Linfoma não Hodgkin

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Linfoma não Hodgkin
Geralmente ocorrem nas vias e gânglios linfáticos (parte verde da figura)
Classificação e recursos externos
CID-10 C82 a C85
CID-9 200, 202
OMIM 605027
DiseasesDB 9065
MedlinePlus 000581
eMedicine med/1363 ped/1343
MeSH D008228
Star of life caution.svg Aviso médico
Geralmente ocorrem nos gânglios linfáticos

Linfoma não-Hodgkin (LNH) se refere a todas neoplasias malignas (tumores) que se originam nos linfócitos, exceto o linfoma de Hodgkin. Possuem variados graus de gravidade, causas, sintomas e mortalidade. Em 2008, a OMS classificou os linfomas não-Hodkins em 80 tipos divididos em quatro grupos.[1]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Classificar o tipo de linfoma pode ser uma tarefa bastante complicada, por sua grande diversidade. Após o diagnóstico, a doença é classificada de acordo com a célula que o originou (linfócitos B ou T), a agressividade (indolente ou agressivo), o estágio (inicial, intermediário, avançado ou terminal), extensão (nodular ou difuso), pelo tamanho das células (pequenas, grandes ou mistas) e pelo . Estas informações são muito importantes para selecionar adequadamente a forma de tratamento do paciente, e estimar seu prognóstico.

Classificação por agressividade[editar | editar código-fonte]

Os linfomas indolentes (40% dos casos) têm um crescimento relativamente lento. Os pacientes podem apresentar-se com poucos sintomas por vários anos, mesmo após o diagnóstico. Entretanto, a cura nestes casos é menos provável do que nos pacientes com formas agressivas de linfoma. Esses últimos podem levar rapidamente ao óbito se não tratados, mas, em geral, são mais curáveis. [2]

Classificação internacional de doenças[editar | editar código-fonte]

Linfoma nao-Hodgkin de células B na hipófise, hipotálamo, tectum e pedúnculo cerebelar inferior (áreas esbranquiçadas).

Os Linfomas Não-Hodgkin são divididos pelo CID-10 em[3] :

= Nova classificação[editar | editar código-fonte]

Tumor de Burkitt, um tipo de LNH difuso muito agressivo.

Em 2008 a OMS propôs que os linfomas sejam classificados em 5 grupos[4] :

  • Neoplasias de linfócitos B maduras
  • Neoplasias de linfócitos T ou Natural Killer (NK) maduras
  • Neoplasias de precursores linfoides
  • Linfoma de Hodgkin
  • Perturbações linfoproliferativas associadas a imunodeficiência

Assim, o termo linfoma não-Hodgkin deve ser substituído gradualmente por termos mais específicos conforme novos manuais são lançados.

Causas[editar | editar código-fonte]

A causa é normalmente desconhecida, porém fatores de risco incluem: Os poucos conhecidos fatores de risco para o desenvolvimento de Linfomas Não-Hodgkin são:

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Linfoma maligno folicular de linfócitos B. Com baixa agressividade, levou 12 anos para chegar a este tamanho: 6cm.

Pode ser assintomática por muitos anos. Quando existem sintomas (Fase B) incluem[6] :

  • Aumento indolor dos linfonodos geralmente do pescoço, axilas e/ou virilha(sintoma mais comum);
  • Aumento e dor abdominal
  • Tosse e respiração difícil (quando o linfoma está próximo a vias respiratórias)
  • Sudorese noturna excessiva;
  • Febre;
  • Perda de peso inexplicada.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Linfoma NH difuso de linfócitos B grandes. As células tumorais se tornam grandes, irregulares e com núcleo mais claro.

Exames comumente utilizados incluem[7] :

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

São diagnosticados aproximadamente 10.000 novos casos novos no Brasil por ano. É um pouco mais comum em homens e também atinge crianças. A mortalidade nos primeiros cinco anos depois do diagnóstico é de 39%, resultando em cerca de 4.000 mortes por ano. O número de casos praticamente duplicou nos últimos 25 anos, particularmente entre pessoas acima de 60 anos por razões ainda não esclarecidas. [8] [2]

No mundo afeta cerca de 20 em cada 100.000 habitantes por ano. A frequência aumenta com a idade. Um pouco mais comum em homens. Em 2010 foi responsável pela morte de 210.000 pessoas.[9]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Depende do tipo de linfoma, local, estágio, idade, imunidade e presença de sintomas. Geralmente envolve quimioterapia, radioterapia ou ambos. Imunoterapia radioativa também pode ser usada fazendo que anticorpos que ataquem as células cancerosas injetem a substância radioativa no tumor.[10]

Transfusão de sangue pode ser necessária quando o número de células sanguíneas reduz muito. Tratamentos com células-tronco podem ajudar a recuperar a medula óssea depois da quimioterapia.[10]

Prevenção[editar | editar código-fonte]

Assim como em outras formas de câncer, dietas ricas em verduras e frutas podem ter efeito protetor contra o desenvolvimento de Linfomas Não-Hodgkin.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3109529/
  2. a b c http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=457
  3. http://cid.ninsaude.com/capitulo/ii/c81-c96/#.VR4vQ9LtGkt
  4. Swerdlow, Steven H.; International Agency for Research on Cancer; World Health Organization (2008). WHO classification of tumours of haematopoietic and lymphoid tissues. World Health Organization classification of tumours 2 (4th ed.). International Agency for Research on Cancer. ISBN 9789283224310.
  5. Maeda E, Akahane M, Kiryu S, Kato N, Yoshikawa T, Hayashi N, Aoki S, Minami M, Uozaki H, Fukayama M, Ohtomo K (2009). "Spectrum of Epstein-Barr virus-related diseases: A pictorial review". Japanese Journal of Radiology 27 (1): 4–19. doi:10.1007/s11604-008-0291-2. PMID 19373526
  6. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/non-hodgkins-lymphoma/basics/symptoms/con-20027792
  7. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/non-hodgkins-lymphoma/basics/tests-diagnosis/con-20027792
  8. Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP)
  9. IH NCI Surveillance, Epidemiology, and End Results Program. Posted to SEER website April 2014. SEER Stat Fact Sheets: Non-Hodgkin Lymphoma Page accessed Feb 26, 2015
  10. a b http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/ency/article/000581.htm