Liraglutida

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Liraglutida
Alerta sobre risco à saúde
Liraglutide structure.svg
Nome IUPAC L-histidyl-L-alanyl-L-α-glutamylglycyl-L-threonyl-L-phenylalanyl-L-threonyl-L-seryl-L-α-aspartyl-L-valyl-L-seryl-L-seryl-L-tyrosyl-L-leucyl-L-α-glutamylglycyl-L-glutaminyl-L-alanyl-L-alanyl-N6-[N-(1-oxohexadecyl)-L-γ-glutamyl]-L-lysyl-L-α-glutamyl-L-phenylalanyl-L-isoleucyl-L-alanyl-L-tryptophyl-L-leucyl-L-valyl-L-arginylglycyl-L-arginyl-glycine
Outros nomes Arg34Lys26-(N-ε-(γ-Glu(N-α-hexadecanoyl)))-GLP-1[7-37]
Identificadores
Número CAS 204656-20-2
Código ATC A10BX07
Propriedades
Fórmula química C172H265N43O51
Massa molar 3750.93 g mol-1
Farmacologia
Biodisponibilidade 55%[1]
Via(s) de administração via subcutânea[1]
Meia-vida biológica 11 a 15 h
Excreção urina ou fezes
Excepto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições PTN

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Alerta sobre risco à saúde.

Liraglutida (nome comercial Victoza do laboratório Novo Nordisk) é um fármaco sintético injetável aprovado pela EMEA em julho de 2009, pelo FDA e Japão em janeiro de 2010 e pela ANVISA em março de 2010[2] , para controle glicêmico na diabetes do tipo 2 em adultos (não é tratamento de primeira linha para a doença)[3] . Trata-se de um análogo de GLP-1.[4]

Mecanismo de ação[editar | editar código-fonte]

Como análogo das incretinas , atua da mesma maneira que as incretinas naturais liberadas no intestino após a ingestão de alimentos. Estimula a liberação de insulina pelo pâncreas proporcional aos níveis de glicose.[1] Mas também pode reduzir o glucagon caso este esteja elevado, em relação inversa à glicose.[1] Desta forma caso a glicose do sangue esteja elevada o fármaco irá estimular a secreção da insulina e inibirá glucagon.[1] Numa hipoglicemia, diminui a liberação de glicose e não afeta a liberação de glucagon.[1]

Riscos de uso[editar | editar código-fonte]

Não são conhecidos totalmente ainda no uso a longo prazo. Os ensaios clínicos existentes sugerem que o fármaco pode causar neoplasia da tireoide, aumento da calcitonina do sangue e bócio.[3]

Uso fora da prescrição[editar | editar código-fonte]

O medicamento foi capa da revista brasileira Veja (edição 2233) em 2011, com enfoque em seus efeitos emagrecedores. Na capa aparecia uma mulher obesa e a mesma mulher magra. No entanto, apesar de a liraglutida apresentar efeitos sacietógenos e promover redução de peso em diabéticos analisados por estudos, este tipo de uso ainda não é uma indicação aprovada pelos orgãos de fiscalização sanitária, não havendo ainda sufucientes estudos científicos que avaliem riscos, efeitos colaterais importantes e o resultado a longo prazo deste medicamento em obesos sem diabetes tipo 2 ou pessoas sem esta doença.[5] Além disso, as dosagens utilizadas foram calculadas tendo em vista o uso apenas por diabéticos tipo 2.[2]

Estudos estão sendo realizados em diversas partes do mundo para estudar o uso do medicamento como redutor de peso. Estudos de fase I e II tiveram resultados satisfatórios.

Num estudo de fase II que envolveu 564 pacientes, com o uso de 1,2 mg de liraglutida, os pacientes perderam cerca de 4,8 kg em relação aos tratados com placebo. Outro grupo que recebeu uma dose de 3 mg perdeu mais de 7 kg em relação aos que usaram placebo. O estudo durou 20 semanas.[6]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e f Victoza European Medicines Agency. Página visitada em 19/09/2011.
  2. a b LEÃO, Ester (18 de setembro de 2011). Especialistas falam sobre os riscos do uso do Victoza para emagrecimento O Liberal Regional. Página visitada em 19/09/2011.
  3. a b HOEFLER, Rogério. CFF publica Nota Técnica sobre Liraglutida Cebrim. Página visitada em 09/10/2011.
  4. RCM Pharma. Novo Nordisk vai lançar Victoza® no Japão este mês. Página visitada em 06/06/2010.
  5. CAVALCANTI, Saulo. SBD e posicionamento sobre liraglutida e revista VEJA Sociedade Brasileira de Diabetes. Página visitada em 19/09/2011.
  6. Revista da ABESO » Edição nº 44 - Ano X - Nº 44 - Abr/2010 » Tratamento Farmacológico da Obesidade
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