Lelis

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Marcelo Eduardo Lelis de Oliveira (Montes Claros, 30 de julho de 1967), conhecido como Lelis, é um ilustrador e quadrinista brasileiro, com trabalhos publicados no Brasil, na França e na Sérvia.


Família[editar | editar código-fonte]

Marcelo Lélis é filho da escritora e poetisa Mary Lélis, autora do livro "Pedaços de Mim" e imortal da Academia Montes-Clarense de Letras (AML) e da Academia Feminina de Letras de Montes Claros (AFL-Moc). Neto materno do fazendeiro, comerciante e político em Brasília de Minas Domingos Egydio de Lélis (Dó), é bisneto do igualmente fazendeiro e politico em Coração de Jesus Álvaro Augusto de Lélis (que era filho do Capitão Camilo Cândido de Lélis, Heroi da Guerra do Paraguai e ex-Prefeito de Montes Claros, e de Dona Adelaide Odília de Medeiros, filha do fazendeiro, comerciante e político Cel. Cypriano de Medeiros Lima, Barão de Jequitahy) com Dona Felicidade Perpétua Leal Tupinambá (Dadinha) (filha do fazendeiro, político e comerciante Major Domingos Garcia Leal Tupynambás, fundador de Tauape e descendente dos Garcia d'Ávila da Casa da Torre, e de Dona Felicidade Perpétua da Silveira, filha do fazendeiro Florentino José da Silveira e portanto neta do inconfidente João José da Silveira).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Iniciou a carreira de ilustrador em 1986, no jornal Diário de Montes Claros. Três anos depois, passou para o Jornal O Norte, também da sua cidade natal. Mudou-se para Belo Horizonte em 1992, passando a trabalhar para o jornal O Estado de Minas. Em 1997, foi para São Paulo, onde tornou-se colaborador da Folha de São Paulo.[1]

Criou histórias em quadrinhos para as revistas independentes Graffiti 76% Quadrinhos e Legenda[2] . Em 2001, publicou o álbum Saino a percurá, com histórias ambientadas na região norte de Minas Gerais, entre elas Neo Liberal 2, que havia sido premiada na terceira Bienal Internacional de Quadrinhos[3] .

O reconhecimento internacional pelo seu trabalho veio em 2002, com um convite para participar do Festival de Angoulême, na exposição Traits Contemporains!, dedicada às novas tendências dos quadrinhos.

Voltou para Belo Horizonte e, no ano de 2004, desenhou uma série de ilustrações sobre Ouro Preto, Congonhas, São João del Rei, Tiradentes e Diamantina, reunidas no livro Cidades do Ouro (Editora Casa 21, 2005)[4] .

Em 2009, publicou o álbum Dernières cartouches (Últimos cartuchos), pela editora francesa Casterman. A graphic novel, com roteiro de Antoine Ozanam, conta uma história de caça ao tesouro ambientada no período da Guerra de Secessão estadunidense[5] . No mesmo ano, Lelis foi um dos autores selecionados para a antologia sérvia Stripolis, que reuniu histórias em quadrinhos de artistas da República Tcheca, Polônia, Canadá, EUA, Itália e Bélgica[6] .

Foi também incluído na segunda edição da coletânea canadense The Anthology Project (Lucidity Press, 2011)[7] .

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Mike Deodato
Troféu HQ Mix - Melhor desenhista
1997
Sucedido por
Edgar Vasques
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