Lima

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Lima
Lima
Brasão de Lima Bandeira de Lima
Localização
Lima está localizado em: Peru
Lima
Localização de Lima no Peru

12° 02' 06" S 77° 01' 07" O12° 02' 06" S 77° 01' 07" W

Região Província de Lima
Dados
Fundação 18 de janeiro de 1535 (477 anos)
Área 2,664 67 km²
População 7,605,742 hab. (INEI 2007)
Densidade 8.544 hab./km²
Altitude 154 metros
Gentílico Limenho
Código postal 051
Website http://www.munlima.gob.pe
Cidade do Peru Flag of Peru.svg

Lima é a capital, bem como a maior e mais importante cidade do Peru[1]. Situada na costa central do país, nas margens do Oceano Pacífico, onde forma uma área urbana contínua conhecida como Região Metropolitana de Lima, a qual se estende sobre os vales dos rios Chillón, Rímac e Lurín, nas províncias de Lima, sua sede, e da Callao. Fundada em 18 de janeiro de 1535, como a Cidade dos Reis, passou a ser a capital do Vice-Reino do Peru durante o regime espanhol e depois da independência do país, passou a ser a capital do Peru.

Segundo o censo de 2007, a Região Metropolitana de Lima tem aproximadamente 8,5 milhões de habitantes — destes, mais de 7,6 milhões são residentes da Província de Lima —, representando aproximadamente 30% da população peruana[2] fato pelo qual é considerada, de longe, a mais populosa cidade do país, assim como a 5a mais populosa da América Latina, estando, portanto, entre as 30 maiores áreas metropolitanas do mundo.

Classificada como uma das 50 melhores cidades para fazer negócios da América Latina em 2009[3], Lima também foi incluída, um ano antes, em 2008, pela World Cities Study Group and Network (GaWC), em uma lista de cidades classificadas por sua economia, cultura, acontecimentos políticos e patrimônios históricos. A cidade é dita, neste estudo, no mesmo patamar de outras áreas metropolitanas do mundo de grande destaque, como Miami e Boston, nos EUA, Bangalore, na Índia e de Berlim, na Alemanha[4].

Índice

[editar] Toponímia

O atual vale do rio Rímac recebia o nome de Rimaq (pronunciado [ˈli.maq] segundo a pronuncia lambdacista do quéchua costenho e como [ˈɾi.maq] nas variantes da serra) como referência a huaca de Santa Ana. Como em outros topônimos, a oclusiva final terminou por eliminar-se ao passar ao castelhano, preferindo-se com o tempo a grafia Lima após coexistir em documentos com as formas Limac e Lyma.

Ao ser fundada a capital da colônia, recebeu o nome de Ciudad de los Reyes devido a que o território limenho foi invadido em 6 de janeiro, Dia de Reis. No entanto persistiu o nome da região, pelo qual o novo centro urbano tornou-se conhecido como a cidade de Lima. O rio, em vez disso, teve alterada sua grafia por indicação do "Terceiro Concílio Limense", da mesma forma que outros topônimos de origem quéchua.

[editar] História

[editar] Época pré-hispânica

Pachacámac foi um importante centro religioso antes da chegada dos conquistadores espanhóis.
As muralhas de Lima foram construídas entre 1684 e 1687 pelo vice-rei Melchor de Navarra e Rocafull.

A história da cidade de Lima inicia-se com sua fundação espanhola em 1535. O território formado pelos vales dos rios Rímac, Chillón e Lurín estava ocupado por assentamentos pré-incas. A cultura Maranga e a cultura Lima foram as que se estabeleceram e forjaram uma identidade nestes territórios. Durante essas épocas se construíram os santuários de Lati (atual Puruchuco) e Pachacámac. Estas culturas foram conquistadas pela Império Wari durante o apogeu de sua expansão imperial. Foi durante esta época que construiu-se o centro cerimonial de Cajamarquilla. Junto à declinação da importância Wari, as culturas locais voltaram a adquirir autonomia, destacando a cultura Chancay. Posteriormente, no século XV, estes territórios foram incorporados no Império Inca.

Desta época podemos encontrar grande variedade de huacas ao largo de toda a cidade, algumas das quais se encontram em investigação. As mais importantes ou conhecidas são as de Huallamarca, Pucllana, Mateo Salado e Pachacamac.

[editar] Época do vice-reino

Em 1532, os espanhóis e seus aliados indígenas, sob comando de Francisco Pizarro, tomaram prisioneiro o inca Atahualpa em plena cerimônia religiosa na cidade de Cajamarca, e mesmo com o pagamento de um resgate, este foi assassinado após um julgamento simulado em que foi acusado de heresia e condenado à morte. Este acontecimento é considerado o primeiro assassinato político na nascente sociedade peruana. Logo após algumas batalhas os espanhóis conquistaram seu império, e com isto a coroa espanhola nomeou Francisco Pizarro como governador das terras que conquistou.[5] Assim decidiu fundar a capital no vale do rio Rímac logo após a intenção falhada de constituir uma capital em Jauja. Em 18 de janeiro de 1535, a Lima espanhola foi fundada como a "Cidade dos Reis" sobre os territórios do cacique Taulichusco.[6] Em agosto de 1536, a cidade foi sitiada pelas tropas de Manco Capac II. No entanto, os espanhóis e seus aliados indígenas derrotaram os incas.[7]

Nos anos seguintes, Lima ganhou prestígio ao ser designada capital do Vice-reino do Peru e sede de uma Real Audiência em 1543.[8] Durante o século seguinte, Lima prosperou como o centro de uma extensa rede comercial que integrava ao vice-reino com a América, Europa e Ásia Oriental.[9] Mas a cidade não esteve livre de perigos, violentos sismos destruíram grande parte dela em 1687.[10] Uma segunda ameaça foi a presença de piratas e corsários no oceano Pacífico, o que motivou a construção das muralhas de Lima entre os anos de 1684 e 1687.[11] O sismo de 1687 marcou um ponto de inflexão na história de Lima já que coincidiu com uma recessão no comércio pela concorrência econômica de outras cidades como Buenos Aires.[12]

Em 1746, um forte sismo danificou severamente Lima e destruiu Callao, obrigando a um esforço de reconstrução em massa pelo vice-rei José Manso de Velasco.[13] Na segunda metade do século XVIII, as ideias da ilustração acerca da saúde pública e o controle social influíram no desenvolvimento da cidade.[14] Durante este período, Lima resultou afetada pelas Reformas Borbônicas já que perdeu o monopólio sobre o comércio externo e seu controle sobre a importante região mineradora do Alto Peru.[15] Este debilitamento econômico levou a elite da cidade a depender dos cargos outorgados pelo governo do vice-reino e pela Igreja e portanto se mostrou reticente a apoiar a independência.[16]

Uma expedição combinada de patriotas argentinos e chilenos dirigidos pelo general José de San Martín desembarcou ao sul de Lima em 1820, mas não atacou a cidade. Enfrentado um bloqueio naval e a ação de guerrilhas em terra firme, o vice-rei José de la Serna e Hinojosa foi forçado a evacuar a cidade em julho de 1821 para salvar o exército realista.[17] Temendo um levantamento popular e carecendo de meios para impor a ordem, o conselho da cidade convidou San Martín a entrar em Lima e assinou uma declaração de independência a seu pedido.[18] No entanto, a guerra não tinha acabado e, nos dois anos seguintes, a cidade mudou de mãos muitas vezes, sofrendo abusos de ambos os lados.

[editar] Época republicana

A Jirón de la Unión foi a via mais importante de Lima durante a primeira metade do século XX.
Catedral e praça maior de Lima em 1860.

Proclamada a independência do Peru em 1821 pelo general José de San Martín, Lima converteu-se na capital da República do Peru. Assim, Lima foi a sede do governo do libertador e sede também do primeiro Congresso constituinte que teve o Peru.

Os primeiros anos da historia republicana peruana se caracterizaram pelo constante confronto entre caudilhos militares, que tinham como objetivo governar o país e para o qual tentavam tomar a sede de governo. Assim, Lima sofreu vários assédios e confrontos armados em suas ruas.

Do ponto de vista urbanístico, o constante crescimento que experimentou a cidade deu lugar a um fenômeno de modernização. Em 1862, deu-se inicio ao processo de mudança na nomenclatura urbana da cidade e em 1868, por disposição do presidente José Balta, ocorreu a demolição das muralhas que circundavam a cidade, dando passo às primeiras grandes avenidas.[19] Esta modernização se viu detida com o início da Guerra do Pacífico e a consequente ocupação chilena.

Logo após a retirada do exército invasor, Lima iniciou um processo de reconstrução, que se viu limitada devido aos confrontos entre Andrés Avelino Cáceres e Nicolás de Piérola. Nos últimos anos do século XIX, com Piérola assumindo o poder e o inicio do que se denominou a república aristocrática, Lima iniciou sua verdadeira e intensa reconstrução que durou até as remodelações que Augusto B. Leguía realizou como preparação para o centenário da independência em 1921.

No início do século XX, iniciou-se a construção de avenidas que serviram como uma matriz para o desenvolvimento da cidade. Foram construídas as avenidas Paseo de la República, Avenida Leguía (hoje chamada Arequipa), Avenida Brasil e a paisagística Avenida Salaverry que se dirigiam para o sul e as avenidas Venezuela e Colonial para o oeste unindo-se com o porto do El Callao.

Nos anos 1930, iniciaram-se as grandes construções com a remodelação da Palácio de Gobierno e a Casa Municipal. Estas construções tiveram seu ponto máximo nos anos 1950, durante o governo de Manuel A. Odría quando se construíram os grandes edifícios do Ministério de Economia e do Ministério de Educação (Edifício Alzamora Valdez atual sede da Corte Superior de Justiça de Lima), o Ministério de Saúde, Ministério de Trabalho e os "Hospitais do Seguro Obreiro e do Empregado" assim como o Estádio Nacional e várias grandes unidades habitacionais.

Também nesses anos deu-se início a um fenômeno que alterou a configuração da cidade, que foi a imigração em massa de pessoas do interior do país, produzindo um crescimento exponencial da população na capital e a consequente expansão urbana. As novas populações construíram as suas habitações em terrenos próximos ao centro, os quais se utilizavam até aí como zona agrícola. Se foram povoando os atuais distritos de Lince, La Victoria para o sul; Breña e Pueblo Libre para o oeste; El Agustino, Ate e San Juan de Lurigancho para o leste e San Martín de Porres e Comas ao norte. Como ponto emblemático dessa expansão, em 1976 se criou a comunidade de auto–gestão de Villa el Salvador (atual distrito de Villa El Salvador) localizada a trinta quilômetros ao sul do centro da cidade e atualmente integrada na área metropolitana.

Na década de 1980, a violência terrorista somou ao desordenado crescimento da cidade o acréscimo de pessoas que chegavam como migrantes internos. O centro histórico da cidade sofreu uma crescente deterioração e muitas zonas da cidade careciam constantemente dos serviços básicos.

No início do século XXI, a área metropolitana abriga 8 447 260 habitantes e está conurbada com El Callao. Existem esforços pela total recuperação do centro histórico da cidade, que em 1991 foi qualificado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, e pela construção de importantes melhoras viárias que permitam solucionar o problema do transporte.

[editar] Hoje

Lima tem cerca de 9,2 milhões de habitantes (cerca de um terço da população peruana), e é o centro da economia e política do Peru, concentrando mais de 70% de sua indústria (as principais são as têxteis, papel, alimentos e tintas), metalurgia, construção naval e comércio. Tal crescimento foi produto principalmente do êxodo rural e migração urbana (saindo de cidades menores do país) das últimas décadas, especialmente desde os anos 1950 do século XX.

A "Grande Lima" se estende por mais de cem quilômetros ao longo da costa, abrangendo também o porto de Callao, o principal do país, e compõe-se de 43 distritos. A modernização do comércio nos últimos anos dotou a capital peruana de funcionalidades dignas de qualquer metrópole tais como centros comerciais, multinacionais, chegada de grandes marcas, locais de comércio 24 horas que funcionam todos os dias, principalmente nos bairros mais nobres. Por outro lado, a cidade sofre consideravelmente com a poluição, provocada por milhares de veículos, principalmente a frota circulante mais antiga.

[editar] Geografia

[editar] Clima

Temperaturas médias, no Aeroporto Internacional Jorge Chavez.

O clima é bastante peculiar em Lima. Além dos seus elevados níveis de umidade e baixa precipitação, surpreende por suas estranhas características apesar de estar localizado a doze graus de latitude sul e quase ao nível do mar. A costa central do Peru revela uma série de microclimas devido ao frio atípico em consequência da corrente de Humboldt que tem origem na Antártida e da proximidade das montanhas tropicais, resultando num clima subtropical.

Pode-se dizer que o clima é temperado subtropical, sem excesso de calor ou frio extremos que necessitariam de aquecimento em casa, exceto para alguns invernos. A temperatura média anual é 18,5 a 19°C, com um máximo anual de cerca de 29°C. No verão, de dezembro a abril, as temperaturas variam entre 21 e 28°C. No inverno, de junho a setembro, as temperaturas variam entre 12 e 19°C. A temperatura mais baixa registada historicamente é 5°C. A primavera e o outono são suaves com temperaturas entre 17 e 23°C.

Além disso, a umidade relativa do ar é muito elevada, com persistente neblina em junho e em dezembro. quando as nuvens são mais baixas. É ensolarado, quente e úmido no verão (dezembro-abril), com neblina e leve turva no inverno (junho a setembro). A chuva é quase nula. A média anual é 7 mm relatados no aeroporto, o valor mais baixo em uma área metropolitana do mundo. Lima tem apenas 1.284 horas de sol por ano, 28,6 horas em julho e 179,1 horas, em janeiro, números excepcionalmente baixos valores para a latitude.[20]

A combinação das condições atmosféricas que produzem este clima são: o frio da corrente de Humboldt que está muito perto da costa no inverno esfria o caloroso ambiente tropical que corresponde à sua latitude, produzindo uma nuvem espessa extremamente baixa (menos de 500 metros da terra), que impede a passagem da luz directa do sol, perto de Cordilheira dos Andes que atua como uma barreira impedindo que o ar arrefecido por correntes marítimas e as nuvens fujam. Como resultado, Lima e a costa peruana têm um clima temperado, apesar de estar localizada nos trópicos. Este sistema também impede a formação de nuvens carregadas de chuva, de modo Lima tem clima de deserto. Baixa pluviosidade (menos de 8 mm por ano) é produto de condensação de nuvens baixas.

[editar] Economia

San Isidro.

Lima é o maior centro econômico do país. A Grande Lima tornou-se, com cerca de 7.000 lojas, um foco dominante de desenvolvimento industrial. Isso contribui para o grande número e maior força de trabalho de qualidade, a importância do mercado de vendas, a infraestrutura favorável e em particular o desenvolvimento do tráfego. As principais indústrias são os têxteis e o vestuário, alimentos e indústrias de processamento de bebida. Além disso, os produtos químicos, veículos, peixe e produtos de petróleo e artigos de couro são fabricados em grande quantidade na cidade.

O Porto de Callao, em Lima, é um dos mais importantes portos de pesca e comercial da América do Sul. Responde por 75% das importações e exportações do Peru. Ele também tem ampla capacidade de armazenamento de produtos frios e várias docas secas. Os principais produtos exportados no porto são produtos derivados do petróleo, cobre, ferro, prata, zinco, chumbo, do algodão, açúcar e café.

O Produto interno bruto (PIB) de Lima, em 2010, foi de $ 32,765 bilhões de dólares. Este valor representa cerca de 48% do PIB do Peru. O PIB per capita ascendia a $ 19,643 em Lima. O crescimento econômico médio anual nos últimos cinco anos foi entre 6% e 8,3%.

Lima abriga quase todas as grandes empresas nacionais, bancos e companhias de seguros do país, além da Bolsa de Valores de Lima (BVL). Fundada em 1860 como "Bolsa de Comércio de Lima", recebeu seu nome atual em 1971. A maioria das companhias estrangeiras presentes no Peru está localizadas em Lima. Há uma grande concentração da indústria, em particular da gestão, pesquisa e departamentos de vendas. Além disso, os desdobramentos regionais da indústria são determinadas principalmente da capital, de modo que a região metropolitana tem uma relação centro-periferia forte.

Os problemas em Lima que afetam a economia incluem os altos níveis de poluição do ar pelas emissões de poluentes provenientes da indústria e pelos veículos automóveis. Na indústria, que está concentrada principalmente na região metropolitana de Lima, há disposição inadequada de resíduos e da capacidade de tratamento de esgoto, gases residuais e dos resíduos.

[editar] Comércio

Shopping em Chinatown.

O Centro Comercial Jockey Plaza, em Surco é um dos maiores centros comerciais da cidade. O local foi construído no estilo de um shopping center norte-americano. Há supermercados, bancos, boutiques, lojas de esportes, lojas de bricolage e restaurantes.

O Centro Comercial de San Isidro tem uma estrutura semelhante à loja Jockey Plaza, porém um pouco menor. O Centro de Entretenimiento Larcomar é um moderno centro comercial situado no passeio marítimo com restaurantes, cafés, um grande cinema e pistas de bowling. Outros centros comerciais ou shoppings em grande escala sao: Megaplaza shopping, Plaza norte shopping no norte da cidade e o Centro Comercial San Miguel, próximo ao zoológico principal em Lima "Parque de las Leyendas".

O Mercado Central, um mercado de frutas e vegetais,se localiza no centro de Lima, entre o Huallaga e Ucayali, é um dos maiores mercados a céu aberto da cidade. Além disso, nos alrededores deste grande mercado é comum encontrar camelôs oferecendo quase de tudo. O Mercado Índio em Miraflores, o Centro Artesanal Carabaya e o Centro Artesanal Santo Domingo oferecem uma grande variedade de artesanato peruano (incluindo couro, prata, madeira, têxteis e cerâmica).

[editar] Transporte

[editar] Transporte aéreo

O Aeroporto Internacional Jorge Chávez é o terminal aéreo mais importante do país.

Lima se encontra servida pelo Aeroporto Internacional Jorge Chávez, localizado em El Callao, o terminal mais importante do país em quanto a tráfego aéreo nacional e internacional. Pelo movimento anual de passageiros é atualmente um dos mais importantes da América Latina e é o centro de operações (hub) de várias linhas aéreas para América do Sul. As ampliações e remodelações que se efetuam em sua infra-estrutura (ano 2008) prevêem a extensão de seus serviços para atender a unos 10 milhões passageiros proximamente segundo a empresa concessionária Lima Airport Partners .

Lima possui também outros cinco aeródromos como a Base Aérea Las Palmas localizada no distrito de Santiago de Surco, de uso exclusivamente militar; o Aeroclube de Collique, localizado no distrito de Comas, utilizado pela aviação geral e para a instrução de pilotos de aviação comercial; e outras pistas de aterrissagem para aeronaves menores nos balneários de Santa María del Mar, San Bartolo e Chilca. São usados majoritariamente para esportes.

[editar] Transporte marítimo

Quanto ao transporte de carga, no porto de El Callao concentra-se a maior parte do transporte marítimo nacional. Atualmente se mobilizam mais de um milhão de contêineres ao ano convertendo-o no porto com maior movimento de carga da costa oeste da América do Sul.

Em quanto ao transporte de passageiros, a proximidade da cidade com El Callao permite que os eventuais barcos cruzeiros que ancoram neste possam gozar dos serviços que brinda a cidade de Lima.

Estação "Desamparados" do ferrocarril central.

[editar] Transporte ferroviário

A primeira linha ferroviária da América do Sul chamada "Ferrocarril central" foi criada em 17 de maio de 1851; atualmente é um trem de passageiros e de carga, ligando o porto do Callao com a cidade de Lima e depois atravessar quase 200 km na serra peruana, para chegar primeiro à cidade de Huancayo para depois continuar rumo à cidade de Huancavelica.[21]

A viagem neste ferrocarril é toda uma aventura, já que logo de atravessar o porto do Callao ao mesmo nível do mar, o trem vai subindo até chegar à estação "Desamparados" na cidade de Lima e continuar subindo até uma altitude de quase 5000 msnm, para logo descer rumo às cidades da serra peruana; por este fato é o segundo ferrocarril mais alto do mundo.

[editar] Transporte rodoviário

As rotas mais utilizadas na atualidade são as que levam as cidades de Santiago de Chile e Buenos Aires (Argentina); tambem pode-se chegar direto ao Brasil utilizando primeiro a rodovia panamericana e depois a recientemente inaugurada "estrada do Pacifico". Por sua localização no centro do litoral peruano, Lima é o ponto de confluência das principais rodovias do país. As vias troncais que nascem de Lima e comunicam a todo o Peru são três:

A cidade conta com uma Terminal Rodoviária no norte da cidade, que serve como ponto de partida e chegada de ônibus para rotas nacionais e internacionais. A Rodoviária esta localizada junto do Plaza Norte shopping que tem lojas comerciais entre restaurantes, lanchonetes, praça de alimentação, serviço de internet wifi, farmácia, loteria, caixas automáticos, Posto de Informações Turísticas, banhos, bancas, livrarias, e artigos regionais, entre outros serviços. Além disso existem na cidade rodoviárias particulares por cada empresa de transporte e também há rodoviárias informais como Fiori no distrito de San Martín de Porres para as rotas para o norte do país, Yerbateros no distrito de San Luis para as rotas do centro e Atocongo no distrito de San Juan de Miraflores para as rotas do sul.

[editar] Transporte urbano

Os microônibus, um dos transportes urbanos mais comuns em Lima.
Ônibus

Em toda a cidade existem mais de 450 rotas de transporte urbano, as quais são brindadas por ônibus, microônibus, coasters, e kombis. Este sistema se caracteriza pela falta de renovação das unidades e em vários casos leva certa informalidade de operação, ainda quando as empresas têm rotas estabelecidas. As caminhonetas rurais conhecidas popularmente como combis, junto com motocarros chamados "mototaxis" pelos peruanos, são os típicos veículos de transporte público para distancias cortas especialmente na periferia da cidade, se bem as rotas de algumas kombis cobrem quase toda a área metropolitana, o serviço é deficiente em quanto aos standards de segurança e comodidade, e por esse motivo a prefeitura da cidade tem pensado a substituiçao desses veículos mediante a renovaçao de rotas que serao brindadas por ônibus modernos pelo menos a inicios do ano 2014.

O Sistema Metropolitano

O Sistema Metropolitano de Transporte, é um sistema de transporte urbano que tem corredores segregados de ònibus articulados de Alta Capacidade, nos principais eixos da cidade de Lima. Este corredor tem 26 quilômetros de longitude, além de outras estradas para ônibus alimentadores. Este sistema é similar ao TransMilenio de Bogotá, na Colômbia ou ao da Rede Integrada de Transporte de Curitiba.

Metrô
Trem do metrô na estação "Villa el Salvador" ( Julho 2011).

O metrô de Lima deveria se converter no principal sistema de transporte maciço e o mais rápido de Lima. O sistema tem 5 linhas planejadas, mas atualmente este sistema conta apenas com uma linha quase totalmente elevada, denominada Linha 1, a qual percorre um total de 22 km desde o sul da cidade até o Hospital 2 de Mayo na Av. Grau, no Centro de Lima, atravessando os distritos metropolitanos de Villa El Salvador, Villa María del Triunfo, San Juan de Miraflores, Santiago de Surco, Surquillo, San Borja, San Luis, La Victoria e o Cercado de Lima. Este tramo da linha está pronta para ser operada de maneira comercial.

Em julho de 2011, iniciaram-se as obras civis para ampliar em mais de 10 km a linha 1 rumo ao distrito mais povoado da cidade de Lima (San Juan de Lurigancho). As obras de toda a linha 1 foram concessionadas à brasileira Odebrecht . Prevê-se que a totalidade da linha 1 do sistema esteja em funcionamento a principios do ano 2014.

[editar] Educação

Lima é um dos principais centros culturais do Peru. Na cidade há 28 universidades, entre as quais se encontra a mais antiga do continente: a Universidad Nacional Mayor de San Marcos, chamada Decana de América e fundada em 12 de maio de 1551. O dia 12 de maio deu lugar à celebração do dia da Universidade Peruana.

Outras universidades estatais têm um importante papel no ensino e investigação, tais como a Universidade Nacional de Engenharia, fundada em 1876, a Universidade Nacional do Callao, a Universidade Nacional Federico Villarreal, a Universidade Nacional Agraria La Molina e única Universidade dedicada a formação de Docentes, a Universidade Nacional de Educação Enrique Guzmán y Valle, conhecida como "La Cantuta" situada em Chosica e fundada em 6 de julho de 1822 pelo Libertador Don José de San Martín, dando assim lugar à celebração do dia do professor, por ser data da fundação da primeira Escola de Preceptores no Peru.

A Pontifícia Universidade Católica do Peru é a primeira universidade privada do país (fundada em 1917). Outras instituições universitárias na cidade são a Universidade Inca Garcilaso de la Vega (fundada em 21 de dezembro de 1964 pela Asociación AIPP da Universidad Nacional Mayor de San Marcos), Universidade ESAN, a Universidade de Piura, a Universidade do Pacífico, a Universidade de Lima, a Universidade Peruana Cayetano Heredia, a Universidade Peruana de Ciências Aplicadas, a Universidade Alas Peruanas, a Universidade Ricardo Palma, a Universidade San Martín de Porres, a Universidade San Ignacio de Loyola, entre outras.

Foi fundada em 12 de maio de 1551 por Frei Tomás de San Martín, através de um decreto do rei Carlos I de Espanha.[22] Os professores foram treinados na própria universidade. Assim, a universidade é a mais antiga da América e uma das mais antigas do mundo.[22] Em 2002, mais de 29.800 alunos estavam matriculados na universidade em cursos de graduação e outros 3.549 alunos estavam matriculados em cursos de pós-graduação. Atualmente é uma das principais instituições de ensino do Peru. Passaram pela universidade a maior parte dos mais influentes cientistas, políticos, escritores e filósofos do Peru contemporâneo.[22]

[editar] Cultura e sociedade

A cidade de Lima é anfitriã de intermináveis espaços culturais e possui numerosos museus e galerias de arte. A cidade tem trabalhado intensamente nos últimos anos para se posicionar como líder na oferta cultural na América do Sul, e é cada vez mais sendo reconhecida mundialmente como um pólo na região para o desenvolvimento das artes.

[editar] Centro Histórico de Lima

Catedral de Lima à noite.

A originalidade de seu centro histórico lhe valeu ser declarado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade no ano de 1988.

[editar] Artes cênicas

No que diz respeito à sétima arte, a metrópole tem seu próprio festival de cinema, chamado Festival de Cinema de Lima, e muitas salas, que apresentam tanto como o melhor filme de fitas comerciais do momento, como o cinema de arte, que nos permite apreciar as realizações de vários tipos de diretores europeus e latino-americanos.

[editar] Esportes

A cidade de Lima tem uma rede de mais de 100 km de ciclovias (Ciclorrutas), que, além de ser um meio de transporte, contribui para a prática do ciclismo, como a ciclovia da avenida Arequipa que destina sua rede de ciclovia para uso exclusivo de bicicletas os dias domingos.

O futebol profissional peruano é um evento esportivo nacional que atrai significativamente o interesse dos adeptos do esporte na cidade. Assim, dois dos quatro clubes profissionais na cidade fazem o clasico do futebol peruano, que é a partida das equipes de "Universitario de deportes" e "Alianza Lima". As outras equipes da primeira divisão peruana em Lima sao o "Deportivo Universdidad San Martín) e "Sporting Cristal".

Os espaços esportivos mais importantes da cidade de Lima são o "Estadio Nacional", O "Estadio Monumental" o "Coliseu Eduardo Dibos", "A Vila espotiva nacional (Videna)" entre outros. Lima foi sede da Copa América, do primeiro campeonato Libertadores sub 20 além dos Jogos Bolivarianos.

[editar] Religião

Procissão do Senhor dos Milagres - Plaza de Armas.

A Religião católica está presente na sociedade de Lima que é especialmente notável em celebrações religiosas e momentos especiais do ano. A cidade de Lima tem muitas igrejas no seu centro histórico; a cidade de Lima tem uma procissão multitodinária que é a do "Senhor dos milagres" (Señor de los milagros"). A cidade ultimamente também conta com outros prédios de diferentes igrejas protestantes em diferentes partes da cidade.

[editar] Culinária

A culinaría peruana e especialmente a de Lima é muito variada e tem sido reconhecida como uma das melhores do mundo. No mes de Setembro Lima tem seu festival gastronomico chamado "Mistura"

[editar] Museus

A seguir, uma lista de museus interessantes do ponto de vista cultural para o visitante desta cidade.

  1. Casa Museu "José Carlos Mariátegui" (história natural e ciências)
  2. Casa Museu "Julia Codesido" (história natural e ciências)
  3. Casa Museu "Miguel Grau" (história)
  4. Casa Museu "Ricardo Palma" (história)
  1. Museu Aeronáutico
  2. Museu Amano (Arqueologia e história)
  3. Museu "Andrés Avelino Cáceres" (história)
  4. Museu "Antonio Raimondi" (história natural e ciências)
  5. Museu Arqueológico Rafael Larco Herrera
  6. Museu Arqueológico del Colegio Juan XXIII
  7. Museu Arqueológico "Josefina Ramos de Cox"
  8. Museu Comunitário Inti Raymi (arte)
  9. Museu de Arte (arte)
  10. Museu de Arte Colonial Pedro de Osma (arte)[2]
  11. Museu de Arte Italiano (arte)
  12. Museu de Arte Popular
  13. Museu de Arte Religioso de la Catedral
  14. Museu de Arte da "Universidad de San Marcos (UNMSM)"
  15. Museu de Criminalística de la Policía Nacional del Peru
  16. Museu del Banco Central de Reserva del Peru (arqueologia e história)
  17. Museu del Centro de Investigação Arqueológica de Ancón
  18. Museo de los Combatientes del Morro de Arica
  19. Museo del Convento de los Descalzos (arqueologia e história)
  20. Museo del Convento de San Francisco (arqueologia e história)
  21. Museu Histórico Militar del Real Felipe
  22. Museo de la Nación (arqueologia e história)
  23. Museo Geológico de la Universidad Nacional de Ingeniería (história natural e ciências)
  24. Museu Nacional de Antropologia, Arqueologia e História
  25. Museu Nacional de Informática
  26. Museu Nacional de la Cultura Peruana
  27. Museu de História Natural "Javier Prado" (Universidad de San Marcos)
  28. Museu de História Natural da Universidad Particular Ricardo Palma
  29. Museu de Ingeniería de Minas "George Petersen" de la Universidad Católica (PUCP)
  30. Museu de Investigaciones de Zonas Áridas da Universidad Nacional Agraria (UNA)
  31. Museu da Biblia
  32. Museu da Eletricidade
  33. Museo de la Inmigración Japonesa (história)
  34. Museo de Oro del Peru y Armas del Mundo
  35. Museu do Sitio Huaca Huallamarca (arqueologia e história)
  36. Museu do Sitio Huaca Pucllana (arqueologia e história)
  37. Museu do Sitio Huaca Puruchuco
  38. Museu do Sitio del Mirador del Cerro San Cristóbal (arqueologia e história)
  39. Museu do Sitio de Pachacámac (arqueología e história)
  40. Museu do Sitio del Parque Reducto N° 2 (arqueologia e história)
  41. Museu do Hospital Santo Toribio de Mogrovejo
  42. Museu do Petróleo
  43. Museu do Teatro
  44. Museu "Marina Núñez del Prado" - Biblioteca Falcón
  45. Museu Memória "Coronel Leoncio Prado" (história)
  46. Museu Multidisciplinario del Colegio La Salle (história natural y ciências)
  47. Museu Naval
  48. Museu Numismático del Banco Wiese
  49. Museu Postal y Filatélico (Direção Geral de Correios)
  50. Museu Taurino de la Plaza de Acho (história)
  51. Museu del Tribunal de la Santa Inquisición (arqueologia e história)
  52. Museu Universitario de la Universidad Nacional Federico Villarreal (arqueologia e história)
  53. Museu do Vice-reino (arqueologia e história)

[editar] Museus na Grande Lima

  1. Museu Arqueológico Comunal de Carquín
  2. Museu do Sítio de Puruchuco
  3. Museu Municipal de Chancay
  4. Museo y Balcón Histórico de Huaura

[editar] Cidadãos ilustres

[editar] Cidades-irmãs

Lista das cidades-irmãs de Lima:


Imagem: Centro Histórico de Lima
A cidade de Lima inclui o sítio Centro Histórico de Lima, Património Mundial da UNESCO.


[editar] Galeria de imagens

Referências

  1. Artículo 49° (em español). Constitución política del Perú (1993). Página visitada em 2009 03 24 de 2009. "La capital de la República del Perú es la ciudad de Lima..."
  2. Instituto Nacional de Estadística e Informática, Censos Nacionales 2007: XI de Población y VI de Vivienda, Primeros Resultados pp. 18, 26.
  3. Cidades para investir na América Latina. Terra (29 de abril de 2010).
  4. GaWC - The World According to GaWC 2008. Página visitada em 28 de abril de 2010.
  5. Hemming, The conquest, p. 28.
  6. Klarén, Peru, p. 39.
  7. Hemming, The conquest, p. 203–206.
  8. Klarén, Peru, p. 87.
  9. Andrien, Crisis and decline, pp. 11–13.
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  12. Andrien, Crisis and decline, p. 28.
  13. Walker, "The upper classes", pp. 53–55.
  14. Ramón, "The script", pp. 173–174.
  15. Anna, Fall of the royal government, pp. 4–5.
  16. Anna, Fall of the royal government, pp. 23–24.
  17. Anna, Fall of the royal government, pp. 176–177.
  18. Anna, Fall of the royal government, pp. 178–180.
  19. Asociación Latinoamericana de Estudiantes de Geografía
  20. [1]
  21. Railroads of Central Peru and Lima (em inglês). PeruTren. Página visitada em 29 de abril de 2010.
  22. a b c http://sisbib.unmsm.edu.pe/bibvirtual/libros/historia/San_marcos/Fund_Uni_Sto_Domin.htm

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