel I deu à localidade um novo foral em 1510, e em 1545 foi elevada à categoria de cidade, tornando-se sede da diocese de Leiria. A Sé Catedral de Leiria foi construída na segunda metade do século XVI, numa mistura dos estilos renascentista (gótico tardio) e maneirista (renascimento tardio).

Comparando com a Idade Média, a história subsequente de Leiria é de relativa decadência. A cidade foi duramente atingida pelas Invasões Francesas, especialmente em 1808 (o massacre da Portela, pelas tropas do Gen. Margaron)[13] , e o Grande Incêndio de 1811, causado pelos franceses que retiravam das Linhas de Torres.[14] No entanto, no século XX, a sua posição estratégica no território português favoreceu o desenvolvimento de indústrias diversas, levando a um grande desenvolvimento da cidade e da sua região.

De facto, durante vários anos, Leiria foi das poucas capitais distritais que não era a cidade mais populosa do próprio distrito, sendo suplantada pela cidade de Caldas da Rainha. Contudo, nos últimos anos a cidade tem-se desenvolvido de forma extraordinária, e é já um dos 25 principais centros urbanos de maiores dimensões do país.

Fotografia panorâmica de Leiria.

Heráldica[editar | editar código-fonte]

Armas – De ouro, um castelo de vermelho, aberto e iluminado de prata, acompanhado de dois pinheiros de verde, frutados de ouro e sustidos de negro, tudo sainte de um terrado de verde realçado de negro. Os pinheiros rematados cada um por um corvo de negro, voltados para o centro. A torre central acompanhada em chefe de duas estrelas de oito raios de vermelho. Em contra-chefe, três faixetas ondadas de prata e azul. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel branco com os dizeres “Cidade de Leiria” a negro.[15]

Bandeira – Girondada de branco e vermelho, cordões e borlas de prata e vermelho. Haste e lança de ouro.[15]

Selo branco – Circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes, tudo envolvido por dois círculos concêntricos onde corre a legenda “Câmara Municipal de Leiria”.[15]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Além de ser um local de interesse histórico, o Castelo de Leiria oferece um local para eventos culturais. Situado perto do castelo, a Igreja de São Pedro é usada como um dos locais do Festival Anual de Música. Leiria é também a casa de m|i|mo, o Museu da Imagem em Movimento e do Museu do Moinho do Papel, primeira fábrica de papel em Portugal. O Teatro Miguel Franco no mercado de Sant'Ana e o Teatro José Lúcio da Silva são espaços para o teatro, apresentações de música e dança, bem como de cinema.

A cidade é o berço de vários poetas portugueses, tais como Afonso Lopes Vieira e Francisco Rodrigues Lobo, após o qual a praça central é nomeada. Hoje a praça Francisco Rodrigues Lobo é o lar de uma cultura próspera de cafés, bem como sendo regularmente utilizada para eventos culturais. Outros poetas em Leiria: O rei D. Dinis (Dinis I de Portugal) e o escritor Eça de Queirós que escreveu em Leiria a sua primeira novela realista, O Crime do Padre Amaro, publicada em 1875 e adaptado ao cinema em 2002 e 2005 . Existe ainda hoje em Leiria a casa onde viveu.

Em Outubro de 2012, foi inaugurado o Centro Cívico de Leiria, que tem como tema precisamente a vida e obra do escritor Eça de Queirós. No Centro Cívico a Associação Sempraudaz desenvolve a Universidade Sénior de Leiria e a Associação Fazer Avançar desenvolve o projecto SPEAK, com o apoio, entre outros, da Fundação EDP, do Município de Leiria e da Fundação Calouste Gulbenkian.

A cidade tem várias entidades culturais que fazem apresentações de projetos culturais e artísticos, com destaque para a Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, a Livraria Arquivo, o Ateneu, os grupos de teatro Leirena e O Nariz, a Associação Fazer Avançar, a FADE IN, a Metamorfose, a ECO, os Corvos do Lis e alguns outros, oferecendo o mais movimentado calendário de eventos.

Vários edifícios de interesse, restaurados ou projetados pelo arquiteto Ernesto Korrodi no início do século XX, deram um aspecto interessante a Leiria e fazem parte da cultura visual da cidade dos quais se destaca o Castelo de Leiria.

Nos últimos anos, Leiria viu o re-desenvolvimento para as margens do rio Liz que abraça a cidade. Estes desenvolvimentos criaram vários parques novos, espaços públicos, parques infantis e uma série de pontes temáticas. Além disso, um longo passeio foi criado, que é popular entre os caminhantes e corredores.

Existem vários festivais de Verão realizados na região. O mais conhecido de todos é o Festival Gótico ENTREMURALHAS, organizado pela FADE IN - Associação de Acção Cultural. A cidade abriga um mercado de antiguidades mensais.

Geografia e Localização[editar | editar código-fonte]

Leiria vista do seu castelo.

Leiria, cujas coordenadas geográficas são 39° 46' Norte 08° 53' Oeste, está situada entre as duas principais cidades portuguesas, Lisboa e Porto, junto ao litoral do país. Dista cerca de 140 km de Lisboa, 179 km do Porto e 55 km de Coimbra. A cidade é o centro de uma área de influência de cerca de 350 000 habitantes, que abrange outros aglomerados populacionais, como as cidades de Marinha Grande, Pombal, Ourém, Fátima e Alcobaça.

Leiria está também próxima de praias como a Praia da Vieira, a praia do Pedrógão, São Pedro de Moel, Paredes da Vitória e Nazaré (Portugal). Localizam-se relativamente próximos da cidade vários monumentos de interesse: o Mosteiro de Alcobaça, o Mosteiro da Batalha, o Castelo de Porto de Mós e o Castelo de Ourém. A vila histórica de Aljubarrota situa-se a cerca de 25 km de Leiria, e é também próxima a cidade de Fátima, conhecida pelo seu Santuário e pelo seu valor religioso.

Leiria situa-se na veiga por onde corre o Rio Lis, na Beira Litoral. A cidade histórica estende-se entre a colina do castelo e o rio Lis.

Clima[editar | editar código-fonte]

A cidade de Leiria localiza-se próxima da costa ocidental, na região centro de Portugal Continental, apresentando um clima Mediterrânico (Csa) com influência oceânica.

Assim, apresenta invernos frescos e húmidos, contando em média com 40 dias de chuva (330 mm) contra 50 dias secos e 5 horas de sol por dia. As temperaturas médias variam entre 15 °C e 7 °C, podendo as mínimas baixar aos 0 °C em dias mais frios, favorecendo o aparecimento de gelo ou geada.

As primaveras são bastante agradáveis, sendo o mês de abril bastante chuvoso. Esta estação conta em média com 43 dias de chuva (273 mm) contra 47 dias secos e 7 horas de sol por dia. As temperaturas médias variam entre 20 °C e 11 °C.

Os verões trazem consigo temperaturas altas e sol, contando em média com 18 dias de chuva (77 mm) contra 82 dias secos e 9 horas de sol por dia. As temperaturas médias variam entre 27 °C e 15 °C, podendo as máximas alcançar os 35 °C nos dias mais quentes.

Já os outonos, embora sejam amenos, assolam por vezes a cidade com chuva e vento e contam em média com 39 dias de chuva (339 mm) contra 51 dias secos e 6 horas de sol por dia. As temperaturas médias variam entre 21 °C e 12 °C.

A queda de neve na cidade de Leiria ocorre normalmente uma vez a cada 20 a 30 anos, sendo cada vez mais propícia de acontecer em vagas de frio devido às alterações climáticas.[16] A última vez que nevou em Leiria foi a 29 de Janeiro de 2006, numa manhã fria e húmida de domingo entre as 10 h e as 12 h, em que a temperatura chegou a atingir -1 °C.[17]

Demografia[editar | editar código-fonte]

População do concelho de Leiria (1801 – 2011)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
37.930 29.803 54.422 55.234 82.988 96.517 102.762 119.847 126.884

Economia[editar | editar código-fonte]

A região vive do comércio, da agropecuária e da indústria, destacando-se o fabrico de objectos de cerâmica, plásticos, moldes e cimentos. A construção civil tem também um peso importante, assim como o turismo. O principal sector económico é o sector terciário, dos serviços. Também tem grande influências as fábricas de vidro, na Marinha Grande.

Infra-estruturas[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Leiria tem uma rodoviária de autocarros na qual recebe carreiras regulares interurbanas da Rodoviária do Tejo, Transdev e expressos da Rede Nacional de Expressos para vários centros urbanos, incluindo autocarros de hora a hora para Lisboa e mais de 10 para o Porto. Tem também os seus transportes urbanos, a Mobilis, assegurada pela Câmara Municipal, com conexões regulares a toda a cidade. Ainda conta com uma empresa de táxis.

Ferroviários[editar | editar código-fonte]

Na Estação Ferroviária de Leiria, situada a cerca de 3 Km a noroeste do centro da cidade, é possível aceder aos caminho-de-ferro da Linha do Oeste (Lisboa - Figueira da Foz - Coimbra).
Também é possível aceder à principal linha ferroviária do país, a linha do norte, na Estação Ferroviária de Albergaria dos Doze no concelho vizinho de Pombal a cerca de 24 Km a nordeste da cidade ou até mesmo na estação de Pombal para comboios de longo curso, 29 Km a norte.

Auto-estrada & Vias principais[editar | editar código-fonte]

Quatro autoestradas servem a cidade de Leiria :

Aeródromo[editar | editar código-fonte]

Leiria dispõem do Aeródromo José Ferrinho (também conhecido por Aeródromo do Falcão e por Aeródromo de Leiria) situado na freguesia dos Marrazes na localidade de Gândara dos Olivais com uma pista de 600m x 9m asfaltada.[18] [19] Situa-se a cerca de 5 Km a norte-noroeste do centro da cidade.
Existe ainda um Aeródromo militar [20] na freguesia de Monte Real.

Militares[editar | editar código-fonte]

Em Leiria encontra-se o Regimento de Artilharia n.º 4 do Exército.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Leiria possui várias unidades hospitalares e centros de saúde.

O Hospital de Santo André (pertencente ao Centro Hospitalar de Leiria-Pombal)[21] é o maior hospital da região e localiza-se a 1km do centro da cidade; possui Urgências ginecológicas-obstetrícias, Urgências pediátricas, Urgências gerais e uma entrada para doenças súbitas, todas a funcionar tanto de dia como de noite. Possui um imenso leque de especialidades médicas e está no Ranking das 5 melhores unidades Cardíacas e Vasculares, Neurológicas e Respiratórias[22] .

Possui ainda a unidade principal do Centro Hospitalar de São Francisco, um hospital privado.

Jornais de Leiria[editar | editar código-fonte]

  • Diário de Leiria - Diário - Grupo Diários
  • Região de Leiria - Semanal - Grupo Lena
  • Jornal de Leiria - Semanal - Grupo Movicortes
  • Quinze - Mensal (publicado até outubro de 2009) - Associação Fazer Avançar
  • "A Voz do Domingo" & "O Mensageiro" - O Mais Antigo Semanário do Distrito de Leiria, deverão ser extintos e dar lugar a um novo projeto editorial em Junho de 2013.[23] [24]

Educação[editar | editar código-fonte]

Ensino Básico[editar | editar código-fonte]

Para além das escolas básicas de 1º ciclo, a cidade engloba quatro escolas básicas de 2º e 3º ciclos:

  • Escola D. Dinis
  • Escola Dr. Correia Mateus
  • Escola José Saraiva
  • Escola de Marrazes

Existem também instituições de ensino privadas:

  • Colégio Conciliar Maria Imaculada ou Colégio da Cruz da Areia
  • Colégio Nossa Senhora de Fátima

Ensino Secundário[editar | editar código-fonte]

  • Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo (antigo Liceu)
  • Escola Secundária de Domingos Sequeira (antiga Escola Comercial)
  • Escola Secundária de Afonso Lopes Vieira (em Gândara dos Olivais, Marrazes)
  • Escola Henrique Sommer (em Maceira-Lis)

Ensino Profissional[editar | editar código-fonte]

O ensino profissional na cidade é assegurado pela Escola Profissional de Leiria.

Ensino Superior[editar | editar código-fonte]

A cidade é sede do Instituto Politécnico de Leiria, uma instituição politécnica de ensino superior que tem também escolas nas cidades de Peniche e das Caldas da Rainha. Esta instituição foi fundada em 1987. Em Leiria localizam-se três das cinco escolas deste instituto politécnico: a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria e a Escola Superior de Saúde de Leiria. Existe ainda a única instituição de ensino superior privada presente na cidade de Leiria, o Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA). Existe ainda uma instituição privada na zona industrial do distrito, na Marinha Grande, o Instituto Superior Dom Dinis (ISDOM).

Desporto[editar | editar código-fonte]

A cidade tem a sua própria equipa de futebol, a União Desportiva de Leiria, habitualmente chamada somente de União de Leiria. Esta equipa jogou atá á época 2011/2012 no primeiro escalão do futebol português, a Liga ZON Sagres, estando atualmente, por dificuldades financeiras, nos escalões distritais. O clube jogou no estádio municipal, o Estádio Dr. Magalhães Pessoa, até à época 2010/2011 passando a jogar no Estádio Municipal da Marinha Grande na época seguinte, a partir de um protocolo celebrado entre o clube e a Câmara Municipal da referida cidade.[25]

Este foi um dos estádios onde decorreu o Euro2004. Para receber alguns dos jogos desta competição, o estádio foi reformulado passando a ter uma capacidade para 25 mil espectadores. Em Leiria jogaram-se duas partidas do Grupo B, o Suíça-Croácia, e o Croácia-França. Curiosamente, os dois jogos terminaram empatados.

O estádio também foi palco da Taça da Europa de Atletismo em 2008 e do seu sucessor, o Campeonato Europeu de Atletismo por Equipas SPAR, em 2009.

Na cidade existe também uma equipa de hóquei em patins - o Hóquei Clube de Leiria - que promove também as modalidades de patinagem artística e de velocidade; um clube de karaté - o CSKL; e uma das equipas de atletismo com melhor e maior palmarés em Portugal, a Juventude Vidigalense, de onde já saíram vários campeões nacionais. Este clube organiza o Meeting Cidade de Leiria.

O Clube Bairro dos Anjos (BA) é também uma das principais equipas de atletismo e de natação da cidade, tendo nos seus quadros vários campeões nacionais e distritais.

No Basquetebol o destaque vai para o Núcleo Sportinguista de Leiria (NSL), Campeão Nacional da 1ª Divisão em Seniores Masculinos na época de 1999/2000. Em 2011/2012, o NSL criou uma escola de minibasquete e desde essa época que vem sendo distinguido pela Federação Portuguesa de Basquetebol, consecutivamente, com o Certificado de Qualidade de Escola Portuguesa de Minibasquete, o que aconteceu pela primeira vez na cidade de Leiria, sendo a maior escola de minibasquete do distrito. Em 2012/2013, foi constituída no NSL a primeira Academia de Basquetebol do Sporting Clube de Portugal fora de Lisboa, sendo este clube de expressão mundial pioneiro neste capitulo no panorama basquetebolistico português. Nas primeiras três épocas de Escola de Minibasquete, o NSL recebeu mais de 100 crianças entre os 6 e os 11 anos de idade.

Leiria também oferece parques onde é possível praticar desportos radicais como BMX, skate ou patins, nomeadamente o Parque Radical de São Romão.

Monumentos[editar | editar código-fonte]

Torre dos sinos do Castelo de Leiria.
  • Castelo de Leiria – Depois de conquistar Leiria aos Mouros, D. Afonso Henriques mandou, em 1135, construir um castelo nesta localidade. Foi amuralhado em 1195, a mando de D. Sancho I, e, em 1324, D. Dinis mandou construir a torre de menagem, e transformou a fortaleza em palácio. As Invasões Francesas provocaram danos elevados, mas o Castelo de Leiria conseguiu preservar a sua beleza. O castelo, tal como hoje se apresenta, é fruto de uma recriação recente. No século XIX, estando a fortificação medieval em ruínas, o arquitecto de origem suíça Ernesto Korrodi elaborou, a partir de 1898, um plano de reconstrução. Este plano baseava-se, não num levantamento arqueológico, mas na visão romântica da arquitectura medieval do arquitecto, uma corrente representada em França por Eugène Viollet-le-Duc. As obras duraram de 1915 a 1950, tendo a intervenção dos Monumentos Nacionais. Do alto do castelo, avista-se o tecido urbano da cidade, assim como a sua periferia rural.
Interior da Sé de Leiria (século XVI).
  • Sé Catedral de Leiria – O início da sua construção data de 1559, em pleno século XVI, sendo a sua edificação concluída apenas na segunda metade do século XVII. Embora apresente a verticalidade das catedrais góticas, nela transparece o sentido de proporção das suas partes dado pelo cálculo matemático, dentro de um espírito tipicamente renascentista e classizante em que a ideia de projecto arquitectónico ganha uma dimensão moderna. É desprovida de torre sineira. Um adro alto dos inícios do século XVII, corrido por uma balaustrada de pedraria, envolve o edifício.
Nossa Senhora da Encarnação.
  • Capela de São Pedro – De origens românicas (finais do século XII), foi alvo de profundas transformações, tendo chegado a ser utilizada como celeiro e teatro até 1880. Foi restaurada e foi retomado o culto religioso em 1940. Subsistem ainda diversos elementos românicos como arcos, colunas e capitéis.
  • Igreja e Convento de São Francisco – Remodelado ao longo dos séculos, apresenta pormenores renascentistas e barrocos. No século XX, esteve prevista a sua demolição mas sobreviveu como cadeia e, a partir de 1920, foi cedido à Companhia Leiriense de Moagens. Iniciada a recuperação em 1992, foram descobertas pinturas murais quatrocentistas.
  • Santuário de Nossa Senhora da Encarnação – Construído no século XVI, tem a sua base nas ruínas do templo de São Gabriel. No século XVIII, foi acrescentada uma grande escadaria barroca, que possibilita o acesso à capela, de alpendre arqueado, onde figura uma imagem quinhentista de São Gabriel.
  • Convento de Santo Agostinho – Iniciada a sua construção no último quartel do século XVI, só viria a concluir-se no século XVIII. Salientam-se o claustro do Convento e a fachada barroca ladeada por duas torres. No edifício do convento anexo são dignos de referência alguns painéis de azulejos dos séculos XVII e XVIII.

Museus[editar | editar código-fonte]

  • Moinho de Papel - Antigo moinho do século XV dedicado à produção de papel, convertido em museu com projecto arquitectónico de Siza Vieira. Foi inaugurado em 2009.
  • Museu da Imagem em Movimento – Este museu resultou de uma exposição comemorativa dos 100 Anos do Cinema em Portugal (1995), tendo surgido face à necessidade reconhecida de encontrar um espaço onde os elementos ligados à arte cinematográfica então reunidos pudessem ser devidamente expostos e divulgados. Contempla ainda a instalação de uma biblioteca especializada e videoteca vocacionada para o cinema português.
  • Museu da Fábrica de Cimentos Maceira-Lis – Tendo sido inaugurado no ano de 1991, nele se preserva o património da respectiva fábrica, cuja história se encontra ligada à evolução desta indústria em Portugal. Integra ainda, fora do perímetro fabril, a primeira locomotiva a vapor da fábrica, a Central Turbo-Geradora, a primitiva casa da direcção e o moinho de vento.
  • Museu Escolar - Inaugurado em 1997, teve origem num projecto iniciado em 1993, por um grupo professores da Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico de Marrazes, freguesia onde está situado. Conserva livros, documentos da instrução primária, material didáctico e mobiliário escolar, usado no país ao longo do século XX.
  • Museu de Leiria - Ainda em construção, estará situado no Convento de Santo Agostinho.
  • Museu do Sporting Clube de Portugal- Um museu situado perto do Castelo de Leiria, mesmo em frente da Escola Secundária Domingos Sequeira e até há pouco tempo ao lado do Café do Núcleo Sportinguista de Leiria. Situado numa espécie de cave contém peças únicas, doadas por sócios, simpatizantes, dirigentes e atletas do Sporting e réplicas e taças e outros objectos do clube de Alvalade.
  • Núcleo Museológico da Torre de Menagem do Castelo de Leiria- Neste espaço museológico podemos observar várias peças e outros objectos que mostram a cidade como ela era na antiguidade, durante o seu tempo medieval.
  • Núcleo Museológico dos Bombeiros Municipais de Leiria- Neste espaço museológico podemos observar vários artigos pertencentes aos Bombeiros Municipais de Leiria, a maior parte com vários anos de existência e que já apenas servem para estarem expostas.

Artesanato[editar | editar código-fonte]

  • Louça de Bajouca – A localidade de Bajouca tem uma tradição de olaria muito antiga. Nesta localidade, a louça é muito clara. Assim, os oleiros aproveitam esta característica para fazerem uma decoração com lambugem vermelha, essencialmente nos mealheiros, com riscas avermelhadas e brancas. As peças produzidas são utilitárias e decorativas.
  • Rodilhas (Sogras) de Leiria – As "Rodilhas" ou "Sogras" são pequenas almofadas de forma circular, abertas no centro. Eram utilizadas pelas mulheres, que sobre eles transportavam, à cabeça, os cântaros de água ou as cestas. Os materiais utilizados na sua confecção são tiras de trapos, lãs e linhas de bordar, entrançadas e bordadas. Hoje em dia, este tipo de peça é também utilizado como decoração.

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

Pratos TípicosMorcela de Arroz; Negritos; Lentriscas; Bacalhoada com migas; Bacalhau com feijão frade; Ossinhos; Fritada; Cabrito; Feijoada; Leitão; Chanfana; Fritada dos peixinhos; Chanfana (Chainça); Bacalhau com Chícharos (Santa Catarina da Serra).

Doces RegionaisBrisas do Lis; Lampreia de Ovos; Ovos Folhados; Bolinhos de Pinhão; Castanhas queimadas; Canudos de Leiria; Doce de amêndoa; Filhós de abóbora.

Vinhos – Leiria faz parte da Região Demarcada do Vinho das Encostas de Aire.

Entretenimento[editar | editar código-fonte]

Cinemas[editar | editar código-fonte]

Existem diversos cinemas na cidade e no concelho:

  • Cinema City (Leiria)
  • Cineplace (Leiria)
  • Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)
  • Teatro Miguel Franco (Leiria)
  • Cine-teatro Monte Real] (Monte Real)

Festas da cidade[editar | editar código-fonte]

É de destacar a feira anual tradicional, com uma duração aproximada de 20 dias, realizada geralmente entre os dias 1 e 25 de maio[26] , que têm ampla tradição na região.
A feira terá tido origem a 30 de abril de 1295 com a "Carta de Feira Anual" concedida pelo rei D. Dinis.[27] Localmente é conhecida pelo facto de ter sempre chuva (motivo que terá levado no passado o município a mudá-la de março para maio[27] mas sem resultados, dado continuar a maldição da chuva na feira da cidade).

Geminação[editar | editar código-fonte]

Personalidades de Leiria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Priberam Informática, S.A.. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa - Significado de leiriense. Página visitada em 29 de maio de 2012.
  2. INE. Anuário Estatístico da Região Centro 2012. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2013. p. 32. ISBN 978-989-25-0217-5 ISSN 0872-5055 Página visitada em 05/05/2014.
  3. Instituto Geográfico Português (2013). Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013 (XLS-ZIP). Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Página visitada em 28/11/2013.
  4. INE. Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Centro. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2012. p. 99. ISBN 978-989-25-0184-0 ISSN 0872-6493 Página visitada em 27/07/2013.
  5. INE (2012). Quadros de apuramento por freguesia (XLSX-ZIP). Censos 2011 (resultados definitivos). Instituto Nacional de Estatística. Página visitada em 27/07/2013. "Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_CENTRO""
  6. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  7. Júlio Gil. As mais belas cidades de Portugal. [S.l.]: Editorial Verbo, 1997. 122 pp. 972-22-1681-3
  8. Publicações Dom Quixote, Lda.. Guia Turístico de Portugal de A a Z. [S.l.]: Publicações Dom Quixote, Lda., 1990. 143 pp. 972-20-0782-3
  9. Isabel Jordão (Correio da Manhã) (10 de Janeiro de 2013). Dívida bancária agoniza Câmara de Leiria. 10 de Janeiro de 2013. Página visitada em 30 de maio de 2013.
  10. Lusa (20 de maio de 2004). Euro2004: Endividamento da Câmara de Leiria põe em causa serviços públicos. 20 de maio de 2004. Página visitada em 30 de maio de 2013.
  11. Agostinho Franklin (Diário as beiras) (16 de Agosto de 2011). Hasta pública do Estádio de Leiria realiza-se dia 22 de setembro. 16 de Agosto de 2011. Página visitada em 30 de maio de 2013.
  12. a b Círculo de Leitores e Larrousse. Nova Enciclopédia LAROUSSE. [S.l.]: Círculo de Leitores, 1998. 4152 pp. 972-42-1766-3
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  16. Corrente do Golfo: Efeitos do enfraquecimento em Portugal
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  18. Aero Clube de Leiria. Aero Clube de Leiria - Aerodromo. Página visitada em 29 de maio de 2013.
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  22. http://expresso.sapo.pt/saiba-quais-sao-os-melhores-hospitais-em-portugal=f774077
  23. José Roque (Diário de Leiria) (11 de abril de 2013). ‘O Mensageiro’ e ‘Voz do Domingo’ dão lugar a novo projecto. 11 de abril de 2013. Página visitada em 29 de maio de 2013.
  24. Região de Leiria (5 de abril de 2013). Jornais O Mensageiro e A Voz do Domingo fundem-se em novo projeto. 5 de abril de 2013. Página visitada em 29 de maio de 2013.
  25. Lusa/Sol (18 de julho de 2011). Leiria constrói três relvados sintéticos na Marinha Grande. 18 de julho de 2011. Página visitada em 30 de maio de 2013.
  26. Publicações Dom Quixote, Lda.. Guia Turístico de Portugal de A a Z. [S.l.]: Publicações Dom Quixote, Lda., 1990. 144 pp. 972-20-0782-3
  27. a b Mário Lopes (19 de maio de 2006). Feira de Maio: feira tradicional remonta aos tempos de D. Dinis. 19 de maio de 2006. Página visitada em 29 de maio de 2013.
  28. Associação Nacional de Municípios Portugueses. Geminações de Cidades e Vilas. Página visitada em 30 de maio de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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