Lente Hiper-Radiante de Fresnel

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A lanterna do Farol da Ponta de Makapuu, mostrando no interior a lente hiper-radiante; repare no homem na galeria

A Lente Hiper-Radiante de Fresnel (em inglês: hyper-radial ou hyperradiant) é maior que a lente de Fresnel de "primeira ordem". Têm uma distancia focal (raio) de 1 330 mm, sendo a distância focal, a distância do centro da fonte luminosa à lente. A ideia foi mencionada por Thomas Stevenson em 1869 e proposta pela primeira vez por John Richardson Wigham em 1872 e, novamente proposta por Thomas Stevenson, em 1885.

História[editar | editar código-fonte]

A primeira hiper-radiante foi feita em 1885, pela empresa F. Barbier em Paris como lente de teste para os ensaios que estavam a decorrer no Farol de South Foreland no Reino Unido. A Chance Brothers Glass Company fez a sua primeira lente hiper-radiante em 1887 no Reino Unido. Foi originalmente chamada "hyperradiant" pot Thomas Stevenson, e mais tarde renomeada "hyper-radial" por James Kenward da Chance Brothers.

As lentes Fresnel hiper-radiantes foram as maiores algumas vez construídas e unicamente instaladas em cerca de duas dúzias de grandes faróis de costa por todo o mundo. Por volta de 1920, as lentes desta dimensão tornaram-se obsoletas devido às novas tecnologias de lâmpadas de alta intensidade, continuando no entanto a serem utilizadas até aos nossos dias numa dezena de grandes faróis, como no Brasil, Farol de Santa Marta e em Portugal, no Farol do Cabo de São Vicente.[1]

Em Portugal, existiu uma outra hiper-radiante no Farol da Berlenga, instalada em 1897 e que se manteve em funcionamento durante 88 anos, até 1985, ano em que o farol foi automatizado e o aparelho ótico substituído, encontrando-se agora em exposição no Pólo Museológico da Direcção de Faróis em Paço de Arcos.[2]

Também Moçambique possuía uma destas lentes desde 1913 equipando o Farol do Bazaruto, mas em 1985 já havia relatos de que, embora instalada na primitiva torre, se encontrava inoperacional desde há largos anos e em muito mau estado de conservação.[3] Em Fevereiro de 2007 a passagem do ciclone tropical Favio que causou grande destruição, terá posto fim a este belo equipamento, um dos sobreviventes da tecnologia, e da arte do século XIX, que se terá perdido para sempre.[4]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Hyper-Radial Lenses (em inglês) World Lighthouse Society (22 outubro 2007). Página visitada em 18 de novembro de 2009.
  2. Pólo Museológico da Direcção de Faróis Direcção de Faróis. Página visitada em 18 de novembro de 2009.
  3. Sopa, António; Chirindja, Laura (2000). Faróis de Moçambique Ndjira. Página visitada em 18 de novembro de 2009.
  4. fawcettjeremy (11 de julho de 2007). Bazaruto Lighthouse after the Hurricane Flickr. Página visitada em 18 de novembro de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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