Ligier

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França Ligier
Nome completo Ligier Grand Prix
Base Abrest, França
Chefe de equipe França Guy Ligier
Pilotos FrançaJacques Laffite
FrançaJean-Pierre Jarier
FrançaPatrick Depailler
BélgicaJacky Ickx
FrançaJean P. Jabouille
FrançaPatrick Tambay
Estados UnidosEddie Cheever
BrasilRaul Boesel
FrançaFrançois Hesnault
ItáliaAndrea De Cesaris
FrançaPhilippe Streiff
FrançaRené Arnoux
FrançaPhilippe Alliot
ItáliaPiercarlo Ghinzani
SuéciaStefan Johansson
FrançaOlivier Grouillard
ItáliaNicola Larini
BélgicaThierry Boutsen
FrançaÉrik Comas
Reino UnidoMartin Brundle
Reino UnidoMark Blundell
FrançaOlivier Panis
FrançaFranck Lagorce
FrançaÉric Bernard
Reino UnidoJohnny Herbert
JapãoAguri Suzuki
BrasilPedro Paulo Diniz
Pilotos de teste FrançaMichel Ferté
FrançaEmmanuel Collard
FrançaAlain Prost
FrançaÉric Bernard
FrançaFranck Lagorce
AlemanhaMichael Schumacher
Reino UnidoKelvin Burt
Chassis ...
Motor Matra, Ford, Renault, Megatron, Judd, Lamborghini e Mugen Honda
Pneus Goodyear, Michelin e Pirelli
Histórico na Fórmula Um
Estreia GP do Brasil de 1976
Corridas concluídas 333 (309 largadas)
Campeã de construtores 0
Campeã de pilotos 0
Vitórias 9
Pole Positions 4
Volta mais rápida 2
Pontos {{{Points}}}
Último GP GP do Japão de 1996
Posição no último campeonato
(1996)
6° (15 pontos)
Motor Cosworth, 1979.

A equipe Ligier Sport S.A. foi fundada em 1969 pelo ex-piloto, dirigente e construtor de carros Guy Ligier que emprestou seu nome à equipe.

Com resultados medianos na categoria, a Ligier teve como seu melhor resultado um vice-campeonato de construtores em 1980. Uma conhecida característica da escuderia era sua tradicional pintura azul em seus carros (cor usada pelo automobilismo francês) qualquer fosse a sua situação financeira, o que gerou uma grande simpatia pelos torcedores e imprensa franceses. A outra foi o patrocínio dos cigarros Gitanes.

Em meados de 1994 e 1995 a equipe passou pelo controle de vários acionistas, e finalmente em janeiro de 1997 foi vendida para o ex-piloto e tetracampeão mundial da Fórmula 1, Alain Prost que rebatizou a escuderia com o nome de Prost Grand Prix, encerrando, assim, a história e a passagem da Ligier pela Fórmula 1.

Depois de enfrentar dificuldades com a crise do petróleo nos anos 70, a empresa foi comprada pelo grupo italiano Piaggio.

Índice

A história na F-1 [editar]

1976: a chegada [editar]

Em 1976, o ex-piloto Guy Ligier retorna à Fórmula 1 agora como dono de sua própria equipe. O primeiro carro, o Ligier JS5, teve apenas um piloto, o experiente francês Jacques Laffite, que lá iniciaria uma relação de amor pela equipe. No final, a Ligier conquista o quinto lugar, com vinte pontos.

1977-1978: pequena queda de rendimento [editar]

Depois do bom início das atividades, a Ligier mantém Laffite, e contratra outro francês, Jean-Pierre Jarier, já no fim da temporada. Ao final, o time azul conquista o oitavo lugar, com 18 pontos. Em 1978, a Ligier saca Jarier e mantém Laffite, que marca 19 pontos e coloca a equipe em sexto lugar na classificação.

1979: favoritismo no início e queda no final [editar]

Em 1979, tudo conspiraria a favor da Ligier. Equipada com os bons motores Ford, a equipe mantém Laffite pelo terceiro ano seguido, e contrata mais um francês, Patrick Depailler, mas este se acidenta e dá lugar a Jacky Ickx, o primeiro não-francês a guiar um carro da equipe. Entretanto, o experiente Laffite continuaria sendo a grande liderança da Ligier, conquistando duas vitórias, somando seis pódios, contra dois de Depailler e nenhum de Ickx, que se aposentou no fim do ano. Ao fim, a Ligier conquistou o terceiro lugar, com 61 pontos.

1980: o grande ano [editar]

O Ligier JS11 no Festival de Velocidade de Goodwood, em 2008.

1980, sem dúvidas, foi o melhor ano da Ligier. Mais uma vez, Laffite se torna o líder incontestável da equipe, agora tendo a companhia de mais um francês, Didier Pironi. Ambos conquistam dez pódios (cinco para Pironi, cinco para Laffite), e o grandioso vice-campeonato de construtores, com 66 pontos.

1981-1982: nova queda [editar]

Em 1981, Laffite permanece mais uma vez na Ligier, tendo três companheiros de time: Jarier (repatriado), Jean-Pierre Jabouille e Patrick Tambay, todos franceses. Jacques conquista sua derradeira vitória no GP da Áustria, mas a Ligier não repete o mesmo deasempenho de 1980, e fica em quarto lugar. Pior foi em 1982: Laffite, quase quarentão, passa a ter ao seu lado o ítalo-americano Eddie Cheever, mas eles não tiveram um bom papel na temporada. No fim das contas, a Ligier fica em oitavo lugar com apenas 20 pontos.

1983-1984: pesadelo [editar]

Andrea De Cesaris conduz o Ligier JS23 no Grande Prêmio de Dallas, em 1984.

Em 1983, um golpe para a Ligier: Laffite, a grande liderança da equipe, sai para a Williams, e Jarier retorna ao time, tendo ao seu lado o brasileiro Raul Boesel. Entretanto, ambos, vitimados por sucessivos abandono e não-classificações, fazem a Ligier ficar zerada pela primeira vez na história. Em 1984, mais um francês, François Hesnault, vêm acompanhado do italiano Andrea De Cesaris, e eles não deixam a equipe ficar zerada pela segunda vez seguida: foram três pontos, conquistados por De Cesaris, que permaneceria em 1985.

1985: a demissão de De Cesaris e a volta de Laffite [editar]

Em 1985, a Ligier recebe Laffite de volta, pois o experiente piloto estava amargurado na Williams. O retorno dá certo, e a equipe volta a marcar mais pontos. O ponto negativo da equipe foi o GP da Áustria, onde De Cesaris protagoniza um acidente incrível, onde ele capota o carro três vezes e sai ileso. Esta foi a gota d'água para Guy Ligier expulsar Andrea. Para o lugar do italiano, Guy contrata Philippe Streiff, que conquista seu único pódio no GP da Áustria.

1986: a despedida de Laffite [editar]

Em 1986, Laffite permanece, tendo como companheiro outro experiente piloto, René Arnoux. Jacques conquistou seu último pódio no GP do Brasil, e vinha fazendo uma temporada mediana até sofrer grave acidente no GP de Brands Hatch, e se ver obrigado a encerrar sua longa carreira. Guy Ligier não pensou duas vezes e contratou mais um francês, Philippe Alliot. Ao final da temporada, a Ligier conquista o quinto lugar, com 29 pontos somados.

1987-1989: o martírio [editar]

Em 1987, Arnoux se mantém na equipe azul, tendo como companheiro o italiano Piercarlo Ghinzani. Ambos fazem má temporada e René marca apenas um ponto, deixando a equipe em décimo-primeiro. Em 1988, Ghinzani é demitido e o sueco Stefan Johansson veio para formar dupla com Arnoux. Não deu certo. Eles terminam a temporada zerados, assim como a Ligier, que mantém Arnoux novamente em 1989 e contrata outro francês, Olivier Grouillard. Com três pontos (dois de Arnoux, um de Grouillard), a Ligier termina em décimo-terceiro.

1990-1992: o sofrimento continua [editar]

Sem Grouillard e Arnoux, a Ligier estava agonizando. A equipe repatria Alliot e contrata o italiano Nicola Larini, mas eles não saem do zero e acabam demitidos. Em 1991, Guy contrata o belga Thierry Boutsen e mais um francês, Érik Comas (campeão da Fórmula 3000 em 90). A Ligier termina zerada pelo segundo ano seguido, mas a dupla permanece para 1992. Boutsen marca seus últimos pontos no GP da Austrália (os únicos da Ligier), e a equipe azul fica em sétimo.

1993: a volta do bom desempenho [editar]

1993 marcou o reniascimento da Ligier. Pela primeira vez, a equipe não forma uma dupla com pelo menos um francês, mas com dois ingleses: Martin Brundle (ex-Benetton) e Mark Blundell (ex-Brabham). Com 23 pontos marcados e três pódios (dois de Brundle, um de Blundell), a Ligier alcança o quinto lugar.

1994: desempenho modesto [editar]

Para 1994, a Ligier dispensa Brundle e Blundell, e aposta no campeão da F-3000 de 1993, Olivier Panis. Seu primeiro companheiro foi o também francês Éric Bernard, que conquista um pódio junto com Panis no confuso GP da Alemanha, e acaba demitido. Seus substitutos foram o inglês Johnny Herbert e outro francês, Franck Lagorce, que passam despercebidos pela equipe. No fim, a Ligier ganha o sexto lugar, com 13 pontos.

1995: a volta de Brundle [editar]

1995 começou com o retorno de Brundle à velha casa, e com a permanência de Panis no time. O japonês Aguri Suzuki, amigo de Martin, disputa algumas corridas num "sistema de revezamento", mas sofre um grave acidente nos treinos do GP do Japão, e deixa a F-1. Panis conquista o segundo pódio da Ligier no GP da Austrália (o primeiro foi de Brundle).

1996: o adeus da Ligier [editar]

O Ligier JS43. Foi com este carro que Olivier Panis conquistou sua única vitória - e a última da equipe.

A Ligier já estava pronta para ser vendida para alguém em 1996, mas a equipe não desistiu. Mantém Panis e contrat o brasileiro Pedro Paulo Diniz, egresso da Forti. O começo foi tímido, mas o doce sabor da vitória foi novamente provado no GP de Mônaco, onde quatro carros terminaram a corrida. Panis, que largara de décimo-quarto, resiste à pressão de David Coulthard, mas só alivia porque o tempo-limite de duas horas estava esgotado. Foi uma verdadeira festa, Olivier comemora sua única vitória levando a bandeira francesa na sua mão, copiando o gesto criado por Ayrton Senna. Depois de vinte anos de atividades, o tetracampeão Alain Prost, que chegou a testar a Ligier em 92, compra a equipe e a converte na Prost Grand Prix. No final das contas, a Ligier dá adeus em grande estilo, mesmo com um singelo sexto lugar.

Outras Informações [editar]

  • Michael Schumacher, o heptacampeão da F-1, ja testou a Ligier, em fins de 94.
  • Todos os carros da Ligier tinham a sigla JS, numa homenagem ao piloto francês Jo Schlesser, morto em 1968.
  • A Ligier teve o maior número de pilotos com a mesma nacionalidade da equipe: quinze franceses ocuparam o cockpit.
  • O modelo JS11 usado nas temporadas de 1979 e 1980 eram réplicas fieis do Lotus 79
  • O Autobolt Mirage na série clássica (G-1) de Transformers, cuja forma alternativa era um carro de Fórmula 1 homenageava a equipe com seu número usual e também com um patrocinador de nome similar ao principal.

Ver também [editar]

Galeria [editar]

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