Leopardo-de-zanzibar

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leopardo-de-zanzibar empalhado no Museu de História Natural de Zanzibar.

leopardo-de-zanzibar empalhado no Museu de História Natural de Zanzibar.
Estado de conservação
Status iucn3.1 EX pt.svg
Extinta (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Género: Panthera
Espécie: P. pardus
Subespécie: P. p. adersi
Nome trinomial
Panthera pardus adersi
(Pocock), 1932

Leopardo-de-zanzibar (Panthera pardus adersi), é uma subespécie, possivelmente extinta, de leopardo, endêmica da ilha de Unguja, no arquipélago de Zanzibar, atualmente parte da Tanzânia, no Continente Africano, costa oriental (Oceano Índico).

Extinção[editar | editar código-fonte]

O crescente conflito entre a população humana e os leopardos no século XX levou à sua demonização e extermínio deliberado. As tentativas de desenvolver um programa de conservação dos leopardos de Zanzibar em meados da década de 1990 foram abandonados quando vários investigadores chegaram à conclusão de que havia pouca esperança de sobrevivência a longo prazo da espécie.

História evolutiva[editar | editar código-fonte]

A história evolutiva do leopardo-de-zanzibar é similar a outras espécies animais endêmicas de Unguja como a gineta de Zanzibar (viverrídeo) ou o colobo-vermelho-de-zanzibar (primata). Acredita-se que o leopardo-de-zanzibar evoluiu em seu isolamento diferenciando-se do resto das subespécies de leopardo africano, ao menos desde o fim da última Era do Gelo, quando a ilha de Unguja se separou do continente africano e se elevou acima do nível do mar. As condições locais deram lugar à evolução de una subespécie de leopardo menor que seus parentes continentais e uma mudança no desenho da pelagem, com manchas menores e numerosas quase esfumaçadas sobre o fundo.

Biologia e comportamento[editar | editar código-fonte]

A biologia e comportamento do leopardo de Zanzibar tem sido escassamente estudadas. Só se dispõem de seis peles e exemplares dissecados em museus, incluindo o exposto no Museu de História Natural de Londres e um espécime muito mais antigo no Museu de Zanzibar.[1] [2] O leopardo-de-zanzibar nunca foi estudado na natureza e a última ocasião em que um investigador afirmou avistar um foi no principio da década de 1980.[3] A maioria dos zoólogos presume que o leopardo-de-zanzibar atualmente se encontra extinto ou quase extinto.[4] Entretanto, segundo informes do governo de Zanzibar, alguns leopardos foram caçados no meio da década de 1990, e os habitantes de Unguja continuam afirmando ter visto leopardos e os acusam de matar seu gado.[5]

Referências

  1. Walsh, M.T. & Goldman, H.V. (2003). «The Zanzibar Leopard Between Science and Cryptozoology». Nature East Africa 33 (1/2): pp. 14–16.
  2. ↑ Walsh, M.T. & Goldman, H.V. (2008). «Updating the Inventory of Zanzibar Leopard Specimens». CAT News 49: pp. 4–6.
  3. Swai, I.S. (1983). Wildlife Conservation Status in Zanzibar. Unpublished M.Sc. dissertation, University of Dar es Salaam.
  4. Stuart, C. & Stuart, T. (1997). A Preliminary Faunal Survey of South-eastern Unguja (Zanzibar) with Special Emphasis on the Leopard Panthera pardus adersi. African-Arabian Wildlife Research Centre, Loxton, South Africa.
  5. Goldman, H.V. & Walsh, M.T. (2002). «Is the Zanzibar Leopard (Panthera pardus adersi) Extinct?». Journal of East African Natural History 91 (1/2): pp. 15–25. doi:10.2982/0012-8317(2002)91[15:ITZLPP]2.0.CO;2.