Literatura em alemão

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A literatura em alemão encompassa todos os textos escritos na língua alemã. Nisto inclui-se a literatura escrita na Alemanha, na parte de língua alemã da Suíça e na Áustria, bem como, em menor grau, trabalhos escritos em alemão por integrantes da diáspora alemã.

A literatura alemã do período moderno encontra-se em sua maior parte escrita em alemão padrão, mas existem algumas correntes de litratura influenciadas em maior ou menor grau por dialetos (por exemplo, alemânico). Um desenvolvimento inicial da literatura em alemão ocorreu no período do alto alemão médio no início da idade média.

A literatura moderna em alemão começa com autores do Iluminismo (tais como Herder) e atinge seu formato "clássico" no início do século XVIII com o Classicismo de Weimar (Goethe e Schiller).

Periodização[editar | editar código-fonte]

A periodização não é uma ciência exata mas a lista seguinte contêm movimentos ou períodos temporais tipicamente utilizados na discussão da literatura em alemão. É de notar-se que os períodos da literatura medieval em alemão cobrem dois ou três séculos, aqueles referentes ao período moderno inicial cobrem um século e os referentes á literatura moderna em alemão cobrem uma ou duas décadas. Quanto mais próximo do momento presente, mais difícil é obter-se um consenso quanto à periodização.

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Gráfico de trabalhos listados em Frenzel, Daten deutscher Dichtung (1952). Podemos ver a literatura medieval concomitante com a Renascença até os 1540s, a literatura moderna começando em 1720, e o período barroco separando os dois, de 1550 a 1700.

Idade Média[editar | editar código-fonte]

A literatura medieval alemã refer-se à literatura escrita na Alemanha, a partir da dinastia Carolíngea; várias datas foram propostas para o fim da Idade Média literária na Alemanha, com a Reforma Protestante (1517) sendo a última data possível.

Alto alemão antigo[editar | editar código-fonte]

O período do alto alemão antigo vai até aproximadamente o meio do século XI, embora o limite com o alto alemão médio inicial (segunda metade do século XI) não é muito claro.

O trabalho mais famoso deste período é o Hildebrandslied, uma peça curta de verso heróico aliterativo germânico o qual, além do Muspilli, é o único sobrevivente do que deve ter sido uma tradição oral vasta. Um outro trabalho importante, no dialeto setentrional do saxão antigo, é a vida de Cristo no estilo de um épico heróico conhecido como o Heliand.

Alto alemão médio[editar | editar código-fonte]

O alto alemão médio começou aproximadamente no início do século XII. Na segunda metade do século XII houve uma rápida intensificação das atividades levando à uma "idade dourada" de 60 anos da literatura alemã medieval conhecida como a mittelhochdeutsche Blütezeit (1170-1230). Este foi o período de florescimento da poesia lírica em alto alemão médio, particularmente do Minnesang (a variedade alemã da tradição originalmente francesa de amor da corte). Um dos mais importantes destes poetas foi Walther von der Vogelweide. Estes memos sessenta anos viram a composição dos mais importantes romances da corte. Estes foram escritos em dísticos rimados, e novamente baseou-se em modelos franceses como Chrétien de Troyes, muitos baseados na lenda arturiana, como por exemplo Parzival por Wolfram von Eschenbach. O terceiro movimento literário destes anos foi uma retomada da tradição heróica, na qual a antiga tradição oral germânica pod ainda ser discernida, mas domada e cristianizada e adaptada à corte. Estes altos épicos heróicos medievais foram escritos em estrofes rimadas, e não na forma de versos aliterativos da pré-história germânica. Como exemplo podemos citar o Niebelungenlied.

Período moderno inicial[editar | editar código-fonte]

Renascença e Reforma alemãs[editar | editar código-fonte]

Período Barroco[editar | editar código-fonte]

O período Barroco (1600 a 1720) foi um dos períodos mais férteis na literatura alemã. Muitos escritores refletiram as experiências horríveis da Guerra dos Trinta Anos, na poesia e em prosa. As aventuras do jovem e ingênuo Simplicissimus de Grimmelshausen, no livro epônimo Simplicius Simplicissimus, tornou-se a novela mais famosa do período barroco. Andreas Gryphius e Daniel Caspar von Lohenstein escrveram tragédias em língua alemã, ou Trauerspiele, especialmente sobre temas clássicos e frequentemente bem violentas. Poesia erótica, religiosa e ocasional apareceram tanto em alemão quanto em latim.

Período Moderno[editar | editar código-fonte]

Século XVIII[editar | editar código-fonte]

O Iluminismo[editar | editar código-fonte]

Sensibilidade[editar | editar código-fonte]

Empfindsamkeit / Sensibilidade (1750s-1770s) Friedrich Gottlieb Klopstock (1724–1803), Christian Fürchtegott Gellert (1715–1769), Sophie de La Roche (1730–1807). O período tem seu apogeu e termina com o best-seller de Goethe Die Leiden des jungen Werther (1774).

Sturm und Drang[editar | editar código-fonte]

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Realismo e Naturalismo[editar | editar código-fonte]

Realismo Poético (1848-1890)[editar | editar código-fonte]
Naturalismo (1880-1900)[editar | editar código-fonte]

Século XX[editar | editar código-fonte]

1900 a 1933[editar | editar código-fonte]

Alemanha Nazista[editar | editar código-fonte]

Sob o regime nazista alguns autores foram exilados (Exilliteratur) e outors censurados ("emigração interna", Innere Emigration)

1945 a 1989[editar | editar código-fonte]

Laureados com o prêmio Nobel[editar | editar código-fonte]

O Prêmio Nobel de Literatura foi recebido por autores de língua alemã por doze vezes (até 2007), o terceiro mais freqüente após autores de língua inglesa e francesa (com 27 e 13 laureados, respectivamente).

Literatura Contemporânea[editar | editar código-fonte]

Segundo a professora Fabiana Macchi, "a literatura alemã do século XX é profundamente marcada pela ruptura causada pela II Guerra Mundial e pelo exílio." Boa parte da obra desse autores exilados ficou dispersa por diversos países, e, até hoje, pesquisadores e editores procuram recuperar esses trabalhos bem como a história literária alemã desse período. Entre os autores que ficaram na Europa durante a II Guerra, é recorrente o tema da ruptura causada pela guerra e da necessidade de "reescrever a própria identidade". Por outro lado, a partir da década de 1970, desenvolve-se a chamada literatura intercultural, uma tendência que se desenvolveu inicialmente na Alemanha e, posteriormente, em outros países de língua alemã. Trata-se de uma literatura feita por estrangeiros e inicialmente tratava sobretudo da problemática da imigração, "denunciando a discriminação, registrando o isolamento, o estranhamento, a perda da identidade ou a luta para redefini-la".[1]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências