Lista de telenovelas brasileiras

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Esta é uma lista de telenovelas brasileiras, compreendendo as telenovelas produzidas por emissoras de televisão do Brasil. Costumeiramente tratada como uma "obra aberta", em razão de seu enredo poder ser alterado pelo responsáveis por sua produção para ir de encontro com as reações do público que a consome, as telenovelas brasileiras são veiculada nas redes nacionais de televisão, em sua maioria de sinal aberto, e não raro tem seus direitos de exibição vendidos para diversos outros países.

A primeira telenovela brasileira a ser produzida e veiculada no país foi Sua Vida Me Pertence, cuja estreia se deu em 21 de dezembro de 1951 na extinta Rede Tupi[1] . Esta produção em 15 capítulos, entretanto, era exibida apenas duas vezes por semana, e não de segunda à sexta-feira, formato usualmente adotado pelo gênero. A primeira produção a ser exibida diariamente foi ao ar apenas em 1963: 2-5499 Ocupado, produzida e exibida pela Rede Excelsior[2] .

A telenovela mais longa foi Redenção, cujos 596 capítulos foram exibida continuadamente entre 1966 e 1968. Entre 1997 e 2001, adotado o formato de "temporadas" típico das séries de televisão, com a interrupção de sua exibição entre janeiro de abril de cada ano, Chiquititas alcançaria a marca de 807 capítulos[3] [2] . Malhação, produção exibida anualmente desde 1995, já teve mais de 5.000 capítulos exibidos[4] , mas não é considerada uma telenovela, mas sim uma série de televisão com caractéristicas de outro formato de teledramaturgia, as soap operas[5] .

Voltadas inicialmente ao entretenimento, algumas telenovelas também já discutiram polêmicas e questões de responsabilidade social em suas histórias.

Por emissora[editar | editar código-fonte]

Rede Bandeirantes[editar | editar código-fonte]

A Rede Bandeirantes é uma emissora brasileira fundada na cidade de São Paulo em 13 de maio de 1967 pelo empresário brasileiro João Jorge Saad.[6] [7] Entre 1967 e 1970 a emissora exibiu sete telenovelas de forma contínua, seguida por outra fase, entre 1979 e 1983, com a exibição de mais 19 telenovelas de forma contínua, retomando a produção de obras de teledramaturgia em duas oportunidades posteriores, na década de 1990 e na década de 2000.[8]

Entre 1995 e 1999 cinco telenovelas foram produzidas pela emissora, tendo sido as três últimas - Perdidos de amor, Serras Azuis e Meu pé de laranja lima - todas escritas por Ana Maria Moretzsohn[9] . Outras quatro telenovelas seriam produzidas entre 2005 e 2008: Floribella seria a primeira e mais bem-sucedida produção. Exibida de forma bem-sucedida entre 2005 e 2006, em duas temporadas distintas, intituladas Floribella e Floribella 2 e escritas por Patrícia Moretzsohn e Jaqueline Vargas[10] [11] [12]

Paixões Proibidas, de Aimar Labaki[13] e Dance Dance Dance, de Yoya Wursch[14] [15] ocupariam posteriormente o horário destinado à exibição de telenovelas na emissora, assim como Água na Boca, de Marcos Lazarini, exibida em 2008[16] [17] . Após o encerramente de Água na Boca, a emissora não demonstraria interesse em produzir novas telenovelas. E então começou a exibir novelas internacionais, sendo a mais recente Violetta.

TVE Brasil[editar | editar código-fonte]

Rede CNT[editar | editar código-fonte]

TV Cultura[editar | editar código-fonte]

Década de 1960
Década de 1970
Década de 1980

Rede Excelsior[editar | editar código-fonte]

A Rede Excelsior exibiu a primeira telenovela diária do Brasil, 2-5499 Ocupado, e se tornou líder na produção de obra do gênero durante a década de 1960, mas no início da década seguinte encerraria suas ativiades[2] .

Rede Globo[editar | editar código-fonte]

A primeira telenovela exibida pela Rede Globo no horário das oito horas foi O Ébrio, de José Castellar, em 1965.[19] Embora O Rei dos Ciganos, de Moysés Weltman[20] [21] e A Sombra de Rebecca, de Glória Magadan[22] tenham sido exibidas no horário em 1966 e 1967, respectivamente, somente com a entrada de Janete Clair no roteiro de Anastácia, a Mulher sem Destino, originalmente de Emiliano Queiroz, que a estrutura que posteriormente se convencionaria como "novela das oito" se popularizou.[23] [20] Desde O Ébrio até 2015, foram exibidas mais de 80 produções, incluindo Insensato Coração, exibida a partir de 17 de janeiro de 2011 e distinguindo-se das anteriores por ter sido denominada pela emissora como uma "novela das nove".[24] [25]

Também em 1965, foi exibida a primeira telenovela do horário das sete horas: Rosinha do Sobrado, de Graça Melo.[26] A primeira telenovela exibida pela Globo no horário das seis horas foi Meu Pedacinho de Chão, de Benedito Ruy Barbosa, em 1971.[27]

Entre 1965 e 1979, a Globo possuiu ainda um quarto horário destinado à exibição de telenovelas, às 22h. A primeira produção exibida neste horário foi também a primeira telenovela a ser exibida pela emissora estreando no mesmo dia que a mesma entrou no ar: Ilusões Perdidas, de Ênia Petri.[28] Sinal de Alerta, de Dias Gomes, foi a última telenovela a ser exibida no horário durante aquele período.[29] [8] Em três oportunidades o quarto horário foi "ressuscitado": Eu Prometo, de Janete Clair, foi exibida como "novela das dez" em 1983, Araponga, de Dias Gomes, foi exibida em 1990 no horário das 21h30 [30] [31] .

A partir de 2011 com a telenovela O Astro, de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, foi criado o horário das "novela das onze" com novelas curtas e que considerada por diferentes especialistas, como uma série de televisão[32] , uma telenovela[33] e até como uma macrossérie.[34] .

TV Itacolomi[editar | editar código-fonte]

Rede Manchete[editar | editar código-fonte]

A Rede Manchete foi uma emissora brasileira fundada na cidade do Rio de Janeiro em 5 de junho de 1983 pelo jornalista e empresário ucraniano naturalizado brasileiro Adolpho Bloch.[35] A emissora permaneceu no ar até o dia 10 de maio de 1999, e, durante este período, exibiu dezenove telenovelas.[36]

TV Paulista[editar | editar código-fonte]

Década de 1950
Década de 1960

Rede Record[editar | editar código-fonte]

A Rede Record foi fundada por Paulo Machado de Carvalho em 27 de setembro de 1953. No ano seguinte a emissora exibiu a telenovela A Muralha[37] e entre 1964 e 1977 produziu trinta e oito telenovelas. Entre 1999 e 2004 foram produzidas de forma esporádica treze telenovelas adicionais. A partir de outubro de 2004, com a exibição de A Escrava Isaura, a emissora retomou a produção de telenovelas, e desde então tem mantido com regularidade a exibição de obras do gênero.Erro de citação: </ref> de fecho em falta, para o elemento <ref>

SBT[editar | editar código-fonte]

O Sistema Brasileiro de Televisão, mais conhecida pela sigla SBT, é uma emissora brasileira fundada pelo empresário brasileiro Silvio Santos, e já exibiu mais de quarenta produções do gênero.[38]

Rede Tupi[editar | editar código-fonte]

A Rede Tupi exibiu em 1951 Sua Vida Me Pertence, uma produção exibida duas vezes por semana e posteriormente classificada como a primeira telenovela brasileira da história. Nos anos seguinte, produziria diversas obras, até os encerramento de suas atividades na década de 1970[2] .

Referências

  1. http://mundoestranho.abril.com.br/cultura/pergunta_286400.shtml
  2. a b c d Nilson Xavier. Telenovela Brasileira: Uma Breve História (em português) Teledramaturgia.com.br. Visitado em 5 de maio de 2015.
  3. Nilson Xavier. Chiquititas Teledramaturgia. Visitado em 14 de julho de 2012.
  4. http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/novelas/malhacao-chega-ao-capitulo-5-000-veja-5-promessas-que-fracassaram-6333
  5. http://www.teledramaturgia.com.br/outros-formatos/
  6. Grupo Bandeirantes de Comunicação
  7. http://www.band.com.br/grupo/historia.asp
  8. a b Band (em português) Tele História. Visitado em 12 de agosto de 2011.
  9. André Bernardo (8 de dezembro de 2010). Longe da TV, Ana Maria Moretzsohn traça panorama da carreira em diferentes emissoras (em português) SRZD. Visitado em 24 de julho de 2011.
  10. Camila Marques (7 de agosto de 2006). "Floribella" termina nesta 6ª com sucesso de audiência e vendas (em português) Folha de S.Paulo. Visitado em 24 de julho de 2011.
  11. Depois de novela e musical, "Floribella" inspira livro (em português) Folha de S.Paulo (27 de junho de 2006). Visitado em 24 de julho de 2011.
  12. Miguel Arcanjo Prado (18 de setembro de 2008). Título não preenchido, favor adicionar (em português) Folha de S.Paulo. Visitado em 24 de julho de 2011.
  13. Diógenes Muniz (14 de novembro de 2006). Com sexo e violência, novela "Paixões Proibidas" estréia na Band (em português) Folha de S.Paulo. Visitado em 24 de julho de 2011.
  14. Ana Laura Nahas (1 de outubro de 2007). Band estréia novela musical "Dance Dance Dance" (em português) Folha de S.Paulo. Visitado em 24 de julho de 2011.
  15. Dance Dance Dance: Band lança novela musical (em português) Estrelando (19 de setembro de 2007). Visitado em 24 de julho de 2011.
  16. Redação Folha Online (7 de maio de 2008). "Água na Boca" vai misturar Shakespeare e culinária na Band (em português) Folha de S.Paulo. Visitado em 24 de julho de 2011.
  17. Redação Folha Online (12 de maio de 2008). Título não preenchido, favor adicionar (em português) Folha de S.Paulo. Visitado em 24 de julho de 2011.
  18. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas reim.C3.A3o3
  19. O Ébrio (em português) Memória Globo Globo.com. Visitado em 28 de janeiro de 2011.
  20. a b SOUZA, pp.177-178
  21. O Rei dos Ciganos (em português) Memória Globo Globo.com. Visitado em 28 de janeiro de 2011.
  22. A Sombra de Rebecca (em português) Memória Globo Globo.com. Visitado em 28 de janeiro de 2011.
  23. Anastácia, a Mulher sem Destino (em português) Memória Globo Globo.com. Visitado em 28 de janeiro de 2011.
  24. Maia, Maria Carolina. Em Insensato Coração, Gilberto Braga tem seu momento mais Manoel Carlos (em português).
  25. Ricco, Flávio (17 de janeiro de 2011). Globo ganha audiência com mudanças de horário (em português) Coluna do Flávio Ricco UOL Televisão. Visitado em 23 de janeiro de 2011.
  26. Rosinha do Sobrado (em português) Memória Globo Globo.com. Visitado em 28 de janeiro de 2011.
  27. Meu Pedacinho de Chão (em português) Memória Globo Globo.com. Visitado em 28 de janeiro de 2011.
  28. Ilusões Perdidas (em português) Memória Globo Globo.com. Visitado em 29 de janeiro de 2011.
  29. Sinal de Alerta (em português) Memória Globo Globo.com. Visitado em 29 de janeiro de 2011.
  30. Eu Prometo (em português) Memória Globo Globo.com. Visitado em 29 de janeiro de 2011.
  31. Araponga (em português) Memória Globo Globo.com. Visitado em 29 de janeiro de 2011.
  32. "A Nossa Senhora das Oito vai nos abençoar", diz autor da adaptação de "O Astro"
  33. Globo aposta em "O Astro" para comemorar os 60 anos da teledramaturgia no Brasil
  34. Sucesso nos anos 70, 'O Astro' volta à Globo como macrossérie
  35. ALZER, pp. 48
  36. TV Manchete (em português) Tele História. Visitado em 28 de janeiro de 2011.
  37. a b c d e REIMÃO, p. 18
  38. SBT (em português) Tele História. Visitado em 28 de janeiro de 2011.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SOUZA, Maria Carmem Jacob de. Telenovela E Representaçao Social (em português). 1ª ed. Brasil: [s.n.], 2004. ISBN 858792290
  • ALZER, Luiz André; CLAUDINO, Mariana. Almanaque anos 80 (em português). 1ª ed. Brasil: Ediouro, 2004. ISBN 8500015322
  • REIMÃO, Sandra. Livros e Televisão: Correlações (em português). [S.l.]: Atelie Editorial, 2004. ISBN 9788574802336, ISBN 8574802336