Leucócito

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Uma imagem do sangue em um Microscópio Eletrônico de Varredura. Além dos leucócitos, de forma irregular, são visíveis os glóbulos vermelhos e as plaquetas, no formato de pequenos discos.
A hematopoiese humana.

Os leucócitos [De leuc(o)-, branco + -cito, célula; f.hist. 1873 leucocyto], também conhecidos por glóbulos brancos, são um grupo de células diferenciadas a partir de células-tronco pluripotenciais oriundas da medula óssea e presentes no sangue, linfa, órgãos linfoides e vários tecidos conjuntivos. As citadas células-tronco também dão origem aos chamados glóbulos vermelhos (hemácia ou eritrócito) e às plaquetas (trombócitos), que, junto com os leucócitos, integram os chamados elementos figurados do sangue. Um adulto normal possui entre 3.800 e 9.800 mil leucócitos por microlitro (milímetro cúbico) de sangue.

Os leucócitos fazem parte do sistema imunitário do organismo. Têm por função o combate e a eliminação de microrganismos e estruturas químicas estranhas ao organismo por meio de sua captura ou da produção de anticorpos, sejam eles patogênicos ou não. Os leucócitos compreendem um grande grupo de células que se apresenta numa grande variedade de formas, tamanhos, número e funções específicas. São células que não pertencem intrinsecamente ao tecido sanguíneo, utilizando-o apenas como meio de transporte. Suas origens, funções e morte dão-se em outros tecidos. Têm a capacidade de atravessar as paredes dos capilares (diapedese), passando a se deslocar nos tecidos conjuntivos mediante a emissão de pseudópodes. Alguns são abundantes na linfa e no sistema linfático. Por isso, o aumento de tamanho de gânglios, principalmente aqueles localizados logo abaixo da pele, revela a existência da uma infecção em ação, em alguma parte do corpo.

Não são como as células normais do corpo. Na verdade, na maioria das vezes, agem como se fossem organismos vivos independentes e unicelulares, capazes de se mover e capturar coisas por conta própria. As células comportam-se, de certo modo, como amebas em seus movimentos e são capazes de absorver outras células e bactérias. Algumas delas podem se dividir e se reproduzir por conta própria, mas são produzidas principalmente a partir de células da medula óssea. Sua diferenciação pode ocorrer tanto na própria medula quanto em órgãos específicos como o timo (linfócitos T), ou em estruturas localizadas nas paredes do intestino, apêndice e amígdalas, cujas naturezas remontam à bursa (linfócitos B). [1] Em média um indivíduo produz aproximadamente 100 milhões de leucócitos por dia.

Quantidade de leucócitos no sangue[editar | editar código-fonte]

Geralmente, a quantidade de leucócitos num determinado volume de sangue é determinada automaticamente através de um contador celular computadorizado. Esses instrumentos fornecem a contagem leucocitária total, expressa como quantidade de células por mililitros de sangue, assim como a proporção de cada um dos cinco tipos principais de leucócitos. A contagem leucocitária total normalmente varia de 4 mil a 12 mil células por milímetro cúbico. Uma quantidade muito pequena ou muito grande de leucócitos indica um distúrbio.

A leucopenia, uma diminuição na quantidade de leucócitos para menos de 4.000 células por mililitro, torna uma pessoa mais suscetível a infecções. A leucocitose, um aumento na quantidade de leucócitos, pode ser uma resposta a infecções ou substâncias estranhas, ou ser resultante do estresse ou de determinadas drogas.

A maioria dos distúrbios dos leucócitos envolve os neutrófilos, os linfócitos, os monócitos e os eosinófilos. Distúrbios envolvendo os basófilos são muito raros.

Tipos de leucócitos[editar | editar código-fonte]

Os leucócitos dividem-se em duas classes:

  • Os granulados constituem 50% a 60% de todos os leucócitos. Têm esse nome porque contêm grânulos com diferentes substâncias químicas, dependendo do tipo da célula. Dividem-se em três classes: neutrófilos, eosinófilos (acidófilos) e basófilos. Mastócitos também são granulados.
  • Os hialinos (semelhante a vidro), que são agranulados, constituem 30% a 40% de todos os leucócitos. Os linfócitos se dividem em dois subtipos principais: células B (as que amadurecem dentro da medula óssea ou estruturas específicas no intestino, amígdalas e outros) e as células T (aquelas que amadurecem no timo). * Os monócitos, também agranulados, constituem até 7% de todos os leucócitos. Os monócitos se transformam em macrófagos.

Todas as células sanguíneas brancas começam na medula óssea como células-tronco. As células-tronco são células genéricas que podem se transformar em diferentes tipos de leucócitos à medida que amadurecem. Por exemplo, podemos pegar um camundongo, irradiá-lo ou aplicar-lhe uma quimioterapia de forma a destruir as células da medula óssea, e posteriormente injetar células-tronco na corrente sanguínea. As células-tronco se dividirão e se transformarão nos diversos tipos diferentes de células sanguíneas brancas. Um transplante de medula óssea segue o mesmo princípio: injeta células-tronco de um doador dentro da corrente sanguínea. As células-tronco encontram seu caminho para dentro da medula e fazem dela o seu lar.

Tipo Imagem Diagrama % no Sangue dos Adultos Função
Neutrófilo PBNeutrophil.jpg Neutrophil.png 65% Neutrófilos estão envolvidos na defesa contra infecções bacterianas e outros pequenos processos inflamatórios. Também são chamados micrófagos e são o tipo mais abundante no sangue humano. Geralmente morrem após a fagocitose, dando origem ao pus.
Eosinófilo Eosinophil.jpg Eosinophil2.png 2% a 4% Comuns na mucosa intestinal, atacam organismos grandes demais para serem fagocitados. Eosinófilos estão envolvidos nas infecções parasitárias e processos alérgicos. Têm um núcleo celular bilobulado. Participam de processos alérgicos.
Basófilo PBBasophil.jpg Basophil.png <1% Libera mediadores químicos como a histamina(substância vasodilatadora) e heparina (anticoagulante). Tem papel importante nas reações alérgicas exacerbadas que culminam nos choques anafiláticos.
Linfócito Lymphocyte2.jpg Lymphocyte.png 24% a 32% Linfócitos são mais comuns no sistema linfático. Os quatros tipos principais são:
  • Linfócitos B: Células B produzem anticorpos que se ligam ao patógeno para sua posterior destruição. Células B também são responsáveis pelo sistema de memória ("guardam resposta contra um novo ataque do mesmo agente patógeno").
  • Linfócitos T Auxiliares ou (CD4+): coordena a resposta imune, estimulando a ação dos linfócitos B. São as células atacadas pelo vírus causador da AIDS.
  • Linfócitos T citotóxicos (ou CD8+): possuem receptores específicos para um único antígeno. São capazes de destruir células infectadas quando apresentadas por outras células específicas (APC's).
  • Linfócitos Natural killers ou NK: não possuem receptores específicos para um antígenos, e sim para classes de antígenos diversos. Também são capazes de destruir células infectadas ou células tumorais.
  • Linfócitos T inibidores: inibem o sistema imune, evitando a produção de anticorpos pelos linfócitos B. Acredita-se que estejam envolvidos na inibição de doenças auto-imunes.
Monócito Monocyte.png 6% Oriundo do monoblasto, diferenciam-se, sempre que necessário em macrófagos, mas também fagocitam.
Macrófago Macrophage.jpg Macrophage.png Resulta da diferenciação dos monócitos. Possuem grande capacidade fagocítica. Estão ausentes no sangue Monócitos são conhecidos como macrófagos quando migram do sangue (tecido conjuntivo líquido) para os demais tecidos. Sua função é a fagocitose de microorganismos considerados "invasores".

Têm núcleo presente.

Função[editar | editar código-fonte]

Os monócitos, macrófagos e neutrófilos tem como função ingerir bactérias, células mortas, anormais ou infectadas. Os neutrófilos são os primeiros a atacar o agente invasor (principalmente em infecções bacterianas). Caso ele falhe, o monócito (o macrófago do sangue, que engloba os invasores) é acionado.

A função do linfócito está relacionada com as reações imunitárias. A imunidade humoral ligada a produção de anticorpos (linfócitos B). A imunidade celular ligada a proliferação de células efetoras. Os linfócitos são mais atuantes em infecções virais.

Os basófilos e os eosinófilos combatem ou são responsáveis por processos alérgicos.

Produção[editar | editar código-fonte]

São fabricados na medula óssea a partir de células hematopoiéticas que se diferenciam em células precursoras mielóides (para os granulócitos, monócitos e macrógafos) ou linfóides (para linfócitos).

No caso dos linfócitos: os linfócitos T4 migram para o timo, onde amadurecem, e os linfócitos B ficam na medula óssea para o mesmo efeito. Após serem linfócitos maduros migram para os órgãos linfóides secundários onde são armazenados. Estes órgãos são as adenóides, as tonsilas, o baço e os linfonodoss que temos essencialmente nas axilas e nas virilhas.

Capacidades[editar | editar código-fonte]

Os leucócitos também têm capacidades especiais. São capazes de realizar a diapedese, ou seja, migrarem para fora dos vasos capilares, e também conseguem capturar material estranho através de um processo chamado fagocitose. Na fagocitose, os leucócitos projetam as suas extremidades (pseudópodes) de modo a conseguirem "aprisionar" corpos estranhos

Referências

  1. Sasson, Sezar; Silva Junior, Cesar da; Biologia 1 Citologia Histologia; 5ª edição revisada e atualizada; Atual Editora; São Paulo, 1989; ISBN: 58-7056-045-1.

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