Literatura da Suécia

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A Literatura sueca engloba as obras literárias escritas em sueco, tanto na Suécia como na Finlândia de expressão sueca ou nas ilhas de Åland.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A pedra de Rök
Photo : Bengt O Åradsson

A Pedra de Rök, é considerada a peça literária mais antiga da Suécia. Esta pedra rúnica contém um texto composto por 760 caracteres rúnicos, gravados nos dois lados da referida pedra. O texto está escrito em nórdico antigo, e é enigmático, tendo várias interpretações. Está localizada em Ödeshög, na província histórica da Östergötland, e foi datada para o século IX.

A pedra é um bloco de granito cinzento claro, com cerca de 382 cm de altura (dos quais 125 debaixo do chão), 138 cm de largura, e uma espessura que varia entre 19 e 43 cm.

Idade Média[editar | editar código-fonte]

A Antiga Lei da Västergötland escrita em 1220 por Eskil Magnusson

As Leis Provinciais (landskapslag) são os mais antigos textos em sueco. Foram escritas nos séc. XI e XII, e refletem a sociedade medieval e as suas normas. A Antiga lei da Västergötland - Västgötalagen - foi escrita por Eskil Magnusson por volta de 1220. A Lei da Uppland foi decretada em 1296, tendo como provável autor Birger Persson.

Apesar de estes documentos serem em sueco, a maior parte da literatura medieval da Suécia era escrita em latim, e tinha caráter religioso.

O Convento de Vadstena, foi um importante centro cultural, e foi lá que a Santa Brígida escreveu as suas Visões celestiais.

Algumas obras[editar | editar código-fonte]

  • Lei da Uppland, editada em 1296 por Birger Persson
  • Lei da Västergötland, escrita em 1220 por Eskil Magnusson
  • Visões celestiais (Himmelska uppenbarelser), de Santa Brígida, publicadas em 1377
  • Crónica de Erik (Erikskrönikan), crónica medieval em verso
  • A Força da Harpa (Harpans kraft), uma das 200 baladas dos séculos XIV - XV
  • Ebbe Skammelsson, uma balada épica de cavaleiro medieval

Época de Vasa e Época Do Império[editar | editar código-fonte]

Durante o reinado de Gustavo Vasa, surgiu a primeira tradução sueca da Bíblia conhecida como Bíblia de Gustavo Vasa, publicada em 1541, e provavelmente da autoria de Laurentius Andreæ e Olaus Petri. A ortografia ainda não estava normalizada e os vocábulos alemães dominavam. Graças a esta obra estava iniciada a normalização da língua e ortografia suecas.

Em 1668, Georg Stiernhielm publicou a coleção de poemas Musæ Suethizantes, que é considerada a primeira obra poética de vulto em língua sueca. Graças a isso, Georg Stiernhielm é apelidado de ”o pai da arte poética sueca”.

No campo da prosa, Olof Johannis Rudbeck, escreveu o épico imperial sueco Atlantica, que reflete a ideia de grandiosidade nacional.

Alguns nomes de obras e de escritores[editar | editar código-fonte]

Era da Liberdade e Época Gustaviana[editar | editar código-fonte]

Academia Sueca em Estocolmo

A Era da Liberdade foi marcada pela revista semanal "O Argus Sueco" publicada por Olof von Dalin em 1732-1734 e pelo Decreto da Liberdade de Imprensa em 1766. Todavia Gustavo III tomou o poder por um golpe de estado em 1771, pondo fim a esse período.

Apesar de ter asfixiado a relativa liberdade existente no país, o rei Gustavo III deu um contributo importante para a literatura e língua suecas ao fundar a Academia Sueca em 1786.

Uma referência importante[editar | editar código-fonte]

Romantismo[editar | editar código-fonte]

Carl Jonas Love Almqvist, em 1835. Pintura de Carl Peter Mazer

O romantismo sueco partiu essencialmente da associação Auroraförbundet e da sua revista Phosphoros, publicada em 1810-1813.

Esaias Tegnér e Gustav Geijer representam a corrente do romantismo nacional, impulsionada pela associação Götiska förbundet.

No romance romântico, a figura central é Carl Jonas Love Almqvist, que escreveu Törnrosens bok, e mais tarde Det går an, já a caminho do realismo.

Alguns autores[editar | editar código-fonte]

Realismo e Naturalismo[editar | editar código-fonte]

August Strindberg

O realismo na Suécia foi marcado pelo aparecimento do jornal Aftonbladet em 1830. A corrente realista sueca estava ligada à corrente política do liberalismo. Foi nesta época que a imprensa e o conto atingiram um grande público.

O realismo literário está representado por escritores como Fredrika Bremer, Carl Jonas Love Almqvist e Erik Gustaf Geijer.

Carl Jonas Almqvist escreveu simultaneamente em estilo romântico e realista.

August Strindberg dominou a cena literária sueca, e foi um dos introdutores do naturalismo na Suécia. As suas obras Röda rummet, Svenska folket och August Strindbergs lilla katekes för underklassen combinam realismo com crítica socialista.

Em Gente de Hemsö (Hemsöborna) é o naturalismo e o evolucionismo que estilizam a obra.

No género dramático, Fadren e Fröken Julie, assumem plenamente o naturalismo.

Strindberg exerceu influência sobre escritores como Jan Myrdal, Franz Kafka, Eugene O’Neil, Lars von Trier, e cineastas como Ingmar Bergman.

Alguns autores[editar | editar código-fonte]

Fim de século[editar | editar código-fonte]

Selma Lagerlöf

Através da da sua obra Vallfart och vandringsår (1888), carregada de romantismo, individualismo e sensualismo, Verner von Heidenstam marca o rompimento com o realismo e o naturalismo.

Gustaf Fröding confirma a nova época com seu livro Guitarr och dragharmonika (1891).

O Fim de século, na Suécia, denota um cansaço e decadência de valores e expectativas. Está associado ao neo-romantismo e ao simbolismo. Sven Lidman e Hjalmar Söderberg, encorporam este estado de alma.

O simbolismo na Suécia assinala uma revolta contra a moral social, e tem alguma ressonância na obra de Strindberg, e mais tarde, Sven Lidman e Vilhelm Eklund.

Selma Lagerlöf, Nobel da Literatura, também rompeu com o ideal da objetividade realista no seu clássico Gösta Berlings saga, publicado em 1891.

Outra obra clássica da sua autoria é A maravilhosa viagem de Nils Holgersson através da Suécia (Nils Holgerssons underbara resa genom Sverige).

Já na viragem do século, o poeta Karlfeldt traz a Dalecárlia folclórica ao salão eterno da poesia.

O Prémio Nobel é instituído em 1901, passando a ser atribuído anualmente pela Academia Sueca. Entre os galardoados estão três escritores desta época: Verner von Heidenstam, Selma Lagerlöf e Erik Axel Karlfeldt.

Alguns autores[editar | editar código-fonte]

Novo século[editar | editar código-fonte]

No início do século XX, surge uma série de escritores – muitas vezes auto-didatas – que descrevem a situação das classes sociais desfavorecidas, com destaque para o mundo agrícola. Nesta literatura proletária sueca há a destacar, entre outros, Harry Martinson, Eyvind Johnson, Ivar Lo-Johansson, Jan Fridegård e Vilhelm Moberg.

Mais recentemente, nos anos 60, com o aumento do ativismo político, novos escritores se afirmam dando uma certa continuidade à literatura proletária: Jan Myrdal e PC Jersild.

Na primeira metade do século XX, Pär Lagerkvist produziu poesia e prosa, ventilando as grandes questões existenciais.

Três escritores desta época foram recompensados com o Prémio Nobel: Harry Martinson, Eyvind Johnson, e Pär Lagerkvist.

Alguns autores e obras deste período[editar | editar código-fonte]

Época contemporânea[editar | editar código-fonte]

Liza Marklund
Camilla Läckberg
Jan Guillou

O romance policial tem tido grande sucesso na Suécia e no estrangeiro, especialmente na Alemanha.

Depois do sucesso do par Sjöwall/Wahlöö - composto por Maj Sjöwall e Per Wahlöö - nos anos 70, surgiu uma série de escritores de projeção internacional: Jan Guillou, Henning Mankell, Liza Marklund, Stieg Larsson e Camilla Läckberg.

A dupla Sjöwall/Wahlöö criou o inspetor Beck e inseriu-o em ambientes sociais cuidadosamente retratados.

Por sua vez, Henning Mankell criou o inspetor Kurt Wallander, em atividade na cidade de Ystad.

Jan Guillou deu vida a um espião sueco chamado Carl Hamilton, na sua série de romances de espionagem Coq Rouge. Além disso Jan Guillou escreveu uma série de romances históricos, inventando uma personagem de nome Arn Magnusson. Os romances de Arn tiveram um enorme impacto na Suécia dos nossos dias.

Por seu lado, Liza Marklund deu-nos a jornalista Annika Bengtzon, mergulhada em debate político e social. Dois dos seus romances foram filmatizados por Colin Nutley.

Um cometa literário entre 2005 e 2007 é o controverso Stieg Larsson e a sua Trilogia Millenium com o par de detetives Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist, em que Lisbeth faz pensar na Pippi de Astrid Lindgren.

No outro campo de sucesso internacional - a literatura infantil - Astrid Lindgren tem tido uma projeção mundial através da Pippi Långstrump, conhecida como Píppi Meialonga ou Pipi das Meias Altas.

Alguns autores[editar | editar código-fonte]

Alguns escritores suecos em destaque[editar | editar código-fonte]

Alguns autores de literatura infantil[editar | editar código-fonte]

Alguns autores dramáticos[editar | editar código-fonte]

Alguns autores de literatura policial[editar | editar código-fonte]

Nobel prize medal.svgLaureados com o Prémio Nobel[editar | editar código-fonte]

O Prémio Nobel de Literatura foi atribuído a oito autores de língua sueca.

Prêmios literários suecos[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Enciclopédia Nacional Sueca (em sueco) Enciclopédia Nacional Sueca. Página visitada em 30 de junho de 2013.
  • Olsson, et al, Svensk litteratur (Literatura sueca), Estocolmo, Norsteds Akademiska förlag, 2002.
  • Gustavson, Helmer, Svenska kulturminnen 23: Rökstenen (Memórias culturais suecas 23: Pedra de Rök), Estocolmo, Riksantikvarieämbetet, 1992.
  • Nordberg, Olof e Wittrock, Ulf, Dikt och data (Literatura e dados históricos), Lund, Gleerups, 1973
  • Hägg, G. 1001 böcker du måste läsa innan du dör (1001 livros para ler antes de morrer) (em sueco). Estocolmo: Wahlström & Widstrand, 2008. 9146216499</ref>
  • Bonniers Compact Lexikon (em sueco). Estocolmo: Bonnier lexikon, 1995-1996. ISBN 91-632-0067-8
  • Litteraturbanken (em sueco) Litteraturbanken. Página visitada em 30 de junho de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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Literatura nórdica

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