Leucemia felina

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Como ler uma caixa taxonómicaVírus da leucemia felina
Feline leukemia virus.JPG

Classificação científica
Reino: Virus
Ordem: Mononegavirales
Família: Retroviridae
Género: Gammaretrovirus
Espécie: Leucemia felina

A Leucemia felina é uma doença causada pelo vírus FeLV (Feline leukemia virus) que compromete as defesas imunológicas dos gatos domésticos e felídeos selvagens. Com o vírus o animal fica vulnerável a doenças infecciosas, lesões na pele, pode ter desnutrição, cicatrização mais lenta de feridas e problemas reprodutivos.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Cerca de 5 a 15% dos gatos estão infectados, mas nem todos desenvolvem os sintomas. Os que desenvolvem têm reduzida a vida a cerca de dois anos a partir do surgimento dos sintomas, pois a doença não tem cura. A infecção se dá através da saliva, urina e fezes de animais infectados, portanto o simples fato de dividir a mesma tigela de água com um gato contaminado é suficiente para infectar um gato sadio. Gatas prenhas podem transmitir o vírus através do parto ou pelo leite para seus filhotes.

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Mais da metade dos casos não desenvolvem sintomas. Nos que desenvolvem podem surgir sintomas como:

  • Perda de peso;
  • Desnutrição;
  • Secreção nasal e ocular excessiva;
  • Diarreia persistente;
  • Imunodeficiência;
  • Tumores em células linfáticas.

Infecção[editar | editar código-fonte]

Seis passos da infecção pelo FeLV:

  1. O vírus entra no organismo do gato, geralmente entra pela faringe onde infecta os linfócitos B e macrófagos que serão filtrados pelos linfonodos e começam a se replicar;
  2. O vírus atinge a corrente sanguínea e se distribui pelo corpo;
  3. Com a morte dos linfócitos B há enfraquecimento do sistema imune;
  4. Infecção da medula óssea. Nesta fase o vírus se replica e infecta linfócitos, neutrófilos e eosinófilos que estão sendo formados na medula;
  5. Eventualmente há presença do vírus nas mucosas, nas glândulas salivares e em no revestimento de órgãos.

Transmissão[editar | editar código-fonte]

A leucemia felina, não é igual à leucemia humana e não é contagiosa para o ser humano, transmitindo-se somente de gato para gato, pela saliva ou pelo sangue. Os gatos vacinados contra a leucemia estão protegidos em 95% dos casos. Castrando um animal, diminui-se a probabilidade de contaminação, já que o animal tende a permanecer mais em casa e não ter contato com outros gatos, deixando a chance de se infectar quase nula.

Vacina[editar | editar código-fonte]

Existe uma vacina contra o vírus, a quíntupla felina, que também previne contra outras quatro doenças virais felina frequentes e perigosas:rinotraqueíte, calicivirose e clamidiose.[1] .

Outra forma importante de prevenir é mantendo os gatos dentro de casa, sem contato com os gatos da rua, de preferência castrados para diminuir as chances de fugas, brigas e agressividade.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Tratamentos com analgésicos e anti-virais podem abrandar os problemas, sobretudo se o gato viver dentro de casa, uma vez que, devido à baixa imunidade, qualquer infecção pode ser altamente perigosa para o animal.

Durante o tempo em que está em um estado crítico, o gato necessita de cuidados e boa alimentação, acompanhado por veterinários, do uso do interferon e outros complementos que o ajudem a ter defesas mais fortes.

A fase terminal, ocorre quando a doença atinge a medula óssea, impedindo a produção de glóbulos brancos para a sua defesa. Quando o vírus se espalha por todo o organismo em grandes quantidades, o animal começa a ter a sua saúde deteriorada rapidamente e passa a sofrer fortes dores, de forma que o eutanásia é a única solução.


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