Linha do Sul

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 [v  e]  Linha do Sul
A Linha do Sul no tabuleiro inferior da Ponte 25 de Abril.
A Linha do Sul no tabuleiro inferior da Ponte 25 de Abril.
ver referências a fontes no texto do(s) artigo(s)
Estação de Campolide A, PK 0 da Linha do Sul.
Linha do Sul, perto de Azinheira dos Barros, no concelho de Grândola.
Comboio Fertagus no Fogueteiro.
Aspecto da ligação ferroviária entre o Túnel do Pragal e a Ponte 25 de Abril, na Linha do Sul.
Comboio urbano 17264 (“Linha do Sado”: Praias do Sado A - Barreiro) da CP Lisboa, a entrar no Túnel das Fontainhas, na Linha do Sul.

A Linha do Sul é uma ferrovia portuguesa que liga a estação de Campolide A, em Lisboa, à estação de Tunes, no Algarve, numa distância total de 273,6 km.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

É a segunda linha ferroviária mais importante de Portugal, a seguir à Linha do Norte [carece de fontes?], ligando Lisboa a Setúbal, e ambos ao sul do país.

Tráfego de passageiros e material circulante[editar | editar código-fonte]

CP-USGL + Soflusa + Fertagus

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços: BSicon uBHFq.svg Sado (CP+Soflusa)BSicon fBHFq.svg Sintra (CP)
BSicon uexBHFq.svg FertagusBSicon BHFq.svg Azambuja (CP)BSicon BHFq yellow.svg Cascais (CP)


(n) Azambuja 
Unknown route-map component "cd" Head station Unknown route-map component "c" Urban head station
 Praias do Sado-A (u)
(n) Esp. Azambuja 
Unknown route-map component "cd" Station on track Unknown route-map component "c" Urban station on track
 Pç. do Quebedo (u)
(n) V. N. Rainha 
Unknown route-map component "cd" Station on track Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexKBHF-Ra"
 Setúbal (u)
(n) Carregado 
Unknown route-map component "cd" Station on track Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Palmela (u)
(n) Cast. Ribatejo 
Unknown route-map component "vBHF-KBHFa" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
Unknown route-map component "vBHF" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
Unknown route-map component "vBHF" Urban station on track Unused straight waterway
 Penteado (a)
(n) Alverca 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdKBHF-La" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Moita (a)
(n) Póvoa 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
Unknown route-map component "fvKBHFa-BHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Unknown route-map component "uTRAJEKT" Unused straight waterway
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban End station Unused straight waterway
 Terreiro do Paço (a)
 
Unknown route-map component "fvSTR" Unknown route-map component "vSTRgl" Transverse terminus from right Unused straight waterway
 Santa Apolónia (n)
(z) Marvila 
Unknown route-map component "fvSTR" Station on track Unknown route-map component "uexBHF"
 Penalva (u)
(z) Chelas 
Unknown route-map component "fvSTR" Station on track Unknown route-map component "uexBHF"
 Coina (u)
 
Unknown route-map component "fvSTR" Unknown route-map component "KRWl" Unknown route-map component "KRW+r" Unknown route-map component "uexBHF"
 Fogueteiro (u)
(z) Roma - Areeiro 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexKBHF-Ma" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-M" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-M" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Pragal (u)
 
Unknown route-map component "fvSTR"
Unused waterway turning left + Unknown route-map component "fvSTR+l-"
Unknown route-map component "fSTRq" + Interchange on track
Unused waterway turning right + Unknown route-map component "fSTRlg"
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "fKBHFe"
 Rossio (s)
(s) Sta. Cruz / Damaia 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "KBHFa yellow"
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "BHF yellow"
 Santos (c)
**(z) Alcântara - Terra 
Unknown route-map component "fvSHI1l"
Unknown route-map component "fSHI1c3" + Unknown route-map component "fSHI1+r"
End station + Hub
Unknown route-map component "BHF yellow" + Hub
 Alcântara Mar (c)**
(s) Amadora 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Belém (c)
(s) Queluz - Belas 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Caxias (c)
(s)(o) Cacém 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Paço de Arcos (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
Unknown route-map component "fKBHFe" + Unknown route-map component "fSHI1c1"
Unknown route-map component "fvSHI1+r" Unknown route-map component "BHF yellow"
 S. Amaro (c)
(s) Rio de Mouro 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Oeiras (c)
(s) Mercês 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Carcavelos (c)
(s) Algueirão 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Parede (c)
(s) Portela de Sintra 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 S. Pedro (c)
(s) Sintra 
Unknown route-map component "fvKBHFe" Unknown route-map component "BHF yellow"
 S. João (c)
 
Unknown route-map component "BHF yellow"
 Estoril (c)
(c) Cascais 
Unknown route-map component "KBHFl yellow" Unknown route-map component "BHFq yellow" Unknown route-map component "STRrf yellow"
 Monte Estoril (c)

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaisz L.ª Cintura
n L.ª Norteo L.ª Oestes L.ª Sintrau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A (**) vd. Pass. Sup. Alcântara

Fonte: Página oficial, 2013.02
(nomes das estações de acordo com a fonte)

Entre Campolide e Setúbal existe um forte tráfego de comboios suburbanos explorados por uma empresa privada, a Fertagus, que detém até final de 2010 a concessão deste serviço. Os restantes serviços estão a cargo da CP.

Foram realizados, nesta linha, serviços urbanos entre o Barreiro, Setúbal e Praias-Sado, rebocados por locomotivas da Série 1200[1] [2] ; em Outubro de 1992, estes comboios estavam a ser assegurados por locomotivas da Série 1520.[3] As locomotivas da classe 1200 também rebocaram serviços regionais entre o Barreiro e Funcheira, utilizando a Linha do Sado.[1]

Tráfego de mercadorias[editar | editar código-fonte]

As estações desta Linha mantiveram, ao longo do Século XX, um importante movimento de carga com o Algarve e a Área Metropolitana de Lisboa, com predominância para a Península de Setúbal; as Estações de Santa Clara-Sabóia, Pereiras-Gare, São Marcos da Serra, Setúbal e Alvalade exportaram madeiras e lenhas em grande quantidade[4] , enquanto que Setúbal recebeu, do Algarve, farinhas e óleos e peixe, e azeite em embalagens.[5] Outra estação de elevada importância em termos de tráfego de mercadorias foi São Bartolomeu de Messines, ande se centrava um dos principais núcleos industriais de panificação no Algarve. Por outro lado, esta ligação permitiu um movimento de mercadorias mais célere entre o Algarve e o resto de Portugal, especialmente as áreas portuárias de Setúbal e Lisboa.[6]

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Um dos primeiros projectos ferroviários em Portugal foi a apresentação, em 1844, de uma linha entre Lisboa e Alcácer do Sal, de modo a complementar as deficientes ligações rodoviárias e marítimas nesta região.[7] O Caminho de Ferro do Sul tinha como objectivo unir as cidades de Beja e Évora ao Barreiro, aonde existia um porto fluvial com ligação a Lisboa; para a sua construção, foram contratadas duas companhias, tendo a Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro ao Sul do Tejo sido responsável pela implementação da via férrea entre o Barreiro e Vendas Novas, enquanto que a Companhia do Sueste deveria continuar a linha a partir de Vendas Novas.[8]

Troço entre o Pinhal Novo e Setúbal[editar | editar código-fonte]

Antiga Ponte Ferroviária de Magra, ao PK 237,835 da Linha do Sul, demolida na primeira metade do Século XX.

O primeiro troço do que seria, futuramente, a Linha do Sul, foi o Ramal de Setúbal, que fazia a ligação entre o Pinhal Novo, no Caminho de Ferro do Sul, e Setúbal, e que foi inaugurado em 1 de Fevereiro de 1861, pela Companhia Nacional de Caminhos de Ferro ao Sul do Tejo; este troço foi construído, como todas as vias férreas desta Companhia, na bitola de 1,44 metros.[9] [10] No mesmo ano, a ligação foi estabelecida até Vendas Novas[11] , mas, devido às bitolas utilizadas por ambas as companhias serem diferentes, gerava vários constrangimentos, pois impedia as composições de prosseguirem viagem, forçando o transbordo de passageiros e mercadorias.[12] Para resolver este problema, o governo procurou fundir as duas empresas numa só, sendo a nova companhia responsável por uniformizar as bitolas e continuar as obras; a Companhia Nacional foi, assim, adquirida pelo estado nos finais de 1861, tendo os antigos direitos e imobilizado sido vendidos à Companhia do Sueste em 1864.[13] No ano seguinte, esta empresa começou a alterar a bitola nas antigas linhas da Companhia Nacional, incluindo o Ramal de Setúbal.[14] Dois dos objectivos desta empresa, a serem cumpridos no prazo de 2 anos, foram construir a Estação do Pinhal Novo, e uma nova estação em Setúbal, num local diferente da antiga.[15]

Troço entre Setúbal e Funcheira[editar | editar código-fonte]

Em 1877, o engenheiro e político Sousa Brandão defendeu a continuação da linha de Setúbal até ao Algarve, porque proporcionava uma viagem mais rápida até esta região, a partir de Lisboa, do que o Caminho de Ferro do Sul, que passava por Beja; por outro lado, esta linha seria de fácil construção, apenas se verificando algumas dificuldades na transição do Esteiro da Marateca, e passaria por zonas de elevada produção florestal, mineira e agrícola.[16] O governo iniciou, assim, o planeamento desta linha, tendo o concurso para a sua construção sido aberto por uma lei de 29 de Março de 1883, e outra lei, de 17 de Setembro, ordenou que o estado fizesse a construção do troço entre a estação de Setúbal e a margem do Rio Sado; este prolongamento foi autorizado por uma lei de 14 de Julho de 1899, tendo uma lei, publicada em 12 de Julho de 1901, disponibilizado 40.000$000 para auxiliar no pagamento das despesas deste projecto, e facultado à autarquia de Setúbal os meios para a preparação do terrapleno, aonde iria ser construída a estação fluvial.[16]

A Linha do Sado, como se denominava este projecto, foi inserida na classificação realizada em 27 de Novembro de 1902, no Plano Oficial da Rede ao Sul do Tejo, tendo o seu ponto inicial sido demarcado no Pinhal Novo, o que provocou alguma polémica.[16] Esta ligação foi pensada como uma alternativa à Linha do Sul, e como um modo mais directo de atingir o Algarve.[17] Por outro lado, possibilitaria o desenvolvimento da agricultura e da indústria mineira no Vale do Rio Sado, uma vez que esta região, apesar de bastante rica, sofria de problemas de comunicação.[17] Nesta altura, estavam a ser ponderadas duas alternativas para o traçado inicial: a Linha poderia continuar o Ramal de Setúbal, e assim abranger directamente aquela cidade, e o seu Porto, mas teria de atravessar o Esteiro da Marateca, cuja passagem se previa bastante dispendiosa; a alternativa, a partir do Poceirão, evitaria estas dificuldades, mas a Linha deixaria de passar por Setúbal.[17] A Linha do Sado também deveria passar por Alcácer do Sal e junto a Grândola, por motivos económicos e geográficos.[17] Em Grândola ou em Alvalade, deveria entroncar com o Ramal de Sines.[17]

Naquele documento, também foi inserida a construção de um caminho de ferro, de carros eléctricos, entre o Seixal ou o Barreiro, até Sesimbra, passando por Azeitão; este projecto devia-se à cobertura insuficiente do Ramal de Setúbal, em relação à Península.[17]

A construção da Linha do Sado foi referida numa proposta de lei de 24 de Abril do ano seguinte, e a lei de 1 de Julho estabeleceu que o traçado deveria passar pelas localidades de Setúbal e Alvalade, tendo a sua construção foi ordenada por uma portaria de 6 de Outubro de 1903; a directriz deste empreendimento foi determinada por uma portaria de 19 de Abril de 1904.[16] Em 1907, foi concluída a linha entre Setúbal e a margem do Rio Sado, aonde foi instalada uma estação fluvial; uma lei de 27 de Outubro de 1909 ordenou que se continuasse a linha até Garvão, tendo o concurso para a empreitada geral sido aberto por um decreto de 6 de Novembro do mesmo ano.[16] O projecto da variante entre Cachofarra e Gâmbia foi apresentado pela Direcção de Sul e Sueste dos Caminhos de Ferro do Estado em 4 de Junho de 1912, tendo sido aprovado por uma portaria de 14 de Junho, que ordenou a construção do troço até Alcácer do Sal.[18]

A construção da Linha do Sado iniciou-se a partir de Garvão, em 11 de Setembro de 1911, tendo o troço até Alvalade entrado ao serviço em 23 de Agosto de 1914, até Lousal em 1 de Agosto do ano seguinte, Canal Caveira no dia 20 de Setembro de 1916, Grândola em 22 de Outubro do mesmo ano, e até à estação provisória de Alcácer do Sal, na margem Sul do Rio Sado, em 14 de Julho de 1918; a inserção definitiva com a Linha do Sul foi instalada na Funcheira, em princípios de 1919.[16] A linha chegou à margem norte do Rio Sado em 25 de Maio de 1920, tendo sido aberta a estação definitiva de Alcácer do Sal e extinta a interface provisória na outra margem; até à inauguração da ponte definitiva, em 1 de Junho de 1925, a travessia era feita através de uma ponte de serviço, com muitas restrições.[16] [19]

Desastre do Rápido do Algarve[editar | editar código-fonte]

Em 13 de Setembro de 1954, uma composição descarrilou entre o Apeadeiro de Pereiras e a Estação de Santa Clara-Sabóia, provocando entre 29 a 34 vítimas mortais e cerca de 50 feridos.[20]

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Nos finais de 2001, já se encontravam a ser realizados os trabalhos de modernização desta Linha, tendo sido entregues à empresa Ferrovias.[1] Em 2004 concluiu-se uma renovação integral e electrificação da ferrovia entre o Pinhal Novo e Tunes permitindo em alguns troços que os serviços Alfa Pendular atinjam velocidades de 220 km/h. Circulam, igualmente, pesados comboios carvoeiros com 2200 toneladas.

Série 1960 a fazer serviço especial, a passar pelo Variante de Alcácer.

Variante de Alcácer[editar | editar código-fonte]

Construido entre 2007 e 2010 pela TPF planege e com um custo de cerca de 159 milhões de euros[21] , a Variante de Alcácer tem aproximadamente 29 km extensão, incluindo quatro viadutos em qual o primeiro é sobre a ribeira de S. Martinho com 852 metros, o segundo pela ribeira de Água Cova com 271 metros, o terceiro pelo o Rio Sado com aproximadamente 2735 metros e o ultimo sobre o IC1 com 52 metros. Localizado entre a Estação do Pinheiro e o km 94,700, o objectivo era reforçar a competitividade do Porto de Sines e reduzir o tempo de percurso entre Lisboa - Algarve, aumentar a segurança do mesmo percurso[21] . Atualmente a variante usa uma linha apesar de ser construida para duas. Entrentanto o antigo traçado ainda continua em operação mas no entanto a os serviços de passageiros foram abatidos ao serviço. Apesar de ter sido inaugurado em 12 de Dezembro de 2010[22] , a variante já estava em uso por causa de um descarrilamento[23] junto à Ponte Ferroviária de Alcácer do Sal que obrigou o uso do variante.[24]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c CONCEIÇÃO, Marcos A.. ({{{mês}}} 2001). "Caminhos de Ferro Portugueses: Cambios en la Tracción" (em Espanhol). Maquetren 10 (100): 74, 75. Madrid: Revistas Profesionales.
  2. BRASÃO, Carlos. ({{{mês}}} 1995). "Las "Flausinas" en HO o la transformación del modelo ROCO" (em Espanhol). Maquetren 4 (36): 26, 28. Madrid: A. G. B., s. l.. ISSN 11322063.
  3. ({{{mês}}} 1994) "Concurso Fotografico" (em Espanhol). Maquetren 3 (21): 26.
  4. Cavaco, 1976:436
  5. Cavaco, 1976:438-439
  6. Cavaco, 1976:435-438
  7. Martins et al, p. 8, 11
  8. Santos, 1995:107
  9. Cronologia: 1844/1874 - Desde o Projecto até ao Fim do 3º Quartel do Séc. XIX Comboios de Portugal. Visitado em 22 de Março de 2011.
  10. Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006, p. 12
  11. Martins et al, 1996:11
  12. Santos, 1995:108
  13. Santos, 1995:109
  14. TORRES, Carlos Manitto. (1 de Fevereiro de 1958). "A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário". Gazeta dos Caminhos de Ferro 70 (1683): 75, 76.
  15. Santos, 1995:113
  16. a b c d e f g TORRES, Carlos Manitto. (16 de Fevereiro de 1958). "A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário". Gazeta dos Caminhos de Ferro 70 (1684): 91, 92. Lisboa: Gazeta dos Caminhos de Ferro.
  17. a b c d e f "Parte Official". Gazeta dos Caminhos de Ferro 15 (360): 382.
  18. PORTUGAL. Portaria de 14 de Junho de 1912. Ministério do Fomento - Caminhos de Ferro do Estado. Publicado em 18 de Junho de 1912.
  19. Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006, p. 62
  20. (1 de Novembro de 1954) "O Descarrilamento do "Rápido" do Algarve". Gazeta dos Caminhos de Ferro 67 (1605): 305, 309.
  21. a b Variante de Alcácer Rede Ferroviária Nacional (19 de Dezembro de 2010). Visitado em 8 de Outubro de 2014.
  22. [http://www.refer.pt/MenuPrincipal/ComunicacaoSocial/Noticias/Noticia/tabid/447/ItemId/242/View/Details/AMID/948/Default.aspx Variante de Alcácer Variante de Alcácer] Rede Ferroviária Nacional (13 de Dezembro de 2010). Visitado em 8 de Outubro de 2014.
  23. Comboio de mercadorias descarrila na Linha do Sul Correio da Manhã (27 de Outubro de 2010). Visitado em 8 de Outubro de 2014.
  24. Nuno P. Chorão e Carlos Cipriano (28 de Outubro de 2010). Refer admite recorrer à variante de Alcácer para reabrir Linha do Sul até ao Algarve PÚBLICO. Visitado em 8 de Outubro de 2014.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CAVACO, Carminda. O Algarve Oriental: As Vilas, O Campo e o Mar. Faro: Gabinete de Planeamento da Região do Algarve, 1976. 492 pp. 2 vol. vol. II.
  • SANTOS, Luís Filipe Rosa. Os Acessos a Faro e aos Concelhos Limítrofes na Segunda Metade do Séc. XIX. Faro: Câmara Municipal de Faro, 1995. 213 pp.
  • Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. [S.l.]: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A., 2006. 238 pp. ISBN 989-619-078-X
  • MARTINS, João Paulo, BRION, Madalena, SOUSA, Miguel de, LEVY, Maurício, AMORIM, Óscar. O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. [S.l.]: Caminhos de Ferro Portugueses, 1996. 446 pp.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]