Lev Manovich

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Manovich em 2007

Lev Manovich Moscou, 1960) é crítico literário e professor universitário russo, estabelecido nos Estados Unidos. É pesquisador na área de novas mídias, mídias digitais, design e estudos do software (software studies). Lev Manovich mudou-se nos anos 1980 para os Estados Unidos, onde realizou seus estudos em cinema e computação.

É autor de Soft Cinema: Navigating the Database (The MIT Press, 2005), Black Box - White Cube (Merve Verlag Berlin, 2005) e The Language of New Media (The MIT Press, 2001), que foi considerado como "a mais sugestiva e ampla história da mídia desde Marshall McLuhan". É autor de mais de 90 artigos que foram reproduzidos mais de 300 vezes em vários países.

Manovich é professor no Departamento de Artes Visuais da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), diretor do Grupo de Software Studies no California Institute for Telecommunications and Information Technology (CALIT2) e pesquisador visitante no Godsmith College (Londres) e no College of Fine Arts da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney.

Manovich tem sido requisitado para proferir palestras ao redor do mundo, tendo realizado até o momento mais de 270 conferências, palestras e workshops fora dos Estados Unidos nos últimos dez anos.

[editar] Conceitos

Baseado nos estudos que realizou em história da arte e computação em Moscou, e na sua experiência com a teoria cinematográfica, Manovich foi o responsável pela relação teórica do trabalho do cineasta russo Dziga Vertov no filme Um Homem com uma Câmera com a forma de produção não-linear das mídias digitais e por estabelecer uma relação conceitual entre as ferramentas tecnológicas e as teorias da imagem em movimento, criando um método de análise estrutural das novas mídias que passou a levar em consideração o contexto e a historicidade dos aparatos tecnológicos e a estética da mídia digital. Essa leitura vai além da simples descrição, sintoma que afeta muitos textos sobre as novas mídias e procura perceber um certo espírito do tempo, além de evitar circunscrições temáticas. Um dos exemplos de sua ousadia é a crítica ao conceito de interatividade, aclamado como a solução para a passividade do leitor, mas que carrega consigo o problema da repetição ativa e reativa de comandos pré-determinados, confinando o usuário numa infinita rede de escolhas que nada mais é do que uma quimera inflada pela apologia das novas tecnologias pensadas como emancipação.

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