Leis da Robótica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Um típico robô anterior às leis de Asimov, conforme visto na primeira versão animada do Superman. Se implantandas, a primeira das leis de Asimov iria proibir este robô de atacar os humanos, ou mesmo revidar-lhes um ataque.

As assim denominadas Três Leis da Robótica são em verdade três princípios idealizados pelo escritor Isaac Asimov a fim de permitir o controle e limitar os comportamentos dos robôs que este trazia à existência em seus livros de ficção científica.

Asimov foi um prolífico escritor não apenas de ficção científica mas também de obras científicas, publicando ao todo mais de 500 livros e contos ao longo dos seus 52 anos de carreira; entre eles incluindo-se "Eu, Robô" e "Manual de Robótica, 56 Edição, 2058 d.C." [1] .

As três diretivas que Asimov fez implantarem-se nos "cérebros positrônicos" dos robôs em seus livros são [1] [2] :

  • 1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  • 2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  • 3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

O objetivo das leis, segundo o próprio Asimov, era tornar possível a coexistência de robôs inteligentes - as leis pressupõem inteligência suficiente para os robôs tomarem suas próprias decisões - e humanos; impedindo assim que aqueles venham a se rebelar contra ou mesmo subjugar estes. Adicionalmente, ainda segundo o próprio Asimov, em virtude das diversas interpretações das mesmas, as leis lhe forneciam um mote valioso para um número grande de histórias.

Ao fim, as Leis da Robótica não são per facto leis mas sim diretivas que, mesmo oriundas de contos de ficção científica, qualquer pesquisador em inteligência artificial da atualidade gostaria de ver obedecidas por suas "criações" [1] .

Em tempos atuais, diante dos contínuos avanços na áreas da biônica, cibernética e inteligência artificial, assim como as previsões de H. G. Wells sobre a bomba atômica em seus livros de ficção científica se tornaram realidade séculos depois, as diretivas de Asimov ganham a cada dia uma importância maior frente a realidade. No ritmo em que as coisas andam atualmente[3] , as Leis da Robótica em breve contarão realmente com o status de lei.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c Verna, Surendra - Ideias Geniais, Os principais teoremas, teorias, leis e princípios científicos de todos os tempos - 2 edição - Belo Horizonte: Gutemberg Editora - 2012 - ISBN 978-85-89239-45-5
  2. Kathia Natalie Gomes. Scientific American Brasil: Exploradores do Futuro - Isaac Asimov (em <código de língua não-reconhecido>). [S.l.]: Editora Duetto, 2005.
    1. 3 vols. ISSN 1808-6543.
  3. Cartner, Rita; et alii - O livro do Cérebro - Rio de Janeiro - Agir - 2012. ISBN: 978.85.220-1361-6

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Ícone de esboço Este artigo sobre ficção científica e fantasia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.