AC/DC

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AC/DC
AC/DC, da E-D: Brian Johnson, Malcolm Young, Phil Rudd, Angus Young e Cliff Williams, ao vivo em Tacoma, Washington, 31 de agosto de 2009.
Informação geral
Origem Sydney, Nova Gales do Sul
País  Austrália
Gênero(s) Hard rock, heavy metal, blues-rock, rock and roll
Período em atividade 1973 – atualmente
Gravadora(s) Albert, Atlantic, Columbia, Atco, Elektra, East West, EMI, Epic
Afiliação(ões) Geordie, The Easybeats, Dio
Página oficial www.acdc.com
Integrantes Angus Young
Stevie Young
Cliff Williams
Brian Johnson
Phil Rudd
Ex-integrantes Malcolm Young
Bon Scott
Simon Wright
Chris Slade
Mark Evans
Dave Evans
Larry Van Kriedt
Colin Burgess
Neil Smith
Ron Carpenter
Russell Coleman
Noel Taylor
Peter Clack
Rob Bailey

AC/DC é uma banda de rock formada em Sydney, Austrália em 1973 pelos irmãos Angus e Malcolm Young. A banda é normalmente classificada como hard rock[1] e considerada uma das pioneiras do heavy metal,[2] juntamente com bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath, Thin Lizzy, Judas Priest e Deep Purple.[3] [4] [5] [6] No entanto, os seus membros sempre classificaram a sua música como rock and roll.[7]

O AC/DC passou por várias mudanças de alinhamento antes de lançarem o seu primeiro álbum, High Voltage, em 1975. A formação manteve-se estável até o baixista Cliff Williams substituir Mark Evans em 1977. Em 1979, a banda gravou o seu bem-sucedido álbum Highway to Hell. O vocalista e co-compositor Bon Scott faleceu a 19 de fevereiro de 1980, após consumir na noite anterior uma grande quantidade de álcool, onde o corpo foi encontrado no apartamento, algum tempo depois. O grupo considerou por algum tempo a separação, mas rapidamente o ex-vocalista dos Geordie, Brian Johnson, foi selecionado para o lugar de Scott. Mais tarde nesse ano, a banda lançou o seu álbum mais vendido, Back in Black.

O álbum seguinte da banda, For Those About to Rock (We Salute You), foi também bem sucedido e tornou-se o primeiro álbum de heavy metal a atingir o 1º lugar nos Estados Unidos. O AC/DC caiu em popularidade pouco após a saída do baterista Phil Rudd em 1983. As fracas vendas continuaram até ao lançamento de The Razor's Edge em 1990. Phil Rudd regressou em 1994 e contribuiu para o álbum de 1995 da banda, Ballbreaker. Stiff Upper Lip foi lançado em 2000, tendo sido bem recebido pela crítica. Planos para um novo álbum foram anunciados em 2004, sendo cumpridos em 2008, com o lançamento do álbum Black Ice no dia 20 de outubro de 2008.[8]

A banda já vendeu mais de 200 milhões de cópias em todo o mundo,[9] [10] incluindo 71 milhões somente nos Estados Unidos.[11] Back in Black já vendeu cerca de 50 milhões de cópias mundialmente,[12] do quais 22 nos Estados Unidos,[13] fazendo dele o 2º álbum mais vendido de todos os tempos e o 5º mais vendido nos Estados Unidos.[13] AC/DC ficou em quarto na lista da VH1 dos "100 Maiores Artistas de Hard Rock"[14] e foram considerados pela MTV a 7ª "Maior Banda de Heavy Metal de Todos os Tempos"[15] e em 2004, a banda ficou em 72º na lista dos "100 Maiores Artistas de Todos os Tempos" feita pela revista Rolling Stone.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes e nome[editar | editar código-fonte]

Os irmãos Angus, Malcolm e George Young nasceram em Glasgow, Escócia, e se mudaram para Sydney com a maioria de sua família em 1963. George foi o primeiro a aprender a tocar guitarra. Ele se tornou um membro da Easybeats, uma das bandas mais bem sucedidas da Austrália da década de 1960. Em 1966, eles se tornaram o primeiro ato local de rock a ter um sucesso internacional, com a canção "Friday on My Mind".[16] Malcolm seguiu os passos de George tocando com uma banda de Newcastle, New South Wales, chamada de Velvet Underground (não deve ser confundida com a nova-iorquina Velvet Underground).[17]

Os irmãos sentiram que esse nome simbolizava a energia da banda e o amor deles pela música.[18] [19] [20] [19] "AC/DC" é pronunciado uma letra por vez, embora a banda seja conhecida popularmente pela pronúncia "Acca Dacca" na Austrália.[21] [22] "AC/DC" é uma abreviação de "alternating current/direct current" (que em português significa "corrente alternada/corrente contínua"), uma vez que estes dizeres foram encontrados na máquina de costura da irmã deles.

Primeiros anos (1973-1974)[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 1973, Malcolm e Angus Young formaram o AC/DC e recrutaram o baixista Larry Van Kriedt, o vocalista Dave Evans e o baterista Colin Burgess.[23] A banda se apresentou pela primeira vez em um clube chamado Chequers em Sydney em 1973.[24] Mais tarde assinaram com a Albert Productions. Burgess foi o primeiro membro demitido, e vários baixistas e bateristas passaram pela banda durante 1974.

Os irmãos Young decidiram que Evans não era o vocalista adequado para o grupo, porque eles sentiram que ele era mais um glam rocker como Gary Glitter.[25] Evans não se dava bem com Dennis Laughlin, o que também contribuiu para a saída de Dave Evans da banda.[25] Bon Scott, um vocalista experiente e amigo de George Young, estava interessado em se tornar o novo vocalista da banda. O único vídeo da banda com Dave Evans pode ser encontrado no YouTube procurando por "AC/DC before Bon Scott". O vídeo muito antigo mostra a banda tocando o single "Can I Sit Next To You Girl".

A era Bon Scott (1974-1980)[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 1974, Bon Scott substitui Dave Evans. A banda havia gravado apenas duas músicas com Evans, "Rockin' in the Parlour" e "Can I Sit Next to You Girl"; esta segunda música foi regravada com Bon Scott, tornando-se a sétima faixa da versão australiana do álbum T.N.T. e a sexta faixa da versão internacional do álbum High Voltage).

Em janeiro de 1975, foi lançado na Austrália o álbum High Voltage, levou apenas dez dias para ser gravado.[26] Em poucos meses, a formação da banda foi estabelecida, com Bon Scott nos vocais, Mark Evans no baixo e Phil Rudd na bateria. Mais tarde naquele ano eles lançaram o single "It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)", que se tornou o hino do rock para eles.[27] A música foi incluída em seu segundo álbum, T.N.T., que foi lançado apenas na Austrália e na Nova Zelândia. No álbum tinha outra música clássica, "High Voltage".

Sucesso internacional (1977-1980)[editar | editar código-fonte]

O vocalista Bon Scott (direita) e o guitarrista Angus Young (esquerda), tocando no Ulster Hall, em agosto de 1979.

Em 1976, a banda assinou com a Atlantic Records e fez turnê por toda a Europa. Eles ganharam muita experiência abrindo shows do Black Sabbath, Aerosmith, Kiss, Styx e Blue Öyster Cult, e tocando ao lado do Cheap Trick.[26]

O primeiro álbum do AC/DC que teve lançamento internacional foi uma compilação lançada em 1976 com faixas do High Voltage e do T.N.T., o álbum vendeu 3 milhões de cópias no mundo.[28] Na seleção das faixas, foram incluídas apenas duas músicas do primeiro álbum. O próximo álbum da banda, Dirty Deeds Done Dirt Cheap, foi lançado nas versões australiana e internacional.

Em 1977 eles lançaram o álbum Let There Be Rock e o baixista Mark Evans foi substituído pelo Cliff Williams.

Estátua de bronze de Bon Scott inaugurada em Fremantle, Austrália em outubro de 2008.

AC/DC foi uma grande influência para as bandas de New Wave of British Heavy Metal. Em 2007, críticas notaram que AC/DC, juntamente com Thin Lizzy, UFO, Scorpions e Judas Priest estavam entre a segunda geração de estrelas do heavy metal.[29]

A primeira exibição do AC/DC nos Estados Unidos foi em Michigan, numa estação de rádio em 1977. O dono da estação, Peter C. Cavanaugh, reservou para a banda uma apresentação no Flint's Capitol Theater. AC/DC abriu com a famosa música "Live Wire" e fecharam com "It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)".[30]

Em 1978 lançaram o álbum Powerage, marcando o primeiro álbum gravado com o baixista Cliff Williams e com riffs mais pesados.[31] Apenas um single do álbum foi lançado, "Rock 'n' Roll Damnation". Foi o último álbum do AC/DC produzido por Harry Vanda e George Young.[32]

O grande avanço na carreira da banda veio na colaboração com o produtor Robert Lange no sexto álbum, Highway to Hell, lançado em 1979. Foi o último álbum do AC/DC com Bon Scott nos vocais. Foi o primeiro álbum do AC/DC a entrar no Top 100 Americano, alcançando o 17º lugar.[26]

A morte de Scott[editar | editar código-fonte]

Túmulo de Bon Scott, localizado no cemitério de Fremantle, Austrália.

No dia 19 de fevereiro de 1980, Bon Scott passou a noite inteira bebendo em Londres. Na manhã seguinte, Alistair Kinnear (um conhecido de Scott) o levou para o hospital em Camberwell. Scott foi declarado morto quando chegou ao hospital.

Aspiração pulmonar de vômito foi a causa da morte de Bon.[33] No documento oficial de sua morte está listado como "intoxicação por álcool" e "morte por desventura".[34]

A família de Scott o enterrou no cemitério de Fremantle, na Austrália, local para onde emigraram quando Bon Scott ainda era criança.[35]

Inconsistências no documento oficial da morte de Scott tem sido citados em teorias da conspiração, que sugerem que Scott morreu de overdose por consumo de heroína, ou que foi morto dentro do carro, ou que Alistair Kinnear não existia.[34] Adicionalmente, Scott era asmático,[36] e a temperatura estava abaixo de zero na manhã de sua morte.

A era de Brian Johnson (1980-presente)[editar | editar código-fonte]

Cliff Williams em 1981 durante a turnê For Those About to Rock.

Após a morte de Bon Scott, a banda estava pensando em desistir, no entanto, Scott teria desejado que o AC/DC continuasse. Vários vocalistas foram citados para substituir Scott, incluindo Buzz Shearman, ex-vocalista do Moxy[37] e Terry Slesser, ex-vocalista do Back Street Crawler. Os membros do AC/DC finalmente decidiram que o novo vocalista seria Brian Johnson, ex-Geordie.

Com Brian Johnson a banda terminou de compor as músicas para o álbum Back in Black. A gravação ocorreu no Compass Point Studios em Bahamas, poucos meses após a morte de Scott. Back in Black foi produzido por Mutt Lange e gravado por Tony Platt, se tornando o álbum mais vendido da carreira de ambos. O álbum inclui hits como "Hells Bells", "You Shook Me All Night Long", "Shoot to Thrill" e "Back in Black". O álbum recebeu certificação platina um ano após o seu lançamento,[28] e em 2006 o álbum alcançou a marca de 22 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos.[13] O álbum alcançou o primeiro lugar no Reino Unido e o quarto nos Estados Unidos, onde ficou 131 semanas no Top 10.[26] Back in Black é o 5º álbum mais vendido de todos os tempos nos Estados Unidos.

O próximo álbum, For Those About to Rock We Salute You, foi lançado em 1981, vendeu bem e recebeu críticas positivas. As faixas "Let's Get It Up" e "For Those About to Rock (We Salute You)", alcançaram o 13º e 15º lugar no Reino Unido respectivamente.[38]

Saída de Rudd e declínio comercial (1983-1987)[editar | editar código-fonte]

No meio de rumores de alcoolismo e drogas, o relacionamento do baterista Phil Rudd com Malcolm Young deteriorou e, após um longo período de ódio, eles brigaram. Rudd foi demitido duas horas após a briga.[20] Ele foi substituído por Simon Wright no verão de 1983.

Mais tarde naquele ano, a banda lançou o seu nono álbum, Flick of the Switch, que fez menos sucesso que seus álbuns anteriores, e foi considerado pouco desenvolvido. Um crítico afirmou que a banda "tem feito o mesmo álbum nove vezes".[39] Numa enquete da revista Kerrang!, AC/DC foi votado como a oitava maior decepção de 1984. Entretanto, Flick of the Switch alcançou o quarto lugar na parada de álbuns do Reino Unido,[20] e a banda teve menor sucesso com os singles "Nervous Shakedown" e "Flick of the Switch". O próximo álbum, Fly on the Wall, foi produzido por Angus e Malcolm Young e lançado em 1985, também foi considerado pouco inspirado e pouco desenvolvido.[40]

Em 1986, a banda retornou as paradas com a música "Who Made Who". O álbum Who Made Who foi trilha sonora do filme Maximum Overdrive de Stephen King. No álbum há músicas mais antigas como "You Shook Me All Night Long", "Ride On" e "Hells Bells", além de músicas inéditas como "Who Made Who" e duas instrumentais, "D.T." e "Chase the Ace".

Popularidade renovada (1987-2000)[editar | editar código-fonte]

AC/DC lançou em 1988 o álbum Blow Up Your Video, foi gravado no Miraval Studio in Le Val, na França, e reuniu a banda com seus produtores originais, Harry Vanda e George Young. A banda gravou dezenove músicas, escolhendo dez para o lançamento do álbum.[41] Blow Up Your Video foi um sucesso comercial, vendeu mais cópias que seus dois últimos álbuns juntos, e alcançou o 2º lugar na parada de álbuns do Reino Unido, a melhor posição desde o Back in Black em 1980. A turnê mundial Blow Up Your Video começou em fevereiro de 1988, em Perth, Austrália.

Phil Rudd tocando na KeyArena em Seattle, durante a turnê Ballbreaker World Tour em 1996.

Após a turnê, Simon Wright saiu do AC/DC para trabalhar com a banda Dio no álbum Lock Up the Wolves, e foi substituído pelo veterano Chris Slade. Brian Johnson ficou indisponível vários meses enquanto finalizava seu divórcio,[20] então os irmãos Young escreveram todas as músicas do próximo álbum, prática que continuou para todos os álbuns seguintes até o Black Ice, lançado em 2008.

O novo álbum, The Razors Edge, foi gravado em Vancouver, Canadá e produzido por Bruce Fairbairn, que já havia trabalhado com Aerosmith e Bon Jovi. Lançado em 1990, foi um grande retorno da banda, e incluía os singles "Thunderstruck" e "Are You Ready" que alcançaram o quinto e o décimo sexto lugar respectivamente na Billboard Mainstream Rock Tracks, e "Moneytalks", que alcançou o vigésimo terceiro lugar na Billboard Hot 100. Vários shows da turnê Razors Edge foram gravados para o álbum ao vivo do AC/DC lançado em 1992, Live. Live foi produzido por Fairbairn, e é considerado um dos melhores álbuns ao vivo da década de 1990.[42] No ano seguinte, a banda gravou a música "Big Gun", que fez parte da trilha sonora do filme de Arnold Schwarzenegger, Last Action Hero, e a música foi lançada como single, alcançando o primeiro lugar na Billboard Mainstream Rock Tracks, foi o primeiro single da banda a alcançar o 1º lugar nessa parada.[26]

Em 1994, Angus e Malcom Young chamaram Phil Rudd para substituir Slade, eles tinham forte desejo em voltar a trabalhar com Rudd. Em 1995, a formação de 1980 está de volta, a banda lança Ballbreaker, gravado no Ocean Way Studios em Los Angeles, Califórnia, e produzido por Rick Rubin. O primeiro single do álbum foi "Hard as a Rock". Mais dois singles foram lançados do álbum: "Hail Caesar" e "Cover You in Oil".

Em 1997, foi lançado um box set chamado Bonfire. No box set contém quatro álbuns: uma versão remasterizada de Back in Black, Volts, e dois álbuns ao vivo, Live from the Atlantic Studios e Let There Be Rock: The Movie. Live from the Atlantic Studios foi gravado no dia 7 de dezembro de 1977 no Atlantic Studios em Nova Iorque. Let There Be Rock: The Movie é um álbum duplo gravado em 1979 no The Pavillon em Paris.

Eventos recentes (2000-2007)[editar | editar código-fonte]

Angus Young tocando em Colônia, Alemanha em 2001 durante a turnê Stiff Upper Lip Tour.

Em 2000, a banda lançou o seu décimo quarto álbum de estúdio, Stiff Upper Lip, produzido por George Young no Warehouse Studio, em Vancouver. O álbum foi mais bem recebido pelas críticas do que o Ballbreaker, mas foi considerado necessitado de novas ideias.[43] [44] A versão lançada na Austrália incluía um disco bônus com três videos promocionais e apresentações gravadas em Madrid no ano de 1996. Stiff Upper Lip alcançou o primeiro lugar em cinco países, incluindo Argentina e Alemanha; 2º lugar em três países, Espanha, França e Suíça; terceiro lugar na Austrália; quinto lugar no Canadá e em Portugal; e sétimo lugar nos Estados Unidos, Noruega e Hungria. O primeiro single, "Stiff Upper Lip" ficou no topo da Billboard Mainstream Rock Tracks por quatro semanas.[26] Os outros singles lançados também foram muito bem, "Satellite Blues" e "Safe in New York City" atingiram o 7º e 31º lugar na Billboard Mainstream Rock Tracks respectivamente.

Em 2002 a banda assinou um longo contrato com a Sony Music,[45] que passou a lançar uma série de álbuns remasterizados da banda. Cada lançamento continha um livreto expandido, com fotografias raras, recordações e notas.[46] Em 2003, todos os álbuns (exceto Ballbreaker e Stiff Upper Lip) foram remasterizados e relançados. Ballbreaker foi eventualmente relançado em outubro de 2005 e Stiff Upper Lip foi relançado mais tarde, em abril de 2007.

No dia 30 de julho de 2003 a banda tocou com The Rolling Stones e Rush no Molson Canadian Rocks for Toronto. O concerto detém o recorde de maior número de pagantes da história na América do Norte.[47] O AC/DC se tornou a segunda banda australiana que mais faturou em 2005,[48] e a sexta que faturou em 2006.[49] Verizon Wireless ganhou o direito de lançar os álbuns de estúdio e todo o Live at Donington para download em 2008.[50]

No dia 16 de outubro de 2007, a Columbia Records lançou um duplo e triplo DVD intitulado Plug Me In. O conjunto é constituído de cinco e sete horas de filmagens raras, e ainda uma gravação da banda tocando no colégio: "School Days", "T.N.T.", "She's Got Balls" e "It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)". O disco um contém shows raros da banda com Bon Scott, e o disco dois é sobre a era de Brian Johnson. A edição de colecionador contém um DVD extra com mais 21 performances raras da banda e mais entrevistas.[51]

Black Ice (2008-2010)[editar | editar código-fonte]

AC/DC em novembro de 2008 durante a turnê Black Ice.

No dia 18 de agosto de 2008, a Columbia Records anuncia o lançamento do décimo quinto álbum de estúdio da banda, Black Ice, dia 18 de outubro a versão australiana e dia 20 de outubro a versão internacional. Foi o primeiro álbum lançado em oito anos, e foi produzido por Brendan O'Brien. Assim como Stiff Upper Lip, ele foi gravado no The Warehose Studio em Vancouver.[52] Black Ice fez história estreando em número 1 na parada em 29 países. Com mais de 6.5 milhões de cópias vendidas no mundo, combinada com mais de 5,5 milhões vendidos no catálogo, AC/DC ultrapassou os Beatles como a artista No.1 na venda no catálogo nos Estados Unidos em 2008. Os 18 meses da World Tour Black Ice foi anunciada em 11 de setembro e começou em 28 de outubro, em Wilkes-Barre, Pennsylvania.[53]

"Rock 'n' Roll Train" é o primeiro single do álbum, foi lançado nas rádios no dia 28 de agosto. No dia 15 de agosto, AC/DC gravou um videoclipe para a música em Londres com uma seleção especial de fãs que tiveram a chance de participar do videoclipe.[54] Black Ice foi o segundo disco mais vendido do mundo em 2008.[55]

No dia 3 de junho de 2009, a banda apresentou-se em Portugal, num concerto no Estádio José Alvalade, em Lisboa.[56] No dia 27 de novembro de 2009, após 13 anos, o AC/DC retornou ao Brasil, fazendo o show no Estádio do Morumbi.[57] [58]

No final de setembro de 2009, a banda remarcada seis shows quando Brian Johnson passou por uma cirurgia.[59] Em 29 de setembro, a banda anunciou uma coleção de raridades gravadas em estúdio e ao vivo,Backtracks.

Em 26 de janeiro de 2010, AC/DC anunciou em seu site oficial o lançamento de seu novo álbum AC/DC: Iron Man 2, uma coletânea com a trilha sonora do filme Iron Man 2.

Depois de 20 meses da turnê e tocando para mais de cinco milhões de pessoas em 108 cidades em mais de 28 países, a turnê do álbum chega ao fim em Bilbao, Espanha no dia 28 de junho de 2010. Eles lançaram um DVD dos seus concertos ocorridos na Argentina entre 2, 4 e 6 de dezembro de 2009, chamado Live at River Plate.[60]

Futuro álbum (2011-presente)[editar | editar código-fonte]

Em uma entrevista ao site Pop Eater, o vocalista Brian Johnson diz que a banda deve se reunir quando a banda completar quarenta anos de carreira em 2013 para gravar um novo disco e uma turnê de comemoração: “Para conversar sobre como estamos nos sentindo em relação a comemoração da data”. Mas Brian disse que não há data para entrar nos estúdios para evitar pressão:“Nós nunca dizemos que ‘estamos indo para o estúdio em janeiro do ano que vem’. Se você faz isso, você está sob pressão, e nós nunca trabalhamos desse jeito”.[61]

Conforme relatado por Ultimateclassicrock.com, Brian Johnson está previsto para convidado no primeiro álbum de Sting em 10 anos, intitulado "The Last Ship", que está programado para lançamento dia 24 de setembro de 2013. A música do álbum também vai acompanhar um futuro musical. [7]

Rock or Bust

Em 2014 a banda anuncia um novo álbum intitulado "Rock or Bust". "Rock or Bust" será o primeiro CD sem a participação de Malcolm Young, membro fundador da banda. O lançamento está previsto para 1º de Dezembro de 2014.

Saída de Malcolm

No dia 16 de Abril de 2014, O AC/DC manda um recado para os fãs na página oficial do Facebook: "Após 40 anos dedicando sua vida ao AC / DC, guitarrista e membro fundador Malcolm Young se ausentará da banda devido a problemas de saúde. Malcolm agradece a todos os veradeiros fãs do mundo inteiro pela paixão inesgotável e apoio. Diante a isso, o AC / DC pede que a privacidade de Malcolm e sua família seja respeitada durante este tempo. A banda vai continuar a fazer música." Com a saída de Malcolm, Stevie Young, sobrinho de Malcolm e Angus entra na banda para trabalhar no novo álbum de estúdio da banda e substituir Malcolm na guitarra rítmica e nos vocais de apoio em uma possível turnê em comemoração aos 40 anos do AC/DC.

Angus Young

Angus sempre foi reconhecido pelo sua energia, seus dedilhados mais do que rápidos, sua interação com os fãs durante o show, contribuindo com backing vocal em algumas músicas, como For Those About To Rock , e por movimentos clássicos, como os dois dedos indicadores acima da cabeça, e o seu mais famoso, o Passe Do Pato. Como todo guitarrista de uma banda de rock respeitável, Angus tem solos famosos e sempre improvisados.

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

O AC/DC entrou no Rock and Roll Hall of Fame em março de 2003. Durante a cerimônia a banda tocou "Highway to Hell" e "You Shook Me All Night Long", com os vocais feitos por Steven Tyler do Aerosmith.[62] Durante o discurso, Brian Johnson citou a música deles "Let There Be Rock".[63]

No dia 1 de outubro de 2004, uma rua de Melbourne, Corporation Lane, foi renomeada para ACDC Lane em homenagem à banda.[64] A rua fica perto da Swanson Street, onde a banda gravou o videoclipe de 1975 da música "It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)".[27] Uma rua em Leganés, Espanha recebeu o nome de "Calle de AC/DC" no dia 2 de março de 2000.[27] [65]

Em 2005, a RIAA atualizou o número de álbuns vendidos pela banda nos Estados Unidos de 63 milhões para 69 milhões de cópias vendidas, fazendo do AC/DC a quinta banda que mais vendeu álbuns nos Estados Unidos e o décimo artista que mais vendeu álbuns nos Estados Unidos, vendendo mais que Madonna, Mariah Carey e Michael Jackson.[11] A RIAA também certificou Back in Black como dupla platina (vinte milhões) nos Estados Unidos, o álbum já vendeu mais de 22 milhões de cópias, sendo o quinto álbum mais vendido da história do país.[13]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Membros[editar | editar código-fonte]

Membros atuais
Membro adicional

Ex-membros[editar | editar código-fonte]

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Estúdio[editar | editar código-fonte]

Prêmios e nomeações[editar | editar código-fonte]

A banda já recebeu várias indicações para o Grammy Awards, "Melhor Performance de Hard Rock" quatro vezes, "Blow Up Your Video" em 1989, "The Razors Edge" em 1991, "Moneytalks" em 1992 e "Highway to Hell" em 1994, e "Melhor Performance de Rock por um Dueto ou Grupo" em 2009 com "Rock N Roll Train".[66] [67] [68] [69] [70]

A banda já recebeu uma indicação para o American Music Awards em 1982 como "Melhor Banda/Dueto/Grupo de Pop/Rock".[71] E também já foi indicada no MTV Video Music Awards como "Melhor Videoclipe de Heavy Metal/Hard Rock" com "Thunderstruck".[72]

Já em 2010, na 52ª edição do Grammy, a banda ganhou a premiação de "Melhor Performance de Hard Rock" com a música "War Machine" do álbum "Black Ice".

Referências

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