Linha do Vouga

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Linha do Vouga
Estação ferroviária de Sernada do Vouga
Estação ferroviária de Sernada do Vouga
Bitola: Bitola estreita
Continuation backward
L.ª Norte Porto-Campanhã
Right side of cross-platform interchange Unknown route-map component "exCPICra"
0,000 Espinho
Continuation forward Unknown route-map component "exSTR"
L.ª Norte Lisboa-S.A.
Unknown route-map component "KHSTxa"
0,600 Espinho-Vouga
Stop on track
2,500 Silvalde-Vouga
Stop on track
3,400 Monte de Paramos
Stop on track
5,400 Lapa
Stop on track
6,500 Sampaio-Oleiros
Station on track
9,000 Paços de Brandão
Stop on track
10,900 Rio Meão
Stop on track
14,000 São João de Ver
Stop on track
16,700 Cavaco
Stop on track
18,900 Sanfins
Station on track
19,500 Vila da Feira
Stop on track
21,400 Escapães
Station on track
23,500 Arrifana
Station on track
24,800 São João da Madeira
Stop on track
27,300 Faria
Stop on track
28,500 Cucujães
Stop on track
30,700 Santiago de Riba-Ul
Station on track
32,700 Oliveira de Azeméis
Unknown route-map component "HSTeBHF"
35,200 Ul
Stop on track
38,100 Travanca-Macinhata
Stop on track
41,300 Figueiredo
Station on track
43,600 Pinheiro da Bemposta
Stop on track
45,900 Branca
Stop on track
48,400 Albergaria-a-Nova
Stop on track
53,200 Urgueiras
Station on track
54,900 Albergaria-a-Velha
Track turning from left Station on transverse track Unknown route-map component "xABZgf"
61,500 Sernada do Vouga
Continuation forward Unknown route-map component "exSTR"
R. Aveiro Aveiro
Unknown route-map component "exHST"
64,100 Carvoeiro
Unknown route-map component "exHST"
66,300 Foz do Rio Mau
Unknown route-map component "exHST"
70,000 Poço de Santiago
Unknown route-map component "exBHF"
71,900 Paradela
Unknown route-map component "exHST"
71,900 Senhora de Lourosa
Unknown route-map component "exHST"
76,000 Cedrim
Unknown route-map component "exBHF"
80,500 Ribeiradio
Unknown route-map component "exHST"
83,900 Arcozelo das Maias
Unknown route-map component "exHST"
86,000 Quintela
Unknown route-map component "exHST"
87,000 Santa Cruz
Unknown route-map component "exHST"
91,300 Nespereira do Vouga
Unknown route-map component "exBHF"
93,400 Pinheiro de Lafões
Unknown route-map component "exBHF"
97,700 Oliveira de Frades
Unknown route-map component "exHST"
99,900 São Vicente de Lafões
Unknown route-map component "exSTR" + Unknown route-map component "GRENZE2lg+rf"
101,000 ⇠ VZL  ⇢ OFR
Unknown route-map component "GRENZE2l" + Unknown route-map component "GRENZE2rg"
Unknown route-map component "exGRENZE"
103,000 ⇡ OFR  ⇣ VZL
Unknown route-map component "exHST"
103,000 Fojo
Unknown route-map component "exBHF"
106,200 Vouzela
Unknown route-map component "exGRENZE"
109,000 ⇡ VZL  ⇣ SPS
Unknown route-map component "exHST"
110,000 Termas de São Pedro do Sul
Water turning from left Unknown route-map component "exWBRÜCKE"
111,000 × Rio Vouga
Water Unknown route-map component "exBHF"
113,500 São Pedro do Sul
Water turning left Unknown route-map component "exWBRÜCKE"
111,000 × Rio Vouga
Unknown route-map component "exGRENZE"
116,000 ⇡ SPS  ⇣ VZL
Unknown route-map component "exHST"
116,000 Fataunços
Unknown route-map component "exGRENZE"
116,000 ⇡ VZL  ⇣ SPS
Unknown route-map component "exGRENZE"
118,000 ⇡ SPS  ⇣ VZL
Unknown route-map component "exHST"
120,900 Real das Donas
Unknown route-map component "exHST"
123,500 Moçâmedes
Unknown route-map component "exHST"
125,700 São Miguel do Mato
Unknown route-map component "exGRENZE"
116,000 ⇡ VZL  ⇣ VIS
Unknown route-map component "exBHF"
129,200 Bodiosa
Unknown route-map component "exHST"
132,000 Travanca de Bodiosa
Unknown route-map component "exHST"
134,300 Mozelos
Unknown route-map component "exBHF"
135,000 Campo
Unknown route-map component "exHST"
138,000 Abraveses
Unknown route-map component "exCONTr" Unknown route-map component "exABZlg"
L.ª Dão S. C.-Dão (des.)
Unknown route-map component "exBHF"
140,498 Viseu
Unknown route-map component "exCONTf"
L.ª Tua Tua (proj. ab.)

A Linha do Vouga, originalmente conhecida como Linha do Vale do Vouga, é um troço ferroviário Português, que liga a Linha do Norte, em Espinho, à Linha do Dão, em Viseu, numa extensão de 140 km, e que entronca, em Sernada do Vouga, com o Ramal de Aveiro; foi inaugurada totalmente em 5 de Fevereiro de 1914.[1]

Índice

[editar] Caracterização

Unidades da Série 9630, parqueadas na estação ferroviária de Sernada do Vouga.

Actualmente, apenas subsiste a ligação de Espinho a Sernada do Vouga, continuando os serviços pelo Ramal de Aveiro até à localidade com o mesmo nome. A bitola de via utilizada em ambos os troços é de 1000 mm.

Passagem de nível na Linha do Vouga
  • Atualmente é uma linha secundária, registando maior movimento nos troços Aveiro - Águeda e Oliveira de Azeméis - Espinho.
  • Tem ligação à linha do Norte em Aveiro e Espinho.
  • Perspetiva-se a inclusão do troço entre Oliveira de Azeméis e Espinho no Metro do Porto. Contudo, a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha já deu a entender que é contra o encerramento do troço Oliveira de Azeméis - Sernada do Vouga, pelo que no seu entender, a extensão da ligação do Metro do Porto a esse concelho será a melhor solução.

Os terrenos anexos à via encontravam-se, em 2009, a ser utilizados como hortas por alguns moradores de São João da Madeira.[2]

[editar] Material Circulante

Inicialmente, as composições utilizadas nesta linha eram compostas por locomotivas a tracção a vapor e vagões e carruagens de madeira. Após a reabertura da Linha do Vouga, todos os serviços passaram a ser assegurados por automotoras de bitola métrica. Nesta linha circularam as Séries ME 50, 9300, 9400 e 9630; actualmente, apenas as automotoras desta última série circulam nesta linha.

[editar] Sinistralidade e prevenção

De acordo com a Rede Ferroviária Nacional, em 2007 esta linha registou um total de 20 acidentes, representando cerca de 30% de todos os sinistros registados em Portugal. No ano anterior tinham sido registados 27 acidentes.[3] A empresa propõe um investimento de 10 milhões de euros para fecho de passagens de nível, implementação de barreiras automáticas e melhoria no sistema de comando. O objectivo é reduzir em 70% os acidentes registados até ao ano de 2011.

[editar] História

Automotora da Série 9300, parqueada na estação ferroviária de Sernada do Vouga.

[editar] Planeamento

Dois alvarás, publicados em 11 de Julho de 1889 e 23 de Maio de 1901, autorizaram o empresário Frederico Pereira Palha a construir e explorar, ou a formar uma empresa com esse fim, por um período de 99 anos, uma ligação ferroviária entre a estação de Torre de Eita, na Linha de Santa Comba Dão a Viseu e a Estação de Espinho, na Linha do Norte; esta linha deveria passar por Vouzela, Oliveira de Frades, Couto de Esteves, Sever do Vouga, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira e Vila da Feira, e deter um ramal entre Sever do Vouga e Aveiro.[1] Embora o projecto tenha sido apresentado ao governo em 1897, só foi aprovado no dia 30 de Outubro de 1903, tendo o contrato provisório sido assinado em 25 de Abril de 1904.[1] Em Fevereiro de 1902, esperava-se que os trabalhos de construção da então denominada Linha do Valle do Vouga se iniciassem em Março do mesmo ano.[4] No entanto, Frederico Pereira Palha trespassou, após ter sido autorizado a tal por um decreto de 17 de Março de 1906, a sua concessão para uma nova empresa, a Compagnie Française pour la Construction et Exploitation des Chemins de Fer à l'Étranger; o contrato definitivo com o Estado foi elaborado em 5 de Fevereiro de 1907.[1] Entretanto, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta tinha feito, nos dias 2 e 18 de Setembro de 1905, várias reclamações devido ao facto da linha projectada apresentar um traçado paralelo, a menos de 40 quilómetros de distância de uma parte da Linha da Beira Alta; estas acusações foram refutadas pelo acórdão de 30 de Julho de 1908 do tribunal arbitral.[1]

[editar] Construção e inauguração

O primeiro troço, entre Espinho e Oliveira de Azeméis, abriu à circulação no dia 21 de Dezembro de 1908; o troço seguinte, entre Ul e Albergaria-a-Velha, entrou ao serviço em 1 de Abril.[1] A linha entre esta localidade e Macinhata do Vouga, e o Ramal de Aveiro, abriram em 8 de Setembro de 1911, e os troços de Paradela a Ribeiradio e Bodiosa a Viseu entraram ao serviço, respectivamente, nos dias 4 e 5 de Setembro de 1913.[1] Em 30 de Novembro de 1913, ligou-se Arcozelo das Maias a Vouzela, e, em 5 de Fevereiro do ano seguinte, completou-se a Linha do Vouga, com a abertura do troço entre as Termas de São Pedro do Sul e Moçâmedes.[1]

[editar] Criação da Companhia Portuguesa para a Construção e Exploração de Caminhos de Ferro

Na assembleia geral de 7 de Julho de 1923, a Compagnie Française pour la Construction et Exploitation des Chemins de Fer à l'Étranger decidiu transformar-se uma empresa de nacionalidade portuguesa, tendo sido publicados, tendo, em 1 de Abril de 1924, publicado os novos estatutos, criando a Companhia Portuguesa para a Construção e Exploração de Caminhos de Ferro, como uma nova entidade; uma divisão da antiga empresa francesa, que efectuava a exploração das linhas, também sofreu o mesmo processo, passando a deter o nome de Sociedade Portuguesa.[1]

[editar] Extinção

A lei n.º 2008, publicada em 7 de Setembro de 1945, determinou que o governo começasse a planear a união de todas as concessões ferroviárias em Portugal, de bitolas estreita e larga, numa só, de forma a melhorar a gestão e eficiência desta modalidade de transporte[5]; a escritura de transferência da Companhia Portuguesa para a Construção e Exploração de Caminhos de Ferro para a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses foi lavrada em 1946, e, no dia 1 de Janeiro de 1947, a Linha do Vouga e o Ramal de Aveiro passaram a ser exploradas por esta empresa.[6]

[editar] Século XX

A circulação nesta linha foi interrompida em Fevereiro de 2010, devido à queda de árvores de grande porte.[7]

Em Fevereiro de 2011, deu-se um atropelamento numa passagem de nível junto à localidade de São Paio de Oleiros, que fez uma vítima mortal e interrompeu a circulação.[8]

[editar] Ecopista da Linha do Vale do Vouga

Em Outubro de 2009, foi apresentado, pela autarquia de Oliveira de Frades, uma proposta para a instalação de uma ecopista para ciclistas e peões, no troço encerrado da Linha do Vouga, entre Viseu e Sernada do Vouga; neste projecto, denominado de Ecopista da Linha do Vale do Vouga, estava prevista a recuperação e remodelação das estações e apeadeiros ao longo da ecopista.[9]

[editar] Ver também

Referências

  1. a b c d e f g h i TORRES, Carlos Manitto. (16 de Março de 1958). "A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário". Gazeta dos Caminhos de Ferro 71 (1686): 135.
  2. CAMPOS, João Pedro, RODRIGUES, Salomão. ""Tratar das hortas é melhor que ficar a ver televisão"". Jornal de Notícias. 4 de Outubro de 2009. (página da notícia visitada em 16 de Abril de 2011)
  3. http://noticias.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=10716619
  4. (1 de Fevereiro de 1902) "Linhas Portuguezas". Gazeta dos Caminhos de Ferro 15 (339): 42.
  5. PORTUGAL. Decreto n.º 2:008, de 7 de Setembro de 1945.Presidência da República - Secretaria. Publicado no Diário da República n.º 200, Série I, de 7 de Setembro de 1945. Paços do Governo da República.
  6. Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006, 2006:62, 63
  7. "Corte nas linhas ferroviárias do Norte e Vouga devido a queda de árvores- ANPC". Destak. 27 de Fevereiro de 2010. (página da notícia visitada em 16 de Abril de 2011)
  8. "Septuagenária colhida mortalmente por comboio na Linha do Vouga". Jornal de Notícias. 12 de Fevereiro de 2011. (página da notícia visitada em 16 de Abril de 2011)
  9. CARDOSO, Teresa. "Ecopista do Vouga atravessa oito concelhos". Jornal de Notícias. 25 de Outubro de 2009. (página da notícia visitada em 16 de Abril de 2011)

[editar] Bibliografia

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  • Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. [S.l.]: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A., 2006. 238 p. ISBN 989-619-078-X

[editar] Ligações externas

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