Lidianópolis

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Município de Lidianópolis
Bandeira desconhecida
Brasão de Lidianópolis
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 5 de junho de 1993
Gentílico Não disponível
Prefeito(a) Celso Barbosa (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Lidianópolis
Localização de Lidianópolis no Paraná
Lidianópolis está localizado em: Brasil
Lidianópolis
Localização de Lidianópolis no Brasil
24° 06' 32" S 51° 39' 10" O24° 06' 32" S 51° 39' 10" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Norte Central Paranaense IBGE/2008[1]
Microrregião Ivaiporã IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Borrazópolis, Cruzmaltina, Grandes Rios, Jardim Alegre e Lunardelli
Distância até a capital 281,322 km
Características geográficas
Área 169,138 km² [2]
População 3 972 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 23,48 hab./km²
Altitude 570 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,734 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 37 504,593 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 9 035,07 IBGE/2008[5]
Página oficial

Lidianópolis é um município brasileiro do estado do Paraná.

História[editar | editar código-fonte]

No princípio era uma grande fazenda, que ia de Porto Ubá, às margens do Rio Ivaí, até onde hoje se localiza o município de Manoel Ribas. Esta gleba era jurisdicionada ao município de Pitanga e tinha área de 84 mil alqueires de terras, sendo propriedade da Sociedade Territorial Ubá, dos irmãos Bráulio e Leovegildo Barbosa Ferraz. O Decreto nº 300, do Interventor Federal Mário Alves Monteiro Tourinho, e mais a ação de Manoel Ribas, na década de trinta, permitiram que muitas concessões de terras, irregularmente obtidas, ou não cumpridoras das normas instituídas, fossem retomadas pelo Estado. Este fato impediu a Sociedade Territorial Ubá de lotear a área, provocando uma demanda judicial com o governo federal, que se arrastou por cerca de cinte anos. neste período de pendenga judicial, esta imensa área foi sendo ocupada por posseiros que obtinham junto ao governo estadual um protocolo de posse. Quando finalmente a demanda foi vencida nos tribunais, pela Sociedade Territorial Ubá, iniciou-se um trabalho de conscientização junto aos pretensos colonos, para que fossem evitadas novas invasões. O encarregado desta ação foi José Domingues de Souza Junior, funcionário da Sociedade Ubá, que em 1948, instalou uma balsa, no Rio Ivaí, onde podia elucidar e conscientizar as famílias que adentrassem às terras. Por outro lado, o governo estadual retardava a publicação do resultado da demanda judicial, o ue ocorreu somente no governo Lupyon. Porém, a publicação foi condicionada, devendo-se respeitar os títulos emitidos pelo governo estadual nos dois últimos anos, permitindo que a companhia vendesse as terras que sobraram aos posseiros, a preços razoáveis e em parcelas. Muitos protoclos de posse foram comercializados com terceiros, e a empresa Ubá chegou a vender dez alqueires pelo preço de um, e ainda em prestações, conforme determinação governamental. Apesar de todas estas vantagens, a população foi instigada por alguns interesseiros a não comprar as terras e iniciar uma demanda judicial com o Estado, porém esta demanda foi infrutífera. Em 1950 começa a se delinear a formação da cidade e Lidianópolis. Nesta época, José Caetano Marques comprou da Sociedade Territorial Ubá uma gleba de 400 alqueires de terras, planejando fundar um povoado, cujo nome seria Lidianópolis, em homenagem à sua mãe. Mais tarde estas terras foram vendidas a João Morelle, que iniciou a implantação do patrimônio, demarcando as ruas e comercializando os lotes, tendo doado alguns destes lotes para a construção da igeja e formação de um cemitério. As primeiras construções que se tem notícia são a Serraria e Venda do Dimas, ambas localizadas em área distante do que viria a ser o patrimônio. No perímetro urbano foi pioneiro o sr. José Clarimundo Filho, comerciante de secos e molhados que abastecia os proprietários rurais da região. Mais tarde funcionou o bar de João Braga e o sr. Genor da Costa inicou-se como cerealista. Em 1958 o sr. Bernardino Campos instalou um armazém, para compra de cereais para o Exército Brasileiro. Eram tempos de abundância, a cafeicultura estava em alta e inúmeras casas de madeira foram ocupando as ruas principais do povoado. Surgiu então um novo loteamento, o Jardim São Francisco, localizado na área norte do quadro urbano. Mais recentemente, foi anexado o loteamento destinado à implantação de um conjunto habitacional. Pela Lei Estadual nº 4.962, de 21 de novembro de 1972, sancionada pelo governador Pedro Viriato Parigot de Souza, foi criado o Distrito Administrativo, com território pertencente ao município de Jardim Alegre e denominação alterada para Ubá do Sul. Este nome não vingou, e a Lei nº 7.108, de 17 de janeiro de 1979, permitiu que se voltasse à antiga denominação. Em 05 de junho de 1990, através da Lei Estadual nº 9.289, sancionada pelo governador Álvaro Fernandes Dias, foi criado o município de Lidianópolis, com território desmembrado do município de Jardim Alegre. A instalação oficial deu-se no dia 01 de jnaeiro de 1993. Lidianópolis pertence à Microrregião 08 (AMUVI).

Geografia[editar | editar código-fonte]

Possui uma área é de 169 km² representando 0,0849 % do estado, 0,03 % da região e 0,002 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 24°06'32" sul e a uma longitude 51°39'10" oeste, estando a uma altitude de 570 m. Sua população estimada em 2005 era de 3.506 habitantes.[carece de fontes?]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2000

População Total: 4.783

  • Urbana: 1.841
  • Rural: 2.942
  • Homens: 2.428
  • Mulheres: 2.355

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,734

  • IDH-M Renda: 0,615
  • IDH-M Longevidade: 0,768
  • IDH-M Educação: 0,818

Clima

Subtropical úmido mesotérmico, com verões quentes e geadas pouco frequentes, com tendência de concentração das chuvas nos meses de verão, sem estação seca definida. A média das temperaturas dos meses mais quentes é superior a 22ºC, e a dos meses mais frios é inferior a 18ºC.

Administração[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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