Lima

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Lima
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Localização
Lima está localizado em: Peru
Lima
Localização de Lima no Peru
12° 2' 6" S 77° 1' 7" O
Alcaide Susana Villarán
Região Província de Lima
Dados
Fundação 18 de janeiro de 1535 (479 anos)
Área 2 664 67 km²
População 8,500,842 [1] hab. (INEI 2013)
Densidade 8 544 hab./km²
Altitude 154 metros
Gentílico Limenho
Código postal 051
Website www.munlima.gob.pe
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Plaza de Armas
Cidade do Peru Flag of Peru.svg

Lima é a capital e maior cidade do Peru. Está localizada nos vales dos rios Chillón, Rímac e Lurín, na parte costeira central do país, banhada pelo Oceano Pacífico. Junto com a cidade portuária de Callao, forma a Região Metropolitana de Lima. Com uma população de quase nove milhões de habitantes, a área metropolitana de Lima é a quinta maior da América do Sul[2] assim como a 5a mais populosa da América Latina.

Fundada em 18 de janeiro de 1535, como a Cidade dos Reis, passou a ser a capital do Vice-Reino do Peru durante o regime espanhol e depois da independência do país, passou a ser a capital do Peru.

Segundo o censo de 2007, a Região Metropolitana de Lima tem aproximadamente 8,5 milhões de habitantes — destes, mais de 7,6 milhões são residentes da Província de Lima —, representando aproximadamente 30% da população peruana[3] A "Grande Lima" se estende por mais de cem quilômetros ao longo da costa, abrangendo também o porto de Callao, o principal do país, e compõe-se de 43 distritos.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

O atual vale do rio Rímac recebia o nome de Rimaq (pronunciado [ˈli.maq] segundo a pronuncia lambdacista do quéchua costenho e como [ˈɾi.maq] nas variantes da serra) como referência a huaca de Santa Ana. Como em outros topônimos, a oclusiva final terminou por eliminar-se ao passar ao castelhano, preferindo-se com o tempo a grafia Lima após coexistir em documentos com as formas Limac e Lyma.

Ao ser fundada a capital da colônia, recebeu o nome de Ciudad de los Reyes devido a que o território limenho foi invadido em 6 de janeiro, Dia de Reis. No entanto persistiu o nome da região, pelo qual o novo centro urbano tornou-se conhecido como a cidade de Lima. O rio, em vez disso, teve alterada sua grafia por indicação do "Terceiro Concílio Limense", da mesma forma que outros topônimos de origem quéchua.

História[editar | editar código-fonte]

Época pré-hispânica[editar | editar código-fonte]

Pachacámac foi um importante centro religioso antes da chegada dos conquistadores espanhóis.
As muralhas de Lima foram construídas entre 1684 e 1687 pelo vice-rei Melchor de Navarra e Rocafull.

A história da cidade de Lima inicia-se com sua fundação espanhola em 1535. O território formado pelos vales dos rios Rímac,rio Chillón e rio Lurín estava ocupado por assentamentos pré-incas. A cultura Maranga e a cultura Lima foram as que se estabeleceram e forjaram uma identidade nestes territórios. Durante essas épocas se construíram os santuários de Lati (atual Puruchuco) e Pachacámac. Estas culturas foram conquistadas pela Império Wari durante o apogeu de sua expansão imperial. Foi durante esta época que construiu-se o centro cerimonial de Cajamarquilla. Junto à declinação da importância Wari, as culturas locais voltaram a adquirir autonomia, destacando a cultura Chancay. Posteriormente, no século XV, estes territórios foram incorporados no Império Inca.

Desta época podemos encontrar grande variedade de huacas ao largo de toda a cidade, algumas das quais se encontram em investigação. As mais importantes ou conhecidas são as de Huallamarca, Pucllana, Mateo Salado e Pachacamac.

Época do vice-reino[editar | editar código-fonte]

Em 1532, os espanhóis e seus aliados indígenas, sob comando de Francisco Pizarro, tomaram prisioneiro o inca Atahualpa em plena cerimônia religiosa na cidade de Cajamarca, e mesmo com o pagamento de um resgate, este foi assassinado após um julgamento simulado em que foi acusado de heresia e condenado à morte. Este acontecimento é considerado o primeiro assassinato político na nascente sociedade peruana. Logo após algumas batalhas os espanhóis conquistaram seu império, e com isto a coroa espanhola nomeou Francisco Pizarro como governador das terras que conquistou.[4] Assim decidiu fundar a capital no vale do rio Rímac, logo após a intenção falhada de constituir uma capital em Jauja. Em 18 de janeiro de 1535, a Lima espanhola foi fundada como a "Cidade dos Reis" sobre os territórios do cacique Taulichusco.[5] Em agosto de 1536, a cidade foi sitiada pelas tropas de Manco Capac II. No entanto, os espanhóis e seus aliados indígenas derrotaram os incas.[6]

Em 1543 Lima foi designada capital do Vice-reino do Peru e sede de uma Real Audiência.[7] Lima prosperou com o comércio.[8] A cidade não esteve livre de perigos, violentos sismos destruíram grande parte dela em 1687.[9] Uma segunda ameaça foi a presença de piratas e corsários no oceano Pacífico, o que motivou a construção das muralhas de Lima entre os anos de 1684 e 1687.[10] O sismo de 1687 marcou um ponto de inflexão na história de Lima já que coincidiu com uma recessão no comércio pela concorrência econômica de outras cidades como Buenos Aires.[11]

Em 1746, um forte sismo danificou severamente Lima e destruiu Callao, obrigando a um esforço de reconstrução em massa pelo vice-rei José Manso de Velasco.[12] Na segunda metade do século XVIII Lima resultou afetada pelas Reformas Borbônicas já que perdeu o monopólio sobre o comércio externo e seu controle sobre a importante região mineradora do Alto Peru.[13] [14] Este debilitamento econômico levou a elite da cidade a depender dos cargos outorgados pelo governo do vice-reino e pela Igreja e portanto se mostrou reticente a apoiar a independência.[15] A dependência de elites para cargos no incentivo do governo freio corrupção desenvolvimento colonial em grande escala da cidade, a venda de cargos públicos foi recentemente abolida em 1812.[16]

Uma expedição combinada de patriotas argentinos e chilenos dirigidos pelo general José de San Martín desembarcou ao sul de Lima em 1820, mas não atacou a cidade. Enfrentado um bloqueio naval e a ação de guerrilhas em terra firme, o vice-rei José de la Serna e Hinojosa foi forçado a evacuar a cidade em julho de 1821 para salvar o exército realista.[17] Temendo um levantamento popular e carecendo de meios para impor a ordem, o conselho da cidade convidou San Martín a entrar em Lima e assinou uma declaração de independência a seu pedido.[18] No entanto, a guerra não tinha acabado e, nos dois anos seguintes, a cidade mudou de mãos muitas vezes.

Época republicana[editar | editar código-fonte]

A Jirón de la Unión foi a via mais importante de Lima durante a primeira metade do século XX.
Catedral e praça maior de Lima em 1860.

Proclamada a independência do Peru em 1821 pelo general José de San Martín, Lima converteu-se na capital da República do Peru. Assim, Lima foi a sede do governo do libertador e sede também do Congresso constituinte que teve o Peru.

Os primeiros anos da historia republicana peruana se caracterizaram pelo constante confronto entre caudilhos militares, que tinham como objetivo governar o país e para o qual tentavam tomar a sede de governo. Assim, Lima sofreu vários assédios e confrontos armados em suas ruas. Durante o longo período de guerras civis, metade da cidade é destruída[19] Em 1862, deu-se inicio ao processo de mudança na nomenclatura urbana da cidade. Em 1868 foi eleito president, José Balta, pondo fim a mais de três décadas de guerra civil, neste governo ocorreu a demolição das muralhas que circundavam a cidade.[20] Em 1872, perto do fim de seu governo foi derrubado por irmãos Balta Gutierrez e alguns dias depois, ele foi assassinado. Durante o golpe, houve várias brigas dentro da cidade.[21] Com o início da Guerra do PacíficoLima é afetada pelo bloqueio do porto, e a consequente ocupação chilena.[22] As tropas invasoras fez forte saque da cidade Logo após a retirada do exército invasor, Lima iniciou um processo de reconstrução, que se viu limitada devido aos confrontos entre Andrés Avelino Cáceres e Nicolás de Piérola.

Em 1894-1895 a terceira guerra civil peruana ocorre. A 16 de março de 1895, Nicolás de Piérola, chefe da revolta, ordenou o ataque à cidade. Seu exército foi dividido em três seções para atacar simultaneamente o Lima Norte, Central e do Sul. Após três dias de batalhas insurgentes tomaram Lima e saqueado durante os dias de ds. Os confrontos ocorreram mais de mil mortos. Corpos estava nas ruas e nos hospitais. A decomposição dos corpos, desencadeou uma epidemia. A situação foi agravada Lima não tinha saneamento básico, sem esgoto, sem água corrente nem um sistema de hospitais. Com Piérola assumindo o poder e o inicio do que se denominou a república aristocrática.[23]

No início do século XX, após o saque ea nova guerra civil, Lima iniciou um processo de reconstrução. Nos anos 1920 foram construídas as avenidas Paseo de la República, Leguía (hoje chamada Arequipa), Avenida Brasil, Salaverry, Venezuela e Colonial. [carece de fontes?] No entanto avenidas de construção se tornou improvisada e desordenada. Nos anos 1930 Lima não possuía serviços básicos, o principal meio de transporte era a carroça e para iluminar as ruas ainda estão usando velas como na era colonial.[24] Em 1937 começa a remodelação da Palácio de Gobierno e a Casa Municipal, fortemente danificadas pelos terremotos. Entre 1941 e 1942 a guerra peruano-equatoriano desenvolvido, a guerra causou a escassez em todo o Peru, e teve vários saques de lojas em Lima, o estado de sítio foi decretado na cidade por 30 dias durante o qual 52 pessoas foram mortas em confrontos com a polícia.[25] Em 1951 o primeiro estádio de futebol do país abre, o Estádio Nacional.

Nos anos 1960 deu-se início a imigração em massa de pessoas do interior do país, produzindo um crescimento exponencial da população na capital e a consequente expansão urbana descontrolada, produto principalmente do êxodo rural e migração urbana. As novas populações construíram as suas habitações em terrenos próximos ao centro, os quais se utilizavam até aí como zona agrícola, novos assentamentos não tinham infra-estrutura ou pavimento ou esgoto. Os distritos de Lince, La Victoria para o sul; Breña e Pueblo Libre para o oeste; El Agustino, Ate e San Juan de Lurigancho para o leste e San Martín de Porres e Comas ao norte. Lima, em 1963, incorpora iluminação elétrica e começar a pavimentar as grandes avenidas. Em 1976 se criou Villa el Salvador (atual distrito de Villa El Salvador) localizada a trinta quilômetros do centro da cidade e atualmente integrada na área metropolitana.

Nos anos 1970 o grupo terrorista Sendero Luminoso, durante os próximos vinte anos, empreenderia ações violentas contra civis por meio de assassinatos, execuções sumárias e atentados civis e começa a infra-estrutura do governo. Outro grupo terrorista MRTA comete assassinatos, seqüestros e sabotagem. Devido às ações de grupos terroristas taxa de homicídios sobe na cidade, milhares de peruanos decidem deixar Lima e fugir para o exterior. As poucas indústrias estabelecidas na década anterior sair da cidade e do país, provocando frecuentes desabastecimientos de productos básicos durante las década de 1970 y 1980. A escassez é acompanhado por greves gerais, lojas de saques e forte repressão da polícia. Os planos para a construção os primeiros sistemas de água e sistema de esgoto será retardado pela estagnação econômica do país. Na década de 1980, a violência terrorista se agrava, juntamente ao desordenado crescimento da cidade o acréscimo de pessoas que chegavam como migrantes internos, a cidade estava à beira do colapso. O centro histórico da cidade sofreu uma crescente deterioração e muitas zonas da cidade careciam constantemente dos serviços básicos.[26] Durante as décadas de 1980 e 1990 a cidade sofreu ataques terroristas por parte de grupos guerrilheiros, em 1991 Lima sofreu mais de 900 ataques que deixaram 400 mortos.[27]

O novo ministro da Economia e Finanças, Abel Salinas, lançou o plano Zero, disparou o preço dos produtos farmacéuticosque aumento de 600% e 400% dla gasolina. Desde setembro de 1988, a inflação tornou-se hiperinflação, No mês, os preços aumentaram 114%. A escassez de matérias-primas e alimentos piora. O número de famílias pobres em todo o Peru, chegou a 70,7% durante o período 1980-1989 a ser a cidade mais afetada área metropolitana e El Callao com picos de 80% a pobreza.[28] Em 8 de agosto de 1990, o governo de Fujimori anunciou um choque econômico chamado "Fujishock": o desemprego subiu para 73%, a inflação chegou a 7.694,6%. (114.5% em 1987, 1722% em 1988, 2775% em 1989, e 7694 em 1990). Presença armada não impediu os protestos maciços em Lima. Famílias pobres começaram a saquear e havia longas filas para comprar itens básicos como açúcar. O Fujishock continuou, o preço da gasolina aumentou 3.000 por cento. Fujimori decretado sobe em grampos da ordem de 160 por cento e 300 por cento. Depois de 'Fujishock' o nível de pobreza no país aumentou até 79%.[29] Durante o governo neoliberal de Fujimori ou sem hiperinflação parou continuou economia estagnada, a pobreza aumentou e houve saques ocasionais supermercados e pequenas lojas. Em 1992, Fujimori dá um golpe e fecha o Parlamento, suspendeu a constituição eo Estado de direito, tão Lima é ocupada pelo exército.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Depois de uma década sob o regime de Alberto Fujimori, em 2001, Lima recebe a sua autonomia, apela para as eleições municipais que dão agandor Luis Castañeda Lossio. Durante seu governo municipal tem sido criticado pela inclusão de seu nome e imagem em grande parte do trabalho realizado para fins políticos.[30] [31] Lima tem cerca de 9,2 milhões de habitantes (cerca de um terço da população peruana).Existem esforços pela total recuperação do centro histórico da cidade. Em dezembro de 2012 saques irromperam em várias lojas em Lima, em poucos dias a propagação saques de grandes cidades e depois em todo o país[32] [33] [34] Lima é a segunda cidade mais perigosa da América.[35] [36] Foi incluída em 2008, pela World Cities Study Group and Network (GaWC) juntamente com Miami, Boston, Bangalore e Berlim[37] .O atual prefeito é Susana Villaran.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

Temperaturas médias, no Aeroporto Internacional Jorge Chavez.

Lima tem elevados níveis de umidade e baixa precipitação, está localizado a doze graus de latitude sul e quase ao nível do mar, exceto a parte oriental, localizado em colinas. Seu clima é caracterizado pela ausência de chuva, com um alto nível de umidade e cobertura de nuvens persistente.[38] Quando chove em Lima há problemas, porque a cidade não está preparada para a chuva, juntamente com a falta de esgotos na cidade, nas colinas avalanches ocorrem causando graves prejuízos.[39] Baixa pluviosidade (menos de 8 mm por ano), a chuva é quase nula. A média anual é 7 mm relatados no aeroporto, o valor mais baixo em uma área metropolitana do mundo. A umidade relativa do ar é muito elevada, com persistente neblina em junho e em dezembro, quando as nuvens são mais baixas. É ensolarado, quente e úmido no verão (dezembro-abril), com neblina e leve turva no inverno (junho a setembro). Lima tem apenas 1.284 horas de sol por ano, 28,6 horas em julho e 179,1 horas, em janeiro, números excepcionalmente baixos.[40]

Pode-se dizer que o clima é temperado subtropical. A temperatura média anual é 18,5 a 19°C, com um máximo anual de cerca de 29°C. No verão, de dezembro a abril, as temperaturas variam entre 21 e 28°C. No inverno, de junho a setembro, as temperaturas variam entre 12 e 19°C. A temperatura mais baixa registada historicamente é 5°C. A primavera e o outono tem temperaturas entre 17 e 23°C.A combinação das condições atmosféricas que produzem este clima são: o frio da corrente de corrente de Humboldt esfria o caloroso ambiente tropical que corresponde à sua latitude, produzindo uma nuvem espessa extremamente baixa (menos de 500 metros da terra), que impede a passagem da luz directa do sol, perto de Cordilheira dos Andes que atua como uma barreira impedindo que o ar arrefecido por correntes marítimas e as nuvens fujam. Este sistema também impede a formação de nuvens carregadas de chuva, de modo Lima tem clima de deserto.

Economia[editar | editar código-fonte]

Lima é o centro econômico do país. A Grande Lima tem cerca de 7.000 lojas, é responsável por mais de 70% a indústriado Peru. As principais indústrias são os, alimentos, tintas e têxteiso último sector está em crise profunda desde 2008.[41] [42] . Por outro lado, a cidade sofre consideravelmente com a poluição, provocada por milhares de veículos, principalmente a frota circulante mais antiga. Foi classificada como uma das 50 melhores cidades para fazer negócios da América Latina em 2009[43]

O Produto interno bruto (PIB) de Lima representa cerca de 48% do PIB do Peru. Abriga quase todas as grandes empresas nacionais, estrangeiras, bancos e companhias de seguros do país. A Bolsa de Valores de Lima foi fundada em 1860 como "Bolsa de Comércio de Lima" em 1971. A região metropolitana tem uma relação centro-periferia forte. Desde a entrada em vigor do acordo do livre comércio em 2010, a indústria têxtil e do vestuário está em crise, cerca de 14.000 empresas fecharam as portas, porque eles não podiam pagar suas dívidas ou competir. Devido a isso, estima-se que em 2013 30 mil empregos serão perdidos em Lima[44]

Comércio[editar | editar código-fonte]

Shopping em Chinatown.

O Mercado Central, um mercado de frutas e vegetais, se localiza no centro de Lima, entre o Huallaga e Ucayali, é um dos maiores mercados a céu aberto da cidade. Nos alrededores deste mercado é comum encontrar camelôs oferecendo quase de tudo. O Mercado Índio em Miraflores, o Centro San Miguel, o Centro Artesanal Carabaya e o Centro Artesanal Santo Domingo oferecem uma grande variedade de artesanato peruano (incluindo couro, prata, madeira, têxteis e cerâmica).

A venda ambulante é um problema grave na cidade, existem cerca de 65.000 bancas de rua onde se vende de tudo, desde roupas, drogas, animais em extinção para armas.[45] [46] Os shoppings são à loja Jockey Plaza em Surco e Megaplaza Norte shopping. Mesa Redonda é uma parte do centro histórico de Lima na área do Barrios Altos, uma das partes mais antigas da cidade, que sofre de uma grande deterioração urbana. Nos últimos anos tem havido nesta área um comércio baseado na economia informal. É identificado como uma área de alto risco para suas favelas, a superlotação e mercadoria ilegal. Em 2001 houve um incêndio, onde foram armazenados cerca de 900 toneladas de fogos de artifício ilegais.[47]

Problemas urbanos[editar | editar código-fonte]

Pueblo Joven em San Juan de Lurigancho, a nordeste de Lima.

Os problemas em Lima que afetam a economia incluem os altos níveis de poluição do ar pelas emissões de poluentes provenientes da indústria e pelos veículos automóveis. Na indústria, que está concentrada principalmente na região metropolitana de Lima, há disposição inadequada de resíduos e da capacidade de tratamento de esgoto, gases residuais e dos resíduos.

Em 1961, havia 139 pueblos jovenes (favelas), com uma população de 316,829 habitantes e uma taxa de crescimento anual de 9,84%. Em 1970, os jovens aumentou para 273, com uma população de 761,755 habitantes, hoje, Lima tem uma população 2.000 pueblos jovenes (favelas) e vivem 2'623, 000 habitantes, cerca de 31% da população metropolitana.[48]

Na década de 1980, durante as décadas de 1980 e 1990 a cidade sofreu ataques terroristas por parte de grupos armados e grupos guerrilheiros, em 1991 Lima sofreu mais de 900 ataques que deixaram mais de 400 mortos.[49] Durante os anos oitenta, o cultivo ilegal de coca foi estabelecido em áreas extensas do lado oriental das andes, nos subúrbios da cidade. Movimentos insurgentes rurais, como o Sendero Luminoso e o Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA) aumentaram durante este tempo.

Desde meados do século XX, Lima muito crecibió de pessoas que vêm do interior do país, a sua magnitude ajudou a mudar a composição étnica da capital peruana, como novos assentamentos eram formados por pessoas de etnia indiana[50] Lima é a segunda cidade mais perigosa da América.[51] [52] Outro grande problema é o lixo; o tratamento do lixo urbano tem sido classificado como pobre[53]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Estação "Desamparados" do ferrocarril central.

Transporte aéreo[editar | editar código-fonte]

Lima se encontra servida pelo Aeroporto Internacional Jorge Chávez, localizado em El Callao. Lima possui outros cinco aeródromos como a Base Aérea Las Palmas localizada no distrito de Santiago de Surco, de uso exclusivamente militar; o Aeroclube de Collique, localizado no distrito de Comas, utilizado pela aviação geral e para a instrução de pilotos de aviação comercial; e outras pistas de aterrissagem para aeronaves menores nos balneários de Santa María del Mar, San Bartolo e Chilca, são usados para esportes.

Transporte marítimo[editar | editar código-fonte]

Quanto ao transporte de carga, no porto de El Callao concentra-se a maior parte do transporte marítimo nacional. Responde por 75% das importações e exportações do Peru, os principais produtos exportados no porto são produtos derivados do petróleo, cobre, ferro, prata, zinco, chumbo, do algodão, açúcar e café.

Transporte ferroviário[editar | editar código-fonte]

A primeira linha ferroviária chamada "Ferrocarril central" foi criada em 17 de maio de 1851; Durante a década de 1980 a início de 1990, a empresa ferroviária tem estado em declínio para a alta taxa de transporte, o terrorismo era abundante no país, as estradas e os tempos de trânsito. Em 1990, decidiu-se cancelar o único serviço de passageiros e de mercadorias prevaleceu.[54] [55]

O ferrocarril Lima-Ancon-Chancay foi inaugurado em 1875, pertence à Empresa Agrícola Palpa. Teve um passeio de 29 quilômetros, foi abandonada em 1940. No início do século Lima estava ligado a sul através Railway Lima-Chancaypuesta Ancon, seção Lima Ancon teve um percurso de 42 quilômetros. Esta linha foi abandonada em 1964, quando o peruano Corporação finalmente interrompeu o tráfego ferroviário e Peru foi devido à instabilidade política e econômica, e baixa produção de cobre.[56] O ferrocarril Playa Chica - Las Salinas serviu para extracção de sal sul de Huacho, Abie conectado com o sal Lima, tinha 10 km de comprimento. Ele cessou operações entre 1920-1932, quando se quebro por falta de fundos.[57]

Transporte rodoviário[editar | editar código-fonte]

As rotas mais utilizadas na atualidade são as que levam as cidades de Santiago de Chile e Buenos Aires. Existem na cidade rodoviárias informais como Fiori no distrito de San Martín de Porres para as rotas para o norte do país, Yerbateros no bairro de El Agustino para as rotas do centro e Atocongo no distrito de Surco para as rotas do sul. As vias troncais que nascem de Lima e comunicam a todo o Peru são três:

Transporte urbano[editar | editar código-fonte]

Os micro-ônibus, um dos transportes urbanos mais comuns em Lima
Ônibus

Existem mais de 450 rotas de transporte urbano, as quais são servidas por ônibus, micro-ônibus e combis. Este sistema se caracteriza pela falta de renovação das unidades e a informalidade de operação, ainda quando as empresas têm rotas estabelecidas. As caminhonetas rurais conhecidas popularmente como "combis", junto com motocicletas chamados "mototáxis" pelos peruanos, são os típicos veículos de transporte público para distâncias curtas, especialmente na periferia da cidade, se bem que as rotas de algumas combis cobrem quase toda a área metropolitana. O serviço é deficiente em quanto aos padrões de segurança e comodidade.[58] O Sistema Metropolitano de Transporte é similar ao TransMilenio de Bogotá, na Colômbia ou ao da Rede Integrada de Transporte de Curitiba.

Metrô
Trem do metrô na estação "Villa el Salvador" (Julho de 2011)

O sistema tem 5 linhas planejadas, prevê-se que a Linha 1 do sistema esteja em funcionamento a princípios do ano 2014. As obras de toda a linha 1 foram concessionadas à empresa brasileira Odebrecht. A licitação, que começou em fevereiro de 2007, a concessão desse projeto foi adiada por onze vezes. Jorge Leon confirmou que a crise econômica levou difícil para eles para obter financiamento. A situação económica está complicando todo o apoio.[59]

Educação[editar | editar código-fonte]

Na cidade há 28 universidades, entre as quais se encontra a mais antiga do continente: a Universidad Nacional Mayor de San Marcos, chamada Decana de América e fundada em 12 de maio de 1551 por Frei Tomás de San Martín.[60] Os professores foram treinados na própria universidade. O dia 12 de maio deu lugar à celebração do dia da Universidade Peruana. ref name="sisbib.unmsm.edu.pe"/> Em 2002, mais de 29.800 alunos estavam matriculados na universidade em cursos de graduação e outros 3.549 alunos estavam matriculados em cursos de pós-graduação. Passaram pela universidade a maior parte dos mais influentes cientistas, políticos, escritores e filósofos do Peru contemporâneo.[60]

Outras universidades estatais têm um importante papel no ensino e investigação, tais como a Universidade Nacional de Engenharia, fundada em 1876, a Universidade Nacional do Callao, a Universidade Nacional Federico Villarreal, a Universidade Nacional Agraria La Molina e única Universidade dedicada a formação de Docentes, a Universidade Nacional de Educação Enrique Guzmán y Valle, conhecida como "La Cantuta" situada em Chosica e fundada em 6 de julho de 1822 pelo Libertador Don José de San Martín, dando assim lugar à celebração do dia do professor, por ser data da fundação da primeira Escola de Preceptores no Peru.

A Pontifícia Universidade Católica do Peru é a primeira universidade privada do país (fundada em 1917). Outras instituições são a Universidade Inca Garcilaso de la Vega (fundada em 21 de dezembro de 1964 pela Asociación AIPP da Universidad Nacional Mayor de San Marcos), Universidade ESAN, a Universidade do Pacífico , a Universidade de Lima, a Universidade Peruana Cayetano Heredia, a Universidade Alas Peruanas, a Universidade Ricardo Palm, a Universidade San Martín de Porres, a Universidade San Ignacio de Loyola.

Cultura e sociedade[editar | editar código-fonte]

Centro Histórico de Lima[editar | editar código-fonte]

Catedral de Lima à noite.

A originalidade de seu centro histórico lhe valeu ser declarado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade no ano de 1988.

Artes cênicas[editar | editar código-fonte]

O Festival de Cinema de Lima apresentam o melhor filme de fitas comerciais do momento, como o cinema de arte, de vários tipos de diretores europeus e latino-americanos.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Tem a ciclovia da avenida Arequipa. A praça de touros Acho é a mais importante das 56 arenas oficiais disponíveis para o Peru. É uma das maiores praça de touros do mundo.

O futebol profissional peruano é um evento esportivo nacional que atrai significativamente o interesse dos adeptos do esporte na cidade. Assim, dois dos quatro clubes profissionais na cidade fazem o clasico do futebol peruano, que é a partida das equipes de "Universitario de deportes" e "Alianza Lima". As outras equipes da primeira divisão peruana em Lima sao o "Deportivo Universdidad San Martín) e "Sporting Cristal".

Os espaços esportivos mais importantes da cidade de Lima são o "Estadio Nacional", O "Estadio Monumental" o "Coliseu Eduardo Dibos", "A Vila espotiva nacional (Videna)". Lima foi sede dos Jogos Bolivarianos.

Religião[editar | editar código-fonte]

Procissão do Senhor dos Milagres - Plaza de Armas.

A Religião católica está presente na sociedade de Lima que é especialmente notável em celebrações religiosas e momentos especiais do ano. A cidade de Lima tem muitas igrejas no seu centro histórico; a cidade de Lima tem uma procissão multitodinária que é a do "Senhor dos milagres" (Señor de los milagros"). A cidade ultimamente também conta com outros prédios de diferentes igrejas protestantes em diferentes partes da cidade.

Culinária[editar | editar código-fonte]

A culinária peruana, especialmente a de Lima, é muito variada. No mês de Setembro, Lima tem seu festival gastronômico, chamado "Mistura".

Museus[editar | editar código-fonte]

A cidade de Lima possui numerosos museus e galerias de arte:

  1. Casa Museu "José Carlos Mariátegui" (história natural e ciências)
  2. Casa Museu "Julia Codesido" (história natural e ciências)
  3. Casa Museu "Miguel Grau" (história)
  4. Casa Museu "Ricardo Palma" (história)
  1. Museu Aeronáutico
  2. Museu Amano (Arqueologia e história)
  3. Museu "Andrés Avelino Cáceres" (história)
  4. Museu "Antonio Raimondi" (história natural e ciências)
  5. Museu Arqueológico Rafael Larco Herrera
  6. Museu Arqueológico del Colegio Juan XXIII
  7. Museu Arqueológico "Josefina Ramos de Cox"
  8. Museu Comunitário Inti Raymi (arte)
  9. Museu de Arte (arte)
  10. Museu de Arte Colonial Pedro de Osma (arte)[2]
  11. Museu de Arte Italiano (arte)
  12. Museu de Arte Popular
  13. Museu de Arte Religioso de la Catedral
  14. Museu de Arte da "Universidad de San Marcos (UNMSM)"
  15. Museu de Criminalística de la Policía Nacional del Peru
  16. Museu del Banco Central de Reserva del Peru (arqueologia e história)
  17. Museu del Centro de Investigação Arqueológica de Ancón
  18. Museo de los Combatientes del Morro de Arica
  19. Museo del Convento de los Descalzos (arqueologia e história)
  20. Museo del Convento de San Francisco (arqueologia e história)
  21. Museu Histórico Militar del Real Felipe
  22. Museo de la Nación (arqueologia e história)
  23. Museo Geológico de la Universidad Nacional de Ingeniería (história natural e ciências)
  24. Museu Nacional de Antropologia, Arqueologia e História
  25. Museu Nacional de Informática
  26. Museu Nacional de la Cultura Peruana
  27. Museu de História Natural "Javier Prado" (Universidad de San Marcos)
  28. Museu de História Natural da Universidad Particular Ricardo Palma
  29. Museu de Ingeniería de Minas "George Petersen" de la Universidad Católica (PUCP)
  30. Museu de Investigaciones de Zonas Áridas da Universidad Nacional Agraria (UNA)
  31. Museu da Biblia
  32. Museu da Eletricidade
  33. Museo de la Inmigración Japonesa (história)
  34. Museo de Oro del Peru y Armas del Mundo
  35. Museu do Sitio Huaca Huallamarca (arqueologia e história)
  36. Museu do Sitio Huaca Pucllana (arqueologia e história)
  37. Museu do Sitio Huaca Puruchuco
  38. Museu do Sitio del Mirador del Cerro San Cristóbal (arqueologia e história)
  39. Museu do Sitio de Pachacámac (arqueología e história)
  40. Museu do Sitio del Parque Reducto N° 2 (arqueologia e história)
  41. Museu do Hospital Santo Toribio de Mogrovejo
  42. Museu do Petróleo
  43. Museu do Teatro
  44. Museu "Marina Núñez del Prado" - Biblioteca Falcón
  45. Museu Memória "Coronel Leoncio Prado" (história)
  46. Museu Multidisciplinario del Colegio La Salle (história natural y ciências)
  47. Museu Naval
  48. Museu Numismático del Banco Wiese
  49. Museu Postal y Filatélico (Direção Geral de Correios)
  50. Museu Taurino de la Plaza de Acho (história)
  51. Museu del Tribunal de la Santa Inquisición (arqueologia e história)
  52. Museu Universitario de la Universidad Nacional Federico Villarreal (arqueologia e história)
  53. Museu do Vice-reino (arqueologia e história)

Museus na Grande Lima[editar | editar código-fonte]

  1. Museu Arqueológico Comunal de Carquín
  2. Museu do Sítio de Puruchuco
  3. Museu Municipal de Chancay
  4. Museo y Balcón Histórico de Huaura

Cidadãos ilustres[editar | editar código-fonte]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Lista das cidades-irmãs de Lima:

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

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Referências

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Imagem: Centro Histórico de Lima A cidade de Lima inclui o sítio Centro Histórico de Lima, Património Mundial da UNESCO. Welterbe.svg