Lisoclina

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A lisoclina é a profundidade sob a qual a maior parte dos carbonatos dos sedimentos do solo oceânico se dissolvem.1

Neste nível apenas ficam sem dissolver os carbonatos mais resistentes, como os foraminíferos calcários, pelo qual nos sedimentos ainda há restos de carbonatos. Há um segundo nível, o chamado "nível de compensação da calcita" ou "profundidade de compensação da calcita" (NCC/PCC, ou CCD: do inglês Calcite Compensation Depth), mais profundo, sob o qual a totalidade dos carbonatos dissolvem-se.1

Profundidade [editar]

Pelo geral, a lisoclina encontra-se atualmente entre 3.000 e 5.000 metros de profundidade,1 cifra similar à média de profundidade dos oceanos. A lisoclina pode variar segundo múltiplos fatores, entre os que se encontram a concentração de CO2, o nível de acidez das águas,2 ou a latitude, chegando a estar em lugares como a Antárctida apenas uns centos de metros sob a superfície.

A necessidade de uma determinada profundidade para a dissolução de carbonatos é devido à solubilidade dos mesmos aumentar com a diminuição da temperatura e com o aumento da pressão.3 É precisamente esta dependência com a temperatura a responsável pela lisoclina e a PCC não sejam paralelas no oceano, estando geralmente a PCC mais afastada da lisoclina no centro da bacia oceânica e próxima nas margens.4

Porém, em outras épocas a lisoclina sofreu variações importantes, como por exemplo há 55 milhões de anos durante o máximo térmico do Paleoceno-Eoceno, onde se elevou drasticamente por todo o planeta,5 devido ao aumento da temperatura e do CO2.

Referências

  1. a b c Universidad Católica de Valparaíso (Proyecto Poseidón) (1999). IV.- Los Medios Sedimentarios. "Nivel de Compensación de los Carbonatos" (em espanhol). Sedimentos Marinos.
  2. S. ÁLVAREZ-BORREGO [2007], «Primera parte. Generalidades del CO2 en el océano y en la atmósfera», B. Hernández de la Torre e G. Gaxiola Castro, Carbono en ecosistemas acuáticos de México
  3. (1970) "Calcite: Degree of Saturation, Rate of Dissolution, and the Compensation Depth in the Deep Oceans" (em inglês) 81 (10): 3157-3160.
  4. (1974) "Plate stratigraphy and the fluctuating carbonate line" (em inglês) 1: 11-48.
  5. (2000) "Reconstrucción paleoambiental con foraminíferos planctónicos y cronoestratigrafía del tránsito Paleoceno-Eoceno de Zumaya (Guipúscoa)" (em espanhol) 32 (3): 283-300. ISSN 0556655X.
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em espanhol, cujo título é «lisoclina».