Like a Prayer (canção)

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"Like a Prayer"
Imagem de uma mulher morena, que está com as mãos cruzadas orando. Sua imagem é colocada dentro de um quadro retangular com um fundo bege. Acima da imagem, o nome da cantora pode ser visto e está escrito em letras maiúsculas, com um desenho de uma pequena coroa acima deste nome. Abaixo da imagem, pode ser visto o título da canção, que também é escrito em letras maiúsculas, porém pequenas.
Single de Madonna
do álbum Like a Prayer
Lado B "Act of Contrition"
Lançamento 3 de março de 1989 (1989-03-03)
Formato(s) CD single, 7", 12", fita cassete,
Gravação 1988;
Jonny Yuma Studios
(Burbank, Califórnia)
Gênero(s) Pop rock
Duração 5:41
Gravadora(s) Sire Records, Warner Bros. Records
Composição Madonna, Patrick Leonard
Produção Madonna, Patrick Leonard
Informações sobre o vídeo musical
Gravação Janeiro de 1989;
Raleigh Studios
(Hollywood, Califórnia)
San Pedro Hills
(San Pedro, Califórnia)
Lançamento Março de 1989
Diretor(es) Mary Lambert
Duração 5:38
Cronologia de singles de Madonna
Último
Último
"Spotlight"
(1988)
"Express Yourself"
(1989)
Próximo
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Lista de faixas de Like a Prayer
Último
Último
"Express Yourself"
(2)
Próximo
Próximo
Lista de faixas de The Immaculate Collection
Último
Último
"La Isla Bonita"
(11)
"Express Yourself" (Shep Pettibone Mix)"
(13)
Próximo
Próximo
Lista de faixas de Ceberation - Edição Especial (Disco 1)
Último
Último
"Everybody"
(8)
"Ray of Light"
(10)
Próximo
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"Like a Prayer" é uma canção da artista musical estadunidense Madonna, contida em seu quarto álbum de estúdio de mesmo nome. Foi escrita e produzida pela própria em parceria com Patrick Leonard e lançada como primeiro single do projeto em 3 de março de 1989 nos Estados Unidos e enviada às rádios estadunidenses em 25 de março de 1989, através da gravadora Sire Records em parceria com a Warner Bros. Records. A canção foi incluída em dois dos seis álbuns de compilação da artista, que foram The Immaculate Collection (1990), e Celebration (2009) e no extended play (EP) Remixed Prayers (1989). A canção enfatizou uma abordagem mais artística e pessoal para a composição da cantora, assim como o resto do disco. A faixa fala sobre uma jovem garota apaixonada por Deus, que torna-se quase uma figura masculina na vida dela.

A nível sonoro, a canção deriva principalmente do estilo musical pop, e incorpora ritmos como o funk e a música gospel. A letra da canção foi inspirada pela educação católica da artista. A letra também têm sido vista como uma metáfora para a relação sexual, contendo insinuações ambíguas referentes a felação e orgasmo. A canção recebeu grande aclamação universal pela crítica musical, assim como seu respectivo álbum, que elogiou as composições qualificadas da cantora e seus vocais melhorados. Tornou-se o sétimo single da artista a atingir a posição de número um na Billboard Hot 100, alcançando simultaneamente o topo das paradas em países como Austrália, Canadá, Japão e Reino Unido, e ficou entre as cinco principais de outros países. A canção foi apresentada em quatro turnês da artista, Blond Ambition World Tour (1990), Re-Invention Tour (2004), Sticky & Sweet Tour (2008-09) e The MDNA Tour (2012), e foi executada em diversos eventos de caridade, como o Live 8 e Hope for Haiti. Além de ter sido executada também na turnê promocional American Life Promo Tour (2003).

Seu acompanhante vídeo musical foi dirigido por Mary Lambert, com quem a cantora já havia trabalhado em outros vídeos musicais, como em "Borderline" e "Material Girl". Apresenta a cantora como testemunha de um assassinato, que acaba por ser esconder dentro de uma igreja para confessar seus pecados e por segurança. O mesmo retrata cenas bastante polêmicas, como cruzes em chamas, um santo negro — o que foi considerado para alguns uma versão diabólica de Deus — e estigmas. Este, acabou por ser criticado por fiéis, freiras, famílias religiosas e padres, sendo impedido de ser exibido nas redes musicais do Vaticano. O país também deixou de exibir um comercial da produtora de refrigerantes Pepsi, que usou a canção neste comercial que gerou grande controvérsia entre a cantora e a marca, fazendo com que a cantora cancelasse seu contrato com a marca, embora tenha sido obrigada a pagar à Pepsi a taxa inicial de seu contrato.

A canção foi regravada por uma série de artistas e apareceu em filmes e séries de televisão, como Absolutely Fabulous, Never Been Kissed e Glee. A canção é conhecida por seu efeito profundo sobre a sociedade, devido à controvérsia em torno de seu vídeo musical. Paralelamente ao seu respectivo álbum, "Like a Prayer" foi marcada como um ponto de virada na carreira da cantora, quando ela começou a ser vista como um artista, e não como uma simples cantora pop.

Antecedentes e produção[editar | editar código-fonte]

1988 não foi uma ano tranquilo na vida pessoal da cantora. Após a falta de bilheteria e de crítica de seu quinto filme Who's That Girl, do ano de 1987, Madonna decidiu trabalhar no musical da Broadway Speed-the-Plow.[1] Contudo, após as críticas negativas, a cantora se sentiu desconfortável novamente. Seu casamento com o ator Sean Penn terminou e a cantora pediu o divórcio em 1987, que foi finalizado em janeiro de 1989.[1] A cantora completou 30 anos, a idade em que sua mãe havia falecido, e assim, decidiu experimentar uma turbulência mais emocional.[1]

Cquote1.svg Porque no catolicismo você é um pecador desde que você nasceu, e assim você se torna um pecador pelo resto da sua vida. Não importa se você tenta fugir dele, o pecado está dentro de você o tempo todo. Era esse medo que tinha me assombrado, que me provocava e doía por todo o meu corpo a cada momento. Minha música era a única coisa que fazia eu me distrair. Cquote2.svg
Madonna em entrevista a revista Interview no ano de 1989.[2]

Porém, a cantora percebeu que a cada ano que ia crescendo, seu público ia aumentando. Sentindo a necessidade de criar algo diferente, ela queria que o som de seu novo disco indicasse que ela poderia ser popular na indústria musical.[3] Ela tinha certos assuntos pessoais em sua mente, e achou que esses assuntos poderiam ser a direção musical de seu novo projeto.[4] Para as letras da canção, a intérprete escolheu que até então tinham sido meditações pessoais para não serem compartilhados com seu público.[4] Cuidadosamente, a cantora procurou suas anotações pessoais e começou a considerar suas escolhas. A cantora lembrou: "O que eu queria dizer? Eu queria que o álbum e suas canções falassem as coisas que estavam na minha mente. Foi um momento complexo na minha vida".[4]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

"Eu tenho um grande sentimento de culpa e pecado do catolicismo que, definitivamente, dificultou minha vida todos os dias, se eu queria isso ou não. E quando eu faço algo errado ... se eu não deixasse alguém saber que eu tenho injustiça, eu estou sempre com medo de que eu vou ser punida. E isso é algo que você está criado para acreditar como um católico. Tanto a canção quanto álbum surgiram a partir deste mal-estar ... e das minhas orações diretamente a Deus, que são lindas e divinas".

—A artista comentando sobre a canção e o disco Like a Prayer com o roteirista Becky Johnston.[2]

Como Madonna considerou suas alternativas, os produtores Patrick Leonard e o ex-namorado da cantora, Stephen Bray, experimentaram faixas instrumentais e ideias musicais para a cantora.[4] Ambos queriam levar seu estilo para o projeto, e eles desenvolveram estilos musicais completamente diferente da canção. Eventualmente, Madonna sentiu que a canção apresentada a ela por Leonard era mais interessante, e ela começou a trabalhar com ele.[4] Juntos, eles escreveram e produziram a canção, nomeando-a de "Like a Prayer", que foi a primeira canção desenvolvida para o álbum de mesmo nome.[5] Uma vez que Madonna havia conceituado o jeito que iria expor suas ideias com a canção, ela a escreveu em cerca de apenas três horas.[5] Ela descreveu que a canção fala sobre uma jovem "tão apaixonada por Deus que é quase como se Ele fosse a figura masculina na vida dela".[6]

A inspiração de Madonna para escrever a canção veio da crença católica e da transubstanciação. Ela acreditava que o vinho e a hóstia, que simboliza o corpo de Cristo durante a missa, tem poder transformador e que cada palavra na oração tem seu significado exato. Para a intérprete, "Like a Prayer" apareceu para levar seu próprio poder transformador.[7] Enquanto escrevia as letras da canção, Madonna apresentou palavras litúrgicas, mas mudou o contexto após elas serem adicionadas por um duplo significado.[8] Ela queria que a canção tivesse letras superficiais sobre sexualidade e religião,[8] mas possui um significado diferente, abaixo dos quais ela acreditava que poderia provocar uma reação de seus ouvintes. No livro Madonna: An Intimate Biography escrito pelo biógrafo J. Randy Taraborrelli, Leonard explicou que ele não estava confortável com as letras e as insinuações sexuais presentes nela. Leonard deu como exemplo o primeiro verso da canção, que diz "When you call my name, it's like a little prayer, I'm down on my knees, I wanna take you there".[nota 1] [9] Leonard entendeu que o duplo sentido das linhas que se refere a alguém executando felação. Ele ficou horrorizado e pediu que Madonna alterasse a linha, no entanto, a cantora decidiu mantê-la.[9]

Gravação[editar | editar código-fonte]

Andraé Crouch (imagem) e seu coral foram chamados para serem um dos vocais de apoio da canção. Crouch pesquisou a letra da canção para se certificar de que a canção não era contra suas crenças religiosas.

Uma vez que Madonna e Leonard terminaram de escrever a letra da canção, eles decidiram gravar ao lado de um coro no final do ano de 1988.[5] Ele queria fazer uma rápida sessão de gravação para a canção, já que Leonard acreditava que não seria necessário muito trabalho para isso.[5] Madonna e Leonard encontraram com o músico Andraé Crouch e um membro de sua equipe de gestão e vocalista Roberto Noriega, e Leonard e Madonna chamaram Crouch e seu coral como um dos vocalistas de fundo. Desde que foi o líder do coral da igreja Los Angeles Church of God,[nota 2] Chrouch pesquisou a letra da canção, o que segundo ele, "queria descobrir o que a intenção da canção poderia trazer. Estávamos muito especial na escolha e com quem iríamos trabalhar, e nós gostamos do que ouvimos".[10] No estúdio de gravação Jonny Yuma, localizado em Los Angeles, Crouch estava com seu coral e explicou a cada um o que eles precisavam fazer durante a sessão de gravação.[5] Ele havia ouvido a demonstração de "Like a Prayer" em seu carro e dirigiu seu coral de acordo com suas próprias interpretações da música. O coral foi gravado separadamente, e Leonard queria que fosse adicionado durante a pós-produção da canção.[5]

A gravação demorou mais tempo do que o habitual para Madonna e Leonard lutou "com unhas e dentes", o que de acordo com Lucy O'Brien, "a razão de Madonna querer provar a todos pela segunda vez que ela era boa como produtora musical não foi um acaso".[11] Leonard trabalhou nos acordes de mudanças para os versos e o refrão da canção. Ele contratou o guitarrista Bruce Gaitsch e o guitarra Guy Pratt como músicos de "Like a Prayer". Pratt, por sua vez, contratou alguns bateristas adicionais, que deveriam chegar nos Jonny Yuma.[11] No entanto, os bateristas desistiram da canção no último minuto, o que irritou muito a cantora, e ela começou a gritar e xingar profusamente com Leonard.[11] Pratt não acabou sendo demitido, mas como a gravação de "Like a Prayer" começou, ele percebeu que Madonna não iria perdoá-lo facilmente, ela o chamou em diversas noites para discutir sua opinião, e urgentemente pediu a Pratt para ir ao estúdio de gravação, apenas para demiti-lo.[11] Enquanto isso, Leonard comprou tambores britânicos e contratou guitarristas como Chester Kamens, David Williams e Dann Huff. Ele comentou que a escolha foi proposital, já que ele era um fã de rock britânico, e queria esse tipo de atitude e a estranheza dos músicos em "Like a Prayer", assim como em outras canções do álbum.[10] Madonna teve seu própria opinião sobre a forma como os diferentes instrumentos musicais deveriam ser tocados para alcançar o som que ela havia imaginado.[10]

Pratt lembrou que após o refrão do meio da canção ser gravado, Madonna notificou os músicos para algumas mudanças na produção. Ela queria que o baterista Jonathan Moffet "fizesse menos high-hat no meio de oito notas, e mais de um preenchimento para o final, que queria que Guy tocasse mais semibreves no final, e que Chester deveria tocar sua guitarra no segundo verso".[10] A equipe seguiu as instruções da cantora mais uma vez, e fez um exame com vocais e com o arranjo final de cordas. Gaitsch ouviu Madonna dizendo a Leonard que "Like a Prayer" não poderia ser melhorada, e que a gravação foi concluída.[10] Leonard, então, deu a canção para Bill Bottrell misturá-la.[5] À medida que a mistura estava em fase de conclusão, Leonard sentiu que os bongôs e a percussão latina soariam incompativelmente, e que o coro de Crouch deveria ser adicionado mais tarde, portanto, ele os removeu.[5] Junior Vasquez remixou a versão do 12" single da canção, fazendo o coral ir de dentro para fora e o cobrindo com o single "Let's Go", de Fat Eddie.[12]

Capa[editar | editar código-fonte]

A cantora trabalhou com o fotógrafo Herb Ritts para a capa do álbum Like a Prayer. Inicialmente, as fotos da sessão com Ritts também estavam a ser utilizadas para o acondicionamento do single.[13] A imagem que foi destinado para a capa do single era uma foto borrada da cantora com uma fumaça soprando em seu próprio rosto, segurando um cigarro na mão esquerda.[13] No entanto, uma vez que ela começou a gravar o vídeo musical da canção, ela sentiu que uma das fotos dela em um campo era muito bonita e decidiu fazer desta a capa do single.[13] Uma segunda capa foi desenvolvida para a versão da canção em embalagens de doze polegadas, com uma pintura feito pelo irmão da cantora, Christopher Ciccone.[13] Ele pintou uma Madonna (Católica) clássica, que usa uma auréola e é envolvida em uma videira de espinhos com uma flor desabrochando.[13] As características da pintura são as letras MLVC, indicando o nome completo da cantora, Madonna Louise Veronica Ciccone, com uma proeminente e "caída" letra P, perto do coração da cantora, sugerindo seu recente divórcio com o ator Sean Penn.[13] Inicialmente, a cantora ficou cética sobre a pintura desta capa, devido a mídia estar falando muito em torno de sua relação com Penn, e não quis usá-la.[13] No entanto, seu irmão a presenteou com uma versão compactada do single de 12 polegadas, onde a pintura foi incluída com o cheiro de patchouli, e ela ficou impressionada.[13]

Composição[editar | editar código-fonte]

A nível sonoro, a canção é do estilo pop rock que incorpora elementos da música gospel e do funk.[14] [15] De acordo com a partitura publicada pela editora Alfred Publishing, a canção foi composta usando a assinatura de tempo comum na chave de D menor, com um moderado ritmo de 120 batidas por minuto.[16] Os vocais da cantora variam desde a menor oitava de A3 até a maior nota de dois forros de F5.[16] A canção segue uma progressão de acordes de Dm-C-D-Gm-D no coro de abertura, e uma sequência de Dm-C-E-C7-B♭F-A nos versos.[16] A canção começa com o som de uma guitarra que é cortada após alguns segundos, e é substituída com o coral e o som de um órgão.[15] A artista canta as linhas de abertura ao lado de um som de percussão, com tambores começando durante o primeiro verso. A percussão e o som do coral são adicionados alternadamente entre os versos e as pontes, até o segundo refrão.[15] Neste ponto, as guitarras começam a tocar lentamente da esquerda para a direita, acompanhada por uma sequência bassline.[15]

Rikky Rooksby, autor de The Complete Guide to the Music of Madonna, comentou que esta canção foi a mais complexa que Madonna já hava feito.[17] De acordo com ele, a complexidade é vista após o segundo refrão, em que o coral apoia plenamente os vocais de Madonna e ela repete as linhas de abertura, mas desta vez acompanhada por um sintetizador e batidas de tambor.[17] Conforme a cantora diz as linhas "Just like a prayer, your voice can take me there, just like a muse to me, you are a mistery",[nota 3] uma voz de influência R&B a acompanha juntamente com o coral. A canção termina com uma última repetição do refrão e a voz do coral desaparecendo gradualmente.[17]

O biógrafo J. Randy Taraborrelli observou em Madonna: An Imtimate Biography que a letra da canção consiste em "uma série de botões-empurrando anomalias".[9] Com a inclusão do duplo sentido nas letras, a canção refere-se aos espíritos pessoais e à relação sexual. Taraborrelli sentiu que a canção soa como canções religiosas, mas com um tom de tensão sexual.[9] Isto foi alcançado pelo coral evangélico, cuja voz se eleva na natureza espiritual da canção, enquanto a guitarra de rock parece ser escura e misteriosa.[9] A escritora Lucy O'Brien explicou como a letra da canção descreve a cantora recebendo uma vocação de Deus: "Madonna é sem vergonha, a filha de sua mãe está ajoelhada sozinha em devoção privada, contemplando o mistério de Deus. Ela canta sobre ser escolhida, de ter uma vocação".[11] A versão da canção contida no álbum Like a Prayer possui características como a guitarra base interpretada por Guy Pratt, que foi dobrada por um sintetizador de baixo Minimoog, enquanto a versão da canção contida no single de sete polegadas possui a parte do baixo interpretada por Randy Jackson. A canção também foi remixada por Shep Pettibone para a versão da canção contida no single de doze polegadas. Uma segunda versão deste remix é destaque na primeira coletânea de grandes hits da cantora, The Immaculate Collection, do ano de 1990.[17]

Análise da crítica[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
J. Randy Taraborrelli (positiva)[18]
The New York Times (positiva)[19]
Lucy O'Brien (positiva)[10]
Mary Cross (positiva)[20]
George Claude Gulbert (positiva)[21]
Andrew Greeley (positiva)[22]
Allmusic (positiva)[23]
Rolling Stone 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg[24]
Entertainment Weekly (A+)[25] [26]
Slant Magazine (positiva)[27]

Assim como o álbum Like a Prayer, que foi lançado em maio de 1989,[28] a canção recebeu aclamação universal pelos críticos de música pop contemporânea e biógrafos.[18] O biógrafo J. Randy Taraborrelli comentou que a faixa "merecia cada pedacinho da curiosidade que gerou. Apesar de ser diabolicamente dançante, a canção também mostra a estranha habilidade de Madonna para inspirar emoções conflitantes fortes durante o curso de uma única música, deixando o ouvinte coçando a cabeça por respostas e desejando por mais coisas".[29] Ao escrever sobre a reinvenção da imagem da cantora, Stephen Holden, do jornal americano The New York Times, observou como o som da intérprete havia mudado desde que "ela estava tocando o simples dance-pop para os ricos do pop a totalmente arredondada 'Like a Prayer'".[19] A escritora Lucy O'Brien sentiu que o aspecto mais notável da canção foi o uso de palavras litúrgicas. "Não é o significado superficial, forjando sexualidade com letras pop que soam tão doce. Mas é subjacente que esta é a mediação rigorosa sobre a oração. Nas palavras mais curtas, 'Like a Prayer' realmente leva você até lá", concluiu.[10] Este ponto de vista foi compartilhado pela biógrafa Mary Cross, que escreveu em sua biografia da cantora que "a canção é uma mistura do sagrado e do profano. Há um grande triunfo de Madonna com 'Like a Prayer'. Ainda soa muito cativante e dançante".[20]

Michael Campbell, autor de Popular Music in America: And the Beat Goes On, sentiu que a melodia da canção era suave, e que "flui suavemente como fases onduladas", o que o fez lembrar do single de 1986 do cantor inglês Steve Winwood, "Higher Love".[30] A jornalista australiana de música rock Toby Creswell escreveu em seu livro 1001 Songs: The Great Songs of All Time and the Artists, Stories and Secrets Behind Them que "'Like a Prayer é uma canção devocional muito bem trabalhada na forma do pop perfeito. Deus é uma máquina de tambor aqui".[31] George Claude Guilbert, autor de Madonna as Postmodern Myth: How One Star's Self-Construction Rewrites Sex, Gender, Hollywood and the American Dream, observou que havia uma polissemia em "Like a Prayer", uma vez que ficou claro que a mulher que canta é abordada por Deus ou o seu amante, e ao fazer isso, "Madonna atinge o cartão de ouro de alcançar sua própria divindade. Sempre que alguém chama seu nome, ele faz alusão à canção".[21] O teólogo Andrew Greeley fez uma comparação entre a canção e os hinos presentes no livro religioso hebraico Song of Songs. Greeley, embora tenha concentrado-se mais no vídeo musical da canção, reconheceu o fato de que a paixão sexual pode ser reveladora, e elogiou Madonna por glorificar ideologias de subjetividade feminina e a feminilidade na música.[22]

Stephen Thomas Erlewine, do portal Allmusic, disse que a canção é meio assombrada e sentiu que a canção exibiu um sentimento dominante das canções de Madonna.[23] Gavin Edwards, da revista musical Rolling Stone, deu para a canção uma avaliação de cinco estrelas, dizendo que a canção soou gloriosa e que "é a mais transgressiva e mais irresistível canção da carreira de Madonna".[24] Jim Farber, da revista Entertainment Weekly, comentou que a "faixa-título gospel-infundida demonstra que sua escrita e realização tinha sido levantada a novas alturas celestiais".[25] Em um comentário para o primeiro álbum de compilação da cantora, The Immaculate Collection, David Browne, da mesma revista, deu para a canção uma avaliação de A+ e escreveu que a textura frontal da canção acrescentou uma pungência em suas letras espirituais.[26] Sal Cinquemani, da revista Slant Magazine, ficou impressionado com a faixa, dizendo que "'Like a Prayer' sobe às alturas, como nenhuma outra canção pop antes ou depois dela. Como a maioria das canções do álbum, a produção brilhante da faixa dá lugar a um poder além do estúdio de sonoridade, e se a [sua] 'igreja-gostar', a reverência se sente como uma experiência religiosa, e isso não é mera coincidência".[27]

Vídeo musical[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

O ator Leon Robinson (imagem) interpreta o papel de um santo inspirado em Martin de Porres, padroeiro de povos mestiços.

O vídeo musical de Like a Prayer foi dirigido pela diretora estadunidense Mary Lambert, com quem a artista já havia trabalho em vídeos musicais como "Like a Virgin" e "La Isla Bonita", e foi filmado nos estúdios Raleigh Studios, em Hollywood, Califórnia, e em San Pedro Hills em San Pedro, situado na mesma cidade.[32] A cantora queria que o vídeo fosse mais provocante do que tudo o que ela já havia feito antes.[32] Ela queria abordar o racismo no vídeo e que retratasse um casal mestiço, e também queria que as cruzes não fossem da Ku Klux Klan. No entanto, após uma maior reflexão, ela decidiu falar sobre um outro tema provocativo para manter conotações religiosas da canção.[32]

Cquote1.svg É a história de uma menina que estava loucamente apaixonada por um homem negro, situado no Sul, com este caso de amor proibido inter-racial. E o cara por quem ela está apaixonada canta em um coral. Então, ela está obcecada por ele e vai à igreja todo o tempo. E, em seguida, isso se transforma em uma história maior, que era sobre o racismo e a intolerância. Cquote2.svg
Madonna comentando sobre o enredo do vídeo musical de Like a Prayer.[5]

Lambert teve um aspecto visual diferente da canção em sua mente. Ela sentiu que era mais sobre o êxtase, especialmente uma coisa sexual, e de como se relacionava com o êxtase religioso.[32] Ela ouviu a canção ao lado da cantora diversas vezes e chegou à conclusão de que a parte do êxtase religioso deveria ser incluída.[32] A segunda trama do vídeo retrata a intérprete como testemunha de um assassinato e tornou-se o fator desencadeante na parte principal da trama.[5] O ator Leon Robinson foi contratado para desempenhar o papel de um santo, que foi inspirado por Martin de Porres, padroeiro dos povos mestiços e todos aqueles que procuram a harmonia inter-racial.[32]

O vídeo musical foi filmado no mês de janeiro de 1989 durante quatro dias, com um dia extra usado para filmar novamente algumas das cenas. Originalmente, Lambert faria uma tomada com cenas da face, mãos e pés de Robinson para criar a estátua do santo, que seria usada como uma decoração.[33] O ator só promulgou as cenas ao vivo. No entanto, depois da pós-produção do vídeo começar, Lambert descobriu que a estátua não se parecia com Leon, que foi convidado a voltar a filmar as respectivas cenas.[33] Leon teve que agir como a estátua e usou uma maquiagem especial, pois ele tinha que ficar imóvel durante longos períodos de gravação e tomadas.[33] O ator lembrou que ficar em pé como uma estátua era difícil, já que "em primeiro lugar, eu não percebi o quão é difícil ficar absolutamente alto e reto na parte de trás e não se mover. Em segundo lugar, como um artista, você tem essa energia e minhas necessidades aqui foram antítese total disso".[33]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Madonna dançando em frente a cruzes em chamas, uma das mais polêmicas cenas do vídeo musical de "Like a Prayer".

Os telespectadores veem Madonna, que corre na rua. Ela testemunha o assassinato de uma mulher, mas também fica com medo de falar algo sobre o assassinato.[34] Um homem negro andando pela rua nota o incidente e decide ajudar a mulher, mas a polícia chega e o prende, pensando que ele é o assassino. Os verdadeiros assassinos dão um olhar ameaçador para Madonna, que sai dali.[34] Ela escapa até uma igreja e vê um santo enjaulado que se parece com o homem negro que viu na rua. À medida que a canção começa, Madonna profere uma oração em frente do santo, que parece estar chorando.[34]

Aparentemente exausta, Madonna se deita em um banco da igreja e começa a sonhar que está a cair no espaço. De repente, ela é capturada por uma mulher, que a joga de costas para cima e lhe diz para fazer o que é certo.[34] Ainda sonhando, Madonna retorna ao santo, que se torna o homem negro que tinha visto antes. Ele a beija na testa e deixa a igreja, quando ela pega uma faca e corta suas mãos, que começam a sangrar. Quando o refrão começa, a cena muda para Madonna cantando e dançando na frente de cruzes em chamas, como é visto ao lado.[34] Nesse meio tempo, um coral da igreja canta em torno da cantora, que continua a dançar com eles. Madonna acorda, vai para a prisão e diz à polícia que o homem negro é inocente, que acaba por soltá-lo. O vídeo termina com a artista dançando na frente das cruzes em chamas, e, em seguida, todos os envolvidos no enredo se curvam e cortinas são vistas descendo.[34]

Comercial da Pepsi[editar | editar código-fonte]

"Eu considero isso um desafio para fazer um comercial que tem algum tipo de valor artístico. Gosto do desafio de fundir arte e comércio. Tanto quanto eu estou preocupada, fazer um vídeo também é um comercial. O local da Pepsi é diferente e isso é uma ótima maneira de expor o registro. As gravadoras simplesmente não têm esse tipo de dinheiro para financiar este tipo de publicidade.

—A artista falando porque quis fazer o comercial da Pepsi.[35]

Em janeiro de 1989, quando o vídeo da canção ainda estava sendo filmado, a Pepsi-Cola anunciou que havia assinado um contrato com Madonna de cerca de US$ 5.000.000 para usar a canção em um comercial de televisão para a marca.[35] Também estava escrito no contrato que a Pepsi deveria patrocinar financeiramente a próxima turnê mundial da cantora.[36] Madonna usaria o comercial para o lançamento do single antes de seu lançamento real. Pela primeira vez, algo como isso estava sendo feito na indústria musical, assim, criando promoção para o single e o álbum, que estavam por vir.[35] A Pepsi, por outro lado, teria seu produto associado com Madonna, criando promoção para o refrigerante.[35] De acordo com o chefe de publicidade da empresa, Alan Pottasch, "a compra de mídia global e a estreia sem precedentes do aguardado single colocou a Pepsi em primeiro lugar na mente do consumidor".[37] Os problemas começaram quando Madonna se recusou a dançar: "Eu não estou dançando e não estou cantando". Joe Pytka apresentou o coreógrafo Vince Paterson (usado anteriormente por Michael Jackson) e ela concordou em dançar. Ela e Paterson mantiveram sua relação profissional durante diversos anos.[35] A Pepsi transmitiu o caro comercial durante a transmissão mundial da 31º cerimônia dos Grammy Awards, em fevereiro de 1989.[32] [38] Uma semana mais tarde, o anúncio estreou durante o programa The Cosby Show.[39]

Intitulado "Make a Wish", o comercial de dois minutos retratou Madonna voltando no tempo para revisitar suas memórias de infância.[37] Ele começa com Madonna assistindo a um vídeo de sua festa de aniversário infantil. Quando ela relembra, ela é transportada para sua própria infância. A jovem Madonna anda sem rumo pelo quarto da Madonna crescida, enquanto esta dança com seus amigos de infância na rua e dentro de um bar. O comercial continua com Madonna dançando dentro de uma igreja, cercada por um coral e sua filha descobre seu antigo jogo de boneca. Como a vida de ambas são trocados novamente, a Madonna adulta olha para a TV e diz: "Go ahead. Make a wish".[nota 4] As representações de Madonna levantam as latas de Pepsi uma para a outra, e a jovem Madonna sopra as velas de seu bolo de aniversário.[37] Estima-se que cerca de 250 milhões de pessoas em todo o mundo viram o comercial, que foi dirigido por Joe Pytka. O porta-voz da Pepsi-Cola Company, Todd Mackenzie, disse que o anúncio foi planejado para ser exibido simultaneamente na Europa, Ásia, Austrália e América do Norte.[37] Bob Garfield, da Advertising Age, observou que "a partir da Turquia até El Salvador para uma cidade qualquer dos EUA, cerca de 500 milhão de olhos [ficaram] grudados na tela".[40] Leslie Savan, do The Village Voice, observou que o anúncio qualificado era como um "hino para as capacidades globais da idade de reproduções eletrônicas, que celebra as ambições culturais de ambos os refrigerante e estrela pop".[41]

Recepção e protestos[editar | editar código-fonte]

O biógrafo J. Randy Taraborrelli disse que "Madonna dançou com tal abundância [nele], como se soubesse que ela estava prestes a causar uma comoção, e não podia esperar para ver como ela iria se desenrolar".[42] Um dia após o comercial da Pepsi ser transmitido, Madonna lançou o vídeo musical da canção na MTV, que o considerou controverso.[43] Entre os críticos musicais, Phil Kloer, da Record-Journal, sentiu que se alguém condenou o vídeo como racista ou não, "é condenável no rosto dela, porque ela explora um símbolo do mal [as cruzes da Ku Klux Klan queimando], a fim de vender discos".[43] Jamie Portman, do The Daily Gazette Schenectady, observou que "o vídeo é vulnerável e as acusações são descaradamente provocantes em sua mistura calculando sexo e religião".[33] David Rozenthal, do The Spokesman-Review, achou o vídeo "visualmente deslumbrante",[44] no entanto, Edna Gundersen, do USA Today, não entendeu o caos da mídia por trás do vídeo. Ela destacou que "Madonna é uma boa menina no vídeo. Ela salva alguém. Qual é o grande problema por trás disso?".[45] Escrevendo para o Los Angeles Times, Chris Willman elogiou a interpretação de Madonna no vídeo em uma canção de amor, em vez de blasfêmia. Ele estava mais interessado nos estigmas apresentadas no vídeo.[46]

Os grupos religiosos em todo o mundo protestaram contra o vídeo, que consideraram o uso da blasfêmia nas imagens cristãs.[47] Eles pediram o boicote nacional da Pepsi e subsidiárias da PepsiCo, incluindo suas cadeias de fast food Kentucky Fried Chicken, Taco Bell e Pizza Hut.[47] A Pepsi havia decidido inicialmente continuar transmitindo o comercial. No entanto, eles foram surpreendidos pelos protestos.[48] Eles explicaram as diferenças entre os métodos de publicidade e as opiniões artísticas de Madonna no vídeo. Em última análise, a Pepsi cedeu aos protestos, e cancelou a campanha publicitária. De acordo com J. Randy Taraborrelli, a Pepsi estava ansiosa para livrar-se do risco que eles permitiram manter os cinco milhões de dólares no contrato da Pepsi.[47] [49] O Papa João Paulo II também se envolveu no assunto e proibiu qualquer aparência de Madonna na Itália. Protestos de uma pequena organização católica no país levou a rede de televisão estatal italiana RAI e a gravadora italiana de Madonna, a WEA para não transmitir o vídeo no país.[50]

No MTV Video Music Awards de 1989, "Like a Prayer" foi nomeado nas categorias Viewer's Choice e Video of the Year, vencendo a primeira.[51] Ironicamente, a premiação foi patrocinada pela Pepsi em 1989, e quando Madonna foi ao palco receber o prêmio, ela disse: "Eu gostaria de agradecer a Pepsi por causar tanta controvérsia."[52] "Like a Prayer" também foi adicionada a várias listas de melhores vídeos. Alcançou a primeira posição na lista da MTV "100 Videos That Broke The Rules" em 2005, e para o vigésimo quinto aniversário da MTV, seus telespectadores o votaram como o "Most Groundbreaking Music Video of All Time".[53] [54] O vídeo também foi colocado na vigésima posição na lista da revista musical Rolling Stone, "The 100 Top Music Videos" e na segunda posição na lista "100 Greatest Videos", do canal VH1.[55] [56] Fuse TV também nomeou "Like a Prayer" um dos dez "Videos That Rocked The World".[57] Em uma votação feita pela revista musical americana Billboard, "Like a Prayer" foi votado como o segundo melhor vídeo musical dos anos 80, perdendo apenas para "Thriller", de Michael Jackson.[58]

Temas e análises[editar | editar código-fonte]

A sequência na qual Madonna corta a mão com uma faca foi considerada um estigma (imagem).

Estudiosos e acadêmicos têm tido diferentes interpretações do vídeo musical da canção. Allen Metz, um dos autores de The Companion Madonna: Two Decades de Commentary, observou que quando Madonna entra na igreja no início do vídeo, a linha "I hear you call my name"[nota 5] é reproduzida. Ele explicou que a cena destaque é o fascínio contínuo da Madonna com a cultura espanhola desde seus primeiros vídeos.[34] As mulheres do espanhol East Harlem, em Nova York chamou a igreja retratada no vídel como La Casa di momma.[nota 6] A esse respeito, Madonna aludiu-se a ser um de Harlem, mas também se refere ao seu próprio nome como o divino retornando para a igreja.[34] Nicholas B. Dirks, autor de Culture/power/history, argumentou que Madonna caindo em um sonho é o ponto mais importante da narrativa, pois significa que "Madonna não coloca-se realmente no lugar do Redentor, mas se imagina como um".[59]

Santiago Fouz-Hernández escreveu seu livro Madonna's Drowned Worlds que a mulher negra que chama Madonna quando ela está caindo no céu em seu sonho é um símbolo da divindade, como ela ajuda Madonna durante todo o vídeo para chegar à decisão correta. Fouz-Hernández também observou como a semelhança física entre Madonna e a mulher indicou que era realmente a divindade interior de Madonna, que foi resgatá-la.[60] Após o santo negro vir a vida e se afasta da igreja, Madonna pega uma faca e acidentalmente corta as mãos. Scholar Robert McQueen Grant explicou a ação como um estigma, que marcou Madonna tendo um papel importante a desempenhar na narrativa.[61] Durante o segundo refrão, como a cena do crime é mostrado em detalhes, a identificação é estabelecida entre Madonna e a vítima. Freya Jarman-Ivens, co-autor do livro Madonna's Drowned Worlds, observou que a mulher grita por ajuda quando Madonna canta a linha "When you call my name, it's like a little prayer".[nota 7] No entanto, Madonna não faz nada sobre isso, retratando, assim, o fracasso da divindade para se salvar.[60] De acordo com Jarman-Ivens, o olhar entre o membro da gangue e Madonna também estabelece uma cumplicidade de "homens brancos estuprando / matando mulheres, homens brancos culpando homens negros, mulheres sendo estupradas / mortas nas ruas à noite, os homens negros vão, no entanto, para a prisão".[60]

Quando Madonna canta o verso intermediário entre um campo de cruzes em chamas, ela evoca a cena do assassinato de três trabalhadores civis, retratadas no filme americano do ano de 1988 do gênero drama, Mississippi em Chamas.[62] Metz observou que Madonna dança com o coral no altar de a igreja, um menino negro se junta a ela. Este menino é a única pessoa que tinha protestado contra os assassinatos à Ku Klux Klan assassinatos no filme Mississippi em Chamas, um homem negro. Metz acreditava que era simbólico de como o seu protesto agora foi transferido em Madonna.[62] Benson descreveu a cena erótica entre o santo e Madonna como "levando o espectador a uma única conclusão através de suas inúmeras cenas das cruzes em chamas, o rosto chocado de Madonna, olho do ícone, etc, que os homens negros foram martirizados por beijar mulheres brancas ou até mesmo querendo que eles sangrem".[62] Grant acreditava que este era o lugar onde a mensagem de igualdade racial do vídeo surgiu como mais pungente.[61] No contrário, quando a cortina cai e a cena muda para uma Madonna sorridente entre as cruzes queimando, o professor Maury Dean sentiu que outra explicação era inevitável. Madonna interpreta uma heroína bem sucedida e, portanto, todo o vídeo fala sobre o empoderamento feminino.[63]

Apresentações ao vivo[editar | editar código-fonte]

Madonna apresentando a canção durante um dos shows da turnê Sticky & Sweet Tour no ano de 2008.

A canção foi apresentada em quatro das nove turnês musicais da artista. A primeira vez que a canção foi apresentada aconteceu em 13 de maio de 1990, dia em que foi apresentado na cidade de Tóquio o primeiro dos cinquenta e sete shows da terceira turnê da artista, sendo sua segunda mundial, Blond Ambition World Tour. A apresentação iniciou-se com a palavra "God",[nota 8] quando, de repente, tudo ficou em silêncio. Após isso, a artista inicia o repertório da canção, vestindo uma batina de uma viúva mediterrânea e roupas evocativas de clérigo. Uma cama de veludo vermelho que esteve presente durante a execução da canção anterior, foi substituída por centenas de velas acesas. No início da canção, a artista se ajoelhou na frente do palco, enquanto as vocalistas de apoio gritavam as palavras "Oh my God"[nota 9] várias vezes. Após isso, a cantora tirou um lenço da cabeça para mostrar um enorme crucifixo pendurado em seu pescoço e, em seguida, levantou-se e cantou a canção completa, enquanto seus dançarinos giravam em torno dela. Duas apresentações diferentes foram gravadas e lançadas em vídeo: Blond Ambition - Japan Tour 90, gravado na cidade de Yokohama, Japão no dia 27 de abril de 1990,[64] e Live! - Blond Ambition World Tour 90, gravado em Nice, França, no dia 5 de agosto de 1990.[65]

A canção foi apresentada na turnê promocional American Life Promo Tour, do ano de 2003. As partes em que o coral cantava foram substituídas por sons de guitarras.[66] A canção também foi incluída na setlist da turnê mundial Re-Invention Tour, do ano de 2004. Membros da plateia pediram para cantar junto com a cantora, cantando a parte do coral.[67] A vocalista de apoio Siedah Garrett cantou os vocais durante os versos intermediários, enquanto os cenários apresentavam uma série de letras hebraicas, indicando os 72 nomes de Deus.[68] Jim Farber, da revista New York Magazine, elogiou os vocais da cantora durante esta apresentação.[69] Esta apresentação foi incluída no DVD ao vivo I'm Going to Tell You a Secret.[70] A artista cantou uma versão similar da canção durante o concerto beneficente Live 8 em Hyde Park, Londres, Inglaterra em julho de 2005. A cantora se apresentou ao lado de Birhan Woldu, uma mulher etíope que, havia aparecido como uma criança desnutrida em algumas imagens de fome na Etiópia nos anos de 1984 e 1985.[71] Roger Friedman, da Fox News Channel, elogiou esta apresentação, descrevendo a voz da cantora como "rica, suave e perfeita".[72] Por outro lado, Jill Lawless, do jornal americano The Chicago Tribune, achou que a voz da artista não tinha inspiração e que era "catártica".[73]

A versão dançante da canção, que foi misturada com elementos da canção de dança "Feels Like Home", de Meck, foi realizada na oitava turnê da artista, Sticky & Sweet Tour, que ocorreu nos anos de 2008 e 2008, com a canção fazendo parte do segmento rave. A linha em que a artista diz "feels like home"[nota 10] foi substituída pela mesma linha da canção de Meck. Neste segmento, Madonna apareceu vestindo uma couraça e uma peruca curta.[74] Ela dançou energicamente ao redor de todo o palco com a vocalista de apoio Nicki Richard cantando os vocais durante o solo intermediário. Um telão exibia uma mensagem de igualdade das religiões, como símbolos e textos de diferentes escritas brilhando, incluindo as mensagens da Bíblia, Alcorão, Torá e Talmud.[75] A performance terminou com a linha "We all come from the Light and to it shall we return",[nota 11] com uma tela circular cobrindo a artista para dar lugar para a próxima canção do show, "Ray of Light".[76] Helen Brown, do The Daily Telegraph, declarou que esta apresentação é um dos destaques da turnê,[77] enquanto Joey Guerra, do Houston Chronicle compararam as sequências da cantora crescendo sobre uma plataforma com a de um super-herói.[78] Esta apresentação foi incluída em ambos os CD's e DVD's ao vivo da turnê, que recebeu o mesmo nome da turnê e foi filmado em Buenos Aires, Argentina nos dias 4, 5, 6 e 7 de dezembro de 2008.[76] Em janeiro de 2010, Madonna executou uma versão acústica da música ao vivo durante a maratona Hope for Haiti. Jon Caramanica, do jornal The New York Times, comentou: "Há 20 anos, essa canção tem sido o símbolo de um dos períodos mais tumultuados e controversos da vida de Madonna. Mas por cinco minutos esta noite, era puro, coloque um serviço de algo maior do que a cantora".[79]

Para a recente turnê da artista, MDNA Tour, uma modernizada versão evangélica da canção foi realizada como a penúltima canção do show.[80] Esta versão caracterizou Madonna e 36 de seus vocalistas de apoio, que desempenharam o papel de um coral e usavam batinas de igreja, energeticamente cantando a canção com imagens de uma igreja gótica e letras hebraicas aparecendo no telão.[81] [82] A análise da crítica para a apresentação geral foi positiva, com muitos críticos dizendo que a apresentação era o destaque da turnê.[83] Jim Harrington, do The Oakland Tribune deu à apresentação uma análise negativa, mas afirmou que "Não foram as duas últimas canções 'Like a Prayer' e 'Celebration' que estragaram todo o show".[80] Timothy Finn, do The Kansas City Star, ficou impressionado com o coral de apoio, chamando-o de "o melhor uso de um coral desde "I Want to Know What Love Is, de Foreigner".[83] A apresentação da canção nesta turnê foi posteriormente incluída no DVD da turnê, MDNA World Tour, gravado na arena American Airlines Arena, em Miami, Flórida.[84]

Regravações[editar | editar código-fonte]

O elenco da série musical estadunidense Glee (imagem) fizeram uma regravação em um episódio dedicado à intérprete.

Uma das primeiras regravações da canção foi feita pelo cantor e compositor John Wesley Harding, para o seu extended play (EP) lançado no ano de 1989, God Made Me Do It: The Christmas EP.[85] Os álbuns de compilação Virgin Voices: A Tribute to Madonna volumes 1 e 2, lançados nos anos de 1999 e 2000, respectivamente, incluíram uma regravação da canção, feita pelos cantores Loleatta Holloway e a banda eletro-industrial Bigod 20.[86] Um remix da canção foi feito pelo grupo de disc jockeys (DJ's) Sound Assasins e incorporou estilos eurodance e uptempo, sendo incluído no álbum de remixes Dancemania Speed ​​2, lançado no Japão em março de 1999.[87] A canção foi regravada como uma canção hi-NRG eurodance no ano de 2002 por um grupo chamado Mad'House, e foi incluída em seu álbum Absolutely Mad.[88] A canção foi lançada como single e foi grande um sucesso, atingindo o topo das paradas na Áustria, Alemanha, Irlanda e Países Baixos, enquanto posicionou-se entre as dez melhores na Bélgica (em ambas as regiões Flandres e Valónia), França, Suíça e Reino Unido e entre as vinte melhores na Dinamarca e na Suécia.[88] Na tabela musical Eurochart Hot 100 Singles, feita pela revista Billboard, a canção alcançou um pico de número dois.[88] Uma regravação da canção foi feita por Lavender Diamond no estilo de música folk foi incluída na compilação Through the Wilderness, feita em homenagem a cantora. O vídeo musical da canção foi dirigido por Peter Glantz.[89]

A canção foi destaque em um episódio da série musical estadunidense Glee, chamado "The Power of Madonna". Foi apresentada no final do episódio pelo coral da série New Directions, formado pelos membros do elenco da série. A canção foi disponibilizada para download digital nas lojas virtuais iTunes Store, e também foi incluído no extended play (EP) formado pela trilha sonora do episódio, Glee: The Music, The Power of Madonna.[90] Esta versão alcançou a posição de número vinte e oito na Austrália, vinte e sete no Canadá, dois na Irlanda e dezesseis no Reino Unido.[91] Nos Estados Unidos, a canção estreou na posição de número vinte e sete na Billboard Hot 100, enquanto atingiu a posição de número dez na tabela Hot Digital Songs, com vendas de 87 mil cópias.[92]

Os disc jockeys (DJ's) Meck e Dino misturaram seu single lançado no ano de 2007 "Feels Like Home" com a canção, e lançaram a mistura com o nome de "Feels Like a Prayer". A canção alcançou o top dez na Bélgica (região Flandres) e nos Países Baixos, enquanto atingiu o número quinze na região da Valónia, localizada na Bélgica.[93] Nos Estados Unidos, esta mistura estreou no número trinta e seis na tabela Hot Dance Club Songs, e atingiu um pico de número seis após permanecer nesta durante um período de sete semanas.[93] A banda de metal gótico americano We Are the Fallen regravaram a canção durante um show no ano de 2008. Nick Duerden, da revista Spin, sentiu que esta regravação foi "tão feita com sucesso que um perguntou se ela não foi escrita especificamente para se tornar o maior hino do rock pesado do mundo".[94] A cantora canadense Nelly Furtado incluiu uma regravação da canção na setlist de sua turnê The Spirit Indestructible Tour.[95]

Legado[editar | editar código-fonte]

"'Like a Prayer' é uma canção muito importante para mim. Senti o impacto que ela iria fazer. Essa canção significa muito mais para mim do que 'Like a Virgin'. Escrevi isso e é do meu coração. É uma canção muito espiritual. Acho que eu estava muito mais espiritualmente em contato com o poder das palavras e da canção na hora que eu comecei a gravar a canção e o álbum".

—A cantora falando sobre a importância da canção para ela.[96]

A canção é considerada pela crítica e pelos fãs da cantora uma das suas melhores canções, nomeadamente, uma das melhores de todos os tempos.[30] Ficou em sexto lugar na lista "The 500 Greatest Songs Since You Were Born", feita pela revista Blender,[97] enquanto a revista musical Rolling Stone a incluiu em sua lista das 500 melhores canções de todos os tempos, alcançando a posição de número 300.[98] No ano de 2003, os fãs de Madonna escolheram os "20 melhores singles de todos os tempos de Madonna", feita pela revista Q. A canção atingiu a primeira posição na lista.[99] Uma pesquisa semelhante feita pela MSN Entertainment, em 2008, obteve o mesmo resultado.[100]

Michael Campbell observou que a popularidade e o caos da mídia em torno da canção e em seu vídeo musical ajudou a introduzir um fato muito importante no mundo das celebridades: a recepção de publicidade gratuita. O impacto da canção foi mais evidente em seu álbum de estúdio dedicado aos seus pais, que atingiu o topo das paradas, uma vez que foi lançado em maio de 1989.[30] O vídeo musical da canção também serviu como evidência do surgimento da mercadoria de vídeo como uma entidade diferente da música que o gerou.[30] A autora Judith Marcus argumentou em seu livro Surviving the Twentieth Century, Madonna usou a igreja para fazer seu ponto de vitimização. Para Marcus, o principal impacto do vídeo está no fato de que Madonna surgiu a partir do papel de uma vítima do "empoderamento" de si mesma. A autora afirmou que o vídeo metaforicamente "atacou" a demanda da igreja para o cumprimento do sexo feminino, indiciado preceito de uma dicotomia entre corpos e o espírito da igreja, e ao mesmo tempo matando a negação da espiritualidade feminina da igreja.[101] Campbell também observou que o vídeo não seguia qualquer narrativa definida, embora haja uma grande quantidade de imagens no mesmo. Ele encontrou sequências onde Madonna não canta a canção, mas em que sua voz é ouvida, como a que Campbell achou mais interessante, uma vez que apontou a rápida evolução do meio do vídeo musical e próprio trabalho de Madonna,[30] que havia se mudado para além de uma simples captura de um desempenho vivo, como foi o caso para o vídeo musical de seu primeiro single, "Everybody" (1982). Em 1989, esses vídeos já tiveram uma memória distante.[30]

A cantora a apresentar a canção durante um dos shows da turnê Re-Invention Tour no ano de 2004. A canção marcou um ponto de virada na carreira da intérprete, que começou a ser vista como uma verdadeira artista, e não uma simples cantora pop.

Assim como em seu vídeo musical, a canção foi notada por disparar características musicais diferentes e contraditórios na mesma. Campbell descobriu que a simples melodia da canção ofereceu uma audição fácil, como os contrastes de som, ritmo e textura apelando para diferentes públicos-alvo.[30] O uso do coral e do órgão na canção era uma mistura sem precedentes do pop com a música religiosa abriram o caminho para a música gospel ser mais popular do que antes.[30] Em 1999, a universidade University of Michigan School of Music, Theatre & Dance realizou um seminário sobre as diferentes implicações e metáforas presentes na canção, que foi liderado pelos professores Martin Katz, George Shirley e Michael Daugherty.[102] O principal tema discutido foi o fato de que não pode haver diferentes significados metafóricos da canção, como a palavra "like"[nota 12] pode ser tomado em contextos distintos. Shirley explicou que, embora quando se pense na canção, eles primeiro pensam em seus aspectos visuais, mas para ele as letras são muito mais importantes, pois reforçam a natureza pós-moderna do vídeo.[102] A ambiguidade da palavra "like" borra as distinções entre um amante humano e Deus, evidente fortemente na linha "Like a child, you whipser softly to me".[nota 13] [102] Isto foi explicado por Katz, que acrescentou: "A música de 'Like a Prayer' está, provavelmente atenuando, embotando e suavizando as bordas mais duras, o conteúdo mais desafiador das letras e o vídeo".[102]

O biógrafo J. Randy Taraborrelli comentou que "no final, os eventos que cercam 'Like a Prayer' só serviram para melhorar a reputação de Madonna como uma mulher de negócios astutos, alguém que sabe como vender um conceito".[42] Antes do contrato de Madonna com a Pepsi, estrelas da música pop em geral não receberam muita liberdade artística por patrocinadores. No entanto, Madonna havia dito desde o primeiro dia em que ela estaria fazendo o comercial em seu próprio caminho, o que a Pepsi teve que aceitar.[42] Embora ela disse que nunca foi sua intenção que a Pepsi fosse o bode expiatório no fiasco em torno do vídeo, Taraborrelli argumentou que Madonna manteve-se fiel a si mesma. Embora o comercial destinou a promover o refrigerante da Pepsi, ela não se preocupou nem mesmo em apresentar uma lata do produto, levando Taraborrelli a comentar que "a estrela pop Madonna ia fazer do jeito dela, não importa o que a Madonna empresária havia concordado para fazer".[42] Ela manteve o tempo todo que o anúncio da Pepsi e o vídeo musical da canção foram duas mercadorias diferentes e ela estava certa de ficar firme. Taraborrelli observou que depois da canção recrutamento de estrelas e atletas pop para vender refrigerantes se tornaram comuns. No entanto, nenhum deles gerou o nível de excitação em pé de igualdade com o negócio falhado da Pepsi com Madonna.[42]

Faixas e formatos[editar | editar código-fonte]

Com duração superior a cinco minutos, a canção foi enviada às rádios estadunidenses em 25 de março de 1989, sendo distribuída no país em formatos de singles de sete e doze polegadas, um single de promocional de sete polegadas um CD single promocional e um single de doze polegadas, também promocional. No Reino Unido, foi disponibilizada no formato de um single de doze polegadas, contendo três versões diferentes feita a partir da original. No Japão, foi comercializada em formato de um CD de treze polegadas, que contém uma versão encurtada do single em sete polegadas, e o lado b da canção, "Act of Contrition". A canção também é disponível na loja virtual iTunes, contendo apenas sua versão original.

Download digital (Brasil)[103]
# Título Duração
1. "Like a Prayer"   5:41
Single de sete polegadas (Estados Unidos)[104]
# Título Duração
1. "Like a Prayer" (versão do single de sete polegadas) 5:19
2. "Act of Contrition"   2:19
Single promocional de sete polegadas (Estados Unidos)[105]
# Título Duração
1. "Like a Prayer" (versão do single de sete polegadas com fade) 5:07
2. "Like a Prayer" (7" Remix Edit) 5:41

Desempenho nas tabelas musicais[editar | editar código-fonte]

"Like a Prayer" foi enviada às rádios estadunidenses em 25 de março de 1989 e estreou na posição de número trinta e oito na Billboard Hot 100,[111] atingindo o número um na semana de 22 de abril de 1989.[112] [113] Permaneceu nesta posição durante um total de três semanas, sendo substituída por "I'll Be There for You", da banda de rock Bon Jovi.[114] [115] A canção também atingiu o número um na tabela Hot Dance Club Play, também feita pela revista Billboard,[116] alcançando também apareceu nas tabelas Hot Adult Contemporary Tracks e Hot R&B/Hip-Hop Songs, atingindo as posições de número três[117] e vinte, respectivamente.[118] Devido ao grande impacto da canção nestas tabelas, atingiu a posição de número vinte e cinco na tabela de fim de ano para 1989 e foi certificada com um Disco de platina pela Recording Industry Association of America (RIAA), em apenas dois meses de comercialização da canção nos Estados Unidos — em maio de 1989 —, que foi omitido pelas vendas de um milhão de cópias do single em território estadunidense.[119] [120] Segundo dados comprovados pela Nielsen SoundScan, a canção vendeu cerca de 443 mil downloads digitais até abril de 2010, tornando-se a canção mais vendida da artista digitalmente, desde o início dos cálculos de canções digitais em 2005.[111] No Canadá, a canção alcançou o topo da Canadian Singles Chart em sua nona semana de permanência na tabela.[121] A canção esteve presente na parada durante 16 semanas, sendo a canção de maior sucesso em território canadense no ano de 1989.[122] [123]

Na Austrália, o single estreou nos ARIA Charts na posição de número três na semana de 19 de março de 1989.[124] Na semana seguinte, a canção atingiu o topo da parada, permanecendo nesta posição durante quatro semanas.[125] [126] Permanecendo na parada durante um total de 22 semanas, foi certificado com um Disco de platina pela Australian Recording Industry Association (ARIA), devido às vendas de mais de 70 mil cópias da canção em território australiano,[127] sendo a canção mais vendida no país no ano de 1989.[128] Similar ao que ocorreu na Austrália, a canção estreou em número três na Nova Zelândia, através da tabela de singles da Recording Industry Association of New Zealand (RIANZ), alcançando a primeira posição em sua semana sucessora, permanecendo na tabela de singles durante um período total de 13 semanas.[129] Assim como nos Estados Unidos, a canção se tornou a sétima da cantora a atingir o topo da parada de singles no Japão, ocupando a primeira posição da Oricon International Singles durante um total de três semanas.[130] [131]

No Reino Unido, a canção estreou na UK Singles Chart na segunda posição, antes de atingir o topo da mesma em sua próxima semana, permanecendo nesta posição durante um total de três semanas.[132] [133] A artista se tornou a artista com o maior número da canções a atingir o número um na década de 1980 no Reino Unido, com um total de seis canções a atingir o pico da tabela.[134] A canção se tornou a décima mais vendida no ano de 1989 em território britânico. A British Phonographic Industry (BPI) certificou a canção com um Disco de Ouro, pelas vendas de 400 mil cópias do single no país.[135] De acordo com a The Official Charts Company, a canção teve vendas adicionais de 150 mil cópias, totalizando um número de vendas de cerca de 550 mil cópias neste país.[136] A canção também atingiu o número um em países como Bélgica, Irlanda, Noruega, Suécia e Suíça.[137] [138] [139] Devido ao estrondoso sucesso da canção nestes países, se tornou a quinta da artista a atingir o número um na Eurochart Hot 100 Singles, alcançando o topo na semana de 25 de março de 1989, permanecendo nesta posição durante um total de 12 semanas.[130] [131] Após a transmissão do episódio The Power of Madonna, da série musical Glee, a canção entrou novamente nesta parada na posição de número quarenta e sete, na semana de 15 de maio de 2010.[118] A canção totalizou vendas mundiais superiores a seis milhões de cópias, se tornando um dos singles mais vendidos de todos os tempos, de acordo com a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).[140]

Precessão e sucessão[editar | editar código-fonte]

Gráficos de sucessão
Precedido por
"She Drives Me Crazy" por Fine Young Cannibals (1ª vez)
"The Living Years" por Mike + The Mechanics (2ª vez)
Primeira posição nos Austrália ARIA Charts
17 de abril de 1989 (1ª vez)
15 – 29 de maio de 1989 (2ª vez)
Sucedido por
"She Drives Me Crazy" por Fine Young Cannibals (1ª vez)
"The Living Years" por Mike + The Mechanics (2ª vez)
Precedido por
"She Drives Me Crazy" por Fine Young Cannibals
Primeira posição na Canadá Canadian Hot 100
29 de abril – 22 de maio de 1989
Sucedido por
"Forever Your Girl" por Paula Abdul
Precedido por
"She Drives Me Crazy" por Fine Young Cannibals[160]
Primeira posição na Estados Unidos Billboard Hot 100
22 de abril – 6 de maio de 1989[161]
Sucedido por
"I'll Be There for You" por Bon Jovi[162]
Precedido por
"This Is Acid (A New Dance Craze)" por Maurice[163]
Primeira posição na Estados Unidos Billboard Hot Dance Club Play
15 – 22 de abril de 1989
Sucedido por
"Buffalo Strance" por Neneh Cherry[164]
Precedido por
"Too Many Broken Hearts" por Jason Donovan
Primeira posição na República da Irlanda Irish Singles Chart
16 – 23 de março de 1989
Sucedido por
"Paradise City" por Guns N' Roses
Precedido por
"She Drives Me Crazy" por Fine Young Cannibals
Primeira posição na Nova Zelândia Recording Industry Association of New Zealand
7 – 14 de abril de 1989
Sucedido por
"Wild Thing" por Tone Loc
Precedido por
"Too Many Broken Hearts" por Jason Donovan
Primeira posição na Reino Unido UK Singles Chart
25 de março – 15 de abril de 1989
Sucedido por
"Eternal Flame" por The Bangles
Precedido por
"Did I Tell You" por Jerry Williams
Primeira posição na Suécia Sverigetopplistan
5 de abril – 24 de maio de 1989
Sucedido por
"Eternal Flame" por The Bangles
Precedido por
"Something's Gotten Hold of My Heart" por Marc Almond e Gene Pitney
Primeira posição na Suíça Schweizer Hitparade
2 – 30 de abril de 1989
Sucedido por
"Looking for Freedom" por David Hasselhoff
Precedido por
"Something's Gotten Hold of My Heart" por Marc Almond e Gene Pitney
Primeira posição na União Europeia Eurochart Hot 100 Singles
8 de abril – 10 de junho de 1989
Sucedido por
"Like a Prayer" (regravação) por Simple Minds

Créditos[editar | editar código-fonte]

Lista-se abaixo todos os profissionais envolvidos na elaboração da canção, de acordo com o acompanhante encarte do compact disc (CD) de mesmo nome:[165]

Notas

  1. Em português: "Quando você chama meu nome, é como uma pequena oração, eu estou de joelhos, eu quero te levar lá".
  2. Em português: "Los Angeles Igreja de Deus".
  3. Em português: "Como uma oração, sua voz pode me levar lá, como uma musa para mim, você é um mistério".
  4. Em português: "Vá em frente. Faça um desejo".
  5. Em português: "Eu ouço você chamar meu nome e me sinto em casa."
  6. Em português: "A Casa da Mamãe".
  7. Em português: "Quando você chama meu nome é como uma pequena oração".
  8. Em português: "Deus".
  9. Em português: "Oh meu Deus".
  10. Em português: "Me sinto como em casa".
  11. Em português: "Nós todas viemos da Luz e retornaremos para este lugar".
  12. Em português: "Como".
  13. Em português: "Como uma criança, você sussurra suavemente para mim".

Referências

  1. a b c Rooksby 2004, p. 30
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]