Lima Barreto (cineasta)

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Victor Lima Barreto (Casa Branca, 23 de junho de 1906Campinas, 23 de novembro de 1982) foi um diretor do cinema brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Autodidata, Lima Barreto iniciou no cinema nacional na década de 1940 filmando curta-metragens como "O caçador de bromélias" e "Fazenda velha". Foi para a Companhia Vera Cruz e lá dirigiu o primeiro documentário nacional em curta-metragem sobre artes plásticas, o premiado "Painel" interpretando o painel Tiradentes de Cândido Portinari.

Em 1953 realiza um grande sonho e faz o filme mais famoso e premiado do cinema nacional da década de 1950, "O Cangaceiro", com Alberto Ruschel, Marisa Prado, Milton Ribeiro e Vanja Orico. O filme ganhou dois prêmios no Festival de Cannes como melhor filme de aventura e melhor trilha musical.

Por vários anos ele tentou produzir "O Sertanejo", mas seu gênio difícil e polêmico sempre o afastou dos produtores e o filme nunca foi realizado. Ainda fez os documentários "São Paulo em festa" e "Arte cabocla" e o longa "A Primeira missa" em 1961. Ele também trabalhou como ator nos filmes "Terra é sempre terra", "Tico-tico no fubá", "O Cangaceiro' e "A Primeira Missa" e escreveu os roteiros para as fitas "Quelé do Pajeú" (1969), de Anselmo Duarte, "Pontal da Solidão" (1978), de Alberto Ruschel e "Inocência", realizado em 1983, depois da morte dele, por Walter Lima Júnior que também usou um argumento do diretor para Ele, o Boto (1987).

Foi casado com a atriz Araçary de Oliveira e depois do divórcio passou a viver só e amigo da boemia. Morreu pobre e esquecido, vítima de um enfarte, em um asilo na cidade de Campinas.[1]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Rogério Verzignasse (21 de abril de 2010). As horas finais de um gênio em Campinas Cosmo.uol.com.br. Visitado em 22 de abril de 2010.
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