Literatura classicista

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O Classicismo teve início na Itália no século XIV e apogeu no final do século XVI.

Contexto histórico[editar | editar código-fonte]

O classicismo espalhou-se rapidamente pela Europa, com a criação da imprensa as informações eram divulgadas com maior rapidez. O classicismo ocorreu dentro de um grandioso momento histórico social, o Renascimento. É uma literatura antiga que sofreu várias influências principalmente greco-latinas, devido à criação das primeiras universidades que surgiram nesta época, com isto disseminando outras culturas.

Classicismo Literário[editar | editar código-fonte]

Os escritores classicistas retomaram a idéia de que a arte deve fundamentar-se na razão, que controla a expressão das emoções. Por isso, buscavam o equilíbrio entre os sentimentos e a razão, procurando assim alcançar uma representação universal da realidade, desprezando o que fosse puramente ocasional ou particular. Os versos deixam de ser escritos em redondilhas (cinco ou sete sílabas poéticas) – que passa a ser chamada medida velha – e passam a ser escritos em decassílabos (dez sílabas poéticas) – que recebeu a denominação de medida nova. Introduz-se o soneto, 14 versos decassilábicos distribuídos em dois quartetos e dois tercetos.

Literatura portuguesa classicista[editar | editar código-fonte]

Em 1527, quando Francisco Sá de Miranda retornava a Portugal, vindo da Itália, trazendo o doce estilo novo (soneto + medida nova).

Clóvis Monteiro [1] assinala que o Classicismo em Portugal durou três séculos de atividades literárias: iniciado em 1527 e encerrado em 1825, quando da publicação do poema Camões, de Almeida Garrett. Esse longo tempo pode ser dividido em três períodos: o primeiro, encerrado em 1580, quando a literatura do país recebeu influências da Itália e da França; o período Cultista, até 1756, data da fundação da Arcádia Lusitana, influenciado por Petrarca e com influência de Gôngora e Quevedo, na Espanha, e Marini, na Itália; e o último período, encerrado com o advento do Romantismo no país.


No Brasil Colônia, o Classicismo português do período cultista também influenciou a literatura, como por exemplo na obra Prosopopéia de Bento Teixeira, que imitava os versos de Camões, até meados do século XVIII, quando surgiria uma literatura nacional ou brasileira.

Características gerais[editar | editar código-fonte]

  • Imitação dos autores clássicos gregos e romanos da antiguidade
  • Uso da mitologia dos deuses e o uso de musas como inspiração
  • Racionalismo: Predomínio da razão sobre os sentimentos
  • Uso de linguagem sóbria, simples, sem excesso de figuras de linguagem
  • Universalismo
  • Nacionalismo
  • Bem = Beleza
  • Clareza e simplicidade
  • Neoplatonismo amoroso
  • Busca do equilíbrio formal
  • Introdução de versos decassílabo (medida nova)

Autores[editar | editar código-fonte]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. MONTEIRO, Clóvis - Esboços de História Literária - Livraria Acadêmica - Rio de Janeiro - 1961, pgs. 31-39

Ver também[editar | editar código-fonte]

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