Leopoldo I de Baden

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Leopoldo I
Grão-duque de Baden
Leopold, Grand Duke of Baden.PNG
Leopoldo I por Franz Xaver Winterhalter
Governo
Consorte Sofia da Suécia
Casa Real Casa de Zähringen
Vida
Nascimento 29 de Agosto de 1790
Karlsruhe, Alemanha
Morte 24 de Abril de 1852 (61 anos)
Karlsruhe, Alemanha
Filhos Alexandrina de Baden
Luís de Baden
Luís II de Baden
Frederico I de Baden
Guilherme de Baden
Carlos de Baden
Maria de Baden
Cecília de Baden
Pai Carlos Frederico de Baden
Mãe Luísa Carolina de Hochberg

Leopoldo I de Baden (29 de agosto de 1790 - 24 de abril de 1852) foi grão-duque de Baden de 1830 até 1852.

Apesar de ser um filho mais novo, Leopoldo era o primeiro varão do marquês Carlos Frederico de Baden nascido do seu segundo casamento com a baronesa Luísa Carolina de Hochberg. Uma vez que Luísa não tinha a mesma posição do marido, o casamento foi considerado morganático e os filhos que dele resultassem não teriam o direito de herdar o título do pai nem de governar o ducado de Baden. Luísa e os filhos receberam o título de baronesa e barões e depois de condes e condessa de Hochberg.

Baden conquistou território durante as Invasões Napoleónicas e, como tal, o marquês Carlos Frederico foi elevado ao título de príncipe-eleitor do Sacro Império Romano-Germânico. Com a dissolução do mesmo em 1806, passou a ser o grão-duque de Baden.

Família[editar | editar código-fonte]

Leopoldo era o primeiro filho do segundo casamento do grão-duque Carlos Frederico de Baden com a baronesa Luísa Carolina de Hochberg. Os seus avós paternos eram o príncipe-herdeiro Frederico de Baden-Durlach e a princesa Amália de Nassau-Dietz. Os seus avós paternos eram o tenente-coronel Luís Henrique Filipe Geyer de Geyersberg e a condessa Maximiliana Cristiana de Sponeck.[1]

Herdeiro de Hochberg[editar | editar código-fonte]

Leopoldo de Baden em 1853 por F. Grund.

Uma vez que o grão-duque Carlos Frederico tinha vários descendentes do seu primeiro casamento com a landegravina Carolina Luísa de Hesse-Darmstadt, ninguém esperava que os filhos do seu segundo casamento fossem mais do que uma família de condes com lanços fortes à família grão-ducal e sem direitos dinásticos. Quando viu que tinha poucas oportunidades de avançar na vida em Baden, Leopoldo mudou-se para a França onde teve uma carreira militar no exército.

A partir de 1817, houve uma mudança drástica na situação dos Hochberg quando se tornou aparente que a linha de sucessão masculina do primeiro casamento de Carlos Frederico iria desaparecer. Um a um, os homens da Casa de Baden foram morrendo sem deixar descendentes masculinos e, em 1817, só restavam dois: o grão-duque reinante, Carlos I, e o seu tio Luís I que não tinha filhos. Ambos os filhos de Carlos morreram quando ainda eram crianças e a dinastia enfrentava graves problemas de sucessão.

Uma série de acordos deixavam claro que, caso a linha masculina da Casa de Zähringen se extinguisse, seriam os reis Wittelsbach da Baviera a herdar o grão-ducado de Baden. O rei Maximiliano I José da Baviera estava casado com a irmã mais velha de Carlos, a princesa Catarina Carolina que era a descendente feminina mais próxima do último herdeiro e, em tais circunstâncias era normal deter poderes de sucessão naquela que era chamada de "Lei Semi-Sálica". Como tal, Maximiliano tinha uma reivindicação forte no governo de Baden se fossem seguidas as regras normais de herança assim como os vários acordos entre os dois territórios. Após o Congresso de Viena, essa reivindicação tornou-se ainda mais forte quando foi assinado um acordo entre a Baviera e a Áustria a 16 de abril de 1817, que assegurava os direitos dos Wittelsbach a Baden. Para impedir que a sua dinastia se extinguisse, o grão-duque Carlos precisava de descobrir uma forma de preservar a linha dos Zähringen. Dar direitos de sucessão aos seus tios morganáticos parecia a solução ideal. Assim, em 1817, Carlos publicou uma nova lei de sucessão sob a qual os filhos do casamento Hochberg se tornaram príncipes e princesas de Baden com plenos direitos de sucessão. Leopoldo tornou-se príncipe e ficou no segundo lugar da sucessão, depois do seu meio-irmão mais velho, Luís.

Em 1818, Carlos deu uma constituição liberal ao povo de Baden. A constituição garantia os direitos de sucessão dos filhos de Luísa Carolina de Hochberg. Finalmente, a 10 de julho de 1819, alguns meses depois da morte de Carlos, as grandes potências (Grã-Bretanha, França, Áustria, Rússia e Prússia), em conjunto com a Baviera e Baden, reconheceram os direitos de sucessão da antiga linha morganática de Hochberg no Tratado de Frankfurt.

Após a morte do grão-duque Carlos a 8 de dezembro de 1818, o seu tio Luís I, filho do primeiro casamento de Carlos Frederico, sucedeu-o. Para melhorar o estatuto do seu meio-irmão e herdeiro, Luís arranjou-lhe um casamento vantajoso com a sua sobrinha-neta, a princesa Sofia, filha do antigo rei Gustavo IV Adolfo da Suécia. Uma vez que Sofia era neta do meio-irmão mais velho de Leopoldo, este casamento uniu os descendentes das duas esposas do seu pai. As origens reais de Sofia eram inquestionáveis e o objectivo do casamento era afastar as criticas em relação às origens morganáticas de Leopoldo.

Quando o grão-duque Luís morreu a 30 de março de 1830, Leopoldo sucedeu-o.

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

A 25 de julho de 1819, Leopoldo casou-se em Karlhruhe com a sua meia-sobrinha-neta, a princesa Sofia da Suécia, filha mais velha do antigo rei Gustavo IV Adolfo da Suécia e da rainha Frederica, que era filha do príncipe-herdeiro Carlos Luís de Baden, meio-irmão de Leopoldo.

O casal teve oito filhos:

Segundo os registos de uma igreja em Baden, Leopoldo também teve dois filhos com Sophia Vittali, filha de um mercador italiano chamdo Pietro Vittali.

Referências

Commons
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