Licio Gelli

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Licio Gelli (Pistoia, 21 de Abril de 1919) é um financeiro italiano Mestre Venerável da Loja Maçónica P2.

Combateu ao lado de Franco, enviado por Mussolini,[1] e foi informador da Gestapo durante a 2ª Guerra Mundial, mantendo mesmo contactos com Hermann Goering. Depois da guerra aliou-se à CIA e, juntamente com a NATO, deu cobertura à Operação Gládio, uma espécie de exército secreto de intervenção rápida instalado em Itália e noutros países europeus, incluindo Portugal, com o objectivo de eliminar ameaças comunistas e responsável por inúmeros actos terroristas.[2] [3] [4] [5]

É conhecido o seu envolvimento nas mortes de Aldo Moro, Carmine "Mino" Pecorelli, Roberto Calvi, João Paulo I e outros. A sua associação criminosa com o Arcebispo Paul Marcinkus, Roberto Calvi (do Banco Ambrosiano) e Michele Sindona produziu um buraco de 1.4 mil milhões de dólares no Istituti per le Opere di Religione (Banco do Vaticano). Actualmente vive em prisão domiciliária na sua villa na Toscana.

Referências

  1. "The Suitcase Scandalo", 'Newsweek', 8 de junho de 1981.
  2. Daniele Ganser, NATO's Secret Armies: Operation GLADIO and Terrorism in Western Europe Frank Cass Publishers, 2004. ISBN 0-7146-8500-3 (resumo)
  3. Gianni Flamini, Il partito del golpe: Le strategie della tensione e del terrore dal primo centrosinistra organico al sequestro Moro, Italo Bovolenta Editore (1981-84), quatro tomos, 1.882 páginas
  4. René Monzat, Enquêtes sur la droite extrême, Le Monde-éditions, 1992 (particularmente o capítulo VII, intitulado "Gladio, OTAN et loge P2 – La stratégie de la tension")
  5. Arthur E. Rowse, "Gladio: The Secret U.S. War to Subvert Italian Democracy". Covert Action #49, Verão de 1994.

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