Levodopa

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Levodopa
Alerta sobre risco à saúde
Levodopa.png
Levodopa3D.PNG
3,4-Dihydroxy-L-phenylalanin (Levodopa).svg
Nome IUPAC (S)-2-amino-3-(3,4-dihydroxyphenyl) propanoic acid
Identificadores
Número CAS 59-92-7
PubChem 6047
DrugBank APRD00309
Código ATC N04BA01
Propriedades
Fórmula química C9H11NO4
Massa molar 197.17 g mol-1
Ponto de fusão

276-278 °C ou 284-285 °C [1]

Solubilidade em água solúvel [2]
Farmacologia
Biodisponibilidade 30%
Via(s) de administração Oral
Meia-vida biológica 0.75–1.5 horas
Excreção renal 70%-80%
Riscos associados
Frases R R22 R36/37/38
Frases S S26 S36
LD50 1780 mg·kg-1 (rato, oral)[3]
Compostos relacionados
Outros aniões/ânions Tirosina nitrada (3-nitrotirosina, 3-hidroxila- substituída por nitro-)
Ácido 3-(3,4-diidroxifenil)láctico (amina substituída por hidroxila)
Catecolaminas relacionados Dopamina (decarboxilada)
Metildopa (mais um metil no carbono alfa)
L-DOPS (mais uma hidroxila no carbono beta)
Compostos relacionados o-Dopaquinona (duas hidroxilas oxidadas a cetona)
Tirosina (3-hidroxila reduzida a -H)
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

A Levodopa ou L-Dopa é um fármaco do grupo dos antiparkinsónicos, que é usado no tratamento das síndromes parkinsonianas; e na ambliopia irreversível.

Usos clínicos[editar | editar código-fonte]

Tratamento de escolha da Doença de Parkinson, particularmente nos seus estágios intermediários, e droga de escolha em pacientes parkinsonianos acima de 65 anos de idade, devendo ser relegado a último plano, ao menos que seja a vontade do paciente em pessoas abaixo dos 65 anos de idade, pelo risco de desenvolvimento de discinesias graves e incapacitantes.

Estudos recentes (Gottlob e Stangler-Zuschrott), comprovam a eficácia da Levedopa associada à Carbidopa no tratamento da Ambliopia, principalmente nos casos de Ambliopia irreversível, considerada anteriormente sem tratatamento.

Mecanismo de ação[editar | editar código-fonte]

A síndrome de Parkinson caracteriza-se pelo déficit de dopamina nas vias nigro-estriatais do cérebro. A L-dopa é transformada em dopamina pela enzima dopa-descarboxilase, que existe perifericamente e centralmente. A L-dopa é combinada com um inibidor da dopa-descarboxilase para evitar os efeitos periféricos. A dopamina não passa a barreira hemato-encefálica portanto não pode ser administrada. A levodopa ultrapassa essa barreira e é rapidamente descarboxilada por enzimas em dopamina. O déficit de dopamina é assim corrigido, mas de forma inespecífica (toda a área é inundada e não apenas as sinapses deficientes).Assim, tal administração melhora o quadro clínico, mas não cura a doença. Suplementos de vitamina B6 são co-enzimas para a dopa-descarboxilase e portanto devem ser evitados.

Administração[editar | editar código-fonte]

Oral.

Efeitos clinicamente úteis[editar | editar código-fonte]

No doente com Parkinson:

  • Melhora o controle muscular e a resposta cognitiva e psíquica

Na Ambliopia:

  • Na ambliopia infantil acelera o tratamento oclusivo.
  • Na ambliopia irreversível (adulta); concomitantemente com o tratamento oclusivo, apresenta melhora significativa na maioria dos pacientes.

Efeitos adversos[editar | editar código-fonte]

Cerca de 95% da levodopa é transformada em dopamina por enzimas presentes noutros órgãos. Como a dopamina tem efeitos periféricos há efeitos adversos:

  • Hipotensão postural: efeito de vasodilatação nos vasos.
  • Taquicardia reativa à hipotensão.
  • Náuseas e vômitos: resultado da ativação dos quimiorreceptores cerebrais (zona postrema de controlo emético).
  • Aumenta a liberação de hormônio de crescimento.
  • Midríase
  • Raramente arritmias cardíacas.

No SNC:

  • Causa reação on-off, em que os movimentos com tremores são seguidos por movimentos demasiado bruscos (discinesias): devido à estimulação pulsátil de receptores existentes em vias extra nigro-estriatais, como receptores no globo pálido interno.
  • Depressão, ansiedade, agitação, insônia, confusão, alucinações e euforia.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. The Merck_Index: An Encyclopedia of Chemicals, Drugs, and Biologicals, 14. Auflage (Merck & Co), Whitehouse Station, NJ, USA, 2006; S. 946-947, ISBN 978-0-911910-00-1.
  2. Base de dados 3,4-Dihydroxy-L-phenylalanine por AlfaAesar, consultado em 31 de julho de 2010.
  3. Catálogo da Sigma-Aldrich {{{Nome}}} acessado em 7 de abril de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]